Apesar de se manter o empate técnico, a ultrapassagem do PS à AD na dianteira das intenções de voto para as eleições legislativas de 18 de maio é o principal destaque da nova sondagem da Intercampus, encomendada para o Correio da Manhã, a CMTV e o Jornal de Negócios.

Caso as eleições fossem hoje, os socialistas teriam 24,4% das intenções de voto, mais de um ponto percentual à frente da AD, com 23%, mas com uma diferença ainda abaixo da margem de erro de 4%.

A ultrapassagem foi possível graças à descida da coligação que junta o PSD ao CDS, que conta com menos 3,5% das intenções em comparação com a sondagem de março. Em paralelo, o PS subiu 1,3% face ao mês anterior.

Em terceiro mantém-se o Chega, que também subiu em comparação a março, crescendo mais de dois pontos percentuais para 14,5% dos inquiridos. Esta subida do Chega combinou com a descida da Iniciativa Liberal, que registou uma queda forte de quatro pontos percentuais para 5,7%.

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À esquerda, a CDU aparece na dianteira, com 5% das intenções de voto, seguido do Livre, com 4,3%. A grande surpresa é mesmo a ultrapassagem inédita do PAN ao Bloco de Esquerda, com o partido de defesa dos animais a subir para 2,9%, e os bloquistas a descerem para 2,5%, deixando-os em último lugar.

Outra das principais subidas na sondagem deste mês não pertenceu a nenhum partido, mas sim às pessoas que não sabem ainda em quem votar. Os indecisos cresceram face a março, subindo para 15,4%.

Nas avaliações a políticos, nada mudou muito e mantém-se todos com notas abaixo da média. Numa escala de 1 a 5, o mais bem cotado continua a ser Rui Rocha, com 2,9, seguido de Luís Montenegro, com 2,7 – uma queda de uma décima face ao mês passado. Já a perceção de Pedro Nuno Santos manteve-se igual a março, com nota 2,6.

A sondagem foi realizada entre 4 e 9 de abril e a amostra é constituída por 607 entrevista. O erro máximo de amostragem é de 4%, para um intervalo de confiança de 95%.