Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se está a passar no conflito israelo-palestiniano

    • Israel adiou indefinidamente a libertação dos prisioneiros palestinianos, argumentando que o Hamas tem humilhado os reféns israelitas para fins de propaganda. Esta decisão surge após a publicação de um vídeo pelo Hamas onde dois israelitas ainda capturados foram forçados a assistir à libertação de cinco reféns judeus, transgredindo alegadamente os termos do cessar-fogo acordado.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou firmeza quanto ao tratamento do caso Bibas, uma família israelita cujo cadáver foi devolvido após a entrega errada de outro corpo pelo Hamas. Netanyahu enfatizou que Israel não esquecerá nem perdoará a morte dos seus cidadãos, comprometendo-se a garantir a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, a Israel.
    • Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, pressionou o Hamas para a libertação imediata dos reféns restantes, sob ameaça de destruição do grupo. Esta posição reflete o crescente envolvimento internacional e a tensão existente entre diferentes atores no conflito, com vários mediadores a serem chamados para pressionar Israel a respeitar os termos do cessar-fogo.
    • A situação no Médio Oriente também está a ser marcada por manobras militares do exército iraniano, em resposta às ameaças de ataques dos EUA e Israel às suas instalações nucleares. As manobras, que incluem diversas forças armadas, ocorrem no sul do Irão e são vistas como uma demonstração de força num tempo de elevada tensão na região.

  • Tanques israelitas vão entrar na Cisjordânia pela primeira vez em 20 anos

    O Exército israelita anunciou este domingo que os tanques das Forças de Defesa vão operar em Jenin, no norte da Cisjordânia. Esta é a primeira vez nas últimas duas décadas que os tanques serão utilizados em operações na Cisjordânia.

    De acordo com os militares israelitas, além dos tanques serão mobilizadas tropas das unidades de Duvdevan e Nahal.

  • Encerramos neste momento o acompanhamento dos mais recentes desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente deste sábado.

    Pode acompanhar ao longo deste domingo todas as informações neste novo liveblog.

    Obrigado por nos acompanhar.

  • Israel decide, afinal, adiar indefinidamente a libertação dos prisioneiros palestinianos

    Foi noticiado que Israel estaria quase a libertar os prisioneiros palestinianos, que deveria ter ocorrido nesta manhã de sábado, mas foi comunicado oficialmente que essa libertação foi adiada indefinidamente.

    “À luz das repetidas violações do Hamas — incluindo as cerimónias que humilham os nossos reféns e os usam de forma cínica para fins de propaganda — foi decidido adiar a libertação dos terroristas planeada para ontem [sábado] até que a próxima libertação de reféns seja garantida, e sem estas cerimónias degradantes”, lê-se numa declaração do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

    A decisão surge depois de o Hamas ter publicitado a libertação de cinco reféns judeus no sábado, obrigando mesmo dois israelitas ainda capturados a assistir, gravando um vídeo de propaganda. Um sexto refém, que não é judeu, foi libertado sem grande aparato propagandístico.

  • Israel deve começar a libertar prisioneiros nos próximos minutos

    Israel deve começar a libertar prisioneiros nos próximos minutos, segundo o portal noticioso palestiniano Quds News. Citado pela imprensa israelita, o Quds News adianta que, depois do atraso que foi criticado pelo Hamas, Israel deverá começar pelas 00h30 locais (22h30 em Lisboa) a libertar centenas de prisioneiros que têm estado até agora nas cadeias israelitas.

    O Hamas criticou Israel por atrasar a libertação de centenas de prisioneiros palestinianos em troca pelos seis reféns entregues neste sábado a Israel.

    Estava previsto que estes prisioneiros, entre os quais vários condenados por terrorismo, teria lugar neste sábado no âmbito da sétima troca de reféns por prisioneiros. Porém, esta manhã, Israel informou as autoridades palestinianas na Cisjordânia que a libertação seria adiada para a hora de jantar, neste sábado, só depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu concluir certas verificações de segurança relacionados com o regresso dos restantes reféns israelitas.

  • Marco Rubio: Hamas tem de libertar todos os reféns imediatamente ou "será destruído"

    O Hamas tem de libertar todos os reféns imediatamente ou “será destruído”, ameaçou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.

