Momentos-chave
- Embaixada dos EUA em Israel vai abrir postos de atendimento temporários na Cisjordânia
- "Não é estritamente necessário falar com Vladimir Putin", defende ministro dos Negócios Estrangeiros
- Rangel destaca "propostas construtivas dos EUA" e "enormes esforços" da Ucrânia nas negociações com a Rússia
- Trump deverá apresentar planos para o Irão no Estado da União
- Erika Kirk e seleção de hóquei estarão presentes no Estado da União
- Zelensky agradece apoio da Croácia e os 12 mil milhões dos países nórdicos
- Chanceler alemão diz que China deve pressionar Rússia para pôr fim à guerra
- Caso Epstein: ex-embaixador foi detido por risco de fuga. "Sem sentido", dizem advogados de Mandelson
- Rússia não pode sair da mesa das negociações "premiada", afirma António Costa
- "Até agora houve relativo insucesso nos esforços de Trump junto de Putin", diz presidente do Conselho Europeu
- "O que falta para chegarmos à paz é a Rússia finalmente decidir que já chega", diz António Costa
- Zelensky pressiona para que se defina data para adesão à UE, mas Von der Leyen diz que esse compromisso "não é possível"
- "Mesmo que Putin não queira", China e EUA podem "forçá-lo" a alcançar a paz, diz Zelensky
- Ministro da Defesa ucraniano apresenta novo plano para quinto ano de guerra
- EUA alertam cartéis mexicanos para “sérias consequências” se houver ataques a norte-americanos
- "O nosso povo confia na Europa". Zelensky agradece visita de Von der Leyen e António Costa
- Canadá anuncia pacote de 220 milhões para a Ucrânia
- O que aconteceu até agora
- "Os países da NATO deviam ter transparência moral, mas não têm". Herzog critica ONU sobre terrorismo e apoia plano de Trump para Gaza
- Medvedev ameaça França e Reino Unido com ataques nucleares caso estes ajudem Kiev com tecnologia atómica
- Putin acusa Kiev de "torpedear" processo de paz e avisa aliados que irão "arrepender-se" de apoio à Ucrânia
- "Putin está a explorar cinicamente o frio". Dinamarca anuncia mais de 25 milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia
- EUA conseguem manter ataque aéreo intenso durante apenas quatro a cinco dias, diz relatório
- Israel disse que retaliaria duramente contra o Líbano caso o Hezbollah se envolvesse num conflito entre EUA e Irão
- Onze líderes europeus em Kiev
- Pelos menos três mortos e 28 feridos em ataques russos na Ucrânia nas últimas 24 horas
- Kremlin diz que sempre preferiu a "via pacífica" mas promete continuar a lutar até que os objetivos sejam atingidos
- Zelensky diz ao Parlamento Europeu que Ucrânia precisa de uma data concreta para a adesão à União Europeia
- EUA atacam Irão? Trump vai decidir com base nas opiniões de Steve Witkoff e Jared Kushner
- Marcelo tem esperança de que "2026 traga um fim justo a esta guerra" e garante "apoio inabalável" à Ucrânia
- Zelensky recorda conversa com Biden: "Preciso de munições, não preciso de uma boleia"
- Rússia anuncia derrube de 103 drones no dia do 4.º aniversário da guerra
- Num longo vídeo publicado nas redes sociais, Zelensky garante que guerra "não quebrou os ucranianos"
- António Costa e Von der Leyen já chegaram a Kiev e prometem "apoio incondicional" à Ucrânia
Histórico de atualizações
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Fica por aqui a cobertura desta terça-feira da atualidade internacional marcada pelas diversas tensões mundiais.
Esta madrugada vamos acompanhar ao minuto o discurso anual do Presidente norte-americano ao Congresso — o Estado da União. Pode seguir a intervenção de Donald Trump neste liveblog. Fique connosco!
Estado da União. Trump vai apresentar planos para o Irão no discurso
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Embaixada dos EUA em Israel vai abrir postos de atendimento temporários na Cisjordânia
A Embaixada dos EUA em Israel anuncia que, pela primeira vez, irá criar postos de atendimento temporários em duas localizações na Cisjordânia para fornecer serviços de passaporte a cidadãos americanos.
O primeiro evento temporário — com a duração de um dia — será realizado na sexta-feira em Efrat, que abriga uma grande comunidade de americanos.
— U.S. Embassy Jerusalem (@usembassyjlm) February 24, 2026
Beitar Illit também vai sediar um evento de serviços consulares, juntamente com a cidade palestina de Ramallah, segundo uma publicação da embaixada dos EUA na rede social X, que acrescentou que também haverá pontos de atendimento temporários em Haifa, Jerusalém, Netanya e Beit Shemesh.
