Momentos-chave
- Cerveja, tunas e Rui Rocha a abanar bandeiras: "A IL é também a esperança dos jovens deste país"
- Fernando Rosas: "Votar útil não pode ser perpetuar na governança o monopólio rotativo de PS e PSD"
- Em Espinho, Raimundo evita "piadolas" sobre Montenegro mas recupera o "nheca nheca"
- "Tivesse a senhora a sorte que Luís Montenegro teve nos negócios e já não teria pensão tão baixa", ironizou Pedro Nuno
- Pedro Nuno responde a Montenegro: "Estou zangado com os resultados da incompetência do Governo"
- Frazão acusa PS e PSD de terem "enganado as mulheres em Portugal" devido à "bandalheira" na imigração
- Mortágua critica Montenegro por defender "bom momento" da economia portuguesa. "Se a economia vai bem porque não se aumentam salários?"
- João Soares diz que Pedro Nuno é alvo de um "bullying mediático que tenta permanentemente denegri-lo"
- Ventura culpa Montenegro por eleições e acusa PS e PSD por terem criado "ninho de corrupção e compadrio"
- Ventura entra na luta pelos pensionistas e promete "transformar país em quatro anos": "Não haverá nenhuma pensão abaixo do salário mínimo"
- Rui Rocha promete regresso de PPP, contratos de associação e TAP privatizada
- Ainda faltam nove dias, mas Pedro Nuno já dramatiza apelo: "Precisamos de concentrar o voto no PS para ganhar eleições"
- "Lá foi Luís Montenegro" levar um "banho de realidade" dos reformados
- Montenegro suger que Pedro Nuno está "zangado" e "aziado" com o sucesso do país
- PS atira a Montenegro: "Estamos perante laranja podre que vai contaminar todo o nosso pomar"
- Mariana Mortágua diz que extrema direita "deve ficar no balde do lixo da história"
- PCP quer que a banca e pague mais de "um euro de imposto por dia" por cada casa vazia
- PPM vai entregar providência cautelar contra grafismo da AD
- AD e PS cruzam-se em Évora. "Medo é uma coisa que não me assiste", diz Pedro Nuno sobre encontro
- Pedro Nuno dança com pensionistas para medir forças com Montenegro que "não conhece a realidade" dos mais velhos
- Rui Rocha diz que IL tem "quadros qualificadíssimos" para qualquer ministério: "Formo um Governo já aqui"
- Rocha diz que há "doutrinação nalguns momentos" na escola pública: "Passa-se apenas uma visão da História"
- Jamila Madeira ataca "misto amnésico e de auto-contemplação narcísica" de Cavaco Silva
- Presidente do RIR quis dar o exemplo e foi dar sangue
- Início do julgamento da deputada Cristina Rodrigues adiado para depois das legislativas
- PS no ombro a ombro com a AD nos pensionistas: "Relação de confiança com os mais velhos não se constrói nem num mês nem num ano"
- Pedro Nuno no distrito perdido para o Chega promete: "Vamos voltar a ganhar as eleições no Algarve"
- Ciganos esperaram Ventura em arruada e acusam-no de alimentar "discurso de ódio". Gritos de "fascistas e racistas" contra "vão trabalhar"
- Ventura não acredita que entrem novos partidos no Parlamento e apela a "voto útil no Chega" para unir eleitores à direita do partido
- Apesar de ser contra "privatizações em massa", Ventura admite que pode ser "solução" na CP se garantir serviço sem prejuízos para as pessoas
- Paulo Raimundo não esquece Passos Coelho. "Foi a sobremesa" do almoço "da Troika"
- PCP acusa Pinto Luz de estar a "virar utentes contra trabalhadores" na CP
- Um dia depois de Passos aparecer, Montenegro tem de falar sobre pensionistas e responder pela troika. "Estamos noutra fase"
- Namoro com a AD pode tornar-se sério? "Tenho dois casamentos, um com a minha mulher e outro com os portugueses"
- Rocha: SNS com capacidade para tratar 10 milhões "é impossível". Direção executiva é importante para travar "clientelas políticas"
- Ventura sobre apagão: “É inconcebível que não consiga ao fim de uma semana dizer ao país qual foi a causa real”
- Numa greve em Almeirim, foi sem estranheza que Mortágua aprendeu que o dono da Sumol+Compal é um dos 50 mais ricos do país
- Rui Tavares quer "equalizar o terreno de jogo" entre público e privado: "O SNS está a lutar com armas desiguais"
- Esta terça-feira Mortágua madrugou para mostrar o país "invisível" e acabou dia a ouvir "queixas de abandono" na rua onde vivia Odair
- Como Pedro Nuno Santos tenta apear-se da esquerda e seguir num carril que apanhe "todos"
- Sonho de nova maioria matou o velho PSD. Montenegro já só pensa em ciclo de oito anos de poder
- Partidos sem representação parlamentar debateram ontem
- Volt defende que o Estado deve ficar com casas penhoradas pelos bancos
- IL em Braga, BE em Santarém e Leiria e PAN em Lisboa
- Chega, CDU e Livre estarão no distrito do Porto
- AD e PS com ações de campanha em Évora previstas para a mesma hora
- Cristina Rodrigues começa a ser julgada por “apagão informático” no PAN
Histórico de atualizações
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura da campanha eleitoral, sendo que faltam apenas 10 dias para as eleições legislativas antecipadas.
Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
De norte a sul, líderes políticos prosseguem campanha sem se cruzarem
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Cerveja, tunas e Rui Rocha a abanar bandeiras: "A IL é também a esperança dos jovens deste país"
Um autocarro azul de dois andares, cervejas gratuitas a circular, panfletos que convidam a “vir conhecer o Rui”, e no piso de cima um monte de jovens à volta de um adulto que abana entusiasticamente uma bandeira. É Rui Rocha. Cumprindo a tradição instalada na IL, o presidente do partido faz uma ação de rua que mete finos (estamos em Braga) e música de discoteca para animar os miúdos que passam.
Antes, já tinha estado num arraial de tunas da Universidade do Minho, cumprindo o ritual de tirar selfies com uma fila de jovens que lhas iam pedindo e trauteando as canções (ora uma canção com ritmo marcado pela pandeireta, ora uma bossa nova repentina).
Aos jornalistas, deixou uma curta declaração a apontar para uma fatia de eleitorado essencial para os liberais. “Estamos com muito entusiasmo, é esta a campanha que a IL quer fazer, pela positiva. A IL é também a esperança dos jovens deste país”. Mais uma vez, não define objetivos eleitorais nem para Braga, círculo que encabeça, nem para o país: apenas crescer.
“O objetivo é sempre o mesmo: queremos crescer e influenciar as políticas do país”, trazendo uma “política de crescimento e prosperidade”.
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Rui Tavares e Hugo Soares cruzam-se e trocam provocações amigáveis: “Se elegerem em Braga é à custa do PS”
No arranque da ação de campanha do Livre, em Braga, Rui Tavares cruzou-se com Hugo Soares. Durante a interação houve espaço para provocação sobre onde ir buscar votos para eleger um deputado.
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Rui Tavares assume que Livre quer ser maioria e não nicho
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, descreveu hoje o partido como ecologista, radicalmente ponderado, europeu e que fala para ser maioria e não para ser nicho, sendo estas as características que o distingue dos outros.
“Nós falamos, sem exceção, a todos e cada um dos nossos concidadãos. Nós falamos para ser maioria, não falamos para ser nicho”, acentuou Rui Tavares num jantar comício em Braga onde assumiu a ambição de eleger pela primeira vez um deputado, neste caso, o cabeça de lista, Jorge Araújo.
Perante uma sala bem composta de apoiantes, o dirigente do Livre começou o discurso a lançar uma pergunta: “O que é que o Livre tem que é diferente dos outros?”. Em primeiro lugar a ecologia, respondeu, acrescentando que o Livre é o único partido, membro de pleno direito do Partido Verde Europeu, que concorre sozinho no boletim de voto.
“Não há outro com estas condições em Portugal, um voto verde, um voto ecologista em Portugal é um voto no Livre”, referiu.
Em segundo lugar, continuou Rui Tavares, o Livre é um partido que fala, sem exceção, a todos e cada um. “E nós sabemos que toda a gente no nosso país tem em si os valores capazes de entender aquilo que lhes dizemos”, reforçou.
