Momentos-chave
- Gouveia e Melo sobre tentativas de bloquear a sua candidatura:"Era uma impressão que eu tinha e continuo a ter "
- Seguro diz que Ventura aproveita o tema da Saúde para "estigmatizar minorias"
- Seguro coloca como "prioridade" para primeiro ano de mandato um "pacto para a Saúde"
- Seguro diz que Ventura "em tão pouco tempo quer ser tudo"
- Seguro para Ventura: "Se quiser debater com o PS dou-lhe o número de José Luís Carneiro"
- Seguro diz que reforma laboral do Governo "atenta contra direitos dos trabalhadores" e pede "equilíbrio"
- Carneiro considera que périplo da ministra por unidades de saúde vem tarde
- Serviços mínimos decretados na saúde durante greve geral, diz ministra da Saúde
- Falta de computadores em algumas escolas não é por falta de dinheiro, diz ministro da Educação
- Sindicato dos bancários rejeita alterações laborais e apela à adesão à greve geral
- Gouveia e Melo apela ao diálogo e diz que há propostas laborais que não fazem muito sentido
- Aguiar Branco pede diálogo e debate até ao máximo para se evitar greve geral
- Pedro Duarte eleito presidente da AMPorto em reunião vedada aos jornalistas
- Sondagem. Marques Mendes ganharia em qualquer cenário na segunda volta. Almirante perde para Seguro
- Marques Mendes lidera sondagem em empate técnico com Gouveia e Melo. Seguro à frente de Ventura
- Marcelo promulga decreto que agrava penas a ocupas
- Seguro e Ventura na jornada inaugural dos debates televisivos para as presidenciais
Histórico de atualizações
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Gouveia e Melo sobre tentativas de bloquear a sua candidatura:"Era uma impressão que eu tinha e continuo a ter "
Começa agora, na rádio Observador, a entrevista a Henrique Gouveia e Melo que arranca pela polémica recente das queixas do candidato presidencial sobre tentativas de bloquear a sua candidatura.
“Era uma impressão que eu tinha e continuo a ter “, responde Gouveia e Melo sobre este ponto. Também diz que não falou com o primeiro-ministro sobre isto.
Também diz que não se pode resumir os problemas que existem na Defesa a um ministro.
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"E o Vencedor é" dos debates. Seguro ganhou por poucochinho a Ventura: veja as notas
O debate começou com a lei laboral, aqueceu com a colagem que Ventura fez de Seguro a Costa e Guterres (e à esquerda) e acabou com um pacto para a Saúde que o líder do Chega colou à imigração.
“E o Vencedor é” dos debates. Seguro ganhou por poucochinho a Ventura: veja as notas
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Picardias, "coitadinhos" e "conversa de chacha". Seguro e Ventura procuraram explorar fraquezas do adversário na estreia dos debates
Imigração provocou a maior troca de argumentos entre Seguro e Ventura no primeiro debate das presidenciais. Proximidades partidárias e estilo presidencial foram armas usadas de parte a parte.
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"Não me deixa falar". Debate termina com troca de acusações e com moderador a desistir de colocar questão
Seguro e Ventura terminam o debate com acusações mútuas de serem sempre interrompidos. “Não me deixa falar”. Perdem tanto tempo a falar por cima um do outro. Seguro vai lembrando a Ventura que a Constituição não permite discriminações. Ventura insiste na “conversa da treta”.
O moderador José Alberto Carvalho desiste de colocar a última questão, que tinha prometido inicialmente, de esclarecer como os candidatos agiriam em Angola se estivessem no lugar de Marcelo (Seguro chegou a elogiar, no início do debate, o facto de o atual Presidente ouvir até ao fim).
Em canal aberto há ainda menos margem para as televisões se esticarem com tempos e falharem, em horário nobre, com compromissos publicitários. Ainda para mais, a seguir passa um programa de grande audiência, o Secret Story. Não há tempo para mais debate.
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Seguro: "O senhor está sempre a dividir, a meter umas pessoas contra as outras"
Seguro acusa Ventura de estar “sempre a dividir, sempre a pôr pessoas umas contra as outras. Os maus contra os bons.” O candidato do Chega atira: “Conversa da treta”.
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Ventura: "Uma vez na vida é preciso deixar de ter preocupação com os coitadinhos"
André Ventura diz que “dizer que os utentes portugueses têm acesso prioritário não é estigmatizar”. O candidato do Chega quer que os “portugueses, cujo os seus pais e os avós trabalharam para o SNS” devem ter prioridade.
Seguro questiona: “É capaz de dizer que os imigrantes não contribuem para o SNS?”
André Ventura diz que “uma vez na vida é preciso deixar de ter preocupação com os coitadinhos das minorias e ter um Presidente que meta os portugueses, os contribuintes em primeiro lugar”.
