Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • A situação no Irão tem gerado tensão internacional, com a Casa Branca a afirmar que todas as opções, incluindo um ataque militar, estão em cima da mesa. Isto surge num contexto de protestos massivos no Irão contra o regime, que resultaram em milhares de mortos e execuções planeadas, algumas das quais foram alegadamente canceladas após a intervenção dos EUA.
    • O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência, a pedido dos Estados Unidos, para discutir a repressão violenta aos protestos no Irão. Durante esta reunião, debatedores destacaram a necessidade de diplomacia e diálogo como meio para resolver a crise, enquanto a ONU apelou à máxima contenção.
    • A comunidade internacional reagiu à crise, com países como a Suíça a oferecer-se para mediar conversações entre os EUA e o Irão, enquanto a União Europeia e o G7 condenaram duramente a repressão. Adicionalmente, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra diversos líderes e entidades iranianas, numa tentativa de pressionar o regime a cessar a violência contra manifestantes.
    • No cenário geopolítico, a Arábia Saudita, o Qatar, e Omã desempenharam um papel em convencer Donald Trump a evitar uma ação militar imediata contra o Irão, argumentando que um ataque poderia desestabilizar ainda mais a região do Médio Oriente. Entretanto, um porta-aviões norte-americano foi enviado para a região como parte de possíveis preparativos militares, numa demonstração de força e prontidão.

  • Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a instabilidade no Irão neste novo artigo em direto.

    Trump promete “acordo de desmilitarização abrangente” com Hamas na Faixa de Gaza

  • Chefe da ONU diz que intervenção no Irão aumenta "volatilidade" do conflito

    Na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, a Secretária-Geral Adjunta, Martha Pobee, disse que um ataque militar no Irão aumentaria “a volatilidade de uma situação já em combustão”.

    Pobee destacou que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, “exorta à máxima contenção neste momento delicado e pede a todos os atores que se abstenham de quaisquer ações que possam levar a mais perdas de vidas ou desencadear uma escalada regional mais ampla”. O chefe da ONU considera que as questões relativas ao Irão, incluindo o programa nuclear, devem ser abordadas por meio da diplomacia e do diálogo, acrescenta Pobee, destacando que as disputas devem ser resolvidas pacificamente, e que a Carta da ONU proíbe ameaça ou o uso da força.

  • Representante iraniano na ONU acusa os EUA e Israel de criarem um "pretexto para intervenção"

    Durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, Gholamhossein Darzi, representante do Irão no órgão, acusou os EUA e Israel de tentarem criar um “pretexto para a intervenção”, depois de não terem alcançado os seus objetivos na guerra de junho.

    “Incapazes de alcançar os seus objetivos por meio da guerra de agressão de 12 dias contra o Irão em junho de 2025, eles agora buscam atingir os mesmos objetivos por meio da desestabilização política, da agitação interna e do caos”, disse Darzi, citado pela Al-Jazeera.

    “Essa estratégia se baseia na fabricação de mortes, na disseminação de números falsos e inflados e na criação de um pretexto para a intervenção estrangeira”, acrescentou. “É um roteiro familiar, usado repetidamente do Iraque à Líbia e à Venezuela.”

    “Qualquer ameaça de uso da força contra o Irão, sob qualquer pretexto, incluindo alegações de proteção a manifestantes ou apoio ao povo iraniano, constitui uma violação grave e manifesta do direito internacional e da Carta da ONU”, disse o enviado na reunião do Conselho de Segurança da ONU. “Invocar a retórica humanitária para justificar o uso da força é um abuso deliberado do direito internacional.”

  • Polícia iraniana estará a pedir dinheiro para liberar corpos de mortos em protestos

    As autoridades iranianas estarão a exigir grandes somas de dinheiro para liberar os corpos dos mortos nos protestos das últimas duas semanas, dizem familiares dos mortos à BBC Persian.De acordo com as fontes, os corpos estão a ser mantidos em necrotérios e hospitais e as forças de segurança dizem que só os vão liberar se as famílias pagarem valores entre os 3 mil e os 6 mil euros.

    Em outros casos, há relatos de famílias que foram contatadas pelas equipas dos hospitais a orientar que busquem os corpos antes que a polícia pudesse pedir qualquer valor.

  • Nível de alerta na base militar norte-americana no Qatar reduziu

    O nível de alerta na base militar de Al Udeid, no Qatar, foi reduzido, avança a Reuters, com base em três fontes, sendo dois diplomatas que falam em condição de anonimato. O alerta foi ativado na quarta-feira, e aeronaves norte-americanas foram retiradas da base, mas agora regressam gradualmente. Também os funcionários que foram alertados para abandonar a base na quarta-feira já têm autorização para regressar.

