Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Zelensky diz que “ainda é muito cedo para tirar conclusões” das negociações EUA-Ucrânia-Rússia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou a criação do Conselho de Paz, uma nova organização internacional, durante uma cerimónia realizada em Davos. Trump destacou que o Conselho de Paz é um órgão essencial para alcançar a paz duradoura, especialmente na Faixa de Gaza, e expressou sua honra em ser presidente vitalício da organização. Apesar disso, nem todos os países aderiram ao tratado, com o Reino Unido, França, Suécia e Noruega recusando-se a participar.
    • O plano de paz de Trump para Gaza, apresentado pelo conselheiro da Casa Branca Jared Kushner, visa a desmilitarização do território e a promoção de uma economia de mercado livre, incluindo a construção de um novo porto e aeroporto. O plano prevê ainda uma amnistia e reintegração para membros do Hamas, com a retirada das Forças de Defesa de Israel do território após a conclusão da desmilitarização.
    • Durante a cerimónia de assinatura, Trump reiterou a intenção de cooperar com as Nações Unidas, embora tenha criticado a organização por não aproveitar o seu potencial. O Presidente dos EUA sublinhou a importância do Conselho de Paz para resolver conflitos internacionais e mencionou a possibilidade de resolver a guerra na Ucrânia em breve, embora considere essa tarefa um desafio significativo.
    • A Administração Trump enfrenta críticas de várias frentes, incluindo de António Costa, que expressou dúvidas sobre os elementos da carta do Conselho de Paz, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, que alega que a organização representa uma estrutura paralela às Nações Unidas. Por outro lado, Vladimir Putin manifestou abertura para contribuir com ativos russos congelados nos EUA para a reconstrução da Palestina através do Conselho de Paz.

  • António Costa diz que a UE tem "sérias dúvidas" sobre "um número de elementos na carta do Conselho de Paz"

    António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse em conferência de imprensa que a UE tem “sérias dúvidas sobre um número de elementos na carta do Conselho de Paz”.

    Estas dúvidas, continuou, estão relacionadas com “o seu âmbito, a sua governação e a sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas”, continuou.

  • Questionado sobre o valor de entrada no Conselho de Paz, Trump remata: "Nada comparado com o valor da paz"

    No encontro com os jornalistas a bordo do Air Force One no regresso da Suíça, um repórter questionou Trump sobre o valor necessário para a entrada no Conselho de Paz, que é, no mínimo, de um milhar de milhão de dólares (cerca de 830 milhões de euros).

    “Alguns países já contribuíram com mil milhões de dólares. Outros contribuíram com muito mais do que isso. É muito dinheiro, mas não é nada comparado com o valor da paz“, sublinhou.

  • Cargo de Presidente do Conselho da Paz é, "em teoria, para a vida", diz Presidente dos EUA

    Questionado sobre se iria permanecer como presidente do Conselho de Paz depois de cumprir o segundo mandato como Presidente dos EUA, Donald Trump disse que os membros gostariam que continuasse.

    Segundo o próprio, o cargo é, “em teoria, para a vida”. “Mas não tenho a certeza se quero isso”, acrescentou.

  • Presidente dos EUA diz que tem uma "frota enorme" a caminho do Irão

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas durante o voo de regresso da Suíça que os EUA têm uma “armada” que será colocada perto do Irão.

    “Temos uma frota enorme a caminho dessa direção. E talvez não precisemos de a usar. Veremos”, acrescentou.

  • Áustria rejeita Conselho de Paz de Trump por ser “estrutura paralela” à ONU

    O ministro das Relações Exteriores austríaco, o conservador Christian Stocker, opôs-se hoje à criação do Conselho de Paz para resolver conflitos, organizado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por entender que se trata de uma “estrutura paralela” às Nações Unidas.

    “Tudo o que conduz à paz é, naturalmente, digno de apoio. Por outro lado, a questão é: como é a estrutura? Já temos uma organização criada para esses casos, que é as Nações Unidas. E não creio que se devam criar organizações paralelas”, afirmou Stocker aos meios de comunicação social à sua chegada a uma cimeira da União Europeia, em Bruxelas.

  • Mais de 134.000 deslocados no nordeste da Síria após confrontos entre Exército e curdos

    Mais de 134 mil pessoas foram deslocadas no nordeste da Síria, estimou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM), após confrontos entre o Exército e as forças curdas forçadas a abandonar os seus territórios.

    Nos últimos três dias, o número de deslocados na província síria de Hasakah “aumentou para cerca de 134.803”, quando era de 5.725 no domingo, indicou a agência especializada da ONU para as migrações num comunicado.