A juntar a estas duas características, o porta-voz do Livre acrescentou ainda que o Livre não engana ninguém, não anda a dizer que não é nem de esquerda, nem de direita.
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Fernando Rosas: "Votar útil não pode ser perpetuar na governança o monopólio rotativo de PS e PSD"
No primeiro comício do Bloco de Esquerda dedicado a um fundador do partido, Fernando Rosas quis distanciar-se da “esquerda que a direita gosta”. “Votar útil não pode ser perpetuar na governaça do país o monopólio rotativo do PS e do PSD”, disse esta noite em Leiria.
Num círculo eleitoral onde, nas eleições do ano passado, apenas elegeram os partido do centro e o Chega, Rosas tem na sua candidatura o “propósito renovar a representação popular do Bloco de Esquerda”, que por três vezes já garantiu por Leiria um lugar no Parlamento.
Habitação, desigualdades, saúde e baixos salários foram identificadas pelo historiador como “situações aflitivas” no país que “a maioria absoluta do PS não resolveu”. As falhas da governação do centro nessas questões “estão na origem da crise do sistema democrático”, defende.
Se o centro-direita mereceu as críticas de Rosas, as ideias que guiaram a sua intervenção foram o crescimento da extrema-direita, por um lado, e o alegado distanciamento dos princípios de esquerda pelo PS, por outro.
Para Rosas, o Bloco é a esquerda que “se recusa a banalizar o escândalo da desigualdade nesta país”, que considera “inaceitável que existam mais de 1 milhão de utentes sem médicos de família”, que “lança um alerta para a situação de desastre ambiental no distrito de Leiria”.
O aumento do investimento em Defesa também marcou o seu discurso, questão na qual diz que o BE não é “a esquerda que fala de paz e defende as armas”. Recusando a “demência militarista sem tréguas”, admite que Portugal “deve coordenar os seus esforços” militares, mas fora da NATO. “Os russos não vão chegar amanhã à Praia da Vieira”, disse.
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Em Espinho, Raimundo evita "piadolas" sobre Montenegro mas recupera o "nheca nheca"
O tema em Espinho não foi a Spinumviva ou a casa de Luís Montenegro. Paulo Raimundo subiu ao palco do Fórum Arte e Cultura de Espinho, para assegurar que – apesar de “ser fácil encontrar umas piadolas sobre Espinho, o povo desta terra não merece piadolas, merece sim uma grande saudação.”
O líder comunista continua e assegura que a CDU “não confunde a árvore com a floresta” – ou seja, Luís Montenegro com Espinho.
Num distrito onde a CDU é apenas a oitava força política mais votada, Paulo Raimundo dedicou largos minutos a discursar sobre a “urgência” do aumento “geral dos salários”.
Desde logo com dois alvos em mente, partidos como o PS e a AD que “empurram com a barriga” o aumento do salário mínimo nacional “lá para 2029” (PS propõe 1.110 e AD propõe 1.100 daqui a quatro anos). A CDU insiste nos mil euros já em julho de 2025 e Paulo Raimundo explica porquê:
Aqueles que enchem a boca com Portugal no nheca nheca, que me venham explicar se há algum país desenvolvido cujos salários sejam miseráveis e muito baixos.
Raimundo recuperou assim a expressão “nheca nheca” que estreou no debate frente a André Ventura. Insistiu na “urgência” de aumentar salários em Portugal e desafiou quem discorda do aumento proposto pela CDU de “experimentar viver três meses” com menos de mil euros brutos por mês.
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"Tivesse a senhora a sorte que Luís Montenegro teve nos negócios e já não teria pensão tão baixa", ironizou Pedro Nuno
Ainda no comício de Portalegre, Pedro Nuno Santos voltou a atacar a AD a propósito do episódio no mercado de Setúbal, em que Montenegro ouviu queixas de vários pensionistas. E até usou a Spinumviva para esse ataque.
Na tentativa de convencer os pensionistas a não passarem para o outro lado, o socialista tem insistido na “relação de confiança” que garante que o PS tem com os mais velhos.
Sobre Montenegro referiu duas respostas concretas que o líder da AD e primeiro-ministro deu a quem o abordou. A senhora que se queixou do valor da pensão, Montenegro disse que tinha a ver com “a carreira contributiva”. E Pedro Nuno aproveitou a deixa para atirar: “Tivesse a senhora a sorte que Luís Montenegro teve nos negócios e já não teria pensão tão baixa”.