    O acordo de cessar-fogo prevê uma libertação faseada de reféns, mas Rubio quer ver todos os 63 reféns que ainda estarão na posse do Hamas libertados já.

    “O tratamento dos reféns pelo Hamas, incluindo o assassínio brutal da família Bibas, mostra a selvajaria que os caracteriza e é mais uma razão pela qual dizemos que estes terroristas têm de libertar imediatamente todos os reféns ou, então, serão destruídos”, escreveu Rubio na rede social X.

  • Líder dos serviços secretos pediu a Netanyahu permissão para matar chefe do Hamas, seis dias antes do 7 de outubro. Netanyahu terá ignorado

    O líder dos serviços secretos israelitas terá pedido a Benjamin Netanyahu permissão para matar o então chefe do Hamas – Yahya Sinwar – seis dias antes do 7 de outubro (de 2023). Mas, segundo o Channel 12, que avança com a notícia, Netanyahu terá ignorado este pedido. Mas o seu gabinete garante que a notícia é uma “mentira completa”.

    Segundo o Channel 12, um canal televisivo israelita, Ronen Bar, o diretor do Shin Bet (principal agência de serviços secretos de Israel) o pedido terá sido feito no dia 1 de outubro de 2023.

    O material citado pelo Channel 12 consta da investigação que o Shin Bet fez acerca do seu próprio falhanço na prevenção do que viria a acontecer a 7 de outubro. Nessa fase, o Shin Bet estava com maior receio das forças navais do Hamas – e nem sequer se apercebeu dos sinais que existiram nas horas antes do ataque. Porém, o relatório salienta que Ronen Bar tinha avisado Netanyahu de que a pressão pública relacionada com a sua polémica reforma judicial poderia incentivar os inimigos de Israel a lançar algum tipo de ataque.

    Foi nesse contexto que, numa reunião com outros responsáveis de segurança, Bar “terá recomendado que se matasse Sinwar”, até recentemente líder do Hamas. Mas “o primeiro-ministro ignorou” esse pedido, segundo o Channel 12.

    Um ano depois, Israel cortou “a cabeça da serpente”. A morte de Sinwar pode libertar os reféns e pôr fim à guerra em Gaza?

    Mas o gabinete de Netanyahu diz que aconteceu precisamente o contrário do que diz esta notícia “completamente mentirosa”. o primeiro-ministro diz que Ronen Bar recomendou, nessa reunião de 1 de outubro, que se deveria dar mais benefícios ao Hamas, para comprar tranquilidade”. Em contraste, Netanyahu terá, nessa reunião, defendido “um cenário de escalada no confronto, incluindo com a eliminação da liderança do Hamas em Gaza”.

  • "Violação flagrante" do cessar-fogo. Hamas critica Israel por atrasar entrega de prisioneiros palestinianos

    O Hamas criticou Israel por atrasar a libertação de centenas de prisioneiros palestinianos em troca pelos seis reféns entregues neste sábado a Israel.

    Estava previsto que estes prisioneiros, entre os quais vários condenados por terrorismo, teria lugar neste sábado no âmbito da sétima troca de reféns por prisioneiros. Porém, esta manhã, Israel informou as autoridades palestinianas na Cisjordânia que a libertação seria adiada para a hora de jantar, neste sábado, só depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu concluir certas verificações de segurança relacionados com o regresso dos restantes reféns israelitas.

    O Hamas defendeu que este atraso violou “de forma flagrante” os termos do acordo de cessar-fogo e apela aos mediadores para que pressionem Israel a “respeitar o acordo de cessar-fogo e a implementar as suas disposições sem hesitação”.

  • Netanyahu saúda libertação de reféns mas garante que não irá "esquecer nem perdoar"

    A libertação de mais seis reféns (vivos) neste sábado é um “momento de alegria e alívio” para Israel, diz o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, num comunicado citado pela imprensa do país. Ainda assim, recordando a confusão em torno do cadáver de Shiri Bibas.

    “Não iremos esquecer nem iremos perdoar“, garantiu Netanyahu, referindo-se à morte de três membros da família Bibas. O cadáver de Shiri Bibas foi entregue a Israel na noite de sexta-feira, depois de inicialmente o Hamas ter entregue o corpo de uma mulher morta em Gaza.

