Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • No comício do PS em Castelo Branco, Pedro Nuno Santos acusou o PSD de querer rever o direito à greve, alterar a legislação laboral e privatizar serviços essenciais, como a saúde e a segurança social. Acrescentou que, se a coligação fosse com a Iniciativa Liberal, estas mudanças ocorreriam ainda mais rapidamente. Nuno Santos aproveitou a ocasião para criticar a gestão do Governo em crises e greves.
    • Luís Montenegro afirmou em Santarém que a greve na CP foi influenciada por critérios político-partidários e considerou-a “absolutamente injusta”, causando grande prejuízo à população. O líder do PSD defendeu que, mais cedo ou mais tarde, será necessário repensar a forma como as greves são conduzidas, buscando um equilíbrio entre interesses laborais e o impacto nas pessoas.
    • Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, reagiu às declarações de Montenegro sobre a greve, criticando a abordagem autoritária e lembrando que o direito à greve é uma conquista democrática. A líder bloquista sublinhou que o primeiro-ministro não mostrou preocupação com os trabalhadores nem com os cidadãos que utilizam os comboios.
    • A AD surge à frente numa nova sondagem realizada pela Intercampus para o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e a CMTV com 27,6% das intenções de voto. O PS está a uma distância de 4,5 pontos percentuais (com 23,1%). Segundo o Negócios, o empate técnico desfez-se.

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  • Bom dia.

    Encerramos por aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar a atualidade política nacional, com destaque para a campanha rumo às eleições legislativas, neste outro liveblog.

    https://observador.pt/liveblogs/ad-ultrapassa-ps-na-sondagem-da-aximage-campanha-entra-no-sexto-dia-com-partidos-a-assinalar-dia-da-europa/

  • Sondagem. AD mantém liderança, mas maioria diz que Governo "devia mudar"

    A AD desce ligeiramente nas intenções de voto e segue na liderança da corrida às legislativas, apesar de a maioria dos inquiridos fazer uma avaliação negativa do Governo. A queda do PS é maior.

    Sondagem. AD mantém liderança, mas maioria diz que Governo “devia mudar”

  • Filipe Melo garante que Louçã e Rocha não entram no Parlamento por Braga

    Filipe Melo, deputado e cabeça de lista por Braga, fecha os discursos no jantar-comício e começa por fazer “futurologia”, cumprimentando o “primeiro-ministro André Ventura”. Tem a convicção de que o partido vai “subir” no círculo eleitoral de Braga em termos eleitorais.

    O deputado do Chega eleito por Braga realça o Chega conseguiu “afastar de Braga o pior que há na política: BE, CDU e Livre” e diz que “não aceita Louçãs, extremismos, velhos do Restelo”. “Francisco Louçã não entra naquele Parlamento pelo distrito de Braga”, garante.

    E vai mais longe para se referir à IL como “aqueles partidozinhos de direita” e “essas coisas que descem a Avenida da Liberdade no 25 de Abril de mão dada com a Mortágua”, para atirar: “Rui Rocha não entra no Parlamento por Braga.”

    Termina com o mais recente lema do Chega: depois de 18 de maio “o Luís vai trabalhar para a Spinumviva e o nosso presidente vai trabalhar para governar este país”. Num apelo ao voto ainda aponta: “Se o PS leva os mortos a votar porque não podemos levar os animais.”

  • Nova sondagem coloca AD à frente do PS, já sem empate técnico

    Com 27,6% das intenções de voto, a AD surge à frente numa nova sondagem realizada pela Intercampus para o Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e a CMTV. O PS está a uma distância de 4,5 pontos percentuais (com 23,1%).

