Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • Os Estados Unidos denunciaram uma escalada perigosa da Rússia devido ao lançamento do míssil balístico Oreshnik, que atingiu uma área da Ucrânia próxima à fronteira com a Polónia. A acusação foi feita na reunião do Conselho de Segurança da ONU por Tammy Bruce, diplomata norte-americana, que alertou para o potencial de expansão e intensificação do conflito, que pode prejudicar as negociações em curso.
    • A capital ucraniana, Kiev, está a ser alvo de um ataque massivo pela Rússia, que envolve o uso de drones e mísseis balísticos. As autoridades locais estão a tentar repelir os ataques através dos sistemas de defesa aérea. Estes ataques intensificaram-se após o discurso noturno do Presidente Volodymyr Zelensky, que alertou para a preparação de um novo ataque em grande escala por parte da Rússia.
    • A Força Aérea da Ucrânia denunciou que durante a madrugada de terça-feira, a Rússia lançou 156 drones, tendo sido abatidos 135 pelos sistemas de defesa ucranianos.
    • A Noruega anunciou um apoio de emergência de 340 milhões de euros à Ucrânia, destinado a reforçar o setor energético e garantir serviços essenciais. Este apoio surge no contexto de sustentados ataques russos às infraestruturas energéticas ucranianas, com as autoridades locais a denunciarem o impacto severo sobre a população durante os meses de inverno, onde são comuns situações de falta de eletricidade.

  • Bom dia.

    Terminamos aqui a cobertura do conflito na Ucrânia.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta terça-feira no liveblog que agora abrimos.

    Rússia ataca Kiev e Kharkiv. Ataques provocam quatro mortos e seis feridos

  • EUA denunciam "escalada perigosa e inexplicável" da Rússia

    Os Estados Unidos denunciaram hoje uma “escalada perigosa e inexplicável” da Rússia na Ucrânia devido ao lançamento do míssil balístico Oreshnik, de última geração, contra uma área ucraniana próxima à fronteira com a Polónia na semana passada.

    “A Rússia lançou mais ataques contra a Ucrânia, incluindo o lançamento do míssil balístico com capacidade nuclear Oreshnik, contra uma área da Ucrânia próxima à fronteira com a Polónia e a NATO. Isso constitui mais uma escalada perigosa e inexplicável desta guerra, mesmo enquanto os EUA trabalham urgentemente com Kiev, com outros parceiros e com Moscovo para pôr fim ao conflito”, afirmou a diplomata norte-americana Tammy Bruce.

    A denúncia foi feita numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, com Tammy Bruce a acrescentar que a ação da Rússia arrisca “expandir e intensificar a guerra”, prejudicando as negociações em curso.

    “Condenamos os ataques contínuos e cada vez mais intensos da Rússia contra as instalações energéticas e outras infraestruturas civis da Ucrânia. Esses ataques zombam com a causa da paz”, acusou ainda a representante adjunta dos Estados Unidos junto às Nações Unidas.

    Mantendo o tom critico, a diplomata defendeu que a “Rússia, a Ucrânia e a Europa devem procurar a paz seriamente e pôr fim a esse pesadelo”.

  • Capital ucraniana sob ataque. Força Aérea da Ucrânia fala em "ataque maciço" com drones e mísseis balísticos

    A capital da Ucrânia está esta noite a ser atacada, avançam as autoridades locais.

    A imprensa ucraniana refere que o ataque é “maciço” e estão a ser utilizados drones e mísseis balísticos.

    Os sistemas de defesa aérea da Ucrânia estão a tentar repelir o ataque.

  • Zelensky fala em "informações" que apontam para "novo ataque em massa" à Ucrânia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou no seu discurso noturno que “há informações” que apontam para que a Rússia está a “preparar um novo ataque em grande escala”.

    “Drones para esgotar as nossas defesas aéreas e mísseis. Eles querem explorar o frio. Este ataque pode ocorrer nos próximos dias”, avançou Zelensky.

  • Ministro ucraniano acusa Rússia de atacar dois navios civis com bandeiras do Panamá e São Marino

    O vice-primeiro-ministro da Ucrânia, Oleksiy Kuleba, disse que a Rússia atacou dois navios com bandeiras do Panamá e de São Marino, numa publicação no Telegram.

    Segundo Kuleba, o navio ia atracar e ser abastecido de óleo vegetal quando um drone russo o atacou. O ministro não esclareceu, porém, em que porto ocorreu este incidente.

