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O último avião militar norte-americano já saiu de Cabul. Chegam ao fim 20 anos de presença dos EUA no Afeganistão - como aconteceu

Todos os militares norte-americanos já sairam de Cabul, informa o Pentágono. Os Estados Unidos terminam assim a missão no Afeganistão, ao fim de 20 anos.

TALIBAN RULE IN KABUL
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Los Angeles Times via Getty Imag

Los Angeles Times via Getty Imag

Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia,

    Encerramos este liveblog. Continue a acompanhar todas as informações mais importantes sobre o Afeganistão neste link.

    O Afeganistão é agora uma nação “livre e soberana”, dizem talibãs

  • Três portuguesas já retiraram do Afeganistão 9 pessoas. O objetivo é 258: "Estamos a receber apelos penosos de ouvir e não temos resposta"

    Fizeram missões no Afeganistão nos últimos 20 anos e elaboraram uma lista com nomes de “cidadãos em risco”. Falam em “gritos de desespero”, mas denunciam falta de resposta do Governo.

    Três portuguesas já retiraram do Afeganistão 9 pessoas. O objetivo é 258: “Estamos a receber apelos penosos de ouvir e não temos resposta”

  • Santos Silva diz que "é necessário" que talibãs cumpram "promessa" de permitir viagens a afegãos com autorização

    O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, reagiu também na SIC Notícias ao fim oficial da presença americana no Afeganistão: “A questão mais importante que esta saída coloca é as condições da operação do aeroporto de Cabul para garantir a saída daqueles afegãos que queiram sair do Afeganistão”.

    Há um compromisso verbal do lado dos talibã que não se oporão à saída de cidadãos afegãos que tenham autorização para se deslocar a outros países e é necessário que essa declaração seja agora cumprida”, vincou.

    O ministro lembrou ainda que “o Conselho de Segurança das Nações Unidas que reuniu esta tarde aprovou uma declaração em que há esse apelo, essa recordatória às novas autoridades no Afeganistão de que devem cumprir o seu próprio compromisso para deixar continuar a operar no aeroporto de Cabul os voos que sejam necessários para realizar as evacuações que ainda não foi possível fazer”.

  • Santos Silva telefonou a cidadão afegão que está em Portugal em greve de fome

    O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, comentou esta segunda-feira na SIC Notícias a greve de fome iniciada por um cidadão afegão que vive em Portugal desde 2016 e que desespera para conseguir trazer a mãe e a irmã — que ainda estão no Afeganistão — para o país.

    Santos Silva explicou que foi “surpreendido” pela notícia ao fim da tarde e falou com Nasir Ahmad por telemóvel: “Obtive o seu contacto telefónico, telefonei-lhe e expliquei-lhe qual era a resposta do Governo português a esse cidadão afegão que vive em Portugal. A resposta é: sim, em tudo o que depender de nós”

    Santos Silva explicou depois aquilo que o Governo se dispõe a fazer: conceder “a autorização, o visto, para entrada dessas pessoas em Portugal, esse visto está garantido e será atribuído a essas pessoas já em território português” e “as condições de acolhimento e integração”.

    Já quanto à retirada das duas mulheres do Afeganistão, explicou: “Procuraremos também apoiar essas pessoas no processo que implica a sua saída,saída que não depende nem exclusiva nem predominantemente do Governo português”.

    Tive uma conversa telefónica com essa cidadão e julgo que compreendeu bem o que podemos fazer e o que estamos a fazer. Não há, na minha opinião, razão para dirigir uma greve de fome contra Governo português e os portugueses, que estão do lado dele na sua tentativa mais do que legítima de trazer para a segurança do nosso país os seus familiares diretos”.

    Refugiado afegão que vive no Porto em greve de fome para trazer a mãe e irmã para Portugal

    Santos Silva falou depois de um caso, relatado pela RTP, de um intérprete que terá colaborado com as forças portuguesas no Afeganistão e que se queixa de não ter tido a ajuda prometida. “Estabelecemos como nossa segunda prioirdade, a primeira tendo sido garantir a saída dos cidadãos portugueses que se encontravam no Afeganistão — todos saíram —, garantir que todos aqueles que colaboraram com as forças nacionais destacadas ao longo deste ano, designadamente como intérpretes, que fossem contactados e respondessem positivamente ao nosso contacto, pudessem beneficiar do nosso apoio para a saída do Afeganistão”.

