Na corrida às legislativas de 18 de maio, a AD continua na frente apesar de uma maioria considerar que o Governo “devia mudar”. A coligação reúne 32% das intenções de voto (com a distribuição dos indecisos e sem contar com os abstencionistas), uma ligeira descida — de um ponto percentual — face aos resultados registados há três semanas, revela uma sondagem realizada por ISCTE/ICS para Expresso e SIC.

As intenções de voto no Partido Socialista também descem, de 29% para 27%, e o mesmo acontece, exatamente na mesma proporção, com o Chega, que cai de 21% para 19%. O número de indecisos permanece o mesmo de há três semanas: 12%. Sem contar com a distribuição destes eleitores, os valores variam. A AD cai dois pontos percentuais (para 25%), à semelhança do partido liderado por André Ventura (para 14%). Os socialistas têm uma queda maior: de 23% para 20%. Mesmo assim, segundo o Expresso, a percentagem de eleitores que mostram ter certezas de que vão votar em Pedro Nuno Santos é maior do que na última sondagem (84% atualmente, 72% na última vez que os dados tinham sido divulgados).

Na sondagem esta quinta-feira revelada, o crescimento da Iniciativa Liberal (sem distribuição dos indecisos) é a alteração mais significativa. As intenções de voto no partido liderado por Rui Rocha sobem de 2% para 4%. Apesar do crescimento, continua a não se verificar a possibilidade de AD e IL alcançarem uma maioria.  Fazendo a distribuição dos indecisos, há a destacar o crescimento da CDU, cujas intenções de voto duplicam de 2% para 4%.

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O Livre cresce para 3% (mais dois pontos, com distribuição) ou 2% (mais um ponto, sem distribuição). Já o Bloco de Esquerda, nos dois cenários, mantém-se nos 2%. Os números do PAN também permanecem inalterados (1% sem a distribuição dos indecisos e 2% com).

Apesar de a AD seguir na frente nas intenções de voto, a maioria dos inquiridos (53%) da sondagem divulgada pelo Expresso defende que o Governo devia mudar e que o executivo liderado por Luís Montenegro tem feito um mau trabalho (51%). Por outro lado, 67% dos portugueses consideram que Portugal tem ido pelo caminho errado (apenas 22% admitem o contrário).

A sondagem tem uma amostra de 1002 inquiridos e uma margem de erro de cerca de 3,1%, com um nível de confiança de 95%. O trabalho de campo foi realizado entre 25 de abril e 5 de maio, semanas depois de o Ministério Público ter anunciado a abertura de uma averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos face à aquisição de dois imóveis e de terem sido revelados novos clientes da Spinumviva, empresa familiar de Montenegro. O trabalho de campo terminou no dia do último debate entre os líderes com assento parlamentar, o das rádios.