O candidato apoiado do Chega diz que “o PS abriu as portas e agora está-se a rir como o senhor”. Seguro respondeu: “Estou-me a rir de si”.
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Seguro diz que Ventura aproveita o tema da Saúde para "estigmatizar minorias"
Seguro tenta rebater argumentos de Ventura e diz que quem vem para Portugal fazer tratamentos pagam. Diz que “há um problema de organização e gestão” se as dividas não forem cobradas e aponta o dedo a Ventura por “aproveitar o tema para estigmatizar as minorias”.
Recomenda-lhe a sua própria tese de doutoramento, de 2013, quando o “estudante André Ventura chamava a atenção para essa estigmatização”. “Estava do lado certo”, atira ao adversário.
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Ventura: "O senhor aceita que alguém do Bangladesh passa à frente dos portugueses". Seguro "Não é por falar mais alto que resolve"
André Ventura acusa Seguro de “ter a mesma conversa sobre a Saúde que todos tiveram nos últimos 50 anos”. Sobre as soluções para a Saúde, o presidente do Chega diz que “a solução é meter os portugueses em primeiro lugar”, que “aceita que alguém do Bangladesh e do Paquistão e passe à frente dos portugueses”.
O candidato apoiado pelo Chega insiste na “conversa de chacha” e “conversa da treta” de António José Seguro.
Seguro dá um aparte: “Não é por falar mais alto que resolve os problemas. E não fala sobre factos, está a manipular as pessoas”.
André Ventura diz que “todos os anos gastamos mais de mil milhões de euros em desperdício”.
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Seguro coloca como "prioridade" para primeiro ano de mandato um "pacto para a Saúde"
Sobre a mesma questão, do regime semipresidencialista, Seguro diz que “não vê necessidade de o alterar” e que o “problema não está no sistema do Governo mas na maneira como se governa e o Parlamento e os partidos se envolvem”, criticando o “passa-culpas. Que é o que André Ventura está a fazer”.
Quando Ventura o interrompe, Seguro atira-lhe: “Pertenceu ao partido do Governo, ao PSD”. “O que é necessário é que os partidos tomem consciência de que há problemas graves que precisam de resolução” e aponta para listas de espera de consultas, problemas nas urgências. Diz que a sua “prioridade” no primeiro ano de mandato é um pacto para a Saúde.
E entrega o guião desse pacto a André Ventura, lendo algumas partes e dizendo-se “disponível para receber todos os contributos”. Tenta colocar Ventura no lugar de um dos líderes da oposição e não de possível Presidente. Provoca-o nesta fase: “Espero contar com os eu contributo”.
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Ventura defende mais poderes para o Presidente que deve ser menos "figurante" e servir "para alguma coisa"
André Ventura acusa agora Marcelo Rebelo de Sousa de “ser uma jarra nalgumas coisas e traição noutras”. Sobre o semi-presidencialismo, o candidato defende que “o Presidente deve ter um papel mais vigilante”, admitindo rever a Constituição.
Ventura admite um “pendor mais presidencialista”, já que “é eleito por uma maioria do país”. “Se a Presidência da República custa os milhões que custa, que não seja figurante, que sirva para alguma coisa”.
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Seguro diz que reagia como Marcelo em Angola, como "dignidade de Estado". Ventura responde: "Conversa da treta"
O candidato apoiado pelo Chega diz que “estou na eleição errada se ser Presidente for ser uma jarra de enfeitar”.
Seguro desafia: “Quer ser primeiro-ministro ou Presidente da República? Responda”.
Ventura diz que está na eleição certa porque é “o Presidente que quer dar um murro na mesa e que quer impedir a conversa de chacha que leva às pessoas à Presidência da República”.
O candidato do Chega desafia Seguro a pronunciar-se sobre o que considera ser uma “humilhação” permitida por Marcelo em Angola.
António José Seguro responde que “a dignidade de Estado exigia que naquela caso o Presidente da República ouvisse e respondesse com sentido de Estado no momento certo. Faria o que o Presidente da República fez. E sabe porquê?”
Ventura vai atirando: “Conversa da treta”.
Seguro responde a Ventura: “Não me dá lições de patriotismo. É muito hábil na retórica…”
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Seguro diz que Ventura "em tão pouco tempo quer ser tudo"
António José Seguro diz que se Ventura “quiser debater as heranças e o passado, o debate é com o PS” e volta a insistir que “em tão pouco tempo” Ventura “quer ser tudo, primeiro-ministro, eurodeputado, Presidente da República”.
Diz que “esta é uma eleição completamente diferente” e chega mesmo a provocar Ventura dizendo que tem de ser “resguardar” nas opiniões sobre Ventura porque “daqui a uns meses” vai recebê-lo em Belém”: “E tenho de exigir que façam acordos para resolver os problemas do país”.
