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Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Ucrânia acusa Rússia de fazer pedidos “inaceitáveis” durante as negociações em Istambul

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia estão previstas para ocorrer em Istambul, com as delegações de ambos os países a prepararem-se para discutir temas importantes. No entanto, não existe uma expectativa significativa de avanços sem a presença dos líderes máximos das duas nações, sendo que Donald Trump afirmou que não espera progressos até se encontrar com Vladimir Putin.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que, se nas negociações em Istambul for alcançado um cessar-fogo técnico, poderá não ser necessária uma reunião direta com Vladimir Putin. No entanto, ressalvou que os aliados da Ucrânia devem aumentar a pressão sobre Moscovo, caso a Rússia não demonstre vontade de dialogar.
    • A delegação russa, liderada por Vladimir Medinsky, está preparada para discutir possíveis concessões durante as negociações. Contudo, a ausência de Putin na reunião é vista como uma possível estratégia para prolongar o conflito, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a acusar Putin de atrasar um potencial cessar-fogo.
    • As tensões entre a Ucrânia e Rússia foram exacerbadas pela violação do espaço aéreo da Estónia por parte de um caça russo, num contexto em que o ambiente é já de confronto. Além disso, houve um significativo ataque russo, com o lançamento de 110 drones sobre o território ucraniano na noite anterior às negociações.

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  • Chefe da delegação russa a Istambul diz que vai esperar receber ucranianos a partir das 8h00 de amanhã

    Vladmir Medinsky, assessor de Vladimir Putin e chefe da delegação do Kremlin nos encontros de Istambul, disse que vai estar à espera da representação da Ucrânia esta sexta-feira às 8h00 (10h00 em Istambul).

    O chefe da delegação, citado pela TASS, respondia às perguntas dos jornalistas depois de se ter encontrado com Hakan Fidan, ministro dos Negócios Estrangeiros turco.

  • Rubio nega que EUA se oponham a participação ucraniana na próxima cimeira da NATO

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que os Estados Unidos se oponham a que a Ucrânia, após a agência italiana de notícias ANSA ter relatado essa possibilidade.

    “Hoje, vários membros dos nossos colegas levantaram a questão do convite a Zelensky. Não nos opusemos a isso”, disse o secretário, citado pelo Kyiv Independent.

    “Muitos líderes que não são membros da NATO são convidados para conferências da NATO. Não estão na reunião de líderes, mas são convidados para conferências”, acrescentou.

  • Putin demite comandante das forças terrestres do exército russo

    O Presidente russo demitiu o comandante das forças terrestres do exército russo, Oleg Salyukov, indicou um decreto publicado nesta quinta-feira pelo Kremlin, antes das negociações diretas que deverão realizar-se com os ucranianos em Istambul.

    Oleg Salyukov foi nomeado subsecretário do Conselho de Segurança da Rússia, um importante órgão consultivo que se reúne regularmente sob o comando de Vladimir Putin, e “foi dispensado das atuais funções”, de acordo com o decreto.

    O secretário do Conselho de Segurança russo é o ex-ministro da Defesa Sergei Shoigu, nomeado no ano passado.

  • Trump parte amanhã dos Emirados Árabes Unidos com "destino desconhecido"

    Numa altura em que ainda está no ar se irá ao encontro de Istambul, — mesmo com a ausência de Putin e Zelensky — o Presidente dos EUA, Donald Trump, não deixou claro qual seria o destino final da viagem que está a fazer ao Médio Oriente, tendo revelado que iria partir dos Emirados Árabes Unidos esta sexta-feira.

    “É quase [como se tivéssemos] um destino desconhecido”, disse Trump, citado pela Sky News. “Estamos a receber chamadas: ‘Podem estar aqui? Podem estar ali?’” acrescentou.

    “Mas provavelmente vamos voltar para Washington D.C.”, admitiu, no entanto.

  • Cidadão ucraniano acusado pelas autoridades de incendiar casa de Keir Starmer

    Roman Lavrynovych, cidadão ucraniano a viver em Londres, foi acusado pelas autoridades britânicas por “três crimes de fogo posto com intenção de pôr em perigo a vida”, um deles ocorrido na residência pessoal do primeiro-ministro Keir Starmer, na zona londrina de Kentish Town.

