Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Trump acredita que acordo para a guerra na Ucrânia está “muito perto”. Mas Zelensky diz que Moscovo mantém planos para prosseguir ofensiva

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que aconteceu até agora?

    • Donald Trump pediu pessoalmente a Vladimir Putin um cessar-fogo de uma semana em Kiev e outras cidades ucranianas devido ao frio extremo. O líder russo terá concordado com o pedido, o que poderá proporcionar um alívio temporário à população ucraniana face aos ataques russos, permitindo também uma pausa nas hostilidades durante o rigoroso inverno na região.
    • Estados Unidos e China foram destacados por António Guterres como polos que ambicionam dividir o mundo em esferas de influência rivais. O secretário-geral da ONU salientou a necessidade de soluções multilaterais para problemas globais e criticou a ideia de uma única potência ditar as regras a nível mundial, referindo especificamente os Estados Unidos neste contexto.
    • A União Europeia avaliou a proibição de entrada no Espaço Schengen para cidadãos russos que combateram na Ucrânia. Esta medida faz parte de um esforço mais amplo para isolar a Rússia a nível internacional e aumentar as sanções contra Moscovo, visando pressionar o Kremlin em relação às suas ações na Ucrânia.
    • A União Europeia incluiu a Guarda Revolucionária do Irão na lista de organizações terroristas, devido ao seu papel na repressão de protestos no país. Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, sublinhou a necessidade de responder de forma contundente à repressão interna no Irão, o que também implicou a imposição de novas sanções a indivíduos e entidades relacionadas com o regime de Teerão.
    • O Presidente dos EUA assinou uma ordem executiva para “abrir um processo” para impor “tarifas a bens de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba”, apertando o bloqueio que o país já impõe a Havana.

    [Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Trump ameaça tarifas de 50% sobre aviões do Canadá em disputa com a Gulfstream

    O Presidente dos Estados Unidos ameaçou impor tarifas elevadas sobre aeronaves canadianas, numa nova escalada de tensões comerciais com o Canadá ligada ao setor da aviação.

    Na Truth Social, Donald Trump acusou as autoridades canadianas de recusarem, de forma “injusta” e “ilegal”, a certificação de vários modelos de jatos executivos da fabricante norte-americana Gulfstream.

    Em resposta, afirmou que os Estados Unidos iriam retirar a certificação aos aviões Bombardier Global Express e, de forma mais ampla, a aeronaves produzidas no Canadá, até que a situação fosse revertida.

    Trump alegou ainda que o processo de certificação canadiano estaria, na prática, a bloquear a venda de aviões Gulfstream no mercado do país vizinho. Caso não haja uma “correção imediata”, avisou, Washington poderá avançar com uma tarifa de 50% sobre todas as aeronaves vendidas pelo Canadá aos Estados Unidos.

    Donald Trump /Truth Social

  • Trump aperta cerco a Cuba e abre porta à imposição de tarifas a quem forneça petróleo ao país insular

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para “abrir um processo” para impor “tarifas a bens de países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba”, apertando o bloqueio que o país já impõe a Havana.

    O objetivo, lê-se no site da Casa Branca, é “proteger a segurança nacional e política externa dos EUA das ações e políticas malignas do regime”, expressando o aumento da pressão que Washington está a por no regime após o ataque e captura de Nicolás Maduro na Venezuela.

    A ordem dá poderes ao secretário de Estado, Marco Rubio, e secretário do Comércio, Scott Bessent para “tomar todas as ações necessárias” para implementar o sistema de tarifas.

    A nota que acompanha a ordem executiva contém várias acusações ao governo liderado pelo Partido Comunista de Cuba, que quer “responsabilizar pelo seu apoio a atores locais, ao terrorismo e à instabilidade regional que colocam em risco a segurança e a política externa dos Estados Unidos”.

    “O regime cubano alinha-se com vários países hostis e atores malignos, acolhendo as suas capacidades militares e de inteligência. Por exemplo, Cuba acolhe a maior instalação de inteligência de sinais da Rússia no estrangeiro, focada em roubar informações confidenciais de segurança nacional dos Estados Unidos”, acusa a Casa Branca.

