Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • Gadi Eizenkot, antigo chefe do Estado-Maior israelita, lançou a sua campanha eleitoral para substituir Benjamin Netanyahu na liderança do governo de Israel. Este anúncio surge quatro meses antes das eleições legislativas, com o objetivo de iniciar um novo capítulo na história do país. Segundo sondagens, o seu partido Yashar está logo atrás do Likud de Netanyahu em termos de assentos parlamentares.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que se for necessário, Israel poderá lançar novos ataques contra o Irão para impedir que este possua armas nucleares. Netanyahu também declarou a intenção de manter “zonas de segurança” em território inimigo para proteger as comunidades israelitas.
    • O Irão reiterou a sua disposição em responder imediatamente a qualquer violação norte-americana do memorando de entendimento para o fim das hostilidades. Ao mesmo tempo, recusou-se a deixar que observadores internacionais acedam às suas instalações nucleares danificadas e rejeitou qualquer intervenção estrangeira na remoção de minas no Estreito de Ormuz.
    • Tensões políticas e militares incluem a recusa do Irão em realizar conversações com os Estados Unidos no Qatar, além de reiterar a execução de operações militares e reforço de segurança em áreas estratégicas. As Nações Unidas também ponderam manter forças no sul do Líbano, apesar da oposição de Israel.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Antigo chefe do exército israelita Gadi Eizenkot concorrente de Netanyahu lança campanha eleitoral

    O antigo chefe do Estado-Maior israelita Gadi Eizenkot, que anunciou querer substituir Benjamin Netanyahu na liderança do governo, lançou hoje à noite a sua campanha eleitoral, quatro meses antes da data prevista para as eleições legislativas.

    “Israel merece abrir um novo capítulo. Nós vamos escrevê-lo juntos”, afirmou Eizenkot durante o primeiro comício eleitoral.

    “Pelo futuro de Israel, devemos assegurar que, no próximo outubro, o governo do ‘7 de Outubro’ complete o seu papel na história”, adiantou, referindo-se ao governo de Benjamin Netanyahu, no poder durante o ataque mortal sem precedentes do Hamas naquele dia e naquele mês de 2023.

    “Então abriremos um novo capítulo da história de Israel, um capítulo muito melhor, porque Israel deve vencer, e vencerá”, acrescentou.

    Crítico severo da condução da guerra e da política de Netanyahu, Gadi Eizenkot criou em setembro de 2025 o seu partido Yashar (“Direito” em hebraico).

    Uma sondagem da cadeia 12 da televisão israelita, publicado na segunda-feira à noite, dava 22 assentos ao seu partido no parlamento (de um total de 120), logo atrás do Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, que tinha 24 assentos.

  • Se vencer as eleições, Netanyahu admite formar novo governo com ultraortodoxos e extrema-direita: "Quero expandir o campo nacional"

    O primeiro-ministro israelita foi questionado, na mesma entrevista citada pelo Times of Israel, sobre o que vai acontecer se vencer as eleições legislativas marcadas para outubro de 2026.

    “Estamos a enfrentar grandes desafios e grandes oportunidades. Numa situação como esta, é necessário ter o consenso mais amplo possível”, afirmou Benjamin Netanyahu.

    Nessa lógica, o primeiro-ministro israelita não fecha a porta a uma nova coligação com os partidos ultraortodoxos e aqueles que estão mais à direita, como o ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

    “Eu lidero o campo nacional e quero expandi-lo, como fizemos no início da guerra. Temos grandes missões à nossa frente. E penso que é possível atingir um acordo amplo”, destacou.

  • Netanyahu não descarta nova vaga de ataques ao Irão "se for necessário"

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu esta noite uma entrevista ao canal 14 israelita.

    O líder do Governo avisou que, “se for necessário”, Israel pode voltar a atacar o Irão. “Enquanto eu for primeiro-ministro, o Irão não pode ter armas nucleares.”

