Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, encerramos aqui este artigo em directo, continuámos a seguir a atualidade política nacional nesta outra ligação em que estamos a cobrir o discurso do Estado da União Europeia de Ursula von der Leyen.

    Ursula von der Leyen faz discurso de Estado de União. Relações entre UE e EUA, Ucrânia e Defesa deverão ser os principais temas

    Obrigada por nos acompanhar, até já.

  • "Faz-me confusão que o vice-presidente da CML ou o presidente da Carris não se tenham demitido", diz Duarte Cordeiro

    Duarte Cordeiro, ex-ministro do Ambiente e antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirmou esta terça-feira que lhe faz confusão “que passado quase uma semana [desde o acidente] não tenha existido nenhum grau de responsabilidade política”.

    “Houve uma falha técnica, uma falha do Estado, uma falha da Câmara Municipal de Lisboa e da Carris. E isso exigia um nível de responsabilização superior aquele que a Câmara Municipal assumiu”, disse o antigo vice de Medina em entrevista ao canal Now.

    “Faz-me confusão que o vice-presidente [Filipe Anacoreta Correia] ou o presidente da Carris [Pedro Bogas] não se tenham demitido ou não tenham sido demitidos”.

    O relatório sobre o acidente que apontou uma falha técnica “tornou evidente que as vistorias e as monitorizações não observavam uma zona que é passível de causar um acidente que provocou mortes”, disse ainda.

  • Alegre considera que Moedas revelou falta de liderança e de educação

    O histórico socialista Manuel Alegre considerou hoje que o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, revelou falta de liderança perante o acidente com o elevador da Glória e também falta de educação nas críticas ao PS.

    Em resposta aos jornalistas, à saída da Fundação Champalimaud, em Lisboa, Manuel Alegre, presidente honorário do PS, disse que se abstém de classificar a maneira como Carlos Moedas se referiu ao antigo ministro e dirigente do PS Jorge Coelho, já falecido, a propósito da queda da ponte de Entre-os-Rios em 2001.

    O antigo candidato presidencial, que assistiu hoje à cerimónia de entrega do Prémio António Champalimaud de Visão 2025, foi questionado pela comunicação social à saída sobre o acidente da passada quarta-feira com o elevador da Glória, em Lisboa, que provocou 16 mortos e vários feridos com gravidade.

    “Sinto-me de luto, como todos os lisboetas e todos os portugueses”, começou por afirmar o histórico socialista.

    Interrogado sobre a atuação do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Alegre respondeu: “Não me tem parecido bem. Acho que ele não assumiu a liderança da situação tal como devia assumir”.

  • Moedas escapa à censura da Assembleia Municipal e garante que "não foge" à responsabilidade de governar Lisboa

    Moção de censura do Chega foi chumbada com votos contra da direita e abstenção da esquerda. PS apostou na moderação: “Erros técnicos têm consequências políticas, mas temos de apurar os factos”.

    Moedas escapa à censura da Assembleia Municipal e garante que “não foge” à responsabilidade de governar Lisboa

  • Carlos Moedas tenta retratar-se: "A minha intenção era elogiar Jorge Coelho"

    Carlos Moedas disse que a sua intenção “era elogiar Jorge Coelho”, quando utilizou a demissão do antigo ministro de António Guterres em comparação com a sua situação que vive atualmente à frente da Câmara de Lisboa. “A minha intenção não era ofender, era honrar a coragem daquele homem e da sua responsabilidade política”, disse.

    Jorge Coelho era “um homem de coragem e que teve a coragem de assumir a sua responsabilidade política no momento certo” naquela que era “uma situação muito diferente daquela que estamos a viver hoje”, disse Moedas, depois de ter sido alvo de críticas de vários socialistas.

    Acusado de ter feito declarações falsas sobre o que levou à demissão de Jorge Coelho, Moedas garantiu que não faltou à verdade. “Não vou alimentar mais a questão”, concluiu.

