Momentos-chave
- Ventura diz que Chega tem “tolerância zero” a corruptos que PS e PSD premeiam
- PS diz que empréstimos do PRR impactam no saldo de 2026 e que PSD o devia saber
- PS lembra que empréstimos do PRR impactam saldo. E diz que PSD "tinha obrigação de saber"
- Livre diz que “verdadeiro pé-de-meia” é herança social de 5.000 euros
- Programa do BE terá 6 medidas para habitação: desde aumento do "poder dos inquilinos" a rendas adaptadas
- Bloco de Esquerda critica programa socialista: "Não há medidas para baixar preço das casas"
- PSD afasta Pedro Nuno de Medina e volta a aproximá-lo de Sócrates
- PSD: Programa da oposição "é uma receita para o desastre"
- Programa do PS "nada de relevante diz sobre crescimento económico, investimento, inovação e competitividade", diz PSD
- "Onde vai o PS inventar dinheiro?", questiona Castro Almeida
- PSD reage ao programa do PS: "Insustentável", uma "irresponsabilidade"
Histórico de atualizações
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Bom dia! Fechamos agora o liveblog que acompanhou a atualidade política pré-legislativas de domingo.
Pode seguir as novidades desta segunda-feira aqui — com especial atenção para o arranque dos debates.
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Ventura diz que Chega tem “tolerância zero” a corruptos que PS e PSD premeiam
O líder do Chega, André Ventura, acusou hoje o PS e o PSD de “hipocrisia” e de premiarem “quem é corrupto”, defendendo que o Chega é o único partido com “tolerância zero” face à corrupção, “comprometido com a ética e o interesse público”.
Num evento na sede distrital do partido, na apresentação da lista dos candidatos pelo círculo de Santarém para as legislativas de 18 de maio, Ventura afirmou que as listas do Chega, ao contrário das do PS e PSD, são “absolutamente intolerantes face à corrupção”
“Enquanto no PS e no PSD quem é corrupto é premiado, no Chega, se isso acontecer, é afastado e expulso. Essa é a diferença”, declarou Ventura, defendendo que o Chega é o único partido com “tolerância zero” face à corrupção e “comprometido com a ética e o interesse público”.
O líder do Chega criticou o programa eleitoral do PS, destacando a proposta de IVA zero no cabaz alimentar, medida que o Chega tentou aprovar em 2023, mas que na altura foi rejeitada pelos socialistas.
“O que é que mudou de há um ano e seis meses para agora? Nada. Só se mantém uma coisa: é a falta de vergonha na cara do Partido Socialista nestas eleições”, afirmou.
Ventura criticou também medidas recentemente anunciadas pelo PS, como a atribuição de 500 euros às crianças e o fim de algumas portagens alegando que durante oito anos de governação socialista estas medidas nunca foram colocadas em prática.
“Não podemos pensar que a alternativa ao PSD tem que ser o PS. Porque quem governou durante oito anos e não fez nada daquilo que está a prometer fazer agora, temos que ter a devida suspeita que só o está a fazer por puro eleitoralismo”, afirmou.
Relativamente ao atual executivo da Aliança Democrática, o líder do Chega afirmou que este “não governou bem” e deixou duras críticas à conduta do primeiro-ministro, referindo que tem explicações a dar sobre o seu património.
“Temos um primeiro-ministro que enriqueceu miraculosamente. Constrói palácios e compra casas. O problema é que um político tem deveres acrescidos sobre os restantes cidadãos e tem que explicar como é que o património que lhe vem do exercício da atividade pública permite aquele tipo de coisas”, afirmou, considerando que “ou queremos ser primeiro-ministro a tempo inteiro ou somos primeiro-ministro a part-time”.
O presidente do Chega apelou à mobilização do eleitorado de Santarém, lembrando que, nas últimas legislativas, o partido alcançou na região um resultado “surpreendente”, o que justifica agora a ambição de vencer no distrito nas eleições de 18 de maio.
“As sondagens que temos indicam que estamos a disputar com a AD a vitória em Santarém. Uma vitória aqui teria um impacto expressivo a nível nacional”, defendeu Ventura, referindo que este distrito tem “um papel central” na consolidação do partido a nível nacional.