    Para Benjamin Netanyahu, Israel deve também manter “zonas de segurança” dentro de “território inimigo”. “Não quero que as comunidades do norte estejam numa espécie de linha da frente cuja realidade é diferente daquelas áreas imediatamente a sul.”

  • Ucrânia perdeu 223 mil baixas em meio ano, diz agência de notícias RIA

    A Rússia refere que a Ucrânia registou 223 mil baixas desde 1 de janeiro até 30 de junho de 2026, avança a agências de notícias RIA.

    A agência de notícias refere que junho foi o mês que mais baixas causou do lado ucraniano: 41.397.

  • Irão. "A natureza deste regime é jogar com o que é oculto"

    Orlando Samões afirma que Teerão usa zonas cinzentas para ganhar tempo. O especialista em RI sustenta que Teerão não abdica de um plano secreto com vista à obtenção de armamento para fins militares.

    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

    Irão. “A natureza deste regime é jogar com o que é oculto”

  • Passaram 32 navios pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas

    Passaram, pelo menos, 32 navios pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, segundo dados da MarineTraffic, citados pela CNN.

    Sete petroleiros e dez cargueiros entraram no Golfo Pérsico, enquanto dez petroleiros e cinco cargueiros saíram da região.

  • Israel cercou cidade de Hebron, na Cisjordânia, afirma governador da região

    Israel cercou a cidade palestiniana de Hebron, na Cisjordânia, com 106 portões de ferro. A denúncia foi feita por Khaled Dodin, governador da região, citado pela agência de notícias turca Anadolu Agency.

    O responsável político afirma que as autoridades israelitas bloquearam 16 estradas e que buscam controlar a Mesquita Ibrahimi, lugar sagrado para os muçulmanos e judeus, e onde se acredita estarem sepultados os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.

    As autoridades israelitas levaram maquinaria pesada para o templo e instalaram vigias de aço sobre o pátio, para além de terem proibido o chamado muçulmano à oração durante mais de uma semana, refere a Al Jazeera.

    A 16 de junho, foi anunciado que Israel passaria a controlar a política de planeamento e a construção da cidade de Hebron, algo que era da competência da Autoridade Palestiniana, e que inclui a mesquita e o Túmulo dos Patriarcas.

    O local é palco de confrontos recorrentes entre israelitas e palestinianos, com Telavive a pretender assumir o controlo do Túmulo dos Patriarcas.

  • Israel anuncia morte de combatente do Hezbollah

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla inglesa) afirmam ter morto um “terrorista do Hezbollah”, que operava junto da linha de segurança, no sul do Líbano, onde estão estacionadas as forças israelitas.

    “A atividade do terrorista representou uma ameaça para os soldados das IDF”, referem na rede social X.

  • Irão exportou mais de 40 milhões de barris de petróleo desde o levantamento do bloqueio, afirma presidente do Parlamento iraniano

    O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou esta terça-feira que o país exportou mais de 40 milhões de barris de petróleo desde o levantamento do bloqueio naval norte-americano ao Irão.

    “Desde o dia em que o bloqueio foi levantado até hoje, exportámos mais de 40 milhões de barris de petróleo”, garante Ghalibaf, citado pela CBS News, que lembra que não exportaram “nenhum barril de petróleo” durante o bloqueio.

    Segundo a companhia marítima TankerTrackers, o Irão exportou, mais concretamente, 50 milhões de barris de petróleo crude, equivalente a 1,66 milhões por dia.

  • Países do Golfo anunciam sanções contra estrutura financeira do Hezbollah

    O Bahrein, Kuwait, Omã, Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos juntaram-se aos Estados Unidos na imposição de novas sanções contra o movimento xiita Hezbollah, que afetam cinco empresas e 16 pessoas envolvidas na estrutura financeira.

    Os seis países do Golfo tomaram esta decisão na qualidade de membros do Centro de Combate ao Financiamento do Terrorismo (TFTC, na sigla em inglês), do qual Washington também faz parte, com o objetivo de “desmantelar a capacidade do Hezbollah de explorar o sistema financeiro internacional”.