Usou também uma queixa que chegou, no mesmo mercado, a Montenegro de uma outra mulher que se queixou de não ter dinheiro para os medicamentos. Montenegro contestou e disse que a AD tomou uma medida para a comparticipação em 100% de medicamentos para quem recebe complemento solidário para idosos. Mas Pedro Nuno diz que a medida não está a chegar às pessoas que precisam.
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Pedro Nuno responde a Montenegro: "Estou zangado com os resultados da incompetência do Governo"
No comício de Portalegre fala o líder Pedro Nuno Santos que responde a Luís Montenegro, garantindo que não está “zangado com o país”, mas sim “zangado com os resultados da incompetência do Governo do país”.
O socialista pergunta “de que sucesso fala Luís Montenegro”, apontando uma “economia que deixa a cair como já não acontecia desde a pandemia”. Acusa mais uma vez o líder da AD de ter “falhado” e diz que “um ano foi suficiente para ver que o Governo é incompetente”.
No discurso, o socialista ainda falou no episódio de Castro Almeida e dos jerricans de combustível para a Maternidade Alfredo da Costa. Descreveu o episódio entre sorrisos irónicos para concluir que o PS “sabe lidar com crises e que sabia que a GNR tem camiões cisterna e que o Estado pode requisitar camiões”. “Quem não sabe o básico não pode ser membro do Governo e muito menos representar o Alto Alentejo e o povo de Portalegre”.
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Frazão acusa PS e PSD de terem "enganado as mulheres em Portugal" devido à "bandalheira" na imigração
No jantar-comício em Aveiro, Pedro Santos Frazão, cabeça de lista por este círculo eleitoral depois de ter sido número um em Santarém em 2024, reconhece que “cresceu dez centímetros com o voto de confiança” de Ventura.
E aponta que há uma “razão simples” para o Chega estar aqui: “Levar André Ventura ao Governo, ao poder.” “Esta viragem [do país] começa em Aveiro”, afirma, e “tem todas as condições para ser o distrito que vai fazer a diferença”.
Fala agora sobre as mulheres, depois de ter dito que “as mulheres da verdadeira direita é que são as mais bonitas”. Considera que “PS e PSD têm enganado as mulheres em Portugal” porque “foram os principais responsáveis pela bandalheira que existe em Portugal” em termos de imigração.
“Aveiro tem sido ignorado durante anos. O que tem feito o poder central? Esqueceu-se da terra, do mar, da indústria e só se lembram de quatro em quatro anos”, critica, questionando: “Do que serviu ter um ministro das Estruturas [Pedro Nuno Santos] que é natural do distrito? Zero, não serviu para nada. E de que valeu ter um primeiro-ministro de Aveiro? Nada.”
Pedro Santos Frazão recorda propostas do Chega há um ano, critica quem disse que programa era despesista por propor salário mínimo de mil euros e pensões equivalentes, comparando com as atuais propostas da AD — “Em 12 meses passámos de ter salário despesista para 1100 que é fazível.”
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Mortágua critica Montenegro por defender "bom momento" da economia portuguesa. "Se a economia vai bem porque não se aumentam salários?"
Em Leiria, Mariana Mortágua criticou Luís Montenegro por ter dito que Portugal atravessava “um bom momento para a economia”. “Quando vemos os lucros recorde que a Banca teve nos últimos anos, só podemos concluir que a economia vai muito bem”, ironiza a líder do Bloco.
“Se a economia vai bem porque não se aumenta salários?” Mortágua ataca a ideia de que a descida do IRC ou dos impostos cobrados à banca cria oportunidades de investimento no país.
“Como é que podem criar investimento se as empresas entregam 70% dos seus lucros aos acionistas?”, pergunta, enumerando o destino das suas “fortunas”: bolsa, Bitcoin e fundos de investimento imobiliário. Entretano, metade daqueles 900 mil trabalhadores “que fazem o país andar para a frente” não ganham mais de mil euros por mês, acrescenta.