A lista pelo círculo eleitoral de Santarém, liderada pelo deputado Pedro Correia, inclui ainda nomes como José Dotti (presidente da distrital do Chega), Catarina Salgueiro (candidata do Chega à Câmara de Almeirim) e Frederico Antunes (deputado do Chega em Oeiras).
Segundo o presidente da distrital, José Dotti, o objetivo do partido é ganhar o distrito de Santarém, relembrado que nas eleições de 2024 o Chega conseguiu vencer em Salvaterra de Magos e em Benavente.
“Temos como objetivo ganhar o distrito de Santarém. Se olharmos para os resultados das legislativas de 2022 e 2024, é algo que nós devemos aceitar como um objetivo e um desafio que está ao nosso alcance”, afirmou.
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Nova Direita concorre em 12 círculos e presidente vai por Lisboa
O partido Nova Direita anunciou que vai concorrer a 12 dos 22 círculos eleitorais nas eleições de 18 de maio, apresentando a sua presidente, Ossanda Liber, como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Lisboa.
Em comunicado, o partido anunciou a escolha dos cabeças de lista, decisão tomada em Conselho Nacional, explicando que “optou por uma abordagem estratégica nas eleições de maio, concentrando os seus esforços nos círculos eleitorais onde identificou maior recetividade às suas ideias” e onde considera que podem conseguir representação.
“Esta decisão reflete o pragmatismo e a responsabilidade do partido, que prefere consolidar a sua presença de forma estruturada e sustentável, em vez de dispersar recursos numa fase inicial do seu crescimento”, explica o partido em comunicado.
Citada no comunicado, Ossanda Liber considerou que “não se trata de ausência, mas de foco”.
“Queremos garantir que a nossa mensagem chega com força onde já temos raízes e onde os portugueses nos chamam para fazer a diferença”, afirma a presidente do partido.
Segundo a lista dos candidatos, Ossanda Liber lidera por Lisboa, enquanto Israel Pontes pelo Porto, seguindo-se Ricardo Gonçalves por Aveiro, Jorge Valente por Beja, José Peixoto por Braga, Joana Rodrigues por Coimbra e Carlos Natal por Faro.
Em Setúbal, a escolha é João Araújo, Viseu será Carlos Andrade, Madeira será Paulo Azevedo, Europa será Pedro Godinho e Fora da Europa será Alexandre Mendes.
Nas eleições legislativas de 2024, as primeiras às quais a Nova Direita concorreu, o partido teve 0,25%, com 16.442 votos.
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PS diz que empréstimos do PRR impactam no saldo de 2026 e que PSD o devia saber
O PS considerou hoje que o ministro Castro Almeida “tinha obrigação de saber” que os empréstimos do PRR têm um impacto significativo e transitório no saldo orçamental de 2026, acusando o Governo de desespero e falta de seriedade.
Em declarações à agência Lusa, o dirigente do PS e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais António Mendonça Mendes desvalorizou as críticas feitas esta manhã pelo social-democrata Manuel Castro Almeida, que qualificou o programa eleitoral do PS como uma “receita para o desastre” com a qual “Portugal voltaria a ter défice e a aumentar a dívida pública”.
“Quando começa o desespero, acaba a seriedade. Nós dizemos a verdade aos portugueses. O ministro Castro Almeida tinha a obrigação de saber, porque tem a tutela do PRR – e tem por isso obrigação de o dizer – que os empréstimos do PRR impactam no saldo de 2026 de forma significativa”, acusou.
Na opinião do dirigente do PS, “esta omissão” só pode significar uma de duas coisas: “Ou que o ministro Castro Almeida admite que não vai investir as verbas do PRR que tem à disposição ou então está simplesmente a pretender atacar o PS, faltando à verdade para o fazer”, atirou.
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PS lembra que empréstimos do PRR impactam saldo. E diz que PSD "tinha obrigação de saber"
O dirigente do PS e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais António Mendonça Mendes desvalorizou as críticas feitas esta manhã pelo social-democrata Manuel Castro Almeida.
“Quando começa o desespero, acaba a seriedade. Nós dizemos a verdade aos portugueses. O ministro tinha a obrigação de saber, porque tem a tutela do PRR — e tem por isso obrigação de o dizer — que os empréstimos do PRR impactam no saldo de 2026 de forma significativa”, acusou.