    O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (equivalente ao Ministério das Finanças), que já tomou as medidas que foram hoje adotadas pelos seus aliados do Golfo Pérsico, anunciou num comunicado que um dos alvos das sanções foi a Al Qard al Hasán (AQAH), que se autodenomina como uma organização não governamental (ONG), mas que “na prática movimenta fundos de forma ilícita através de contas fantasmas” para o grupo xiita libanês, aliado do Irão.

    Também a entidade que gere a contabilidade do Hezbollah, a Al Jubara, foi visada, acrescentou o comunicado.

  • Irão avisa Trump de que "está pronto para guerra" se EUA "não honrarem compromissos"

    O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, lamentou hoje as “violações do acordo de cessar-fogo” que ocorreram nos últimos dias. “Vamos definitivamente responder”, garantiu, lembrando que Teerão atacou bases aéreas norte-americanas no Bahrain e no Kuwait.

    “Estamos envolvidos nas negociações, mas, se o outro lado falhar em honrar os seus compromissos através destas negociações, estamos preparados para a guerra”, avisou Mohammad Bagher Ghalibaf.

    O principal negociador apontou que os Estados Unidos ainda não cumpriram os pontos 1, 4, 5, 10 e 11 do do memorando de entendimento — que estão relacionados com o cessar das hostilidades e o fim das sanções económicas.

  • Nações Unidas querem manter presença militar no sul do Líbano, avança imprensa israelita

    A Organização das Nações Unidas (ONU) estará a querer manter uma presença militar no sul do Líbano, após o mandato da UNIFIL terminar no final deste ano, avança o canal 12 israelita.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, está a pressionar os Estados Unidos e o Conselho de Segurança para manter a UNIFIL no sul do Líbano, com o apoio francês.

    António Guterres quer manter uma força com cinco mil homens e 500 observadores para monitorizar a situação no terreno.

    Segundo lembra o canal 12, esta proposta surge num momento em que França teme um papel dominante dos Estados Unidos a monitorizar o cessar-fogo entre Israel e o Líbano.

    Por sua vez, Israel opõe-se à manutenção da presença da UNIFIL, argumentando que as tropas da ONU não conseguiram prevenir a presença militar do Hezbollah no sul do Líbano.

  • Rússia encerra vários postos fronteiriços com Estónia, Letónia e Finlândia a partir de amanhã. E não diz porquê

    A Rússia ordenou hoje o encerramento de diversos postos fronteiriços com a Estónia, Letónia e a Finlândia, avança a agência de notícias russa TASS que cita um documento governamental.

    A Rússia vai notificar os Governos dos três países da decisão, que vai entrar em vigor já amanhã.

    A circulação de pessoas, veículos, mercadorias e cargas pelas passagens de fronteira está temporariamente suspensa.

    A Rússia não avançou justificações para o encerramento de vários postos fronteiriços.

  • Nova ofensiva desde a Bielorrússia? Líder militar da Ucrânia admite que Putin está a estudar possibilidade

    Oleksandr Syrskyi, comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas, avisou hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, pode ordenar uma nova ofensiva contra a Ucrânia, desde território bielorrusso.

    “O líder russo encarregou o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia para avaliar diferentes opções para conduzir uma nova ofensiva, incluindo a partir do território bielorrusso, com o objetivo de capturar Kiev e outros territórios”, afirmou Oleksandr Syrskyi, numa entrevista citada pela Ukrainska Pravda.

    No entanto, Oleksandr Syrskyi ressalvou que “não pensa que a liderança da Bielorrússia” — o país chefiado por Alexander Lukashenko — se “atreva” que o seu território seja usado pela Rússia.

    Além disso, a Ucrânia também tem informações que apontam para outro cenário: a de que pode haver uma ofensiva desde o norte da Rússia, em concretamente desde a província russa de Bryansk, que deveria ter como objetivo capturar a cidade de Chernihiv.