    Expulsas de Alepo no início de janeiro, após violentos combates, e posteriormente das províncias de Raqqa e Deir Ezzor na segunda-feira, as Forças Democráticas da Síria (FDS), braço armado da administração autónoma curda, recuaram para o coração da sua província natal, Hasakah.

  • UE aberta a cooperar com o Conselho da Paz de Trump desde que se limite a Gaza

    Kaja Kallas, alta representante da União Europeia (UE) para a diplomacia, afirmou que os países europeus poderão apoiar o Conselho da Paz proposto por Donald Trump, contanto que o seu trabalho se restrinja ao futuro da Faixa de Gaza, segundo o jornal The Times.

    Antes de uma reunião de líderes europeus em Bruxelas, Kallas sublinhou que o objetivo é promover a paz no Médio Oriente e que a iniciativa deve respeitar os limites definidos pela resolução do Conselho de Segurança da ONU. “Se o conselho se concentrar apenas em Gaza, como estava previsto, estaremos em condições de colaborar”, referiu.

  • EUA ponderam retirada total das suas tropas da Síria

    O Pentágono está a considerar uma retirada completa das suas tropas da Síria, depois de os aliados curdos dos Estados Unidos quase terem colapsado devido aos combates com as forças do governo, avança em exclusivo o Wall Street Journal segundo responsáveis norte-americanos.

    A avaliação surge enquanto o Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, procura retomar o controlo do nordeste do país, atualmente sob a administração de uma milícia curda apoiada pelos EUA.

  • Netanyahu reunido com responsáveis de segurança para discutir Irão e Gaza

    A informação é avançada pelo portal de notícias israelita Ynet. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está numa reunião de segurança com a participação do ministro da Defesa, Israel Katz, e de líderes das IDF, “presumivelmente” sobre o Irão e a Faixa de Gaza.

  • Plano de Trump para Gaza pode deixar Hamas no controlo, alerta responsável de segurança

    Um alto responsável de segurança alertou que o plano do Presidente norte-americano para Gaza permitirá que o Hamas mantenha uma forte influência sobre a vida no território, noticiou o The Times of Israel que cita o Channel 13 israelita.

    O responsável (não identificado) avisa que mesmo com a nomeação de altos cargos por mecanismos internacionais, os funcionários de nível inferior continuarão a ser elementos do Hamas, aumentando o risco de que, dentro de alguns anos, a situação estratégica em Gaza se aproxime da que permitiu o ataque do grupo a 7 de outubro de 2023.

  • Irão tem "dedo no gatilho", avisa comandante da Guarda Revolucionária

    Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária do Irão, avisou hoje que as forças iranianas estão prontas para agir, afirmando ter o “dedo no gatilho”, noticiou a France24. Ao mesmo tempo, Donald Trump discursava em Davos, garantindo que o Irão mostrava abertura para dialogar.

    “A Guarda Revolucionária Islâmica e o querido Irão têm o dedo no gatilho, mais preparados do que nunca, prontos para cumprir as ordens e medidas do comandante-chefe supremo — um líder mais querido do que as suas próprias vidas”, afirmou num comunicado citado pela televisão estatal.

    Na sua intervenção no Fórum Económico Mundial, Trump afirmou que forças norte-americanas atacaram no ano passado infraestruturas iranianas associadas ao enriquecimento de urânio, alegadamente com o objetivo de travar a produção de armas nucleares (uma versão contestada por Teerão).

    “Não podemos permitir que isso aconteça”, declarou Trump, acrescentando que Washington está disposta a ouvir.

  • EUA. Dezenas de rabinos apelam à adoção da definição de "antissemitismo" da IHRA

    Um grupo de rabinos de New Jersey apelou ao reconhecimento formal da definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) junto do Governador Phil Murphy e da assembleia legislativa estadual. O executivo de New Jersey terá afastado, no início deste mês, uma proposta legislativa que visava incorporar essa definição na lei estadual, reporta o The Times of Israel.

    A tomada de posição surge numa carta aberta tornada pública pela organização de defesa The Jewish Majority e subscrita por 93 rabinos. “A comunidade judaica está a enfrentar um aumento do antissemitismo que nunca pensámos ser possível nos Estados Unidos”, lê-se.

  • Grupo de direitos humanos apresenta queixa na Suíça contra ministro da Economia de Israel

    O grupo de direitos humanos palestiniano Al-Haq anunciou ter apresentado uma queixa-crime na Suíça contra o ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, enquanto este se encontrava em Davos.