    Ao contrário do que aconteceu nos últimos meses e tendo em conta a margem de erro da amostra (que é de 3,1 pontos percentuais), segundo o Negócios, o empate técnico desfez-se. Há um mês, em abril, a sondagem realizada Intercampus colocava o PS à frente da AD, mas mantinha-se a situação de empate técnico.

    https://observador.pt/2025/04/11/nova-sondagem-coloca-ps-a-frente-da-ad-mas-dentro-do-empate-tecnico/

    Em comparação com a sondagem que foi realizada no ano passado, para as legislativas de 10 de março e à mesma distância a que nos encontramos agora de os eleitores voltarem a ir às urnas, a AD tem menos intenções de voto e uma margem menor face aos socialistas (a coligação recolhia 29,3% das intenções de voto, o PS 23,3%).

    O Chega surge como a terceira força política (16,7%), seguido de Iniciativa Liberal (5,8%) e Bloco de Esquerda, que recupera o quinto lugar (com 3,2%). Assim, o Livre aparece em sexto (3%), a CDU em sétimo (2,9%) e o PAN em oitavo (1,8%).

    O número de eleitores que declaram a intenção de votar branco ou nulo sobe para 8,6%. O trabalho de campo da nova sondagem realizada pela Intercampus, hoje divulgada, decorreu entre 24 de abril e 5 de maio. Desta forma, o trabalho de campo terminou no dia do último debate, o das rádios.

  • Ventura considera proposta de Montenegro sobre greve "sem sentido"

    Relativamente às declarações de Luís Montenegro sobre a CP, André Ventura defende que são “sobretudo um erro de cálculo e um erro de ângulo”. Para o líder do Chega, é importante que se foque nos problemas de as pessoas chegarem aos serviços públicos que pagam e “não terem serviços públicos”. “Se houvesse alguma alteração a fazer na lei, deveria ser na questão dos serviços mínimos e não na questão de haver direito à greve”, explica, dizendo que essa ideia é “sem sentido”.

    Insiste ainda que, na governação de Luís Montenegro, se devia ter avançado com o “reembolso dos utentes quando não têm serviços”. “Só mostra que o primeiro-ministro é hábil, do ponto de vista da comunicação, mas que não quer mudar nada. Porque quem quer, no meio de uma campanha eleitoral, propor alguma alteração, não vem falar de uma questão que o primeiro-ministro sabe que é de natureza constitucional e não uma questão de governação”, explica o líder do Chega.

    Luís Montenegro disse o seguinte durante esta quinta-feira: “Não quero que o direito à greve tenha uma lesão tão significativa de outros direitos e é preciso termos um regime que seja proporcional. Um dia vão ter de pôr cobro a isto.”

  • Ventura espera que novo Papa siga Francisco na "esperança" e que "acrescente tom diferente" no combate à imigração

    Aos jornalistas, André Ventura, “fiel católico”, saudou a eleição do Papa, que considera um “momento importante para a Igreja Católica” e um “dia feliz e bom para todos os católico”. Aos olhos do líder do Chega, tendo em conta o que é conhecido até agora, Leão XIV “é um nome que dá a esperança de que no futuro possamos ter uma Igreja interventiva em áreas importantes”. Realçou o facto de ser da Ordem de Santo Agostinho, que diz ser “muito firme nos seus valores e nas suas convicções”.

    “Precisamos de uma Igreja firme, forte em matéria de convicções, em todas as áreas, desde a espiritualidade, à imigração, ao acolhimento, ao combate à pobreza”, alerta, crente de que a escolha “não atende a razões políticas” e que não há uma “simbologia de natureza política” na escolha de um nome norte-americano.

    “Espero que o novo Papa entre com o pé direito. Espero que seja um sinal de reforma para a Igreja. Aliás, os papas com a designação de Leão têm tido essa designação”, lembra, frisando que Leão XIII tem “um maiores encíclicas da história”. Questionado sobre se não pode dar seguimento ao papado de Francisco (que Ventura chegou a criticar), Ventura considera “normal que um determinado Papa, eleito no seguimento de outro, que teve determinadas escolhas para cardeais, tenha sempre um percurso de seguimento”.