    O primeiro-ministro israelita diz que o seu governo “está empenhado em continuar a trabalhar para, de forma resoluta, garantir o regresso de todos os reféns – os vivos às suas famílias e os mortos para poderem ser sepultados de forma adequada, no seu país”.

  • Exército iraniano lança novas manobras militares face às ameaças dos EUA e Israel

    As forças armadas iranianas lançaram hoje manobras militares no sul e sudeste do país, numa altura em que Estados Unidos e Israel ameaçam bombardear as instalações nucleares iranianas.

    O exercício militar conjunto, denominado “Zolfaghar 1403”, envolve unidades de infantaria, veículos blindados, sistemas de defesa aérea, forças navais e navios de superfície e submarinos, segundo a agência de notícias iraniana Mehr, citada pela EFE.

    As manobras, que estão a ser realizadas sob o lema “Segurança estável sob a sombra da autossuficiência, unidade e poder” ao largo da costa da cidade sudeste de Makran, no mar de Omã e no norte do Oceano Índico, destinam-se a testar capacidades militares.

    No primeiro dia dos exercícios, cuja duração não foi anunciada, os militares iranianos testaram vários tipos de torpedos de fabrico nacional disparados por diferentes submarinos e helicópteros, atingindo os alvos que tinham definido.

  • Hamas admite abandonar liderança de Gaza para uma alternativa escolhida pelos palestinianos

    Um membro da liderança política do Hamas, Basem Naim, defendeu a proposta egípcia para criar um comité responsável pela governação em Gaza, mas articulado com a Autoridade Palestiniana, na Cisjordânia. “Estamos dispostos a abandonar imediatamente a posição de governo da Faixa de Faza e permitir um governo de unidade palestiniana ou um governo tecnocrata ou qualquer opção decidida pelos palestinianos”, afirmou.

    Em declarações citadas pela Al Jazeera, Naim apoiou a saída do Hamas do governo, mas garantiu que o grupo vai continuar a lutar pelo direito à autodeterminação do povo palestiniano e ao estabelecimento do Estado da Palestina, ideais sobre os quais o grupo palestiniano diz te sido formado.

    “Vamos continuar a lutar com as outras fações e todas as pessoas para alcançar estes objetivos por todos os meios, incluindo políticos e diplomáticos e resistência armada. Mas gerir o quotidiano dos palestinianos, como saúde, educação e assuntos sociais, estamos prontos para deixar isso com uma solução baseada no consenso”, acrescenta Naim.

  • Libertação de prisioneiros palestinianos adiada até às 18h (em Lisboa)

    Israel adiou a libertação prisioneiros palestinianos que estava prevista para esta tarde, avançam fontes israelitas e palestinianas citadas pelo Haaretz. A 602 pessoas vão manter-se nas prisões israelitas enquanto Benjamin Netanyahu estiver a realizar reuniões sobre a libertação dos restantes reféns.

    As famílias destes prisioneiros avançam que a libertação ficou agora marcada para as 20h locais (18h em Lisboa).

  • Hamas nega ter matado família Bibas e acusa Israel de "jogar com as emoções das famílias"

    O Hamas reagiu às acusações israelitas de que os militantes palestinianos mataram “brutalmente” as duas crianças Bibas “com as suas próprias mãos” — antes da devolução dos corpos, o grupo palestiniano já tinha declarado que a família tinha sido morta num ataque israelita.

    “A resistência manteve os reféns a salvo de forma leal e responsável, de acordo com os valores islâmicos e humanistas”, declarou o Hamas, argumentando que as acusações israelitas são uma forma de mudar as culpas pelas mortes. “As falsas declarações são tentativas descaradas da ocupação de jogar com as emoções das famílias dos prisioneiros e mitigar o ressentimento público”, acrescentaram, citados pelo Haaretz.

    Hoje, a família Bibas já tinha relatado que não recebeu qualquer informação de fontes oficiais sobre a forma como as duas crianças morreram.

  • Netanyahu vai realizar reuniões de segurança sobre os restantes reféns

    Os media israelitas avançam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vai passar a noite a consultar vários oficiais sobre questões de segurança. As reuniões têm como objetivo discutir “o regresso de todos os reféns — vivos e mortos”.

    Os seis reféns libertados hoje são os últimos que estava previsto regressarem a casa na primeira fase do cessar-fogo. Contudo, a lista de nomes acordada por Telavive e pelo Hamas para esta fase incluía outras quatro pessoas — que morreram em cativeiro e cujos corpos deverão ainda ser devolvidos.