    Washington também alega que Cuba é um “porto seguro” para grupos como Hezbollah e o Hamas, apoiando também os “adversários” dos EUA no hemisfério ocidental, “minando as sanções dos Estados Unidos e a estabilidade regional”.

    “O regime persegue e tortura os opositores políticos, nega a liberdade de expressão e de imprensa, lucra de forma corrupta com a miséria do povo cubano e incita o caos, espalhando a ideologia comunista por toda a região”, dizem ainda.

    Tudo isto torna o país insular, para a Administração Trump, numa “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos EUA, exigindo uma resposta imediata para proteger os cidadãos e os interesses americanos”.

  • EUA tentam convencer Arábia Saudita a apoiar ataque contra o Irão

    Washington estará a tentar convencer a Arábia Saudita a apoiar um ataque ao Irão, segundo informações avançadas pelo MiddleEastEye (MEE), que cita um responsável norte-americano e duas fontes árabes familiarizadas com os contactos diplomáticos.

    Segundo as duas fontes árabes, existe a perceção de que os EUA possam estar a oferecer garantias ou incentivos à Arábia Saudita, mas sem detalhes sobre o que Washington daria em troca do apoio a uma possível ação militar.

    O tema terá estado entre os pontos centrais da visita a Washington do ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, durante a qual a administração norte-americana terá defendido que uma eventual ação militar poderia reduzir a ameaça representada pelo Irão.

    Vários países da região — incluindo a própria Arábia Saudita, Omã, Catar e Turquia — estarão a pressionar por uma via diplomática e por negociações, revelando divergências quanto à abordagem a adotar face ao Irão, avança ainda o órgão de comunicação britânico e muçulmano.

    “Tudo o que ouço de todos os países árabes do Golfo é que esta é uma ideia muito má”, disse Douglas Silliman, presidente do Instituto dos Estados Árabes do Golfo em Washington e ex-embaixador no Kuwait, ao MEE.

  • Departamento dos EUA: altos funcionários iranianos e familiares "não são bem-vindos"

    Os Estados Unidos anunciaram novas restrições de entrada dirigidas a figuras de topo do regime iraniano e aos seus familiares, retirando-lhes o “privilégio” de permanência no país, segundo a Al Jazeera.

    No X, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que “aqueles que lucram com a opressão brutal do regime iraniano não são bem-vindos para beneficiar do nosso sistema de imigração”.

  • União Europeia avalia proibir entrada de soldados russos que combateram na Ucrânia

    Kaja Kallas, a chefe da diplomacia europeia, afirmou que a União está a analisar uma proposta para proibir a entrada no Espaço Schengen de cidadãos russos que tenham combatido na guerra da Ucrânia ao serviço das forças armadas de Moscovo, noticiou o Ukrainska Pravda.

    A proposta foi discutida numa reunião recente de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Segundo Kallas, a União Europeia continuará a avaliar a medida e a “testar a recetividade dos Estados-membros”, numa altura em que a iniciativa já recolhe o apoio de vários países.

    No início do mês, a Estónia avançou com medidas próprias, impondo uma proibição permanente de entrada a 261 militares russos envolvidos na invasão em grande escala da Ucrânia, segundo a Euronews.

    À chegada ao encontro nesta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros estónio, Margus Tsahkna, defendeu a necessidade de uma abordagem comum a nível europeu. “Temos quase um milhão de combatentes na Rússia. São principalmente criminosos. São pessoas muito perigosas”, referiu. “Tenho certeza, e temos informações, de que a maioria deles virá para a Europa depois da guerra. E a Europa não está preparada para isso.”

  • Pequim nega apoio ao fabrico dos mísseis balísticos russos Oreshnik

    O Governo chinês negou ter tido qualquer envolvimento no apoio direto ao esforço militar russo, rejeitando as alegações de que tecnologia sua tenha sido utilizada no fabrico dos mísseis balísticos Oreshnik — sistemas com capacidade nuclear que já foram por duas vezes disparados contra a Ucrânia.