    “Infelizmente, um membro da tripulação ficou ferido. Ele está a receber os cuidados necessários. Os serviços de salvamento marítimo já estão no local, e o incêndio a bordo está a ser extinto”, continuou.

    “Também ocorreu um ataque a um navio com bandeira de São Marino, que saía do porto com uma carga de milho. Felizmente, não há vítimas e o navio continua a sua viagem”, acrescentou Kuleba, que disse ser “mais uma prova de que a Rússia ataca deliberadamente navios civis, o comércio internacional e a segurança da navegação”.

  • Mais de 15 petroleiros da "frota fantasma" mudaram para a bandeira russa nas últimas duas semanas

    Mais de 15 petroleiros da chamada “frota fantasma”, que transporta petróleo de países como a Venezuela ou o Irão, mudaram para a bandeira da Rússia para tentar escapar ao bloqueio da Marinha dos EUA, noticiou o Wall Street Journal, baseado em dados da empresa de monitorização do tráfego marinho, Lloyd’s List Intelligence.

    “Adotar a bandeira russa é uma forma de a frota obscura ficar supostamente protegida de ataques”, afirmou Richard Meade, editor-chefe da Lloyd’s List, ao jornal, sublinhando que “isso pode certamente tornar-se um ponto de atrito entre Washington e Moscovo”.

  • Porta-voz da Comissão Europeia diz que, "em algum momento, terão de ocorrer conversações" com Vladimir Putin

    Falando numa conferência de imprensa esta segunda-feira, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, assegurou que a “paz na Ucrânia depende de uma só pessoa”: Vladimir Putin. E que, a um certo ponto, terão de ocorrer conversações com ele”.

    “Infelizmente, não vemos quaisquer sinais por parte do presidente Putin de que esteja disposto a participar nessas conversações. Por isso, ainda não chegámos a esse ponto. Mas, em algum momento, esperamos, de facto, que haja essas conversações que finalmente conduzam à paz na Ucrânia”, sublinhou a porta-voz, citada pelo Ukrainska Pravda.

  • Zelensky diz ter dado instruções a equipa de negociação para fechar documento com garantias de segurança dos EUA "nas próximas duas semanas"

    Esta segunda-feira, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse numa publicação na rede social X que deu instruções à equipa de negociação do país para fechar o documento com os EUA que estabelece garantias de segurança para a Ucrânia nos próximos 15 dias.

    “Discutimos o calendário para as próximas duas semanas em termos de reuniões, preparação de documentos e possíveis assinaturas”, escreveu o ucraniano, que indicou que esse documento será ainda submetido “à apreciação ao mais alto nível o documento sobre as garantias de segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia”.

    “Este deve ser um documento de importância histórica, e o texto está agora a atingir esse nível”.

  • 2025 foi o ano mais mortal para civis na Ucrânia desde 2022, diz missão de monitorização da ONU

    2025 foi o ano mais mortal para os civis na Ucrânia desde 2022, o ano de início da invasão russa ao país, informou a Missão da ONU para a monitorização dos direitos humanos na Ucrânia numa atualização publicada esta segunda-feira no site da ONU.

    Ao todo, em 2025, 2.514 civis foram mortos no conflito em 2025 e 12.142 ficaram feridos, uma subida de 34% face ao ano anterior e de 70% quando comparado com 2023.

    A vasta maioria das mortes de civis, indicou a missão, ocorreu em zonas controladas pela Ucrânia e após ataques das forças armadas russas.

    “O aumento de 31% no número de vítimas civis em comparação com 2024 representa uma deterioração acentuada na proteção dos civis”, disse Danielle Bell, chefe da missão citada na publicação feita no seu site.

    “Esse aumento foi impulsionado não apenas pela intensificação das hostilidades ao longo da linha de frente, mas também pelo uso ampliado de armas de longo alcance, o que expôs os civis em todo o país a um risco ainda maior”, acrescentou.

  • Ucrânia diz que Rússia lançou 156 drones

    A Força Aérea da Ucrânia denunciou que a Rússia lançou 156 drones contra o território ucraniano durante a noite e madrugada. No total foram abatidos 135 drones, adiantou numa publicação no Facebook.

  • Há hipótese de acabar a guerra em 2026? "Não. Um cessar-fogo, sim", diz ex-MNE ucraniano

    O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia Dmytro Kuleba, que ocupou o cargo durante os primeiros anos da invasão em larga escala, considera que é pouco provável que o conflito acabe este ano. “Acabar a guerra, não. Um cessar-fogo, sim”, disse em entrevista ao jornal Ukrainska Pravda.