    E acrescenta: “Isto não me espanta. Acho que é o normal no percurso mesmo de uma instituição milenar como a Igreja Católica. Agora, cada Papa tem a sua marca. Cada Papa tem o seu estilo. E eu estou mesmo convencido que este Papa pode ser um sinal de esperança.” O líder do Chega aponta que o novo Papa tem “umas condições únicas no mundo”, especialmente “num contexto de instabilidade e de incerteza”, para “ser uma voz de esperança, de combate à pobreza, de combate ao privilégio, como foi o Papa Francisco também nessa matéria, mas que possa eventualmente acrescentar um tom diferente em matérias que achamos que também devem ser diferentes, como é o caso do combate à imigração ilegal”.

  • Pedro Nuno diz que PSD quer rever direito à greve, lei laboral e privatizar: "E se tiveram a companhia da IL ainda é mais rápido"

    No comício do PS em Castelo Branco Pedro Nuno Santos que arrancou com a mesma acusação a Montenegro “de ser o único responsável por estarmos em eleições” e de ser “incompetente” na gestão de crises ou greves, aproveitando o episódio CP de hoje.

    No Cineteatro Avenida cheio até ao primeiro balcão (o PS distrital mobilizou as concelhias em autocarros), Pedro Nuno Santos acusou Montenegro de não ter feito tudo para evitar a greve de hoje, nomeadamente “para conseguir que fossem decretados serviços mínimos”.

    “As greves que tive na CP tiveram sempre serviços mínimos decretados porque isso depende da competência da fundamentação feita e da informação que é dada ao tribunal arbitral”, disse ainda Pedro Nuno Santos dos seus tempos no Governo com a tutela da CP. E ainda juntou a esta greve outra, para atingir Montenegro, ao dizer que “não é a primeira vez” que isto acontece: “A greve do INEM não só não foi evitada como também não teve serviços mínimos decretados”, lembrou apontando o dedo a um Governo “negligente”.

    “Quem não consegue lidar com um apagão com uma greve no INEM ou na CP não consegue lidar com a atual situação de crises e incerteza”, acrescentou ainda.

    Volta à tese matinal de um Montenegro a “ameaçar” e “chantagear” os trabalhadores com “alterações à lei da greve”. Só continua sem explicar — de manhã já tinha chutado para canto, em declarações aos jornalistas — porque é que defendeu, em 2019 e na greve dos combustíveis, “revisitar a lei da greve, mas para assegurar que situações limite não aconteçam”.

    Pedro Nuno Santos só atira ao Governo que acusa ainda de ter “rasgado o acordo” e Luís Montenegro de “não ser um político sério”. “Quando um governo tem um líder político que não é sério é uma questão de tempo até que o Governo não seja sério.”

    O socialista enumerou mesmo: “Primeiro revê-se o direito à greve, depois a legislação laboral, privatiza-se a saúde e a segurança social. E se tiveram a companhia da IL ainda é mais rápido”. Mais à frente havia de dizer outra vez que “AD e IL estão cada vez mais parecidos”.

    Disse ainda que “em matéria de crises” o “Governo da AD nunca chega a tempo. É mesmo o primeiro a chegar atrasado”. E remata o raciocínio considerando que “a AD não merece e não vai ganhar porque não tem competência para governar”.

    No distrito onde o PS teve o melhor resultado no país nas últimas legislativas, Pedro Nuno pediu concentração de votos no PS, “para derrotar a AD e para ter menos um deputado do Chega no Parlamento”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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  • Raimundo sublinha a "grande responsabilidade" do Papa Leão XIV: Seguir o "legado" de Francisco

    Foi em Faro, no último momento de ação do dia, que Paulo Raimundo reagiu à eleição do sucessor de Francisco.

    O secretário-geral do PCP assegura que o partido “respeita a decisão naturalmente”, uma decisão que considera ser “muito relevante – para católicos e não só.“

    E agora o líder partidário, espera que Leão XIV siga o legado do antecessor, Francsico. “A defesa do ambiente, dos direitos sociais, as questões da paz. É um legado de grande responsabilidade – que é necessário continuar“.

