Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade internacional e geopolítica ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Bombardeamentos russos sobre Kiev e Kharkiv fazem um morto e 15 feridos

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • A cidade de Abu Dhabi está a acolher negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, com o objetivo de avançar para possíveis soluções políticas que ponham fim ao conflito na Ucrânia. As conversações, mediadas pelos Estados Unidos, reúnem delegações militares e diplomáticas, demonstrando um esforço constante para alcançar a paz na região. É esperado que estas reuniões continuem, caso necessário, no dia seguinte.
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a sua pressão sobre o Irão, enviando uma “armada” de navios de guerra para a região, num gesto de força perante a repressão iraniana sobre manifestantes. Apesar da escalada, Trump expressou desejo de evitar o uso deste dispositivo militar, sublinhando a sua intenção de influenciar as políticas internas iranianas.
    • A situação humanitária na Ucrânia permanece crítica, com milhares de residências em Kiev sem aquecimento devido aos ataques russos às infraestruturas energéticas. A União Europeia respondeu a estas necessidades urgente retirando 447 geradores de suas reservas estratégicas na Polónia e planeia distribuí-los com o apoio da Cruz Vermelha ucraniana para mitigar o efeito das temperaturas negativas.
    • Donald Trump retirou formalmente um convite ao primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, para se juntar ao “Conselho de Paz”, uma nova entidade internacional promovida pelos Estados Unidos. Esta iniciativa tem gerado ceticismo e resistência de vários líderes e nações tradicionais aliadas dos EUA, que questionam a sua viabilidade e intenções.

  • Zelensky diz que "ainda é muito cedo para tirar conclusões" das negociações EUA-Ucrânia-Rússia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também não abriu o jogo sobre a primeira ronda de negociações nos Emirados Árabes Unidos, com os EUA e a Rússia.

    Zelensky não acrescentou muito ao que disse Umerov, contando que se está “a discutir os parâmetros para pôr fim à guerra”.

    “A esta altura, a nossa equipa já deve ter pelo menos algumas respostas da Rússia. O essencial é que a Rússia esteja disposta a pôr fim à guerra que iniciou. As posições da Ucrânia são claras. Defini o quadro para o diálogo da nossa delegação”, continuou.

    Porém, continuou o líder, “ainda é muito cedo para tirar conclusões” do “conteúdo das discussões de hoje”.”Veremos como a conversa se desenvolverá amanhã e quais resultados produzirá”, disse ainda.

    “É necessário que não apenas a Ucrânia tenha o desejo de pôr fim à guerra e alcançar segurança total, mas que um desejo semelhante surja de alguma forma também na Rússia”, concluiu.

  • Enviado ucraniano diz que reunião se focou nos "parâmetros para acabar com a guerra da Rússia", sem desenvolver

    O enviado ucraniano e presidente do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, relatou sobre a reunião a três com representantes dos EUA e da Rússia nos Emirados Árabes Unidos.

    Segundo o representante, o encontro focou-se nos “parâmetros para acabar com a guerra da Rússia e a lógica futura do processo de negociações, com o objetivo de avançar para uma paz digna e duradoura”.

    Umerov revelou ainda delegação norte-americana, que inclui o enviado de Trump para as Missões de Paz, Steve Witkoff; o genro do Presidente, Jared Kushner;o comissário do serviço de aquisições federais, Josh Gruenbaum; o secretário para o Exército, Daniel Driscoll e o Comandante Supremo dos EUA para Forças na Europa, Alexus Grynkewich.

    “A delegação russa incluía representantes da inteligência militar e das forças armadas”, contou ainda.

  • Netanyahu discute no sábado segunda fase de Gaza com enviados norte-americanos

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai reunir-se no sábado com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, em Jerusalém, para discutir a segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza.

    De acordo com o Canal 12 de Israel, a reunião vai abordar o desarmamento do Hamas, os esforços para garantir o repatriamento do corpo de Ran Gvili, o último refém israelita ainda no enclave palestiniano, e deverá também incluir a situação no Irão.