    O ministro lembrou que foi mobilizada uma “equipa de quatro militares para apoiar essa saída” e referiu que “nesse caso concreto, a saída não foi possível”. Porquê? “Todos conhecemos as condições de extrema insegurança em que a operação se realizou. O que os militares dizem é que todos aqueles que eles contactaram e responderam positivamente ao nosso contacto, tendo chegado ao aeroporto de Cabul, todos foram encaminhados para os voos”. Ainda assim, prometeu apoio — sem explicitar em que moldes — a esse intérprete, caso tenha colaborado com as forças nacionais na região e caso seja possível ajudar a tirá-lo do país.

  • Talibãs ocupam espaços de militares norte-americanos no aeroporto

    Segundo o correspondente do LA Times em Cabul, Nabih Bulos, os talibãs entraram “naquela que era, há apenas alguns minutos, uma parte do aeroporto patrulhada pelos americanos”.

  • Biden pretende garantir "saída segura" do Afeganistão

    Num comunicado em que confirma a retirada das forças dos EUA de território afegão, Biden elogia a operação de evacuação e promete trabalhar para garantir uma “passagem segura” para fora do Afeganistão — quer para os americanos quer para os afegãos que abandonar o país.

    “Os talibãs assumiram compromissos de passagem segura e o mundo estará atento e cobrará estes compromissos”, disse o presidente.

    “Isso incluirá a manutenção de uma diplomacia contínua no Afeganistão e a coordenação com parceiros na região para reabrir o aeroporto, permitindo a saída do país para aqueles que o desejam, bem como a entrega de assistência humanitária ao povo do Afeganistão”, concluiu.

  • Merkel e Macron articulam continuação de resgate de cidadãos no Afeganistão

    Os dois líderes Angela Merkel e Emmanuel Macron articularam num telefonema formas de resgatar cidadãos ocidentais, colaboradores afegãos e outras pessoas vulneráveis do Afeganistão.

    Merkel e Macron articulam continuação de resgate de cidadãos no Afeganistão

  • Aeroporto de Cabul sem controlo de tráfego aéreo

    O aeroporto de Cabul está sem serviços de controlo de tráfego aéreo agora que os militares norte-americanos se retiraram do Afeganistão e que as aeronaves civis dos Estados Unidos estão proibidas de operar no país, disse a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), citada no The Guardian.

    A FAA referiu num comunicado que “devido à falta de serviços de tráfego aéreo e de uma autoridade de aviação civil funcional no Afeganistão, bem como às contínuas preocupações de segurança, os operadores civis dos EUA, pilotos e aeronaves civis estão proibidos de operar em qualquer altitude em grande parte do Afeganistão”.

    “Qualquer operador de aeronave civil dos EUA que deseja voar para dentro, fora ou sobre o Afeganistão deve receber autorização prévia da FAA”, acrescentaram.

  • EUA assumem: "Não conseguimos retirar todas as pessoas que queríamos"

    Os EUA já confirmaram a retirada das últimas tropas norte-americanas do Afeganistão. Em briefing surpresa, com informações dadas aos jornalistas no Pentágono, o General Frank McKenzie assumiu: “Não conseguimos retirar todas as pessoas que queríamos”. Quantos civis norte-americanos ficaram no Afeganistão? “Muito poucas centenas”. Leia tudo aqui:

    O fim de uma era (e da “guerra mais longa”): 20 anos depois, já não há tropas norte-americanas no Afeganistão

  • Conselho de Segurança da ONU aprova passagem segura a partir de Cabul. China e Rússia abstêm-se

    Já terminou a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Afeganistão. Os vários países aprovaram a criação de uma passagem segura a partir de Cabul, depois da retirada militar dos Estados Unidos, mas não conseguiram a criação de uma zona segura dentro da cidade, como tinha proposto Emmanuel Macron.

    A votação final contou com 13 votos favoráveis — ninguém se opôs à proposta, mas dois países abstiveram-se: a China e a Rússia.

    O Conselho de Segurança está agora em negociações com os talibãs para que permitam a saída de passageiros de Cabul para o estrangeiro.

  • A imagem da saída dos últimos aviões americanos do Afeganistão

    No Twitter, a agência de notícias France-Presse partilhou fotografias da saída dos últimos aviões americanos do Afeganistão:

  • Últimas tropas americanas saíram do Afeganistão. Aviões abandonaram Cabul

    Os últimos cinco aviões com tropas norte-americanas já abandonaram o Afeganistão. A saída marca o fim oficial da presença dos EUA no país, após 20 anos na região a enfrentar os talibãs.