    Paulo Raimundo confessa “desconhecer” o novo líder da Igreja Católica e desvaloriza o facto de Robert Francis Prevost ser conterrâneo Donald Trump: “Não tem nada a ver, respeitamos a decisão”.

  • Ventura levou "banho de realidade" no pós-eleições de 2024: "Percebi que PSD e PS são exatamente a mesma coisa"

    No jantar-comício em Guimarães, André Ventura recorda o período pós-eleitoral de 2024 para realçar que houve “oportunidade história de fazer mudança”. “Fiz um esforço para ter estabilidade no país”, sublinha, frisando que andou pelas televisões a apelar a Montenegro, que ambos tiveram “isso na mão” — “Fomos enganados, mas tentámos.”

    André Ventura (que não tem problemas em recordar que Montenegro lhe diz que andou de bandeirinhas no PSD) assume que levou o “banho de realidade” da sua vida. “Percebi que PSD e PS são exatamente a mesma coisa”, aponta, referindo que o país, passado um ano de governação da AD, está “pior ainda na imigração”, que o Governo “cai praticamente por corrupção” e que economia está a “piorar”. “O que mudou entre Costa e Montenegro?”, questiona.

    “Pela primeira vez podemos mesmo vencer”, atira Ventura, crente de que as sondagens nas eleições anteriores davam valores piores do que os conseguidos pelo Chega. E apela ao voto: “Precisamos que todos façam o trabalho de acreditar e levar toda a gente a votar. Não temos nenhuma razão para votar nos mesmos.”

    Neste sentido, alerta que é preciso o partido estar “à altura” para governar, prometendo que “não [vai] governar para quem tem cartão do partido nem para quem tem tachos”.

    “AD anda a dizer deixam o Luís trabalhar. Gostava que saíssemos com novo lema: Luís volta a trabalhar e deixa o André governar”, diz — um cântico que tem sido entoado pela comitiva de campanha.

  • Ventura puxa caso Manu para falar de imigração: "Isto não será novo Brasil, novo Bangladesh, novo Paquistão e nova Índia"

    No distrito de Braga, André Ventura recupera o homicídio de Manu para falar de imigração. Começa por sublinhar que Manu foi “assassinado por um membro de um gangue brasileiro que nunca devia ter entrado no país” e diz que o “mais caricato” é o facto de o país lhe estar a pagar segurança social.

    Compara com a morte de Odair Moniz às mãos da polícia e a forma como “saíram à rua e trouxeram cravos”. “Quando morreu o Manuel foi ignorado e esquecido”, sublinha, para concluir que com o Chega “não entrará nem mais um criminoso na nossa pátria”.

    “Os brasileiros vêm ter comigo a dizer que não querem que Portugal se torne no novo Brasil”, conta, frisando que “procuram aqui refúgio seguro” e apontando que “uma coisa é um refúgio seguro outra é permitir que Portugal se torne num novo Brasil”.

    “Isto é Portugal, não será o novo Brasil, o novo Bangladesh, o novo Nepal, o novo Paquistão e a nova Índia”, alerta, argumentando que é preciso que quem entre respeite valores e cultura. “E no dia em que prevaricarem serão devolvidos à vossa terra”, insiste.

  • Ventura sonha que IL e Bloco não elejam deputados em Braga e ironiza contra Rocha: "Esse grande valor jovem e seguro"

    André Ventura, líder do Chega, discursa agora no jantar-comício em Guimarães, e foca-se nos casos dos jovens que saíram do país para trabalhar, dizedo que Portugal é “o país em que os melhores talentos e valores saem do país e vão criar valor” e há “fluxos de imigração que pouco mais valor trazem”.

    Estamos, diz, “inundados de imigração”, para concluir que Portugal é “um país ao contrário”. “Vamos corrigir o que PS e PSD deixaram errado em 50 anos.”