  • Moedas atira a Mascarenhas: "Se tivesse vivido o que vivi naquelas horas, certamente não estaria a fazer essa figura"

    Bruno Mascarenhas diz a Carlos Moedas que “a relação da Câmara de Lisboa com a Carris não é de mero acionista, a relação mais importa é a de concedente para concessionário”.

    O deputado do Chega pergunta novamente quem aprovou os protocolos de segurança e manutenção dos elétricos clássicos e se o técnico que realizou a vistoria na manhã do acidente estava acreditado para tal. Questiona também Moedas se a Câmara recebia relatórios de manutenção e vistoria periódicas. Mascarenhas pergunta ainda como se explica que não esteja claro quem é responsável pela supervisão pública do Elevador da Glória.

    Na resposta, Moedas disse que o tom que Mascarenhas utiliza nesta reunião “é de certa forma de um aproveitamento” e assinala que o deputado do Chega esteve ausente das comissões da AML em que as matérias de mobilidade e segurança foram discutidas. Mascarenhas responderia que é “o deputado mais assíduo” da AML.

    “Com o senhor deputado ficará a marca de um partido que se dizia diferente, mas é apenas um partido que se tenta aproveitar”, diz Moedas. “Se o senhor deputado tivesse vivido o que eu vivi naquelas horas, certamente não estaria aí a fazer essa figura”, conclui.

  • Ministério Público já começou a ouvir as testemunhas do acidente na Calçada da Glória

    O Ministério Público revelou, esta terça-feira, que já começou a ouvir as testemunhas do acidente no Elevador da Glória que vitimou 16 pessoas.

    Numa nota enviada às redações, o MP anunciou que “foi já recolhida extensa prova documental e material, tendo também sido iniciada a inquirição de testemunhas”.

    “O inquérito, dirigido pelo DIAP Regional de Lisboa e no qual foi decretado o segredo de justiça, prossegue com as competentes e adequadas perícias técnicas”, pode ler-se, ainda, no documento.

  • Moedas reafirma que Câmara não teve informação sobre queixas relativas ao Elevador da Glória

    A deputada municipal Natacha Amaro diz que “este é o tempo deixar sinalizado um conjunto de interrogações” sobre o acidente do Elevador da Glória. Com base na nota preliminar da GPIAFF, a deputada do PCP diz que é necessário apurar se existem “elementos críticos de segurança [do Ascensor] que não são abrangidos pelos protocolos de manutenção” e sublinha também que a nota refere “a inexistência de sistema de redundância”.

    Natacha Amaro diz que é “incontestável” o crescimento da utilização dos elétricos clássicos, nos últimos 20 anos, e procura saber se houve alguma adaptação da manutenção dos equipamentos com essa justificação. Natacha Amaro que também saber que tratamento mereceram, pela Carris, os alertas dos trabalhadores da empresa e das entidades que os representam, nomeadamente se foram tomadas medidas na sua sequência.

    Moedas diz que muitas das perguntas da deputada municipal serão respondidas pela investigação sobre os inquéritos em curso. “Nunca numa reunião de Câmara chegou alguma informação sobre um problema no Elevador da Glória.” De acordo com os dados citados por Carlos Moedas, entre 2019 e 2024, o número de passageiros do Elevador da Glória diminui mais de 100 mil (de 972 mil para 872 mil).

  • Após declarações de Moedas sobre Jorge Coelho, Sócrates garante que ministro se demitiu sem ter "consciência de culpa objetiva"

    José Sócrates reagiu, esta terça-feira, às declarações do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que foi confrontado com o exemplo da demissão de Jorge Coelho após a queda da ponte de Entre-os-Rios, em 2001.

    O antigo primeiro-ministro recordou o episódio, sublinhando que na altura era ministro do Ambiente e acompanhou de perto a situação. “Nessa noite lembro-me de falar com o ministro Jorge Coelho. Não foi essa a razão da sua demissão”, garantiu Sócrates, sublinhando que “havia uma responsabilidade política que ele achava que deveria assumir. Foi nessa circunstância que se demitiu“.