    No X, o grupo acusou o antigo autarca de Jerusalém de ser “responsável pela colonização ilegal israelita dos territórios palestinianos ocupados e pelas ações de Israel na Faixa de Gaza” e de ter alegado que o exército israelita “foi demasiado leniente durante o seu genocídio contínuo contra o povo palestiniano”.

    “Davos não pode servir de refúgio seguro para criminosos de guerra”, frisou o grupo que diz ter recorrido à lei suíça por esta permitir julgar crimes internacionais quando os suspeitos estão presentes no país. “Ele está atualmente em Davos e o Ministério Público é obrigado a examinar o caso enquanto ele estiver no país”, lê-se.

    O Al-Haq acrescentou que, durante o seu mandato como autarca, Barkat foi “individualmente responsável por crimes internacionais ligados aos assentamentos ilegais israelitas, incluindo o apartheid”.

  • Carneiro espera que Governo oiça PS antes de se pronunciar sobre Conselho da Paz

    O secretário-geral do PS disse hoje esperar que o Governo oiça o partido antes de se pronunciar sobre a participação de Portugal no Conselho da Paz, criado por Donald Trump, e que peça a opinião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

    “O que desejo é que, quaisquer que sejam as decisões que o Governo venha a tomar, que as tome depois de ouvir o PS e também que procure ouvir o Conselho Superior de Defesa Nacional, como, aliás, é dever do Governo”, disse.

    O secretário-geral do PS falava aos jornalistas à frente da Comissão Europeia, em Bruxelas, onde irá participar numa reunião do Partido Socialista Europeu (PES) prévia à cimeira extraordinária do Conselho Europeu, onde deverá ser discutido o Conselho da Paz.

    José Luís Carneiro referiu que o PS já tem uma posição definida sobre se Portugal deve participar no Conselho da Paz, mas não tenciona torná-la pública antes de a transmitir “aos órgãos e na sede própria”, ao Governo e ao Conselho Superior de Defesa Nacional.

  • Conselheiro de Trump apresenta plano para Gaza: desmilitarização, ajuda humanitária, economia de mercado livre, um aeroporto e um porto

    O conselheiro da Casa Branca Jared Kushner apresentou a sua visão para a Faixa de Gaza na cerimónia da assinatura do Conselho de Paz, afirmando que a próxima fase é “trabalhar com o Hamas na desmilitarização”.

    Kushner disse que a Casa Branca quer levar os “princípios da economia de mercado livre para Gaza”, refletindo a “mesma mentalidade, a mesma abordagem” que o Presidente norte-americano, Donald Trump, está a implementar nos Estados Unidos.

    Nos planos, está a construção de um porto e um aeroporto e a transformação começará em Rafah, avançando por fases para norte até à Cidade de Gaza.

    Sobre a desmilitarização, Kushner quer que as “armas pesadas” do Hamas sejam desativadas imediatamente. Os membros do Hamas serão “recompensados ​​com amnistia e reintegração”, sendo que alguns “terroristas” serão “integrados” na nova força policial palestiniana após uma “rigorosa verificação”, segundo o plano.

    Assim que a desmilitarização estiver concluída e verificada, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) retirar-se-ão para o perímetro de segurança à volta de Gaza.

    Os próximos 100 dias serão dedicados à ajuda humanitária e à reconstrução. “O nosso objetivo aqui é a paz entre Israel e o povo palestiniano. Todos querem viver em paz. Todos querem viver com dignidade”, concluiu.

  • Porta-voz da Casa Branca: "Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial"

    “A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial”, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.

  • Após discurso, foi assinada a carta que oficializa o Conselho de Paz

    Após terminar o discurso, o Presidente dos Estados Unidos convidou os representantes do Bahrein e de Marrocos a subir ao palco para “colocar o Conselho de Paz em pleno funcionamento”.

    A carta que oficializa a criação do Conselho de Paz foi assinada.

  • Trump avisa Hamas: "Têm de entregar as armas e se não o fizerem, será o fim deles"

    Já a terminar o discurso, o líder norte-americano afirmou que “quando a América prospera, todo o mundo prospera”, elogiando o crescimento económico dos Estados Unidos.

    Trump reiterou que o Conselho de Paz irá ajudar a alcançar a paz duradoura na Faixa de Gaza. “Temos pequenos fogos que vamos apagar, mas são pequenos” disse.

    Ainda assim, Trump falou do Hamas e deixou um aviso: “Têm de entregar as armas e se não o fizerem, será o fim deles”.

1 de 2