    O antigo governante acredita que a Rússia não tem a motivação para pôr um fim permanente aos combates. “As guerras param quando alguém tem uma motivação, pode ser positiva ou negativa”, afirmou Kuleba.

    “A motivação positiva é: eu alcancei o que pretendia, é suficiente por agora, vamos parar. A motivação negativa é a pressão de parceiros e dificuldades a nível doméstico, preciso de fazer uma pausa e reagrupar ou aliviar a pressão de uma parceiro”, enquadrou, acrescentando que nenhuma se verifica de momento.

    “A Rússia está confiante de que pode atingir os seus objetivos através de meios militares. A Ucrânia está confiante de que pode aguentar. Trump, por mais paradoxal que pareça, está a correr entre Putin e Zelensky, a tentar criar uma motivação negativa e positiva para eles, mas ainda não funciona”, apontou.

  • Noruega anuncia apoio de 340 milhões de euros para setor energético ucraniano

    A Noruega revelou hoje que vai fornecer à Ucrânia um apoio de emergência de 340 milhões de euros para apoiar o setor energético e ajudar o Governo a assegurar os serviços essenciais no país.

    A Ucrânia tem denunciado que sucessivos ataques russos contra as infraestruturas energéticas têm deixado a população sem eletricidade durante os meses de inverno.

    “Está um frio de rachar em Kiev hoje, com as temperaturas a chegar aos -16.ºC. Só podemos imaginar o que é para pessoas que estão sem eletricidade por seis horas. Estamos agora a providenciar fundos que a Ucrânia precisa desesperadamente”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros Espen Barth Eide em comunicado. O governante está esta segunda-feira em Kiev.

  • Polícia da Finlândia liberta navio russo apreendido por suspeitas de sabotagem

    A polícia finlandesa libertou o navio russo apreendido no dia 31 de dezembro por suspeitas de ter sabotado um cabo submarino no Golfo da Finlândia. A investigação sobre o incidente ainda está a decorrer.

    O navio, que viajava desde a Rússia para Israel, vai sair de águas territoriais finlandesas ainda esta segunda-feira. “As polícias da Finlândia e da Estónia concluíram o seu trabalho a bordo da embarcação e, portanto, a apreensão pode ser levantada”, lê-se num comunicado de Risto Lohi, do Departamento Nacional de Investigação da Finlândia, citado pela Reuters.

  • Líder ucraniano acusa forças russas de atingirem ambulância em Chernihiv

    As forças russas atingiram uma ambulância na cidade de Semenivka, em Chernihiv, denunciou o líder da administração militar de Novhorod-Siverskyi numa publicação no Facebook.

    Segundo Oleksandr Seliverstov, a ambulância foi atingida quando regressava de uma serviço. Os dois profissionais de saúde que seguiam no interior ficaram feridos.

  • Parte de Dnipro novamente sem eletricidade e água depois de novos ataques russos, diz Ucrânia

    Parte da margem esquerda da cidade de Dnipro continua sem eletricidade depois do ataque russo de sábado, denunciaram as autoridades locais ucranianas. “A situação é difícil, mas está sob controlo”, sublinhou o Conselho Municipal de Dnipro.

    Numa publicação na rede social Telegram, o conselho garantiu que os serviços públicos estão a trabalhar “ininterruptamente” para restabelecer a eletricidade.

    “Também está em andamento o restabelecimento do fornecimento de água na margem esquerdo”, acrescentam.

  • Reino Unido vai desenvolver míssil balístico para a Ucrânia capaz de atingir alvos na Rússia

    O governo britânico anunciou no domingo que vai desenvolver um novo míssil balístico para apoiar as forças ucranianas e capaz de atingir alvos na Rússia. O projeto é conhecido pelo nome “Nightfall”.

    As autoridades do Reino Unido revelaram num comunicado que vão lançar uma competição para rapidamente desenvolver um míssil balístico capaz de transportar uma carga de 200 kg e com um alcance de mais de 500 km.

    Vão ser concedidas a três equipas da indústria da defesa 12 milhões de dólares para produzir os três primeiros mísseis. O objetivo é iniciar testes de lançamento dentro de um ano.

  • Bom dia!

    Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar os principais desenvolvimentos sobre o conflito na Ucrânia.

    Pode recordar as notícias que marcaram domingo nesta ligação.

    Regiões de Zaporíjia e Dnipro sem eletricidade depois de ataques russos. Temperaturas atingem 15 graus negativos

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