Na opinião do dirigente do PS, “esta omissão” só pode significar uma de duas coisas: “Ou que o ministro admite que não vai investir as verbas do PRR ou então está simplesmente a pretender atacar o PS, faltando à verdade.”
“Aquilo que acontece com a trajetória do saldo orçamental no cenário que o PS apresenta é de equilíbrios orçamentais até ao final do exercício e há um efeito dos empréstimos PRR que é um efeito transitório e que se dissipa no ano seguinte”, explicou.
Segundo as contas do PS, o saldo orçamental caso fosse excluído o impacto do PRR faria com que, em 2026, houvesse um excedente de 0,3%.
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Livre diz que “verdadeiro pé-de-meia” é herança social de 5.000 euros
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, disse hoje que um verdadeiro “pé-de-meia” para os jovens seria um apoio à nascença de 5.000 euros, acusando os socialistas de se apropriarem da ideia lançada pelo partido no ano passado.
“O PS vem propor um décimo e ainda por cima não tem a lisura de dizer que é uma ideia do Livre de que roubaram um décimo”, salientou Rui Tavares, em Coimbra, na sessão de apresentação dos candidatos às Eleições Legislativas de 18 de maio naquele círculo.
O deputado e dirigente partidário comentava assim a proposta do PS de atribuir a todas as crianças nascidas a partir do início deste ano 500 euros em certificados de aforro.
Segundo Rui Tavares, a ideia da herança social, lançada há cerca de um ano pelo Livre, “verdadeiramente fará a diferença na entrada dos jovens para a vida adulta, numa média de 5.000 euros progressivamente adaptados ao escalão de rendimentos da família”.
Pelas contas do porta-voz do Livre, 500 euros por criança traduz-se em cerca de 700 euros quando o beneficiário atingir os 18 anos, “o que não dá para pagar a propina do mestrado”.
“Mas 10 vezes mais do que isso, que é aquilo que propomos, e podemos ir mais longe se gastássemos aquilo que estamos a perder com o IRS Jovem numa herança social, aí já era alguma coisa que fazia a diferença”, defendeu.
Na sua intervenção, Rui Tavares insistiu que a culpa da atual crise política é da responsabilidade da má governação do líder do PSD, Luís Montenegro, não só no agravamento do funcionamento da saúde e na falta de habitação, eu tinha prometido resolver, como “no descaso e desprezo em relação às obrigações de responsabilização dos mais altos cargos políticos”.
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Programa do BE terá 6 medidas para habitação: desde aumento do "poder dos inquilinos" a rendas adaptadas
Na mesma conferência de imprensa, o BE também apresentou parte do seu programa eleitoral, nomeadamente 6 medidas em matéria de habitação, que incluem dar “poder aos inquilinos” para denunciarem contratos ilegais e uma moratória à construção de novos hotéis.
Voltam também a insistir no teto às rendas, baseando-se em “patamares” que tenham em conta “o nível salarial em Portugal”.
Segundo Mariana Mortágua, a renda a cobrar a cada casa vai depender “dos critérios de cada imóvel”, ou seja, “da qualidade, da luz, ventilação, eficiência energética, equipamentos”, bem como da tipologia e da sua localização.
“Desta forma, cada imóvel tem um preço específico” e “uma renda adequada a esse mesmo imóvel”, acrescenta.
Mariana Mortágua alerta que “nos últimos anos” os preços das casas em Portugal aumentaram “de forma desproporcional face aos salários”, o que significa que “a maior parte das pessoas” não consegue “aceder a uma habitação digna e adequada às suas necessidades”. Com Mariana Marques Tiago
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Bloco de Esquerda critica programa socialista: "Não há medidas para baixar preço das casas"
A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu hoje que as propostas do programa eleitoral do PS não contribuem “para baixar o preço das casas” e que “a matriz de intervenção é a dos benefícios fiscais”.
“Não há medidas no programa [eleitoral] do Partido Socialista para baixar o preço das casas”, afirmou Mariana Mortágua em conferência de imprensa esta manhã na sede nacional do partido, em Lisboa.
A bloquista acusa o partido liderado por Pedro Nuno Santos de insistir “exatamente nas mesmas propostas que arrastam” a crise da habitação “até hoje”.