    Segundo Sócrates, Jorge Coelho decidiu assumir uma responsabilidade política, sem que tivesse havido “consciência de culpa objetiva”. “Se alguém disse que ele já sabia do problema da ponte, faltou à verdade”, acrescentou.

    Carlos Moedas, por seu turno, rejeitou qualquer comparação com o caso. O autarca defendeu, durante uma entrevista à SIC Notícias, que, no tempo de Jorge Coelho, já existiam informações sobre a fragilidade da ponte antes do acidente, o que não se aplica à situação do Elevador da Glória.

  • Elevador da Glória. Última manutenção mensal foi feita dois dias antes do descarrilamento

    Relatório divulgado pela Carris mostra que dois dias antes do acidente foi feita uma revisão que durou cerca de duas horas. Procedimento envolveu lubrificação do cabo que cedeu no ponto de fixação.

    Elevador da Glória. Última manutenção mensal foi feita dois dias antes do descarrilamento

  • Moedas: "Tenho uma cidade para governar. Essa é a minha responsabilidade política e dela não fujo"

    “Lisboa nunca precisou tanto de liderança e a liderança não serve só para os bons momentos”, continua Moedas. A liderança “não é ir a correr para os estúdios de televisão”, mas “tomar a decisões certas no momento certo”, diz.

    “A verdadeira liderança testemunha-se nos maus momentos e sei bem que neste momento o pior que podia acontecer a uma cidade como Lisboa seria ficar sem liderança. Por isso não me verão a fugir ao meu dever. A hora agora é a da coragem”, afirma o presidente da CML.

    “É mais fácil atirar responsabilidades com a leveza de quem não tem de tomar nenhumas decisões? Sem dúvida que é. Mas eu não me posso dar ao luxo de ter essa leveza. Tenho uma cidade para governar. Essa é a minha responsabilidade política – e dela não fujo”, conclui.

  • Moedas: “Não podem ser retiradas quaisquer conclusões válidas quanto às causas do acidente”

    “Fui o primeiro a exigir que se realizasse uma auditoria interna e externa”, diz. “Este não é o momento de especular, é o momento de apurar factos”, acrescenta Moedas.

    Mas, por agora, “não podem ser retiradas quaisquer conclusões válidas quanto às causas do acidente”, afirmou Moedas, citando a nota preliminar do relatório da GPIAAF.

    Carlos Moedas acrescenta ainda que a moção de censura do Chega, apresentada esta tarde, “não teve como objetivo ajudar as vítimas e as suas famílias”.

  • Moedas diz que saiu da reunião municipal de ontem para "ir agradecer ao INEM"

    O presidente da Câmara municipal de Lisboa aborda agora a questão da responsabilidade política relativa ao acidente. Assumindo que é o responsável político máximo da CML. Moedas assinala que é também “o responsável político por ter investido mais na Carris”.

    “O orçamento da Carris é o maior de sempre”, diz Moedas em referência a um aumento de 30% desde 2021, ano em que tomou posse.

    De seguida, passa aos elogios à atuação dos Bombeiros, Polícia Municipal, Proteção Civil e INEM. “É nos momentos difíceis em que assistimos ao melhor que surge na abnegação e no sacrifício”, acrescenta, dizendo que ontem, na reunião do executivo municipal, abandonou a meio da sessão da manhã “para ir agradecer ao INEM”.

  • Carlos Moedas: "Estive onde tinha de estar, a liderar, a coordenar, a decidir"

    Agora é a vez da intervenção de Carlos Moedas. “Lisboa está de luto. A tragédia do dia 3 de setembro marcará para sempre as nossas vidas”, começa por dizer.

    “O que vivemos foi um choque para todos os lisboetas, um choque para todo o país”, continua. E garante que não abandonou o leme desde então: “Aqui estou, como sempre estive, para o bem e para o mal. Estive onde tinha de estar, a liderar, a coordenar, a decidir.”

  • Ministério Público confirma a nacionalidade das vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória

    O Ministério Público confirmou, esta terça-feira, a nacionalidade de todas as vítimas mortais do acidente no Elevador da Glória.