    Segue agora para criticar os candidatos por Braga. Começa por falar, ironicamente, na “aposta nos jovens” que levou à escolha de Francisco Louçã. “Percam um segundo a ir ver o Instagram do Louçã”, disse, assumindo que está a tentar “fazer uns vídeos meio André Ventura e sai uma coisa absolutamente terrível”.

    E segue para a IL, ironizando que Rui Rocha é “esse grande valor jovem e seguro”. O desejo de Ventura é que Bloco e IL “ficassem sem deputados em Braga”. Realça que “o BE já conta pouco” e sublinha que têm de ser “assacadas responsabilidades” aos liberais porque “viraram as costas” aos portugueses e “colocaram-se como muletas do PSD”.

    “Porque é que crescemos e somos a força viva e eles não? Porque este partido nunca será muleta de ninguém”, garante.

  • Sondagem diária. Tendência inverte-se: AD desce e PS recupera

    Na sondagem diária realizada pela Pitagórica para TSF, Jornal de Notícias, TVI e CNN Portugal, a tendência inverte-se face ao que tinha sido registado esta quarta-feira. Agora, é a AD que está em queda, com o segundo pior resultado da semana (desce dos 34,9% para os 34,5%). Já o PS recupera e volta a subir (dos 26,1% para os 26,3%).

    A mudança de tendência acontece também na avaliação que é feita aos líderes por parte dos eleitores: Luís Montenegro desce e Pedro Nuno Santos melhora, ainda que mantenha um saldo negativo. Os líderes que reúnem as melhores notas são Rui Rocha, Rui Tavares e Paulo Raimundo.

    O Chega mantém-se como a terceira força política, ainda que também desça ligeiramente (0,7 décimas, para os 16%). A Iniciativa Liberal surge em quatro lugar (com 6,3% das intenções de voto). Seguem-se o Livre (3,9%), a CDU (3,1%), o Bloco de Esquerda (2,8%) e o PAN (0,7%).

    O número de indecisos diminuiu para 17,3%.

  • Montenegro volta a acusar Pedro Nuno de andar aos ziguezagues e recorda posições do socialista sobre greves

    É vez de Luís Montenegro discursar em Santarém. Depois de falar longamente sobre os resultados da governação social-democrata, o social-democrata centra-se depois novamente no tema do dia: a greve da CP.

    De manhã, o primeiro-ministro admitiu que era preciso, no futuro, repensar os termos que se realizam greves desta natureza. A tirada de Montenegro motivou duras críticas por parte da oposição, com Pedro Nuno Santos à cabeça — o socialista acusou Montenegro de “autoritarismo”.

    Voltando a Santarém, Montenegro pede para fazer a “reposição da verdade” e a “demonstração da coerência [ou falta dela] dos agentes políticos”. A seguir, o social-democrata lê declarações antigas de Pedro Nuno Santos a propósito da greve dos motoristas, quando este era ministro das Infraestruturas.

    “‘Devemos com cautela refletir sobre a lei da greve, sobre a organização sindical e sobre o abastecimento das nossas infraestruturas críticas’”, lê Luís Montenegro, antes de concluir: “Há aqui uma grande dose de incoerência. Um zig e um zag. O zig, é devemos refletir, o zag é que os que refletem são autoritários. Não sei como é que se pode governar um país com dúvidas e ziguezagues tão declarados. Em que é que as pessoas vão acreditar?”, provoca Montenegro.

    Depois, o social-democrata lê uma nova declaração antiga de Pedro Nuno Santos, quando este dizia que o período eleitoral deveria ser tido em conta quando greves desta natureza são convocadas. “‘Obviamente que nos preocupa que os atos eleitorais, momentos fundamentais na vida democrática de um país, sejam tidos em consideração quando se decide fazer uma contestação ou uma greve. Não deviam’”, lê Montenegro.

    “É por estas e por outras que só há uma força política que garante estabilidade política e na política”, remata o social-democrata.

    A terminar, Luís Montenegro voltou a repetir uma mensagem que tem acompanhado toda a campanha da AD: aqueles que querem estabilidade e que não desejam mini-ciclos políticos, devem votar na coligação PSD/CDS.