  • Presidente israelita congratula-se com libertação de reféns na Faixa de Gaza

    O Presidente de Israel, Isaac Herzog, congratulou-se com a libertação dos reféns israelitas na Faixa de Gaza, na sétima troca por presos palestinianos da trégua. O Chefe de Estado destacou que a conclusão de um acordo de reféns é “um imperativo humanitário, moral e judaico”.

    “Consolamo-nos ao ver o regresso de Omer Wenkert, Eliya Cohen, Tal Shoham e Omer Shem Tov, que foram brutalmente tomados como reféns há 505 dias, juntamente com Avera Mengistu”, disse Herzog, em comunicado divulgado pelo gabinete de imprensa do Presidente.

    “Regressam das profundezas do inferno para começarem o processo de cura e recuperação junto das amadas famílias, que lutaram por eles, com todas as forças”, acrescentou.

  • Família Bibas pede que não sejam partilhados "detalhes" sobre morte de Shira e dos dois filhos, Ariel e Kfir

    A família Bibas emitiu este sábado um comunicado a pedir que não sejam partilhados “detalhes” sobre a morte de Shiri e dos dois filhos, Ariel e Kfir, em Gaza.

    “Yarden [Bibas] e a família querem que o mundo saiba que se tratou de um assassínio, mas sem entrar em pormenores. Qualquer publicação de detalhes (incluindo referências à profanação dos corpos) é feita contra o pedido da família e pedimos que seja evitada. A família não recebeu qualquer informação deste género de fontes oficiais. Qualquer publicação deste tipo acrescenta uma dor profunda à família nesta altura”, lê-se no comunicado, que é citado pelo Haaretz.

    Na nota, a família Bibas não explica concretamente a que detalhes se refere. Esta semana, o Hamas entregou a Israel os corpos de Ariel e Kfir, mas existiu uma confusão quanto aos restos mortais da mãe, Shiri.

    Após análises forenses, Israel confirmou que o ADN do corpo que seria de Shiri não coincidia nem com ela, nem com qualquer refém israelita. Isto levou a acusações de violação do acordo de cessar-fogo por parte do Hamas.

    Mais tarde, o Hamas entregou à Cruz Vermelha (que posteriormente entregou o caixão às Forças de Defesa de Israel) um outro corpo, tendo já sido confirmado que era o de Shiri Bibas.

  • Último refém entregue à Cruz Vermelha, já está a caminho do ponto de encontro com as IDF

    O último refém a ser libertado na primeira fase do cessar-fogo, Hisham al-Sayed, já foi libertado pelo Hamas. O homem foi entregue à Cruz Vermelha, numa troca discreta, ao contrário das outras.

    A Cruz Vermelha já está a caminho do ponto de encontro com as IDF e a Shin Bet, escreveu o exército israelita no X.

  • Três reféns libertados em Nuseirat já foram entregues às IDF

    Eliya Cohen, Omer Wenkert e Omer Shem Tov já foram entregues pela Cruz Vermelha às Forças de Defesa de Israel, escreveu o exército israelita nas redes sociais.

    O refém que foi libertado antes, Tal Shoham, já está num helicóptero a caminho de um hospital em Israel.

  • Refém israelita reencontra a família, depois de mais de dez anos em cativeiro

    Abera Mengistu, o refém israelita de origem etíope, que foi libertado esta manhã já está com a família. As IDF partilharam um vídeo do momento do reencontro, antes de Mengistu ter seguido para um hospital, onde o resto da família e amigos esperam por ele, descreveu o exército israelita.

    Mengistu foi preso em Gaza em 2014 e era o prisioneiro israelita vivo há mais tempo no enclave palestiniano.

  • "Bibi...Não pressiones...Relaxa". A mensagem do Hamas no palco de Nuseirat

    O palco onde os três reféns israelitas acabaram de ser libertados tinha, como habitualmente, um cartaz no fundo. Contudo, a mensagem era diferente da que se podia ler nas outras trocas de reféns.

    Neste cartaz podia ler-se uma citação do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu: “Apenas a pressão militar pode devolver os reféns”. Por baixo, o Hamas deixou a sua resposta ao chefe do executivo: “Bibi…Não pressiones…Relaxa”.

1 de 2