    Questionado sobre as notícias recentes — segundo as quais terão sido identificados pelo menos 10,3 mil milhões de dólares em equipamento chinês destinado a reforçar a indústria militar russa, de acordo com o The Telegraph — o porta-voz da diplomacia chinesa afirmou que a posição de Pequim relativamente à guerra na Ucrânia “tem sido consistente e clara”, sublinhando que o país “nunca alimentou o conflito, nunca procurou beneficiar da situação e não aceita tentativas de desviar culpas ou evitar responsabilidades”, noticia o Kyiv Independent.

    Segundo o jornal britânico, os serviços de informações ucranianos identificaram um dispositivo de fabrico chinês numa fábrica estatal russa situada em Votkinsk, responsável pela produção dos mísseis Oreshnik, entre outros sistemas de armamento.

  • Guterres pede diálogo com o Irão para evitar crise com “consequências devastadoras”

    O secretário-geral da ONU apelou hoje para um diálogo com o Irão, particularmente sobre a questão nuclear, visando evitar uma crise com “consequências devastadoras para a região”.

    Condenamos veementemente a horrível repressão que ocorreu no Irão”, afirmou António Guterres, numa conferência de imprensa na sede da organização em Nova Iorque.

    “Estamos a acompanhar as discussões em curso com preocupação e acreditamos ser importante estabelecer um diálogo para chegar a um acordo, particularmente sobre a questão nuclear, e assim evitar uma crise que poderia ter consequências devastadoras para a região”, acrescentou.

  • Witkoff fala em "muitos progressos" e conversações a continuar dentro de uma semana

    Na reunião de gabinete, o enviado Steve Witkoff aproveitou ainda para dar um ponto de situação sobre o estado das negociações entre Rússia e Ucrânia para o fim da guerra. O enviado revelou que a ultima reunião nos Emirados Árabes Unidos acabou com “muitos progressos” e que as conversações vão continuar “em cerca de uma semana”.

    “Muitas coisas boas estão a acontecer entre as contrapartes”, afirmou Wiktoff, explicando que estão a discutir “o acordo sobre as terras”. “Temos um acordo de protocolo de segurança que está praticamente concluído, um acordo de prosperidade que está praticamente concluído”, disse ainda.

    “E penso que o povo da Ucrânia está agora esperançoso e espera que consigamos chegar a um acordo de paz em breve”, sublinhou.

  • Zelensky agradeceu a Trump pela "possibilidade de oferecer segurança a Kiev e outras cidades ucranianas"

    Após o anúncio de Donald Trump de uma pausa de ataques por uma semana, Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, já lhe agradeceu pela “possibilidade de oferecer segurança a Kiev e outras cidades ucranianas durante este período de inverno extremo”.

    “O fornecimento de energia é fundamental para a vida. Valorizamos os esforços dos nossos parceiros para nos ajudar a proteger vidas. Obrigado, presidente Trump!”, escreveu o ucraniano, tendo sublinhado que as equipas dos países “discutiram este assunto nos Emirados Árabes Unidos”.

  • Guterres vê EUA e China como polos a dividir mundo em esferas de influência rivais

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, apontou hoje os Estados Unidos (EUA) e a China como os dois polos que ambicionam no futuro dividir o mundo em esferas de influência rivais.

    Momentos antes, Guterres, que deu hoje a primeira conferência de imprensa do ano em Nova Iorque, tinha alertado que os problemas globais não serão resolvidos por “uma única potência a ditar as regras”, esclarecendo posteriormente que se referia a Washington.

  • Ucranianos terão sabido da pausa de uma semana pedida por Trump através das declarações do Presidente, diz correspondente do Financial Times

    A Ucrânia soube da pausa anunciada por Trump após um pedido pessoal a Putin devido ao frio através das suas declarações na reunião do gabinete esta quinta-feira, de acordo com o correspondente do Financial Times em Kiev, Christopher Miller, que falou com representantes do governo ucraniano.

    Segundo o correspondente, a Ucrânia “não recebeu um sinal da Rússia e não há qualquer certeza que um cessar-fogo foi implementado”.

  • Vice-presidente iraniano avisa que país deve preparar-se para a guerra

    O primeiro vice-presidente do Irão, Mohammad Reza Aref, avisou hoje que o país deve preparar-se para a guerra, perante a ameaça dos Estados Unidos de usar a força militar contra a República Islâmica.