    “Estas acusações referem-se a dois incêndios em endereços residenciais em Islington no domingo, 11 de maio de 2025, e em Kentish Town na segunda-feira, 12 de maio de 2025, bem como a um incêndio num automóvel em Kentish Town na quinta-feira, 8 de maio de 2025”, afirmou, em comunicado, a chefe da procuradoria geral britânica, Bethan David.

    A primeira residência incendiada, no bairro de Islington, é uma antiga casa de Keir Starmer, segundo a Sky News.

  • Delegação ucraniana para encontro de Istambul sem Zelensky mas chefiada por ministro da Defesa

    A delegação ucraniana para o encontro de Istambul com a Rússia foi oficialmente divulgada pelo gabinete do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no site.

    Como já era de esperar, o chefe de Estado não está entre os nomes, sendo a representação chefiada pelo ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov.

    Ao contrário dos quatro elementos enviados pela Rússia para as negociações diretas, a composição da comitiva de Kiev é muito maior, com doze elementos.

    Apesar da presença de um ministro — algo que a Rússia não vai ter — a delegação inclui o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Serhii Kyslytsia, assim como vice-chefes e outros representantes dos vários ramos das forças armadas e dos serviços de informação.

    Também o conselheiro do chefe de gabinete de Zelensky, Oleksandr Bevz, irá participar na reunião.

  • Rubio diz que encontro de Trump com Putin só deve acontecer depois da viagem ao Médio Oriente

    Marco Rubio, secretário de Estado do EUA, indicou que o encontro que considera importante para a resolução da guerra na Ucrânia entre Donald Trump e Vladimir Putin só deve acontecer depois da viagem ao Médio Oriente.

    Rubio, citado pela CNN, disse que o Presidente Donald Trump teria de avaliar quando seria possível organizar essa reunião.

    “Provavelmente vamos esperar que ele termine a sua viagem porque o Presidente ainda está no estrangeiro”, acrescentou o secretário.

  • Estados Unidos não têm "grandes expectativas" para a reunião em Istambul, diz Rubio

    Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que Washington “não tem grandes expectativas” de que a reunião entre Rússia e Ucrânia dê frutos, citado pelo The Guardian e pela Sky News.

    Para Rubio, que falou à saida do encontro da NATO em Antalya, só haverá um avanço nas negociações quando “o Presidente Trump e o Presidente Putin interagirem diretamente sobre este assunto”.

    “Espero estar enganado. Espero estar 100% errado”, sublinhou, acrescentando que gostava que “amanhã as notícias digam que chegaram a um acordo de cessar-fogo”.

    “Mas não é essa a minha avaliação”, concluiu o secretário de Estado norte-americano.

  • Keir Starmer acusa Putin de "provocar um atraso num cessar-fogo"

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, diz que a falta de presença do Presidente russo em Istambul “é mais uma prova” de que Vladimir Putin está a “provocar um atraso num cessar-fogo”.

    “A Ucrânia há muito que deixou claro, há vários meses, que iria ter um cessar-fogo incondicional de 30 dias, e há muito que dizemos que é Putin que está a impedir essa paz”, acrescentou, citado pelo The Guardian.

  • Representantes do Kremlin dizem estar "prontos para possíveis concessões" nas negociações

    Nas declarações feitas aos jornalistas em Istambul, o assessor de Vladimir Putin, Vladimir Medinsky, disse que a delegação enviada pelo Kremlin estava pronta para discutir possíveis cedências do lado russo.

    “Estamos prontos para possíveis concessões, para as discutir”, disse Medinsky, citado pelo The Guardian, tendo ainda afirmado que a delegação estava pronta “para trabalhar”.

  • Ucrânia. "Encontro sem presidentes não é fracasso"

    Jorge Rodrigues considera positivo que a Ucrânia e a Rússia se sentem à mesa pela primeira vez em mais de três anos. Sobre a mediação da Turquia, garante: “Falta capacidade de impor qualquer acordo”.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Ucrânia. “Encontro sem presidentes não é fracasso”

  • Delegação russa diz que vai com "espírito construtivo" para encontrar "possíveis pontos de contacto"

    O chefe da delegação do Kremlin, Vladimir Medinsky, afirmou ainda que os russos iam para Istambul para negociar abertamente com os representantes de Kiev.