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André Ventura para Seguro: "Se tem vergonha do Partido Socialista, assuma"
André Ventura insiste que Seguro é “militante do PS” há 40 anos. O candidato apoiado pelo Chega desafia o ex-líder a assumir legado: “Se tem vergonha do Partido Socialista e assuma”. E atira: “Qualquer dia diz que não é de esquerda”.
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Ventura tenta colar legado do PS a Seguro: "É a sua herança, é o candidato do PS"
André Ventura acusa António José Seguro de ser “como o melhoral: nem faz bem, nem faz mal”. O candidato apoiado pelo Chega diz que o antigo líder do PS “não é capaz de se comprometer com isto. Perguntei-lhe: direito à greve faz sentido, mas as pessoas têm de ser compensadas”.
Ventura diz que “o país está farto de conversa” e de defesa de “consensos”.
O líder do Chega diz que “os jovens saíram do país por culpa do Partido Socialista, é a herança que representa.”. E atira: “Seguro é o candidato do PS”
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Seguro para Ventura: "Se quiser debater com o PS dou-lhe o número de José Luís Carneiro"
Seguro lembra a Ventura que ele “tem mais anos de actividade partidária”, “contando os anos do PSD e do Chega”. Diz ter “orgulho” no apoio do PS, mas diz que não é o candidato do partido.
A este propósito até diz a Ventura: “Se quiser debater com o PS dou-lhe o número de José Luís Carneiro”. “Está na eleição errada, devia estar nas legislativas, ainda há uns meses pediu os votos para as legislativas. Não acha que isto fere o contrato de confiança com os portugueses?”
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Ventura: "País precisa de uma revisão da lei laboral, mas não esta, que está mal feita"
O candidato apoiado pelo Chega diz que “é preciso uma revisão da lei laboral, mas não esta revisão lei laboral”. André Ventura diz ser contra “não faz sentido num país que tem os problemas de natalidade que tem, estarmos a reduzir direitos às mães para a amamentação. Não faz sentido nenhum”.
Apesar disso, defende ser preciso uma “nova lei laboral” para acabar com”tipos que não trabalham há 20 anos e há 30 anos que se dizem líderes sindicais”. Ventura diz que “não há economia moderna com leis da união soviética, do tempo do PREC”.
O candidato do Chega diz que o direito à greve existe, mas que os utentes têm direito à compensação. Ventura diz ainda que “já disse ao Governo que esta lei laboral está mal feita” e dá como exemplo quem “trabalha por turnos”.
O candidato do Chega diz que “a atual legislação laboral faz com que uns fiquem a viver da segurança social porque compensa mais do que trabalhar”.
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Seguro mantém defesa do direito à greve
Seguro mantém que os trabalhadores “têm o direito quando não resta outra situação” e lembra que “em mais de dez anos não houve greve geral” — Ventura tenta interromper para dizer que também concorda com o direito à greve, mas o socialista fica em silêncio até que o líder do Chega acabe.
Seguro volta a perguntar “porque há necessidade de fazer esta revisão tão desequilibrada” e também porque não fez parte da proposta eleitoral do Governo”.
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Seguro diz que reforma laboral do Governo "atenta contra direitos dos trabalhadores" e pede "equilíbrio"
Começa agora o debate na CNN Portugal e o primeiro a intervir é António José Seguro que é confrontado com a reforma do Governo à lei laboral. Seguro diz que “o país não precisa de revisão da lei laboral nesses termos” que “são desequilibrados”. “Não foram a votos e atenta contra direitos dos trabalhadores”, diz sobre as alterações propostas pelo Governo.
O candidato e antigo líder do PS defende que se “chegue a um equilíbrio” entre as partes, mas defende que a greve é um direito. “Se não derem outra saída aos trabalhadores”, a greve é um caminho. “Compreendo as razões que assistem aos trabalhadores para convocarem a greve”, diz.
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Carneiro considera que périplo da ministra por unidades de saúde vem tarde
O secretário-geral do PS considerou hoje que vem tarde o périplo da ministra da Saúde por unidades locais de saúde e defendeu que a governante deve estar concentrada em garantir o funcionamento das urgências no inverno.
Em declarações aos jornalistas após ter-se reunido com o conselho de administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, José Luís Carneiro considerou que Ana Paula Martins “deveria estar, neste momento, concentrada na gestão da coordenação da emergência hospitalar” para garantir que tem capacidade de resposta no período do inverno.
“Estar, neste momento, nos cuidados primários é naturalmente positivo, porque quanto mais capacitados estiverem os cuidados primários, melhores respostas poderemos ter também nos cuidados hospitalares, mas eu diria que a verdadeira resposta que a ministra deve procurar dar neste fase (…) é mesmo garantir que a resposta de emergência hospitalar está devidamente planeada”, afirmou.