“Terão talvez um impacto daqui a 20 anos no mercado de habitação”, mas “abandonam a população hoje”, acusou.
A coordenadora bloquista alega que “a matriz de intervenção” em matéria de habitação “é a dos benefícios fiscais, que já se provou irrelevante, inconsequente, inútil e ineficaz”.
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PSD afasta Pedro Nuno de Medina e volta a aproximá-lo de Sócrates
“É o próprio PS a abdicar das contas certas; a abandonar essa política”, acusou António Castro Almeida, aludindo ao lema do antigo ministro das Finanças Fernando Medina.
“Não me admiro, porque Pedro Nuno Santos valoriza pouco as contas certas, sempre foi pouco rigoroso”, acrescentou depois, fazendo questão de voltar a aproximar o atual líder socialista do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
“Lembrem-se que José Sócrates dizia que a dívida não era para pagar, era para gerir. Pedro Nuno Santos disse mesmo que o melhor é não pagar”.
Para o social-democrata, um bom programa depende da “mistura de políticas”: “O necessário é que no fim de tudo, considerando todas as despesas e receitas, haja equilíbrio orçamental. E é isso que a AD está a praticar.”
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PSD: Programa da oposição "é uma receita para o desastre"
“O programa do PS é uma receita para o desastre. Se fosse posto em prática atiraria o país outra vez para 2010. Não permitam que esse desastre se repita”, apelou o ministro Adjunto e da Coesão Territorial.
Para os social-democratas, o PS “pretende distribuir uma riqueza que não cria, mas que distribui cegamente de forma igual por todos”. Exemplo disso é “o IVA Zero, que beneficia quem mais consome e não quem mais precisa“.
“Se o programa fosse levado à prática, Portugal estaria a perder as conquistas mais recentes: voltaria a ter défice, dívida pública, deixaria de ter possibilidade de aumentar pensões e salários, não teria hipóteses de baixar o IRS e de ter um dos maiores crescimentos da União Europeia.”
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Programa do PS "nada de relevante diz sobre crescimento económico, investimento, inovação e competitividade", diz PSD
Continuando as críticas, o PSD aponta que o PS “limita-se a propor uma diminuição significativa da receita fiscal e, ao mesmo tempo, um aumento da despesa estrutural do Estado”.
“É insustentável do ponto de vista financeiro e irrelevante do ponto de vista económico. É para gerar a riqueza necessária para sustentar os benefícios que o PS diz querer distribuir”, atirou Casto Almeida.
E acusou ainda o PS de apresentar um programa que “nada de relevante diz sobre a forma de garantir crescimento económico, estimular investimento, inovação e competitividade”.
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"Onde vai o PS inventar dinheiro?", questiona Castro Almeida
“O PS parece viver noutro mundo, desligado da realidade. E ignora os 18 anos que esteve no poder. Os tempos que correm exigem prudência”, alerta Castro Almeida.
Para os sociais-democratas, o programa do PS “é mesmo o grau zero da responsabilidade política e financeira”, daí que não tenha sido “por acaso que Fernando Medina não estava presente na apresentação”.
“Quanto custa cada medida? Onde vai o PS inventar dinheiro? Como pode garantir equilíbrio orçamental?”, questionou.
E, tal como Luís Montenegro fez no sábado, comparou depois o atual líder dos socialistas Pedro Nuno Santos com José Sócrates em 2010. “A diferença é que os portugueses agora estão mais despertos não querem voltar à banca rota.”
Montenegro compara Pedro Nuno Santos a José Sócrates por “prometer tudo a toda a gente”
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PSD reage ao programa do PS: "Insustentável", uma "irresponsabilidade"
O que “o PS propõe é irresponsabilidade”, acusa Manuel Castro Almeida, a voz do PSD que está a reagir ao programa do PS apresentado ontem. O ministro adjunto e da coesão territorial diz que o documento está “desligado da realidade”, que “o PS parece viver noutro mundo” e que se trata de “um programa insustentável”.
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Bom dia, vamos continuar a seguir aqui a atualidade política. Pode ler o que se passou ontem neste outro artigo em direto.
Obrigada por nos acompanhar. Até já!