    “Querem estabilidade política e não andarmos em eleições todos os anos? Se acreditam que a AD é a solução, têm mesmo de ir votar. Não podem pensar que não é preciso ir votar lá porque as sondagens nos põe em primeiro lugar. Precisamos de uma maioria maior.”

    “Aqueles que ainda não decidiram em que votar ou que votaram noutros partidos, em particular naqueles que ficaram em segundo ou em terceiro, pensem: acham que qualquer um deles contribuiu para a estabilidade quando estão sempre em confronto? Podem não concordar a 100%, mas sabem com o que contam e que só há estabilidade com a AD.” É Montenegro a falar diretamente para os que se arrependeram de votar no PS e no Chega em março de 2024.

    Antes disto, Montenegro tinha visado diretamente o partido de André Ventura, que “disse as maiores tropelias sobre os socialistas, mas votaram ao lado dos socialistas”, e o PS, que passou as eleições anteriores a lançar o “medo” sobre a política de alianças do PSD e acabou a votar tantas vezes ao lado do Chega. “Não temos duas caras. Cumprimos a nossa palavra”, insiste Montenegro.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Rosário Gama pede a pensionistas: "Quem se sente reconciliado com PSD ponha o dedo no ar. Não estão reconciliados porque não esquecem"

    No comício do PS em Castelo Branco, Maria Rosário Gama que foi à campanha falar de pensionistas e garantir que não está “reconciliada com o PSD ou Luís Montenegro”.

    A socialista que também é presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados perguntou mesmo a quem estava na sala cheia do Cineteatro Avenida se se sentiam reconciliados, para logo depois concluir: “Não estão reconciliados porque não esquecem que houve um deputado da Assembleia da República que lhe chamou peste grisalha” — referindo-se a um episódio em 2013 com o deputado do PSD Carlos Peixoto, “Luís Montenegro era líder parlamentar e até achou piada porque nunca se demarcou”, acusou ainda Gama.

    Falou para os que “podem andar convencidos que vem aí Deus e não vem”, para pedir que “não esqueçam que um Governo do PSD quis cortar em definitivo 600 milhões de euros às pensões” .

    A Pedro Nuno Santos deixou um extenso caderno de encargos, se chegar a primeiro-ministro. E Rosário Gama pediu-lhe mesmo que tivesse atenção — já que naquele preciso momento Pedro Nuno estava a falar para o lado no comício — pedindo-lhe que “não permita pensões abaixo do limiar da pobreza que são 590 euros”. Isto além do complemento solidário para idosos pagos em 14 prestações ou apoio domiciliário diversificado para os mais velhos.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Aumento dos salários, legislação laboral e SNS entre propostas da CGTP

    A CGTP considera que é “necessária outra política”, que distribua “melhor a riqueza criada” e garanta o aumento geral dos salários, mas também que esteja comprometida com os valores de Abril.

    https://observador.pt/2025/05/08/legislativas-aumento-dos-salarios-legislacao-laboral-e-sns-entre-propostas-da-cgtp/

  • "A última coisa que podemos misturar é política" com eleição do Papa, diz Pedro Nuno que saúda católicos

    Antes de entrar no comício de Castelo Branco, Pedro Nuno Santos fala agora da eleição do novo Papa para repetir o que já tinha escrito na rede social X, mas também para defender que não se misture o assunto com política.

    Confrontado com as declarações de Montenegro, que disse ser “feliz coincidência” estar em Fátima quando soube da eleição, Pedro Nuno Santos considerou que a “última coisa que podemos misturar é a política com este momento”. Diz que as declarações que faz neste momento porque é líder político “num país que é um país católico”.

    Quanto à escolha para a liderança da Igreja Católica, Pedro Nuno diz que “as primeiras declarações dão sinais do que há grande preocupação com aquela que era também a mensagem do Papa Francisco, de paz e de diálogo” e de uma imagem da Igreja que “ama todos e quer a paz acima de tudo”.