  • Delcy Rodríguez diz que teve 15 minutos para responder se aceitava as ordens dos EUA: "Senão, iam-nos matar"

    A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, justificou a sua cooperação com os EUA, afirmando que os norte-americanos lhe deram a ela, ao ministro da Administração Interna, Diosdado Cabello e ao irmão da Presidente, Jorge Rodríguez, 15 minutos para responder se iriam cumprir as ordens norte-americanas.

    “Senão, iam-nos matar”, sublinhou Delcy, que falava num vídeo revelado pelo jornal venezuelano La Hora de Venezuela e partilhado pelo jornal El Español de uma reunião com membros da cúpula do regime venezuelano.

    As declarações de Delcy foram feitas durante uma reunião filmada de vários membros do governo e encabeçada pelo ministro das Comunicações, Freddy Ñañez. É o ministro que atende uma chamada da Presidente interina, que fala em alta voz durante seis minutos, segundo o The Guardian.

    Segundo a interina, as forças norte-americanas terão-lhe dito que Nicolás Maduro e Cilia Flores “foram assassinados, não raptados” e que ela, o seu irmão e Diosdado Cabello terão respondido que estavam “prontos para partilhar o mesmo destino”.

    Nessas declarações, a Presidente interina apontou também que, “às vezes, dão-se passos táticos”.

    “Às vezes, podem ser tomadas medidas pouco compreensíveis… mas devem saber que, assim como o inimigo tem uma estratégia, nós também temos”, continuou.

    “Temos de proceder com paciência e prudência estratégica, com objetivos muito claros, irmãos e irmãs”, acrescentou, tendo depois, segundo o The Guardian, enumerado três objetivos: “preservar a paz”, “resgatar os nossos reféns” e “preservar o poder político”.

  • México está a ponderar suspender envio de petróleo para Cuba por medo de represálias dos EUA

    O governo do México está a ponderar se suspende ou não o envio de petróleo para Cuba, à medida que o cerco dos EUA aperta sobre a ilha do Mar das Caraíbas.

    De acordo com três fontes consultadas pela agência Reuters, a medida vem na sequência da suspensão de venda de petróleo venezuelano para Cuba, tendo o México, enquanto país vizinho, tido um “papel vital” no envio de combustível para Cuba.

    A Reuters noticia que, publicamente, a política do governo de Cláudia Sheinbaum é de cumprir os contratos com Cuba, já que o envio de petróleo é considerado “ajuda internacional”. Porém, as fontes próximas dentro do governo mexicano referiram à agência que a “ansiedade” está a crescer, levando a uma revisão interna desta política para tentar apaziguar Donald Trump

  • Pode Abu Dhabi marcar o início do fim da guerra na Ucrânia?

    Major-General João Vieira Borges fala numa reunião decisiva para o futuro da Ucrânia em Abu Dhabi. Diz ainda que o direito à soberania foi o vencedor no acordo entre Trump e Rutte sobre Gronelândia. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Pode Abu Dhabi marcar o início do fim da guerra na Ucrânia?

  • Administração Trump está a ponderar um bloqueio naval a Cuba para parar importações de petróleo

    A administração Trump está a ponderar mudar de estratégia para tentar provocar a queda do governo comunista de Cuba, noticiou o órgão noticioso norte-americano Politico, citando três fontes próximas. Uma das táticas, lê-se, é a imposição de “um bloqueio total às importações de petróleo” da ilha do mar das Caraíbas.

    Esta escalada das ações contra Cuba vem de dentro da administração, tendo o apoio do secretário de Estado e filho de exilados cubanos, Marco Rubio.

    O órgão destaca que esta medida seria um degrau acima do que Trump prometera na semana passada — a importação de petróleo venezuelano, antes o principal fornecedor do país insular.