    Este é o “cenário mais provável”, que é “confirmado por várias provas”, indicou Oleksandr Syrskyi.

  • Governo cubano diz que não há progressos nas negociações com EUA

    O Governo cubano afirmou hoje não existir qualquer progresso nas negociações entre Havana e Washington, num momento em que os Estados Unidos continuam a pressionar a ilha com sanções.

    “As negociações entre os governos de Cuba e dos Estados Unidos não mostram qualquer progresso”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, em conferência de imprensa.

    Havana “continua disposta ao diálogo e a uma solução pacífica [para resolver] as divergências” com Washington, reiterou.

    “Estamos dispostos ao diálogo, sem ilusões, sabendo que a atitude dos Estados Unidos e do Departamento de Estado (…) deve ser analisada à luz dos factos e dos atos, e os atos são o bloqueio energético e as medidas adicionais do bloqueio”, acrescentou Rodríguez.

  • Com o apoio do Irão, Omã entregou proposta formal aos EUA para impor taxas no Estreito de Ormuz

    Juntamente com o Irão, o Omã terá apresentado um plano aos Estados Unidos para impor taxas por cada passagem no Estreito de Ormuz, avança esta terça-feira o New York Times.

    Segundo fontes familiarizadas com o assunto, o Omã entregou uma proposta formal aos norte-americanos. O plano implica o pagamento de uma taxa voluntário para usar o Estreito de Ormuz.

    Ao mesmo jornal, fontes norte-americanas confirmaram que receberam uma proposta do Omã, um país no sudeste da Península Arábica que partilha o controlo do Estreito de Ormuz com o Irão.

    Os negociadores norte-americanos não ficaram satisfeitos com a proposta e estão a discuti-la com os dirigentes do Omã.

    Esta proposta incluiria o pagamento de uma taxa voluntária e não obrigatória, mas o Irão tem insistido que quer impor portagens a todos os navios que transitem pelo Estreito de Ormuz.

  • Irão rejeita também que países terceiros removam de minas no Estreito de Ormuz

    Além de negar a entrada de inspetores de ONU, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, recusou qualquer intervenção de países terceiros na remoção de minas do Estreito de Ormuz.

    Em declarações citadas na Al Jazeera, o porta-voz esclareceu que a “limpeza de minas no Estreito de Ormuz é regulado pelo memorando de entendimento”. “Teerão não vê necessidade para a intervenção de países terceiros.”

    Países como França ou Reino Unido abriram a porta a enviar navios para ajudar a desminar o Estreito de Ormuz, mas agora o Irão parece não aceitar essa possibilidade.

  • Irão nega acesso dos inspetores da ONU a instalações nucleares

    As autoridades iranianas reiteraram hoje que o acesso dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) às instalações nucleares atingidas por ataques dos Estados Unidos e de Israel “continua bloqueado”.

    Em declarações divulgadas pela estação de televisão IRIB, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, dirigiu duras críticas à agência da ONU e ao seu diretor-geral, Rafael Grossi.

    “Aconselhamos Grossi a cumprir as suas funções com mais responsabilidade, em vez de se envolver em propaganda eleitoral”, afirmou Baghaei, referindo-se à candidatura do diplomata argentino ao cargo de secretário-geral da ONU.

    O memorando de entendimento assinado em 17 de junho por Estados Unidos e Irão, que suspendeu as hostilidades mais de três meses após o início do conflito entre os dois lados, estipula que Teerão não irá desenvolver armas nucleares.

  • EUA-Israel. "É apenas um arrufo"

    Jorge Rodrigues defende que os aliados continuam a precisar um do outro. O professor da Porto Business School destaca ainda o sucesso da Ucrânia ao fustigar a retaguarda russa.

    Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra na Rádio Observador.

    EUA-Israel. “É apenas um arrufo”

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