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Torre Eiffel acende com cores da bandeira ucraniana
O principal monumento de Paris foi esta noite aceso com as cores da bandeira da Ucrânia, assinalando assim os 4 anos de guerra.
A imagem foi partilhada por Emmanuel Macron na rede social X sem qualquer frase associada.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) February 24, 2026
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"Não é estritamente necessário falar com Vladimir Putin", defende ministro dos Negócios Estrangeiros
O ministro dos Negócios Estrangeiros considera ainda que “não é estritamente necessário falar com Vladimir Putin” para que a negociação chegue a bom porto.
“Esse diálogo não vai adiantar de muito”, garante Paulo Rangel, alinhando-se com a posição europeia, recordando que a agressão russa “abriu um precedente gravíssimo” na violação de fronteiras.
Apesar de tudo, reconhece que “eventualmente terá que se chegar a uma posição em que ninguém saia humilhado”, mas rejeita que se dê “ganho de caso à Rússia”.
Lamenta ainda que Donald Trump nunca tenha visitado a Ucrânia, bem como a alteração de posição dos EUA. E nota que “a China tem uma capacidade de influenciar a Rússia que é muito importante”, sendo que o seu papel não tem sido até agora aproveitado na construção de uma solução para a paz.
“O Presidente Trump e a sua administração tem uma capacidade de intervenção que mais nenhum país do mundo tem neste conflito”, afirma também.
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Rangel destaca "propostas construtivas dos EUA" e "enormes esforços" da Ucrânia nas negociações com a Rússia
“Têm havido muitas negociações que não têm sido muito produtivas com a responsabilidade quase exclusiva da Federação Russa”, assinala Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista à SIC Notícias, a propósito dos quatro anos de guerra na Ucrânia.
“Acho que pode haver chances de 2026 ser o ano em que terminaria esta guerra, mas sinceramente isto é algo que não podemos prever”, adianta ainda o governante, que reconhece os “enormes esforços” da Ucrânia para se “aproximar de uma posição que seja aceitável pela Federação Russa”.
Rangel diz ainda que “há propostas dos EUA bastante construtivas” e que existe “vontade” para que possa haver um acordo. “Há condições para isso, agora está tudo do lado da Federação Russa”, reitera. E acrescenta: “Se ela continuar obstinada como está provavelmente para o ano estaremos aqui a assinalar os 5 anos da guerra.”
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Zelensky diz que Putin não "quebrou" ucranianos ao assinalar 4 anos da invasão da Rússia
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Rússia não “quebrou os ucranianos” nem triunfou na sua guerra, quatro anos após uma invasão que testou severamente a determinação de Kiev e dos seus aliados.
Além disso, disse Zelensky, a guerra alimentou os receios dos europeus sobre a escalada das ambições de Moscovo.
Numa demonstração de apoio, mais de doze altos responsáveis europeus dirigiram-se à capital ucraniana para assinalar o aniversário sombrio do conflito, que matou dezenas de milhares de pessoas, desestabilizou a vida de milhões de ucranianos e criou instabilidade para além das suas fronteiras.
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Trump deverá apresentar planos para o Irão no Estado da União
O Presidente norte-americano deverá utilizar o seu discurso do Estado da União para “defender publicamente” os seus planos futuros para o Irão. A informação é avançada pela agência Reuters, que cita dois responsáveis da Casa Branca com conhecimento da situação. As duas fontes não detalharam que planos são estes, mas admitem que podem incluir uma mudança de regime.
A agência noticiosa classifica o discurso desta noite como “uma oportunidade” para o Presidente norte-americano justificar perante os eleitores o seu interesse em intervir no Irão, depois de ter feito uma campanha focada nos problemas internos e crítica da interferência dos EUA no estrangeiro.
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"Libertem os ficheiros". Vítimas de Epstein vão usar pin durante Estado da União
As vítimas de Jeffrey Epstein que vão estar presentes durante o discurso do Estado da União, para o qual foram convidados por congressistas democratas, irão estar presentes com pins ao peito com mensagens políticas.
“Mantenham-se ao lado dos sobreviventes” e “libertem os ficheiros” são algumas das frases que se vão ler nos pins, que incluem blocos negros para representar as informações rasuradas a negro nos ficheiros divulgados.
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Erika Kirk e seleção de hóquei estarão presentes no Estado da União
Já são conhecidos os convidados que irão estar presentes para assistir ao discurso de Donald Trump no Estado da União, que irá acontecer esta madrugada (2h, hora em Lisboa).