    A informação, noticiada pela agência Associated Press, começou por ser avançada por um guarda talibã no aeroporto de Cabul. Mas a AP refere já ter tido a confirmação em Washington de que oficialmente já não existem quaisquer tropas americanas no país.

    O prazo para a saída definitiva dos EUA do Afeganistão, com o regresso a casa das últimas tropas, já tinha sido apontado para esta terça-feira.

    Ao momento ter-se-á seguido um conjunto de tiros disparados para o ar em celebração, por parte das tropas talibãs.

    UE e Boris Johnson contrariados, Joe Biden inflexível e o aviso do G7 aos talibãs. Crónica de uma retirada anunciada

    Nos últimos dias, ainda com presença (mesmo que já diminuta) dos EUA no país, mais de 116 mil pessoas abandonaram o Afeganistão, fugindo do novo controlo talibã.

  • Tropas britânicas poderão regressar ao aeroporto de Cabul

    As tropas britânicas e os seus aliados internacionais poderão regressar ao aeroporto de Cabul para ajudar a policiar a zona de segurança da ONU na capital afegã, revelaram fontes de Defesa ao The Guardian. O objetivo é garantir a passagem segura das pessoas que tentam sair do Afeganistão.

    Esta foi uma das várias opções abordadas pelo governo britânico para garantir rotas de evacuação seguras para as milhares de pessoas ainda retidas no Afeganistão, elegíveis para repatriamento.

    Este plano faz parte da proposta franco-britânica, apresentada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e discutida pelos membros do conselho de segurança da ONU — enquanto as forças ocidentais se retiravam de Cabul, nos últimos dias.

  • Aterrou avião com 12,5 toneladas de medicamentos e material de saúde da OMS

    Chegou hoje o primeiro avião de medicamentos e material médico da Organização Mundial de Saúde (OMS) ao Afeganistão, revelou a organização num comunicado.

    “Depois de dias de trabalho ininterrupto para encontrar uma solução, estou muito satisfeito por dizer que fomos capazes de repor parcialmente os armazéns das unidades de saúde no Afeganistão e garantir que, por enquanto, os serviços de saúde apoiados pela OMS possam continuar”, referiu Ahmed Al Mandhari, diretor regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental.

    A OMS já tinha, na passada sexta-feira, emitido um alerta de que os bens de saúde se esgotariam dentro de poucos dias no Afeganistão. Este foi, então, o plano executado para intervir e inverter esta situação.

    Os medicamentos no Afeganistão estão a acabar, avisa a OMS

    As 12,5 toneladas de medicamentos e material de saúde que aterraram hoje no aeroporto Mazar-i-Sharif consistem em kits de trauma e kits de saúde de emergência, suficientes para cobrir as necessidades básicas de saúde de mais de 200.000 pessoas. Serão entregues e distribuídos por 40 centros de saúde em 29 províncias do Afeganistão.

  • ISIS reivindica ataque com mísseis perto do aeroporto de Cabul

    O ataque com mísseis levado a cabo na manhã desta segunda-feira perto do aeroporto de Cabul foi reivindicado pelo ISIS.

    Segundo a Al Jazeera, citando o Nasher News no Telegram, o autoproclamado Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelos seis mísseis lançados esta manhã.

    Estes aparelhos foram intercetados pelo sistema de defesa norte-americana, numa altura em que os EUA aceleram as operações de retirada dos militares, que devem oficialmente deixar o país esta terça-feira.

    O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi informado sobre o ataque, sem que tenha sido interrompida a retirada de pessoas, disse a porta-voz da Casa Branca.

  • Estudantes, familiares e funcionários da Universidade Americana no Afeganistão não conseguiram deixar o país

    Cerca de 600 estudantes, familiares e funcionários da Universidade Americana do Afeganistão preparavam-se para deixar o país agora governado pelos talibãs, mas não conseguiram alcançar o aeroporto e embarcar nos voos militares de evacuação.

    Segundo o The New York Times, estas pessoas esperaram sete horas num local seguro e acabaram a receber um e-mail que terminou com as esperanças de deixarem o Afeganistão em breve. “Não haverá mais voos de resgate”, podia ler-se no e-mail enviado aos estudantes.

    Os jovens foram ainda informados que os seus dados pessoais foram partilhados com os talibãs responsáveis pelos postos de controlo junto ao aeroporto, um procedimento necessário para o voo em que iriam embarcar.