    Porém, contam as fontes, está a ser debatido se será mesmo necessário essa subida das tensões, tendo sido destacado que a falta dos fornecimentos de Caracas podem ser o gatilho que derruba o regime liderado por Miguel Diaz-Canel.

    “A energia é o ponto fraco para derrubar o regime”, indicou uma das fontes, apontando que derrubar o governo do Partido Comunista Cubano é “100% um evento para 2026”.

  • Reunião trilateral EUA-Rússia-Ucrânia acabou por hoje. Continua amanhã

    O encontro trilateral entre Ucrânia, Rússia e EUA em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, já acabou por hoje, segundo um funcionário da Casa Branca que falou à NBC News.

    Como já fora mencionado pelos EAU e como noticiou a TASS esta sexta-feira, as negociações continuam amanhã.

  • Primeira-ministra dinamarquesa pede unidade na Gronelândia perante “situação grave”

    A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, iniciou hoje uma visita à Gronelândia para pedir unidade e demonstrar “grande apoio” aos habitantes da ilha, que se encontram numa “situação grave” face às ambições dos Estados Unidos sobre o território.

    “Estou aqui para demonstrar o grande apoio do povo dinamarquês aos gronelandeses. Este é um momento em que precisamos de estar muito, muito unidos. Estamos numa situação grave”, declarou.

    Na sua visita a Nuuk, Mette Frederiksen discutiu com o chefe do executivo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, o acordo preliminar alcançado entre os Estados Unidos e a NATO para reforçar a segurança no território autónomo dinamarquês e no Ártico e a abordagem diplomática conjunta que pretendem seguir.

  • Príncipe Harry ataca Trump e diz que os "sacrifícios" de quem combateu no Afeganistão devem ser "falados com respeito"

    Para além do primeiro-ministro britânico, o príncipe Harry também comentou as palavras de Donald Trump sobre a guerra no Afeganistão, sublinhando a resposta dos aliados e lembrando que ele lutou lá.

    “Em 2001, a NATO invocou o artigo 5.º pela primeira e única vez na história. Isso significava que todas as nações aliadas eram obrigadas a apoiar os Estados Unidos no Afeganistão, em prol da nossa segurança comum. Os aliados responderam a esse apelo”, afirmou numa declaração citada pelo The Guardian.

    “Eu servi lá. Fiz amigos para a vida toda lá. E perdi amigos lá. Só o Reino Unido teve 457 militares mortos”, acrescentou, frisando que “milhares de vidas foram alteradas para sempre”.

    “Mães e pais enterraram filhos e filhas. Crianças ficaram sem um dos pais. As famílias ficaram com os custos. Esses sacrifícios merecem ser mencionados com sinceridade e respeito, pois todos continuamos unidos e leais à defesa da diplomacia e da paz”, concluiu.

  • Zelesnky disse ter chegado a acordo com Trump sobre entrega de mísseis Patriot à Ucrânia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse num fórum da juventude que conseguiu chegar a um acordo com Donald Trump sobre a entrega de mísseis Patriot à Ucrânia, noticiou a Ukrinform.

    “Falei com o presidente Trump e recebi – não vou dizer quantos – mísseis PAC-3 para o sistema Patriot”, disse, lembrando o encontro em Davos.

  • Ministro iraniano alega que 600 mortos em protestos eram “terroristas”

    O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) iraniano, Abbas Araqchi, alegou hoje que, entre as 3.117 pessoas que Teerão reconhece terem morrido nos últimos protestos antigovernamentais, 600 eram “terroristas”, enquanto 2.427 eram civis e membros das forças de segurança.

    O Governo iraniano confirmou estes números poucos dias depois de a Fundação para os Mártires e Veteranos, um organismo governamental que presta assistência às famílias dos mortos em conflitos armados, ter divulgado os seus próprios dados, no primeiro balanço oficial da repressão dos protestos iniciados em 28 de dezembro.

