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Depois do encontro com os ex-líderes do PSD, Luís Montenegro começou o dia a ouvir falar do legado de um deles.

O Passos Coelho tirou-me da minha reforma €280. Nunca mais me deram.

No mercado do Livramento, em Setúbal, Montenegro ouviu reformados queixarem-se de Passos Coelho e mais à frente disse perceber a mensagem.

Compreendo que as pessoas que há uns anos, por razão da situação financeira do país, viveram tempos de alguma inquietação nesse domínio, precisam de uma palavra segura. E eu hoje, modéstia à parte, posso dizer às pessoas com toda a confiança para acreditarem.

Luís Montenegro a puxar dos galões do último ano na relação com os pensionistas, horas depois, em Évora, contra-atacou.

Podíamos aqui dizer que já fomos nós lá atrás, muito lá atrás, com Cavaco Silva, que fizemos a maior valorização de sempre às pensões em Portugal. Nós até podíamos lembrar quem foram, em 2010, aqueles que congelaram as pensões.

Num distrito em que o Chega ficou a 3000 votos da AD, o primeiro-ministro carregou no tema da segurança com referências à famosa declaração em São Bento.

Parece que era crime falar de segurança às oito da noite. Nessa altura, todos se incomodaram. É muito curioso que até se incomodaram à direita e à esquerda. Incomodaram-se por todo lado.

Luís Montenegro a dizer que a oposição concorda com a AD em matéria de segurança, apesar de lamentar a postura de Pedro Nuno Santos.

Mas que diabo, está tudo mal? É preciso aparecer todos os dias zangado, todos os dias azedo, todos os dias incomodado com o sucesso do país?

Montenegro em Évora, a 500 metros do comício do PS, a apontar para a esquerda e para a direita, na tentativa de somar mais votos de todos os lados.

Desejo-lhe boa campanha, que é aquilo que lhe tenho dito.