    Agora, sem voo e com os dados nas mãos dos talibãs, os estudantes estão em pânico. “Estamos aterrorizados, não há evacuação. Não há saída”, disse Hosay, de 24 anos, ao jornal norte-americano.

  • Refugiados do Afeganistão sem comida, água e abrigo na fronteira entre Bielorrússia e Polónia

    Mais de 30 pessoas estão há três semanas à espera de serem recebidas na Polónia, depois de terem saído da Bielorrússia para procurar abrigo na UE. Agora, não são autorizados em nenhum dos países.

    Refugiados do Afeganistão sem comida, água e abrigo na fronteira entre Bielorrússia e Polónia

  • Jornalista que entrevistou talibã na televisão saiu do Afeganistão, mas admite voltar "se a situação melhorar"

    Beheshta Arghand, a jornalista que fez história ao entrevistar o porta-voz talibã Mawlawi Abdulhaq Hemad, na televisão afegã, dois dias após a tomada de Cabul, abandonou o Afeganistão.

    A entrevista ao porta-voz dos talibã foi notícia em todo o mundo por Beheshta Arghand ter sido, segundo a imprensa internacional, a primeira mulher jornalista a entrevistar um líder talibã numa estação afegã.

    “Disse a mim mesma: ‘Um de nós tem de começar. Se ficarmos nas nossas casas ou não formos aos escritórios, eles vão dizer que as mulheres não querem trabalhar’. Mas eu disse a mim mesma: ‘Começa a trabalhar”, relatou à CNN. Ao porta-voz talibã que entrevistou disse: “Queremos os nossos direitos, queremos trabalhar. Queres e devemos estar na sociedade. É o nosso direito“.

    Dois dias depois dessa entrevista, Arghand entrevistou a ativista paquistanesa pelos direitos das mulheres Malala Yousafzai, que sobreviveu a uma tentativa de homicídio por parte dos talibãs. Mas a situação no país foi-se deteriorando e, na terça-feira passada, Arghand acabaria por sair, juntamente com membros da família, justificando com o perigo de que são alvo os jornalistas e restantes cidadãos no Afeganistão.

    Saí do país porque, como milhões de pessoas, tenho medo dos talibãs“, disse à CNN. A jornalista admite voltar se os talibãs “fizerem o que prometeram” e se a situação melhorar.

    “Se os talibãs fizerem o que disseram, o que prometeram, e a situação melhorar, e eu souber que estou segura e que não há riscos para mim, voltarei para o meu país e trabalharei pelo meu país. Para o meu povo“.

  • Rússia pede aos EUA que libertem reservas monetárias congeladas

    A Rússia pediu hoje a libertação das reservas monetárias do Banco Central afegão congeladas nos Estados Unidos desde que os talibãs assumiram o controlo do país, sob pena de ver o tráfico de opiáceos explodir.

    “Se os nossos os colegas ocidentais estão realmente preocupados com o destino do povo afegão, não lhes devem criar problemas adicionais ao congelar ouro e reservas de moeda estrangeira“, disse o enviado do Kremlin ao Afeganistão, Zamir Kabulov, ao canal de televisão Rossiya-24.

    Segundo Kabulov, é urgente “descongelar esses ativos (…) para apoiar o mercado da moeda, que está em colapso”.

    Kabulov também declarou que, sem essas reservas, o novo Governo afegão ficará tentado a recorrer ao “tráfico de opiáceos ilegais” e a “vender no mercado negro as armas” abandonadas pelo exército afegão e pelos Estados Unidos.

    As reservas brutas do Banco Central do Afeganistão eram de 9,4 mil milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros) no final de abril, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A maioria desses fundos é mantida fora do Afeganistão.

    Washington indicou que os talibãs não terão acesso aos ativos mantidos nos Estados Unidos, sem especificar o valor em questão.

  • Fumo no aeroporto de Cabul, causa ainda não é conhecida

    A BBC avança, citando a Reuters, que está a ser avistado fumo vindo do aeroporto internacional de Cabul, mas a causa ainda não é conhecida. Por esta altura, as operações de retirada das tropas americanas e dos últimos cidadãos elegíveis entram na fase final, já que esta terça-feira é o dia acordado para a retirada oficial da presença dos EUA no Afeganistão.

    Na manhã desta segunda-feira, o sistema de defesa dos EUA intercetou cinco mísseis que tinham como alvo o aeroporto de Cabul. Não se sabe se o fumo agora visível está relacionado com essa situação.

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