    “Hoje, devemos estar preparados para a guerra. A República Islâmica do Irão nunca inicia uma guerra, mas se lhe for imposta uma, defender-se-á com força”, afirmou Mohammad Reza Aref, citado pela agência de notícias iraniana ISNA.

  • Kallas afirma que Médio Oriente “não precisa de nova guerra”

    A chefe da diplomacia europeia afirmou hoje que o Médio Oriente “não precisa de uma nova guerra”, referindo-se a uma potencial intervenção norte-americana no Irão, e pediu que o Conselho de Paz de Trump respeite as resoluções da ONU.

    Em conferência de imprensa no final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da União Europeia (UE) em Bruxelas, Kaja Kallas foi questionada se o facto de o bloco europeu ter hoje designado a Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico da República Islâmica, como uma organização terrorista significa que apoiaria uma potencial intervenção militar dos Estados Unidos no país.

    “No que se refere a ataques, acho que a região não precisa de qualquer guerra”, avisou, salientando que a designação da Guarda Revolucionária como organização terrorista significa que passou a ser “criminalizada qualquer atividade ou interação” com aquela organização.

  • Trump anunciou que espaço aéreo da Venezuela vai ser reaberto a voos comerciais

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o espaço aéreo sobre a Venezuela iria ser reaberto à entrada de aviões comerciais.

    Na reunião do gabinete, o líder disse que informou a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que deu instruções ao secretário dos Transportes, Sean Duffy, e às forças armadas norte-americanas para que isso aconteça “até ao fim do dia” na América.

    “Os cidadãos norte-americanos vão poder ir à Venezuela muito em breve e estarão seguros lá”, afirmou.

  • Trump diz que Putin acordou em não atacar Kiev e outras cidades "durante uma semana". Pedido foi "pessoal" devido ao "frio extremo"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse na reunião do seu gabinete que pediu “pessoalmente” ao homólogo russo, Vladimir Putin, para não disparar contra Kiev e outras cidades ucranianas durante uma semana “por causa do frio extremo” que se vive no país.

    “Ele concordou em fazer isso”, acrescentou o Presidente dos EUA, dizendo que “foi muito simpático” da parte do russo.

    “Além de tudo, não é disso que eles [ucranianos] precisam, mísseis a cair nas suas cidades”, disse ainda Trump.

  • "Irão não está assim tão isolado como EUA querem fazer crer"

    Daniela Nunes, especialista em relações internacionais, destaca que Irão não está assim tão isolado. Sobre a Rússia, destaca o ataque a infraestruturas energéticas como “instrumento estratégico”. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Irão não está assim tão isolado como EUA querem fazer crer”

  • UE colocou a Rússia na lista negra por risco de lavagem de dinheiro

    A União Europeia anunciou que iria colocar a Rússia na lista negra para países com risco elevado de lavagem de dinheiro, afirmou a alta representante da UE para as Relações Externas e a Segurança, Kaja Kallas.

    “Isso irá desacelerar e aumentar os custos das transações com bancos russos”, afirmou em conferência de imprensa.

  • Alemanha diz que uma proteção nuclear conjunta para a Europa está a ser discutida

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou esta quinta-feira que a ideia de um “guarda-chuva nuclear” comum a todos os países europeus começou a ser discutida recentemente.

    Merz referiu que as conversações estão no início e não há nenhuma decisão sobre o assunto, considerando que ainda não é a altura certa para dar esse passo. Porém, o chanceler alemão avisou que os europeus têm de “chegar a um número de decisões de política militar e estratégica”.

    Como lembrou a Reuters, a Alemanha está proibida de desenvolver armas nucleares pelo tratado conhecido por “Dois mais Quatro”, que solidificou a unificação do país com o acordo dos países que ocuparam o território após a segunda guerra mundial: Estados Unidos, União Soviética, França e Reino Unidos.

    Porém, Merz garantiu que isto não proíbe Berlim de procurar soluções com os aliados. Estas soluções europeias, continuou, também não entram “em conflito com a partilha nuclear com os Estados Unidos”.

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