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João Soares diz que Pedro Nuno é alvo de um "bullying mediático que tenta permanentemente denegri-lo"
No comício da noite do PS, em Portalegre, Pedro Nuno Santos conta com intervenções de João Soares e do presidente Carlos César. Hoje só fala Soares que atira ao cabeça de lista da AD em Portalegre, o ministro Castro Almeida, que “cai completamente de para quedas” neste círculo” e que “não hesita em usar a máquina do Estado” na campanha.
João Soares fala no “inacreditável” do mesmo Castro Almeida ter falado da decisão do Governo em mandar motoristas dar gasolina aos geradores da Maternidade Alfredo da Costa. “É o retrato do que esta gente representa”, acusa.
Quanto a Pedro Nuno Santos diz que tem sido allvo de “bullying mediático que tenta permanentemente denegri-lo”. E diz que é um homem com “seriedade e honradez pessoal a toda aprova” e dono de “uma obra notável” no tempo que passou nos governos de Costa.
Diz que na AD há “fala-baratos, eximíos na propaganda à volta de falsa promessas”. E cita mesmo João Miguel Tavares, que é “insuspeito de orientações à esquerda” e é de Portalegre nas críticas que fez, num artigo de opinião, ao caso dos jerricans de combustível.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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"Que diabo". Montenegro atira ao PS "zangado"
Em Évora, a poucos metros de um comicio do PS, Luís Montenegro critica a postura de Pedro Nuno Santos: “é preciso estar sempre zangado?” e pisca o olho aos eleitores do Chega com a segurança.
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PAN quer mais restrições aos voos noturnos e critica Vinci por falhas na mitigação do ruído
A porta-voz do PAN defendeu esta quarta-feira um alargamento da proibição dos voos noturnos em Lisboa e criticou a Vinci, empresa concessionária dos aeroportos em Portugal, por não implementar medidas de mitigação do ruído, sublinhando que o Estado está a suportar custos que cabem à concessionária.
Em declarações aos jornalistas no âmbito de um encontro com a plataforma cívica “Aeroporto fora, Lisboa melhora”, na zona do Campo Grande, em Lisboa, Inês de Sousa Real argumentou que é “fundamental promover na próxima legislatura medidas que melhorem a qualidade de vida das populações que são afetadas pelos voos do aeroporto Humberto Delgado”.
A líder do PAN alertou para o impacto da passagem constante dos aviões naquela zona da cidade, apontando que há consequências “não apenas no descanso e na qualidade de vida” de quem lá vive, bem como para o ambiente, devido à “emissão das partículas finas” pelos aviões.
PAN quer mais restrições aos voos noturnos e critica Vinci por falhas na mitigação do ruído
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Ventura culpa Montenegro por eleições e acusa PS e PSD por terem criado "ninho de corrupção e compadrio"
Depois de uma arruada em que ciganos esperaram e chamaram André Ventura de “racista” e “fascista”, o líder do Chega antecipa um país onde gostaria de ser primeiro-ministro.
“Tem de ser humanista e ter a certeza de que quando governar será no país onde está, com as pessoas de todas as etnias e nacionalidades. E sabemos disso. Mas também tem de dizer que em Portugal, sejam ciganos ou não ciganos, todos terão de cumprir a lei”, sublinha, assegurando que “sentimentos de que alguns estão acima da lei vai acabar”.
E avisou os ciganos que vão confrontado o Chega pelo país: “Quando sou atacado é quando fico ainda com mais força para fazer a mudança que é preciso fazer.”
Ventura entende que se o país está nesta situação é por “culpa de Luís Montenegro”, não só o critica por ter decidido “sempre governar como o PS” e por no Orçamento ter ido “para os braços dos socialistas”, como diz que “preferiu atirar o país para o caos do que dar explicações”. “E fica ofendido por ver cartazes com a cara dele ao lado de José Sócrates…”
Recorda a “herança” de partidos como PS e PSD que “construíram o regime”, mas diz que “esses dois partidos transformaram-nos num ninho de corrupção e compadrio”, pelo que reitera uma promessa para o primeiro dia: “Vamos apresentar o maior pacote anti-corrupção na história de Portugal.”
No mesmo sentido, diz também que o país não pode “estar 10 ou 15 anos à espera que a pessoa seja julgada para lhe ir ao património” — recuperando a proposta do Chega do confisco de bens.