Um deles será Erika Kirk, a viúva do ativista conservador Charlie Kirk, que foi assassinado em setembro. O Presidente também convidou a seleção nacional de hóquei no gelo e os pais de Sarah Beckstrom, membro da Guarda Nacional que foi morta em Washington.
A primeira-dama, Melania Trump, terá convidado duas pessoas ligadas às suas iniciativas de Inteligência Artificial e acolhimento familiar, mas as suas identidades não são conhecidas.
Já do lado do Partido Democrata, alguns congressistas convidaram vítimas de Jeffrey Epstein para estarem presentes durante o discurso.
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Guterres considera inaceitável “jogo de roleta” nas instalações nucleares ucranianas
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou hoje que os combates em curso na Ucrânia representam riscos diretos para a segurança das operações das instalações nucleares ucranianas, pedindo o fim imediato deste “inaceitável jogo de roleta nuclear”.
As declarações foram feitas perante o Conselho de Segurança da ONU pela subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, que discursou em nome de Guterres, que não conseguiu chegar a Nova Iorque devido à tempestade de neve que afeta parte dos Estados Unidos.
Guterres fez um balanço dos quatro anos de guerra na Ucrânia, lamentando as vidas destruídas, as comunidades devastadas e uma instabilidade regional e global aprofundada.
“O custo humano é catastrófico. Apesar dos esforços diplomáticos sem precedentes, o ano passado foi o mais mortífero para os civis ucranianos desde 2022. Mais de 15.000 civis foram mortos na Ucrânia desde o início da invasão e mais de 41.000 ficaram feridos”, frisou.
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Vários caças F-22 aterram em Israel para juntar-se a destacamento de EUA
Vários caças F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos aterraram hoje em Israel, procedentes do Reino Unido, como parte do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente antes de um possível ataque ao Irão.
A comunicação social israelita noticiou este destacamento que, segundo o diário The Times of Israel, é composto por 12 aviões de combate que aterraram numa base israelita no sul do país.
As aeronaves, indicou o jornal, descolaram hoje da base de Lakenheath, no Reino Unido, onde se encontravam desde a semana passada, alegadamente devido a problemas com o reabastecimento de combustível em voo.
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Zelensky agradece apoio da Croácia e os 12 mil milhões dos países nórdicos
Zelensky reuniu-se com líder da Croácia e dos países nórdicos.
Com o primeiro-ministro croata, o líder ucraniano discutiu “a cooperação energética”, escreveu na rede social X.
“A Croácia já está a transferir equipamentos para as necessidades das empresas energéticas ucranianas, e apreciamos a sua disponibilidade para continuar a ajudar na recuperação do setor energético da Ucrânia”
No que toca à cimeira Ucrânia-Nordicos-Balticos, Zelensky escreveu que “foram discutidas garantias de segurança confiáveis para tornar impossíveis novas agressões e assegurar uma estabilidade duradoura para toda a Europa”.
“Agradecemos a disponibilidade dos países nórdicos e bálticos em continuar a ajudar a Ucrânia: pelo menos 12,5 mil milhões de euros em apoio à defesa este ano e 918 milhões para reforçar a resiliência energética.”
Ukraine – Nordic-Baltic Summit. The main focus was achieving a dignified peace and our efforts toward it. Separately – reliable security guarantees to make new aggression impossible and ensure lasting stability for all of Europe.
We appreciate the readiness of the Nordic and… pic.twitter.com/PSPsoLr4h6
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) February 24, 2026
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Libertadas 179 pessoas na Venezuela desde promulgação da lei de amnistia
A Venezuela libertou 179 pessoas desde que promulgou, na quinta-feira, uma lei de amnistia para centenas de presos políticos, anunciou hoje o presidente da comissão parlamentar responsável por supervisionar a aplicação do diploma, Jorge Arreaza.
Desde a sua promulgação, a 19 de fevereiro – há “100 horas” -, foram registados “4.293 pedidos” de libertação, concedidas “3.052 libertações definitivas” (libertação e encerramento de processos para quem estava em liberdade condicional) e “179 pessoas libertadas” das prisões do país, afirmou Arreaza numa conferência de imprensa na Assembleia Nacional, em Caracas.
“O ritmo está a ser extraordinário”, congratulou-se Arreaza, ao passo que a organização não-governamental (ONG) Foro Penal anunciou hoje de manhã a libertação de 91 pessoas desde quinta-feira e de 545 desde 8 de janeiro, após as promessas nesse sentido feitas pelas autoridades.