    “Esta delegação tem um espírito construtivo para procurar possíveis soluções e pontos de contacto”, acrescentou, citado pela TASS.

  • Delegação russa em Istambul quer eliminar "causas fundamentais do conflito" nas negociações com a Ucrânia

    O chefe da delegação do Kremlin nas negociações de Istambul, Vladimir Medinsky, contou aos jornalistas que o objetivo da presença russa era eliminar “as causas fundamentais do conflito” com a Ucrânia.

    Citado pela RIA Novosti, Medinsky, assessor de Vladimir Putin, considerou essa era a forma de “alcançar, mais cedo ou mais tarde, o estabelecimento de uma paz duradoura”.

  • Presidente turco acredita que conflito deve acabar com "negociações diretas" entre Kiev e Moscovo

    O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acredita que a guerra na Ucrânia deve terminar com “negociações diretas” entre ambas as partes, afirmou Zelensky durante a conferência de imprensa em Ancara.

    Volodymyr Zelensky adiantou, ainda, que Erdogan se ofereceu para receber os líderes ucranianos e russos “quando estes estiverem prontos”.

    Segundo o Presidente ucraniano, as negociações entre as quatro partes — Rússia, Ucrânia, Turquia e Estados Unidos — poderão ter lugar já na noite desta quinta-feira. “Todos nós queremos que o processo de paz comece”, conclui.

  • Zelensky garante que se houver cessar-fogo durante as negociações em Istambul entre as delegações, a reunião com Putin pode ser ignorada

    Volodymyr Zelensky afirmou, ainda durante a conferência de imprensa em Ancara, que se for possível alcançar um cessar-fogo a nível técnico durante as negociações na Turquia, a reunião com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, poderá ser ignorada.

    O Presidente da Ucrânia instou, ainda, os aliados de Kiev a exercerem mais pressão sobre Moscovo, caso este não demonstre vontade de dialogar.

    “A Rússia não sente que precisa de acabar [com o conflito], o que significa que não há pressão política, económica e outras suficientes sobre o país. E por isso pedimos, se não houver um cessar-fogo, sanções adequadas”, apelou.

  • Zelensky: Rússia "não está disposta a falar sobre o fim da guerra"

    O Presidente ucraniano continua a falar na conferência de imprensa após a reunião com Edorgan. Zelensky reforçou a crítica ao nível da delegação russa enviada para as conversações em Istambul: “Estamos a ver os representantes da Rússia e sabemos qual é o seu nível”, observou.

    A Rússia “não está disposta a falar sobre o fim da guerra e a tomar decisões — significa que não têm vontade política”, acusa o Presidente da Ucrânia.

    Zelensky esclarece, ainda, que não está a falar apenas de falta de respeito pela Ucrânia, mas também pelos Estados Unidos, uma vez que Donald Trump enviou “um grande grupo de pessoas” para as negociações.

  • Presidente ucraniano envia delegação liderada pelo ministro da Defesa para negociações em Istambul

    Volodymyr Zelensky afirmou, durante a conferência de imprensa em Ancara, que Kiev irá enviar uma delegação liderada pelo ministro da Defesa para as negociações em Istambul.

    Rustem Umerov estará, deste modo, presente nas negociações com a delegação russa.

    Zelensky disse, ainda, que a equipa ucraniana pretende discutir um cessar-fogo.

  • Turquia reconhece Crimeia como território ucraniano, anuncia Zelensky

    Durante uma conferência de imprensa, Volodymyr Zelensky anunciou que o seu homólogo, Recep Tayyip Erdogan, reconheceu a Crimeia como território ucraniano, sendo um “sinal muito importante e um sinal de apoio político”.

    A Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014 e está, agora, no centro das negociações para acabar com o conflito.

    “A Crimeia faz parte do nosso Estado e a Turquia, graças a Deus, apoia esta posição e compreende-a”, afirmou Zelensky, acrescentando que “a Crimeia é uma península ucraniana, não a reconhecemos como russa”.

    O Presidente ucraniano está a dar uma conferência de imprensa em Ancara, na Turquia, para anunciar o rumo que as negociações irão tomar após ter reunido com Erdogan.

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