No final do discurso, André Ventura procura mobilizar para o voto, dizendo que no dia seguinte não haverá nada a fazer. “Se ganharmos e falharmos não vai depender de mais ninguém”, alerta, pedindo que todos “vão votar e levem todos a votar”.
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Ventura entra na luta pelos pensionistas e promete "transformar país em quatro anos": "Não haverá nenhuma pensão abaixo do salário mínimo"
André Ventura, num discurso num jantar-comício em Aveiro, diz que é um “distrito muito importante para nas contas nacionais”, comum “resultado sólido e seguro” — num círculo eleitoral cujo cabeça de lista é Pedro Santos Frazão.
Aproveitando exemplos de idosos que o têm abordado nas ruas, Ventura centra o início do discurso nos pensionistas. “Sentem que imigrantes passam à frente na Saúde, minorias que passam à frente nas casas”, diz, apontando também para os ex-combatentes. “Está tudo errado quando começamos a dar prioridade a quem veio de fora”, reitera, justificando que é ainda pior “enquanto sistema político se açambarca milhões por ano”.
Culpa PS e PSD pelo estado em que deixaram as pensões, frisando que “um candidato a primeiro-ministro tem de dizer o que vai fazer com o país que tem” e que o Chega não esconde a sua proposta: “Não haverá nenhuma pensão abaixo do salário mínimo em Portugal.”
“Acho graça ao slogan ‘deixem o Luís trabalhar’ porque teve um ano para trabalhar e não fez quase nada, Costa esteve oito anos e não fez quase nada, Sócrates não fez quase nada”, afirma, para logo concluir: “Em quatro anos transformaremos o país.”
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Rui Rocha promete regresso de PPP, contratos de associação e TAP privatizada
Rui Rocha fala agora num jantar comício em Braga, anunciando logo que está “emocional” por estar na sua terra natal. “É um distrito espetacular e tivemos até candidatos que não sendo de cá quiseram concorrer por Braga. Eu não, sou mesmo daqui!”, provoca, lembrando que está a poucos quilómetros de casa ou dos sítios onde estudou e os filhos cresceram. “A minha mãe terá sido responsável por ensinar matemática a metade da população graceja — peço desculpa por isso”, graceja (a mãe é professora). Ainda acrescenta que os filhos foram pela primeira vez à praia em Esposende.
Depois, passa a dizer que o distrito “sofreu com as políticas de esquerda” e a decisão por “pura ideologia” de acabar com a PPP no Hospital de Braga. “Quero assumir o compromisso: com a IL, a PPP vai voltar para servir as populações”. Fala também nas escolas com contratos de associação, que “tinham a porta aberta a todos, sobretudo aos mais desfavorecidos”.
“Pois a esquerda não descansou enquanto não asfixiou as escolas com contratos de associação. Os alunos com menos recursos, que tinham um ensino de qualidade, tiveram de sair para escolas piores”. Por isso, essa decisão “que teve tanto impacto nesta região” foi “contra os que mais precisavam do elevador social”.
“Essas decisões da esquerda prejudicaram sobretudo os mais desfavorecidos”. Promete também que com a IL esses contratos vão ser reativados.
Prossegue falando sobre a nacionalização da TAP, que diz ter “prejudicado todos” mas ainda mais “sentida como injusto” na área circundante do aeroporto do Porto. “Pagamos do nosso bolso a nacionalização para não termos transporte”. “Com a IL, a TAP será mesmo privatizada”.
“Estamos a falar de Pedro Nuno Santos, Paulo Raimundo e Mariana Mortágua. São os grandes responsáveis por essas decisões que limitaram o crescimento da região”, argumenta. “O único voto verdadeiramente reformista, que assegura que essas más decisões são finalmente revertidas, e que trilhamos o caminho do crescimento económico, é na IL”.
“Não pedimos o voto para fazer as mesmas coisas, deixar passar o tempo ou empurrar a barriga”, prossegue Rui Rocha em Braga. “Somos o único partido que pede o voto para mudarmos Portugal”.
Diz que muitos da última vez deixaram-se enganar pelo voto útil mas agora, na rua, dizem-lhe que “desta vez é liberal”.