    “As vítimas mortais, oito mulheres e oito homens, tinham idades compreendidas entre os 36 e os 82 anos. Cinco eram portuguesas, três do Reino Unido, duas da Coreia do Sul, duas canadianas (uma das quais com dupla nacionalidade canadiana e marroquina), uma suíça, uma francesa, uma ucraniana e uma norte-americana”, pode ler-se no comunicado enviado às redações.

  • Moção de censura do Chega a Moedas chumbada pela Assembleia Municipal de Lisboa

    A proposta de moção de censura apresenta pelo Chega ao executivo municipal de Carlos Moedas foi chumbada pela Assembleia Municipal de Lisboa. A proposta teve os votos contra de PSD, IL CDS, MPT e Aliança, votos a favor dos deputados municipais do PPM e Chega e a abstenção dos restantes deputados municipais, entre eles, os do PS.

  • PS: "Há erros técnicos que têm consequências políticas, mas primeiro temos de apurar os factos"

    A líder da bancada do PS na AML, Carla Madeira, diz que o atual momento de luto e de dor, devido ao acidente do Elevador da Glória, “exige alguma contenção na palavra” que Carlos Moedas “não tem tido”.

    Os eleitos do PS na Assembleia de República solicitaram à Carris o “envio imediato” os contratos com a empresa de manutenção, ordens de trabalho e fiscalização do serviço prestado pela mesma, disse a deputada municipal. Carla Madeira diz que “este não é o momento para aproveitamentos políticos”, mas sim “o momento de compromisso com a memória das vítimas”.

    “O PS entende que este não é o momento para moções de censura nem para moções de confiança”, afirmou, anunciando abstenção do PS. Ainda assim, diz que o PS “não se demite do seu papel” e exigirá “a verdade com total transparência”, nomeadamente para “recuperar a confiança dos lisboetas no sistema de transportes da cidade”.

    “Há erros técnicos que têm consequências políticas, mas primeiro temos de apurar os factos”, avisa.

  • IL "repudia totalmente aproveitamento político à volta do acidente do Elevador da Glória"

    O deputado municipal da IL Rodrigo Mello de Gonçalves disse que “repudia totalmente o aproveitamento político à volta do acidente do Elevador da Glória” de que a moção de censura do Chega considera ser “um exemplo claro”.

    “Morreram 16 pessoas! Faz sentido estar a discutir uma moção de censura?”, perguntou. “O que faz sentido é tudo apurar, para que o que aconteceu não volte a acontecer”, acrescenta.

  • "É uma pena que quem está a defender a Câmara é alguém acusado de corrupção pelo MP"

    Na resposta a Luís Newton, Bruno Mascarenhas disse que “é uma pena que a pessoa que está aqui a defender a Câmara é alguém que é acusado de corrupção passiva pelo Ministério Público.”

    O social-democrata tomou novamente a palavra para atacar Mascarenhas: “Um vintém é um vintém e um cretino será sempre um cretino”.

  • Luís Newton: "Mascarenhas está aqui para montar um circo à custa das 16 vítimas mortais"

    O líder da bancada do PSD na AML, Luís Newton seguiu-se à intervenção do deputado municipal do Chega Bruno Mascarenhas.

    “Quando se usa um acidente com 16 mortos para montar um palco partidário, não estamos perante uma exigência de responsabilidade política, estamos perante uma irresponsabilidade políticas”, disse o presidente da freguesia da Estrela.

    “Bruno Mascarenhas está aqui para montar um circo à custa das 16 vítimas mortais”, disse o deputado municipal do PSD. “Isso não é apenas inaceitável, é indigno”, atira.

    Luís Newton negou que o acidente com o Elevador da Glória se deva à ação direta de Carlos Moedas e que tenha havido lacunas na manutenção do veículo: “Que relatório diz isso?”, questiona. Newton diz também que o orçamento da Carris aumentou 30% em 2025, face a 2021.

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