    Araqchi referiu ainda nas redes sociais que, no rescaldo das manifestações que abalaram o país contra a elevada inflação e desvalorização da moeda nacional, mais de 400 edifícios governamentais ficaram destruídos, além de 750 esquadras de polícia, 200 escolas, 300 ambulâncias e 800 veículos, quase 5.000 centros religiosos, entre outras propriedades e instalações.

  • Se Trump acabar com a guerra na Ucrânia, a Itália apoiará entrega do Nobel da Paz a Trump, diz Meloni

    Na mesma conferência de imprensa, a primeira-ministra italiana, Georgia Meloni, afirmou que, se o Presidente dos EUA conseguir terminar a guerra na Ucrânia, o seu governo iria apoiar a entrega do Nobel da Paz a Donald Trump.

    “Acredito que ele também pode fazer a diferença para uma paz justa e duradoura na Ucrânia e, então, finalmente, também poderemos nomear Donald Trump para o Prémio Nobel da Paz”, disse Meloni citada pela agência ANSA, acrescentando “esperar” que consigam entregá-lo ao norte-americano.

  • Alemanha não pode aceitar convite para o Conselho de Paz por "razões constitucionais", diz Merz

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, respondeu ao convite do Presidente dos EUA, Donald Trump, para aderir ao Conselho de Paz, dizendo que, embora estivesse pronto para se juntar, a Alemanha não o pode fazer.

    “Na forma como o Conselho de Paz está atualmente constituído, não podemos aceitar as suas estruturas de governação na Alemanha por razões constitucionais”, revelou, numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, citada pela Reuters.

    “No entanto, estamos naturalmente dispostos a explorar outras formas de cooperação com os Estados Unidos da América, se o objetivo for encontrar novos formatos que nos aproximem da paz em diferentes regiões do mundo”, acrescentou.

  • Conversações trilaterais EUA-Rússia-Ucrânia já começaram

    Entretanto, nos Emirados Árabes Unidos, as conversações entre representantes da Ucrânia, EUA e Rússia já iniciaram a sua conferência trilateral, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país anfitrião.

    “As negociações começaram hoje em Abu Dhabi e devem continuar por dois dias, como parte dos esforços contínuos para promover o diálogo e identificar soluções políticas para a crise”, lê-se no comunicado publicado no site do governo.

  • Depois de Trump alegar que tropas da NATO no Afeganistão "ficaram para trás", Starmer atira: "Insultuoso"

    A guerra no Afeganistão, promovida pelos EUA depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, foi recuperada por Donald Trump para criticar as tropas da NATO, dizendo que “nunca precisaram” delas e que, quando chegaram ao país, ficaram um pouco para trás e fora da linha da frente”.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, respondeu esta sexta-feira ao norte-americano, afirmando considerar as declarações “insultuosas e francamente chocantes

    “E não me surpreende que tenham causado tanta dor aos entes queridos das pessoas que foram mortas ou feridas”, acrescentou, numa entrevista à televisão ITV, apelando para que o Presidente pedisse desculpa.

  • “Donald Trump só percebe e só respeita a força”

    Bruno Cardoso Reis sublinha que Europa deve impor linhas vermelhas claras a Trump. Alerta que a política de cedências fragiliza aliados e que só firmeza garante respeito nas relações transatlânticas. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “Donald Trump só percebe e só respeita a força”

  • Ator dinamarquês Viggo Mortensen chama "rufia tolo" a Trump e diz que só uma "postura firme" lhe pode fazer frente

    Viggo Mortensen, ator com dupla nacionalidade dinamarquesa e norte-americana, chamou de “rufia tolo” a Donald Trump num texto de opinião publicado no jornal regional Sjællandske Medier.

    Para o ator, só “uma postura firme fará com que ele se comporte como um parceiro comercial e aliado político confiável para com as nações que trataram o governo americano com respeito e lealdade durante tantas décadas”, acrescentou.

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