Momentos-chave
- Carneiro exige "explicação do primeiro-ministro às famílias" sobre falhas nos exames nacionais: "É um imperativo ético"
- Líder do PS chama "saltimbanco" a Chega e diz que propostas do seu partido "cabem no perímetro orçamental"
- Carneiro acusa Governo de não distribuir habitações prontas por estar "à espera de um ciclo eleitoral"
- "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo". Carneiro usa Saramago para pedir paciência ao PS
- Centeno aconselha "paciência" ao PS para "não transformar utopias em distopias"
Histórico de atualizações
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Luís Neves alerta para dias “absolutamente terríveis” de risco em Portugal
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Ventura diz que Estado português não deve pagar indemnização a José Sócrates
O presidente do Chega defendeu hoje que o Estado português não deve pagar qualquer indemnização a José Sócrates, mesmo que a tal seja condenado em última instância, assegurando que se for primeiro-ministro não o fará.
André Ventura falava em conferência de imprensa na sede do partido, depois de uma reunião com os deputados do Chega da Comissão de Assuntos Constitucionais a propósito da decisão judicial de condenar o Estado português a indemnizar o antigo primeiro-ministro José Sócrates em 15 mil euros “por má administração da justiça no processo Operação Marquês”.
Na mesma ocasião, o presidente do Chega anunciou que o partido entregará dez diplomas que classificou como “um dos maiores, senão o maior pacote anticorrupção em Portugal” para que “não se repitam” casos como o que envolve o antigo primeiro-ministro.
Questionado se uma eventual decisão política de não cumprir uma determinação judicial não viola o princípio de separação de poderes, André Ventura considerou que “há momentos” em que a justiça se deve sobrepor à lei. “Os tribunais aplicam a justiça em nome do povo, esse mesmo povo estará indignado com esta indemnização”, disse.
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Carneiro exige "explicação do primeiro-ministro às famílias" sobre falhas nos exames nacionais: "É um imperativo ético"
José Luís Carneiro terminou a sua intervenção no final das Jornadas Parlamentares do PS a pedir explicações ao primeiro-ministro sobre os problemas que têm existido na entrega dos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior para correção.
Carneiro leu, em palco, os vários “reportes” que lhe têm chegado, de “situações incompreensíveis” para dizer que “é a primeira vez que acontece na época de exames”.
Dramatiza, ao dizer que esta época “mobiliza muitas forças e energia das famílias” e, por isso mesmo, exige “explicação do primeiro-ministro às famílias”.
“Tem o dever, é um imperativo ético. É a sua maior responsabilidade explicar às famílias portuguesas o que está a falhar”, sublinhou.
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Líder do PS chama "saltimbanco" a Chega e diz que propostas do seu partido "cabem no perímetro orçamental"
Carneiro diz que Chega parece “um saltimbanco” e que o PS é que é “a alternativa credível, de confiança e sólida”. E ainda garante que a sua proposta política “é construída com sentido de responsabilidade orçamental”.
O socialista garante que “os custos” das medidas que o PS volta a apresentar no Parlamento para “mitigar o aumento do custo de vida” dos portugueses “cabem no perímetro orçamental”.
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Carneiro acusa Governo de não distribuir habitações prontas por estar "à espera de um ciclo eleitoral"
José Luís Carneiro prossegue a sua intervenção, na sessão de encerramento das Jornadas na Amadora, para falar no estado da Saúde e dizer que não é a pressão dos imigrantes que está a provocar problemas no serviço público, mas sim a “incompetência e incapacidade do Governo”.
Também diz que Montenegro não distribuiu casas prontas para serem habitadas por estar “à espera de um ciclo eleitoral”.
Carneiro prometeu mesmo visitar esses edifícios de que tem relatos para expor o “ridículo” que aponta ao Governo.
Quanto à Saúde, o líder socialista fala da ULS que visitou ontem, na Alta de Lisboa, para dizer que “92,6% dos utentes estão sem médico de família”. E diz que isso não acontece “por pressão dos imigrantes. Tem a ver com o facto de termos um único médico no quadro a prestar consulta médica”.
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"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo". Carneiro usa Saramago para pedir paciência ao PS
O líder do PS encerra agora as Jornadas Parlamentares do PS. José Luís Carneiro começa por citar José Saramago, para dizer que “não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.
Diz estar a construir “uma alternativa sólida e de confiança” para apresentar aos portugueses quando houver eleições.
Fala do percurso de comboio que faz para falar da ferrovia e acusar o Governo de “não ter planeado e executado” e que “o que há é o que ficou planeado e executado”. Também diz que agora “o Governo prepara-se para entregar a privados os resultados do investimento feito”.
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Centeno aconselha "paciência" ao PS para "não transformar utopias em distopias"
Decorre agora, nas Jornadas Parlamentares do PS na Amadora, um painel de debate com Mário Centeno e com Susana Peralta. O antigo ministro das Finanças aconselha o PS “paciência” para “não transformar utopias em distopias” — e até dá um exemplo da governação de que fez parte.
Centeno diz que essa é uma tendência dos políticos, “tornar muitas das utopias em distopias” e que quando se transformam “objetivos legítimos em coisas que parecem inalcançáveis”, isso pode gerar “frustração”, que é “o melhor instrumento para os populistas”.
E até deu um exemplo, que vem do Governo e de que fez parte: a promessa (não cumprida) de médico de família para todos os portugueses. “Transformámos uma discussão positiva numa discussão que não tem nenhum sentido, nunca vai acontecer”, vaticinou o antigo ministro e governador do Banco de Portugal.
“Não tenhamos a tentação de desenhar políticas que resolvem problemas em seis meses. O pior que se pode ter quando se faz uma proposta política é que ela gere frustração a seguir. Pomos ênfase em respostas que não são, de todo, recomendáveis”, afirmou o antigo ministro que foi convidado pelo líder do PS para integrar o painel de economistas que vão debater propostas políticas para os próximos dez anos.
Na sua intervenção, Centeno olhou para o copo meio cheio dos últimos dez anos: “Entre 2015 e 2025 os salários pagos às famílias portuguesas duplicaram.” “O sucesso da economia portuguesa é ímpar e único, não há outro momento da história em que tenha existido”, afirmou apontando a um período que coincide com a governação socialista e, em grande parte, com a sua passagem pelo Ministério das Finanças.
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Debate com Centeno e discurso de Carneiro encerra jornadas do PS na Amadora
Terminam hoje as jornadas parlamentares do PS na Área Metropolitana de Lisboa, num dia em que os trabalhos do grupo parlamentar socialista vão decorrer no concelho da Amadora.
O terceiro e último dia das jornadas parlamentares arranca com uma intervenção da eurodeputada e presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS, Carla Tavares.
Depois, terá lugar um painel de debate sobre o aumento do custo de vida e o seu impacto que contará com a presença da economista Susana Peralta e do ex-ministro das Finanças, Mário Centeno.
Por volta das 12h15, o José Luís Carneiro encerrará as jornadas parlamentares com uma intervenção nas instalações da iniciativa social Amadora Inova.
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Bom dia,
Neste liveblog, poderá acompanhar o desenrolar da atualidade política nacional, ao longo desta terça-feira.
Caso queira recordar os principais momentos da política nacional desta segunda-feira, consulte este artigo em direto que seguiu de perto o segundo dia de jornadas parlamentares do PS.
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