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AD mantém-se na liderança e PS alcança pior resultado da semana, revela sondagem diária
Na sondagem diária realizada pela Pitagórica para TSF, Jornal de Notícias, TVI e CNN Portugal, a AD mantém-se na liderança e recupera ligeiramente (uma décima) de uma queda nas intenções de voto que tinha sido registada na terça-feira. A coligação regista 34,9% das intenções de voto, uma percentagem ainda abaixo dos 35,8% com que seguia na segunda-feira.
Se a AD inverte a queda, a oposição direta, o Partido Socialista, regista o pior resultado da semana: 26,1%. Por outro lado, e ao contrário do que acontecia no início da semana, em que havia mais indecisos entre os eleitores que admitiam votar na AD, agora passou a haver mais indecisos entre os potenciais votantes do partido liderado por Pedro Nuno Santos.
Tal como o PS, também o Chega regista uma queda nas intenções de voto, ainda que seja uma descida ligeira (de 16,8% para 16,7%). A Iniciativa Liberal continua com 6,8% e o líder do partido, Rui Rocha, segue como o líder com maior avaliação. Rui Tavares surge no segundo lugar e o Livre subiu para 3,9% (mais um ponto percentual do que na terça-feira).
Ao contrário do que aconteceu na terça-feira, em que registou uma recuperação, a esquerda está hoje em queda: a CDU desce para os 3,2% (de 3,5%) e o Bloco de Esquerda para 2,1% (de 2,3%, que era o melhor resultado da semana). Já o PAN também caiu, com 0,5% das intenções de voto (menos 0,1%).
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Ainda faltam nove dias, mas Pedro Nuno já dramatiza apelo: "Precisamos de concentrar o voto no PS para ganhar eleições"
No comício de Évora fala agora Pedro Nuno Santos que começa pela questão da “credibilidade” e “instabilidade” do primeiro-ministro.
Volta a enumerar as “falha do Governo” de Montenegro: saúde, habitação, na economia. Repete os mesmos exemplos que tem dados nos discursos que fez até aqui. “Não existe nenhuma razão para a AD achar que merece ganhar estas eleições. A AD merece perder esta eleições”, diz.
Quanto à sua proposta, Pedro Nuno Santos repete o IVA zero no cabaz alimentar básico e as pensões. Dizendo que este tema concreto para o PS “não é uma promessa de campanha, é a história de vida do PS”. Lembra novamente os seis aumentos extraordinários de pensões e critica Montenegro pelas declarações que tem feito sobre pensões: “A AD não conhece a realidade dos pensionistas em Portugal e é por isso que continua sem ter a confiança” deles.
Recua até à fundação do SNS para dizer que o PSD votou contra e faz a defesa do serviço, lembrando que “onde não há SNS é onde temos piores resultados do que a Europa: na saúde mental e oral”, diz mais uma vez prometendo médicos dentistas e psicólogos nos centros de saúde.
Termina o discurso a carregar no apelo ao voto útil: “Que ninguém disperse o voto, está ao nosso alcance derrotar a AD, mas há vários círculos em que os votos não podem ser perdidos nem dispersos e um deles é Évora. Precisamos de concentrar os votos no PS para ganhar as eleições”.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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"Lá foi Luís Montenegro" levar um "banho de realidade" dos reformados
Caravana comunista continua no norte do país e de mira bem apontada a Luís Montenegro. Paulo Raimundo tomou nota do encontro entre o presidente do PSD e pensionistas esta manhã em Setúbal.
Acusa o governo de ser “exímio na propaganda” mas entende que “mais tarde ou mais cedo” a realidade fala mais alto.
“Lá foi Luís Montenegro hoje, numa ação de campanha ser confrontado com um banho de realidade“. O secretário-geral do PCP volta a acusar o ainda primeiro-ministro de mentir quando diz que os “medicamentos são gratuitos para todos os reformados” e que todos os pensionistas “têm direito ao complemento solidário para idosos”.
E confrontado com as críticas de reformados, em Setúbal, o que respondeu Luís Montenegro? “Blá, blá, blá” diz Raimundo.
Voltam a ser ouvidos assobios da plateia comunista em Vila Nova de Gaia, quando os nomes de Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva são mencionados. “O país, a vida de cada um de nós, não precisa das chamadas reformas de Pedro Passos Coelho e Cavaco Silva. Não só não precisa, como dispensa o caminho dos seus baixos salários, pensões e privatizações.”