    Espera uma “continuidade com a mensagem poderosa do Papa Francisco”, numa altura em que o mundo precisa de “viver em paz”. O socialista diz que acredita no papel da Igreja Católica e na influência que tem no mundo, desejando que Papa “tenha voz que seja ouvida”.

    E saúda “os católicos em Portugal” por esta ser “a principal religião no nosso país”.

  • Melo pede "justiça" para a AD e diz que Chega é "fraude política"

    Em Santarém, onde a caravana da AD estacionou, discursa agora Nuno Melo. “Quiseram as circunstâncias que connosco em passagem por Fátima tivéssemos conhecido o novo Papa. Tempo agora para as boas escolhas na terra: a boa escolha passará pela AD”, arranca o líder do CDS e ministro da Defesa.

    “Ninguém vence as eleições através das sondagens. A justiça faz-se nas urnas. É de inteira justiça que a AD possa cumprir um ciclo que foi interrompido 11 meses depois”, apela Melo, dizendo que a oposição se moveu por motivos “egoístas”.

    “Teremos de mobilizar todo o povo da AD e convencer os indecisos. Nenhum de nós ache que isto está ganho”, avisa o ministro da Defesa. “A AD é melhor do que qualquer partido da oposição.”

    A seguir, Melo visa diretamente o Chega, acusando o partido de André Ventura de estar a tentar vender uma medida como se fosse sua — a comparticipação de medicamentos para os antigos combatentes — e que foi na verdade do Governo.

    “É indigno. Quando se mente tão despudoradamente para tentar enganar os mais incautos à cata de votos, tenho a certeza absoluta não estamos a combater um partido político; estamos a combater uma fraude na política.”

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Em conferência sobre oligarquia, Mortágua diz que "Portugal precisa de soberania digital" para se proteger dos milionários norte-americanos

    Numa conferência apelidada “Trump, Musk e os ‘tecnomilionários’”, Mariana Mortágua falou sobre empresas como a Meta, a Amazona e a Google que “abusam da sua posição dominante para esmagar concorrência”.

    No auditório do Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, a coordenadora nacional do BE disse que estes grupos económicos “dominam o mercado, porque controlam o mercado”. Tomando o exemplo da Amazon, propriedade por Jeff Bezos, disse que o modelo de negócio da empresa se resume a “cobrar taxas a vendedores”, não adicionando verdadeiramente valor acrescentado àquilo que comercializa.

    Mortágua, citou o autor Peter Thiel, a quem é atribuída a frase: “Não admito que a liberdade e a democracia sejam compatíveis”. Dessa forma, queria alertar para a capacidade que estes grandes grupos económicos têm de manipular os conteúdos que circulam no contexto digital. Para combater essa situação, pede mais “transparência algorítmica”, através da regulação do algoritmo e da proibição dos anúncios dirigidos aos utilizadores da internet.

    A conferência, ao estilo Ted Talk, terminou com Mortágua a dizer que “Portugal precisa de ter soberania digital” autónoma dos EUA, para não estar tão suscetível a todo o contexto descrito, que diz ter o seu epicentro em Silicon Valley.

    “Precisamos de ter uma rede de segurança digital que nos proteja”, sugerindo que é o Estado que deve providenciar esse serviço e dando o exemplo do “sucesso” da Chave Móvel Digital, em Portugal.

  • Pedro Nuno Santos deseja que novo Papa "seja farol de paz, de diálogo e de dignidade humana"

    O líder do PS assinalou no X a eleição do novo Papa como “um dia importante para o mundo — e não apenas para os católicos”. Escreveu que ao Papa Leão XIV cabe “agora a responsabilidade de assumir e prosseguir com o legado e o exemplo do Papa Francisco.”

    “Num tempo de incerteza e conflito, desejo que o novo Papa possa ser um farol de paz, de diálogo e de dignidade humana — princípios que dizem respeito a crentes e não crentes, e que devem inspirar todo o mundo”, escreveu ainda Pedro Nuno Santos.

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