  • Porta-aviões norte-americano está a caminho do Médio Oriente

    Pelo menos um porta-aviões dos EUA está a caminho do Médio Oriente, avançam fontes militares à Fox News, que publica que são esperados ativos militares norte-americanos de ar, terra e mar na região nos próximos dias e semanas, opções militares para o caso de Donald Trump decidir avançar com uma ação militar contra o Irão. Sistemas anti mísseis também devem ser deslocados para proteger as bases norte-americanas e Israel.

    A embarcação que já está a movimentar-se em direção a região poderá ser o USS Abraham Lincoln, atualmente a operar no Mar da China Meridional, ou um dos dois transportadores que partiram de Norfolk e San Diego no início desta semana, já que o trânsito para a região deve levar pelo menos uma semana.

    De acordo com as fontes ouvidas pela Fox News, se Trump avançar com uma intervenção militar, será “diferente, mais ofensiva”, e que vai depender de como o Irão vai agir nos próximos dias.

  • Ativistas e jornalistas são ouvidos em reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU

    Já começou a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, um pedido dos Estados Unidos da América para discutir a repressão aos protestos no Irão.

    De acordo com a Al-Jazeera, uma das primeiras pessoas a ser ouvida foi Masih Alinejad, uma jornalista iraniana e americana da Voice of America Persian News Netword, que foi fechada em março de 2025 por uma ordem executiva de Donald Trump. A jornalista diz que é preciso uma ação “real e concreta” por parte da comunidade internacional contra o regime iraniano, com o objetivo de “trazer justiça” aos que estão “a ser massacrados” no país. “O Secretário Geral da ONU não falou publicamente contra o massacre que decorre no Irão”, disse Alinejad, que considera que o governo do país deve ser tratado como um grupo terrorista como o Estado Islâmico.

    Também o ativista iraniano e ex-prisioneiro, Ahmad Batebi, deu o seu depoimento sobre como foi tratado nas prisões iranianas. Batebi diz que foi torturado pelas autoridades iranianas para confessar publicamente que era um agente infiltrado norte-americano. “É exatamente a mesma situação que se passa no Irão agora”, disse o homem, afirmando que “pessoas inocentes” estão a ser obrigadas a fazerem confissões falsas.

  • Casa Branca: envio de tropas europeias para a Gronelândia não influencia ambição de Trump

    A porta-voz da Casa Branca advertiu hoje que o destacamento de tropas europeias para a Gronelândia não terá influência na ambição do Presidente norte-americano, Donald Trump, em relação ao território autónomo dinamarquês.

    “Não acredito que o envio de tropas para a Europa tenha qualquer impacto na tomada de decisões do Presidente, e não tem impacto no seu objetivo de adquirir a Gronelândia”, afirmou Karoline Leavitt em conferência de imprensa.

    Os comentários da porta-voz surgem depois de a Dinamarca ter anunciado na quarta-feira um aumento imediato das suas forças na Gronelândia, bem como a realização de exercícios militares, num esforço para aliviar as preocupações declaradas por Washington sobre a segurança do território e da região do Ártico.

  • Príncipe herdeiro diz que, se chegar ao poder, convoca referendo sobre se iranianos preferem república ou monarquia

    O príncipe herdeiro e filho do último Xá da Pérsia, Reza Pahlavi, se chegar ao poder, promete organizar um referendo em quatro meses para perguntar aos iranianos se pretendem ou não restaurar a monarquia ou se pretendem uma república parlamentar.

    Numa entrevista à revista Economist, Reza Pahlavi detalha que se os iranianos escolherem a monarquia ele seria coroado dois meses depois do referendo.

    Além disso, Reza Pahlavi referiu que estabeleceria relações diplomáticas com Israel (algo que o último xá nunca fez) e abandonaria o programa nuclear.

  • Suíça convoca embaixador iraniano para transmitir "profunda preocupação" com a repressão dos protestos no Irão

    A Suíça convocou o embaixador iraniano para transmitir a sua “profunda preocupação” com a repressão aos protestos no Irão, avança a Al-Jazeera, citando Monika Schmutz Kirgoz, chefe da divisão do Oriente Médio e Norte da África do Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço.

    Anteriormente Gabriel Lchinger, outro oficial do ministério, conversou por telefone com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, e ofereceu a ajuda da Suíça para “reduzir a tensão da situação atual”.

  • Netanyahu falou com Trump e pediu para adiar ataque ao Irão

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para adiar um possível ataque ao Irão, avança hoje o New York Times.

    Os dois líderes falaram sobre o assunto ontem, segundo confirmou, numa conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

    No entanto, a responsável não revelou qual foi o teor da conversa. “Jamais divulgaria os detalhes dessa conversa sem a aprovação do Presidente.”

