Momentos-chave
- Centenas de pessoas chegaram nos últimos minutos à Praça da Batalha. Manifestação arranca agora em direção à Praça D. João
- CGTP espera "grande manifestação" em Lisboa, Porto e Coimbra contra aumento do custo de vida
- Dezenas de pessoas já estão reunidas na Praça da Batalha
- Observador acompanha protestos no Porto e em Lisboa
Atualizações em direto
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Centenas de pessoas chegaram nos últimos minutos à Praça da Batalha. Manifestação arranca agora em direção à Praça D. João
Apesar de o arranque estar marcado para as 10h30, a forte mobilização de pessoas atrasou o início da caminhada que aconteceu com cerca de meia hora de atraso. Enquanto começam a marcha, os manifestantes gritam pela CGTP e abanam bandeiras de diferentes sindicatos.
Ao contrário dos protestos nos últimos dias na cidade do Porto, os cartazes visíveis não têm apenas críticas aos custos com a habitação, mas também reivindicações de melhores condições salariais.
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Seguro defende que “ninguém deve viver” sem habitação e apela a compromisso contra exclusão
Numa mensagem publicada na página oficial da Presidência da República para assinalar o dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, António José Seguro salienta que a pobreza “não é apenas uma condição económica”, mas “também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa”.
“Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno. A pobreza não pode ser encarada como inevitável”, sublinha.
O Presidente da República aponta também que, segundo os dados mais recentes, 1,66 milhões de pessoas estão em risco de pobreza em Portugal e considera que, apesar dos progressos registados, os números devem continuar a merecer atenção.
“Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos. Mais do que números, falamos de pessoas”, lê-se.
Seguro enfatiza que estão em causa “crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser”, “jovens que não conseguem projetar o seu futuro”, “idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade” e “pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza”.
“Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído”, conclui.
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CGTP espera "grande manifestação" em Lisboa, Porto e Coimbra contra aumento do custo de vida
O secretário-geral da CGTP antecipa que o protesto descentralizado que decorre hoje em Lisboa, Porto e Coimbra seja uma “grande manifestação nacional” e que junte trabalhadores, jovens e reformados contra o aumento do custo de vida.
“Vamos ter uma grande manifestação nacional” e um “grande momento de luta e de combatividade”, afiançou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em declarações à agência Lusa.
Esperando contar com a participação de trabalhadores, reformados e jovens, o líder da CGTP afirmou que a manifestação tem como intuito que cada pessoa que “sente as dificuldades do dia-a-dia”, devido ao “brutal aumento” dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que “sente os serviços públicos a desagradarem-se”, se faça “ouvir” e que “tenham a oportunidade de lutar contra a política em curso”.
Segundo o secretário-geral da CGTP foram emitidos vários pré-avisos de greve para assegurar a participação de trabalhadores de vários setores, incluindo no setor do comércio e serviços e o setor dos espetáculos.
Tiago Oliveira deixou ainda um aviso aos partidos “que têm nas suas mãos e com o seu voto a decisão de aprovação ou não deste Orçamento do Estado”, referindo que “não se podem meter no meio do muro na esperança de que não lhes seja atribuída responsabilidade pelo caminho que o país está a seguir”.
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Dezenas de pessoas já estão reunidas na Praça da Batalha
A poucos minutos do início da manifestação convocada pela CGTP no Porto estão concentradas largas dezenas de pessoas na Praça da Batalha.
Além de várias bandeiras do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, vê-se uma bandeira portuguesa e um carta onde se lê “mais casas, menos cassetetes”.
À medida que se aproximam as 10h30, vão chegando cada vez mais pessoas à praça.
Em grande número no local está a PSP, que acompanha a manifestação com mais de 20 polícias e quatro carros na praça de onde parte a concentração rumo à Praça D. João I – ponto central dos protestos dos últimos dias contra a subida dos preços da habitação.
Além da habitação, a CGTP convocou esta concentração contra o aumento do custo de vida, mais salário, melhores pensões e serviços públicos.
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Observador acompanha protestos no Porto e em Lisboa
Bom dia,
Abrimos este liveblog para acompanhar as manifestações e protestos que vão decorrer ao longo deste sábado em várias cidades do país, destacando-se o Porto e Lisboa.
O mote principal é o direito à habitação, mas temas como o aumento dos custos dos combustíveis e do cabaz alimentar também estão na ordem do dia.
As manifestações no Porto foram convocadas pela central sindical CGTP e arrancam a partir das 10:30 da Praça da Batalha para a Praça D. João I, onde há uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação.
Já em Lisboa, o protesto decorre também sob a égide da central sindical, arrancando às 14:30 do Cais do Sodré para terminar no Rossio.
O Observador vai acompanhar no local os protestos em tempo real em Lisboa e no Porto ao longo do dia.
Pode rever tudo o que se passou na sexta-feira neste outro artigo em direto que agora arquivamos.
Movimento pela habitação decide não passar a madrugada na Praça D. João I