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Chanceler alemão diz que China deve pressionar Rússia para pôr fim à guerra
Friedrich Merz, Chanceler alemão, diz que a China tem uma “oportunidade significativa” para exercer influência sobre a Rússia.
“A China tem uma oportunidade significativa para exercer a sua influência… Pequim tem uma voz que será ouvida, inclusivamente em Moscovo”, afirmou, citado pela Al Jazeera, à margem de uma visita a Pequim.
Para o alemão é preciso cooperação entre os país “para resolver as principais crises e guerras” que atualmente decorrem, e a guerra na Ucrânia não é exceção, disse.
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"Quinto ano de guerra será marcado pelos objetivos de Putin"
Major General João Vieira Borges acredita que o quinto ano de guerra será marcado pela ambição de Putin. Destaca ainda o apoio europeu que deve continuar para o bem da Ucrânia. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
“Quinto ano de guerra será marcado pelos objetivos de Putin”
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Assembleia-Geral da ONU pede paz justa na Ucrânia, apesar da abstenção dos EUA
A Assembleia-Geral da ONU aprovou hoje uma resolução não vinculativa que pede uma paz justa e um cessar-fogo imediato e incondicional entre Rússia e Ucrânia, destacando-se a abstenção dos Estados Unidos.
Além de defender um cessar-fogo imediato, completo e incondicional, a resolução, apoiada por 107 países, reitera o apelo para uma paz abrangente, justa e duradoura, em conformidade com o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas.
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UE deve dar garantias de segurança à Ucrânia e à Rússia?
Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva defende que solução para a guerra terminar tem de ser pela via diplomática, UE tem papel e critica Trump e Putin, “galos de capoeira”. Ouça aqui o novo episódio de Explicador da Rádio Observador.
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Caso Epstein: ex-embaixador foi detido por risco de fuga. "Sem sentido", dizem advogados de Mandelson
Os advogados de Peter Mandelson, antigo embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos da América e ex-aliado de Keir Starmer a braços com a Justiça por causa da sua ligação ao milionário Jeffrey Epstein, disseram hoje que as autoridades britânicas o detiveram ontem por receios de que o antigo ministro trabalhista fugisse do país.
“Peter Mandelson foi detido ontem, apesar de haver um acordo com a polícia de que ele seria interrogado no próximo mês voluntariamente”, lê-se num comunicado de Peter Mandelson a que o Telegraph teve acesso.
Os advogados de Peter Mandelson defenderam que a detenção foi colocada em prática por uma “sugestão sem sentido de que ele estaria a planear fugir do país e mudar-se permanentemente para o estrangeiro”.
“Isso não é verdade de nenhuma forma”, garantiram os advogados de Peter Mandelson. Segundo adianta o Telegraph, o passaporte do antigo embaixador terá sido apreendido.
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Rússia não pode sair da mesa das negociações "premiada", afirma António Costa
“Esperemos que esta guerra seja a última e que a partir daqui seja possível encontrar uma paz justa e duradoura”, disse ainda António Costa.
Para o presidente do Conselho Europeu, as negociações que agora decorrem têm de salvaguardar um aspeto fundamental: “Que a Rússia não obtém, na mesa das negociações, o que não teve capacidade de alcançar em 4 anos na frente de combate.”
“Isto é decisivo, porque se a Rússia sai premiada desta guerra, isso é um péssimo incentivo” aos outros países com intenções semelhantes, afirmou aos jornalistas.
“É extraordinário como é que, ano após ano, a Ucrânia consegue resistir. A bravura deste povo é uma coisa extraordinária.”
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"Até agora houve relativo insucesso nos esforços de Trump junto de Putin", diz presidente do Conselho Europeu
Reconhecendo que “ninguém deseja mais a paz que os ucranianos e Zelensky”, António Costa sublinha ainda em declarações que a Ucrânia tem sido “o único dos beligerantes que até agora se envolveu no processo de paz e manifestou disponibilidade para fazer cedências”.
“A Rússia, desde o primeiro dia que continua a fazer exatamente as mesmas exigências. Não há uma manipulação [por parte de Putin]. Até agora houve um relativo insucesso nos esforços do presidente Trump junto do presidente Putin”, afirmou o líder do Conselho Europeu.
Costa afirmou que a Ucrânia “poderá sempre contar com a UE” e deixou depois a receita para que esta conflito que já se prolonga há 4 anos chege ao fim.
“É fundamental que a Rússia se decida a empenhar-se na paz e para isso há 2 condições: manter uma pressão elevada sobre a Russia para a forçar a ir para a mesa das negocições e manter o apoio à Ucrânia para que possa continuar a resistir.”