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Montenegro suger que Pedro Nuno está "zangado" e "aziado" com o sucesso do país
É a vez de Luís Montenegro. “Cada vez que venho a Évora somos cada vez mais. É um reconhecimento de que o nosso trabalho tem a adesão e o apoio de todos aqueles que vivem nesta região. Estive aqui há um ano e quero partilhar convosco: depois de termos cumprido a nossa palavra, de termos trabalhado com todos — de todos os partidos da mesma maneira —, esta candidatura é a candidatura da esperança e da segurança.”
“Esperança que queremos que seja sentido pelos mais jovens. A esperança de todos aqueles que estão a trabalhar e que sentem que vale a pena trabalhar. Podem acreditar: vamos continuar a baixar os impostos sobre o trabalho”, promete.
“Aqueles que já estão aposentados sabem com esperança e segurança que as suas pensões vão ser aumentadas”, continua Luís Montenegro, repetindo, mais uma vez, todas as medidas do Governo adotadas a pensar nos mais velhos. “Esta é candidatura da esperança e da segurança”, insiste o líder social-democrata.
Numa referência direta ao discurso de Pedro Nuno Santos, o social-democrata volta a acusar o PS de andar a tentar “lançar o medo” junto dos pensionistas. “Não vale a pena. Não há como enganar. A nossa palavra tem o valor de quem cumpriu aquilo que prometeu”, argumenta Montenegro, já depois de ter recordado que foi Cavaco Silva a instituir o 14.º mês e que foi José Sócrates quem congelou as pensões em 2010.
A seguir, o primeiro-ministro faz uma referência indireta ao legado de António Costa e aos oito anos de governação socialista, que a AD sempre resumiu como sendo um exercício constante de propaganda. “Não somos daqueles que gostam de produzir muitos powerpoints. Somos de executar.”
Recuperando uma ideia que tem vindo a ganhar alguma força nos últimos dias, Montenegro voltou a medir força política para cumprir um ciclo de oito anos no poder. “Podemos acreditar com esperança e segurança que em quatro anos e depois em mais quatro anos vamos conseguir alcançar mais e melhores resultados.”
“A segurança é fundamental para sentirmos tranquilidade. É também um ativo que Portugal tem de preservar”, continua Luís Montenegro, dedicando agora largos minutos às medidas que o Governo foi tomando para garantir não só a “paz social” entre as forças de segurança, mas também tudo o que foi feito na prevenção e na fiscalização.
O social-democrata faz depois uma rápida viagem a um dos momentos mais controversos do Governo, quando Luís Montenegro fez uma declaração ao país, às oito da noite, para explicar números da criminalidade e as operações em curso.
“Parece que era crime falar de segurança às oito da noite e dizer ao país ‘nós estamos atentos aos fenómenos que os preocupam’. Nessa altura, todos se incomodaram. À direita e à esquerda. Mas o mais curioso é que só nós falamos de segurança nesta campanha. Sabem porquê? Porque estão todos de acordo”, atira Montenegro, antes de ser fortemente aplaudido.
“As oposições acham que está sempre tudo mal. Desafio-vos: há um ano estava aqui a falar de propostas; não estava aqui a falar mal de ninguém. Mas que diabo, está tudo mal? É preciso aparecer todos dias zangado e aziado com o sucesso do país?”, provoca o líder social-democrata, em mais uma referência clara a Pedro Nuno Santos.
“Temos de ter uma grande vitória no dia 18. Temos de garantir uma maioria maior. Quando a pedimos é com humildade, mas é com uma vontade de levar este projeto até àquilo que for a nossa capacidade. Não vamos regatear nenhum esforço para lutar pelo futuro. [Mas essa maioria maior] tem de sair da vontade livre e democrática dos portugueses. Não é por irmos à frente nas sondagens que já ganhamos eleições”, alerta Luís Montenegro.
Mesmo a terminar, e já depois ter feito um apelo para que ninguém desmobilize até ao 18 de maio, o primeiro-ministro termina com desafio para todos aqueles que, sendo do centro ou estando à direita do PSD, votaram no PS e no Chega, respetivamente, e que depois os viram de “braço dado” em tantos momentos.