  • Porta-voz da Casa Branca não afasta ataque militar dos EUA ao Irão: "Todas as opções estão em cima da mesa"

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, assegurou que a presidência norte-americano está a “monitorizar a situação no Irão”.

    “Todas as opções permanecem em cima da mesa para o Presidente”, garantiu Karoline Leavitt, não descartando um ataque militar contra o Irão.

  • Casa Branca: Irão planeava 800 execuções ontem, mas não avançou com nenhuma

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse, aos jornalistas, que o Irão planeava executar 800 pessoas ontem, mas que acabou por não o fazer.

    “O Presidente e a sua equipa têm falado com o regime iraniano e dito que se a matança continuar, haverá graves consequência. O Presidente recebeu uma mensagem de que a matança e as execuções pararam”, frisou Karoline Leavitt.

    A porta-voz destacou que Donald Trump “entende hoje que 800 execuções que estavam agendadas e deveriam ocorrer ontem foram canceladas”.

  • Suíça oferece-se para mediar conversas entre EUA e Irão

    O chefe do Departamento de Segurança Internacional do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suíça, Gabriel Lchinger, conversou por telefone com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, avança a Al-Jazeera, citando informações cedidas pelo ministério.

    “Durante essa conversa, Gabriel Lchinger ofereceu os serviços da Suíça para ajudar a reduzir a tensão na situação atual”, afirmou o ministério.

  • Bruxelas promete sancionar responsáveis "pelas atrocidades abomináveis" no Irão

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu esta quinta-feira novas e “severas” sanções a mais “responsáveis pelas atrocidades” no Irão, onde a repressão das manifestações contra o regime já provocou milhares de mortos.

    “O povo do Irão que está a lutar corajosamente por uma mudança tem todo o nosso apoio, todo o nosso apoio político. Pede-nos também que incluamos na lista, não só a Guarda Revolucionária Islâmica, como já fizemos, mas também outros responsáveis pelas atrocidades (…) e sim, fá-lo-emos”, afirmou Von der Leyen.

    Em conferência de imprensa na cidade cipriota de Limassol no âmbito da viagem do colégio de comissários a Chipre, que assume este semestre a presidência do Conselho da União Europeia (UE), a líder do executivo comunitário descreveu a situação no Irão como “abominável“.

  • Senador republicano desmente notícias sobre desistência de Trump em atacar o Irão: "Fiquem atentos"

    Numa publicação no X, o senador republicano Lindsey Graham, que tem sido um grande defensor de uma possível intervenção militar norte-americana no Irão, afirmou que as notícias sobre a desistência de Trump em atacar o país estão “longe da verdade”.

    “Todas essas manchetes são exemplos de reportagens totalmente imprecisas. As circunstâncias que envolvem a ação decisiva e necessária contra o regime maligno do Irão não têm nada a ver com a vontade ou a determinação do Presidente Trump. Nada poderia estar mais longe da verdade. Muito pelo contrário. Fiquem atentos”, escreveu.

  • Conselho de Segurança da ONU vai fazer reunião de emergência para discutir protestos no Irão

    O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência para discutir a repressão do Irão aos protestos no país, avança o The Guardian. O encontro terá sido um pedido dos Estados Unidos da América, e deve começar por volta das 15h do horário ET, 20h em Portugal continental.

  • Irão nega que jovem detido em manifestações será executado. "Boas notícias", diz Trump

    As autoridades iranianas negam que Erfan Soltani será executado, tal como o divulgado por várias organizações não governamentais, incluindo a Amnistia Internacional.

    De acordo com o que afirmou o judiciário iraniano à emissora estatal IRIB, citada pela BBC, Soltani enfrenta acusações de “conluio contra a segurança nacional” e “atividades de propaganda contra o governo”, crimes que não são puníveis com a pena de morte. As autoridades iranianas dizem ainda que as notícias a falarem sobre a possível execução do jovem iraniano detido durante as manifestações no país eram um “ato flagrante de fabricação de notícias”.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, também afirmou que “não havia nenhum plano” para enforcar pessoas. Na TruthSocial, Donald Trump reagiu a uma notícia da Fox News que diz que os manifestantes não serão mais sentenciados à morte. “São boas notícias. Espero que continue assim”.

    Entretanto, a organização curda de direitos humanos Hengaw, sediada na Noruega, afirmou que a família de Soltani diz que a execução do jovem, que estava originalmente agendada para a passada quarta-feira, havia sido “adiada”, mas alertou que “sérias e contínuas preocupações” em relação à sua vida permaneciam.

  • Ataque iminente dos EUA ao Irão pode estar no horizonte?

    Bruno Cardoso Reis explica evacuação de bases militares no Irão. O historiador admite ainda a possibilidade de Maria Corina Machado entregar medalha de prémio Nobel a Donald Trump. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Ataque iminente dos EUA ao Irão pode estar no horizonte?

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