Histórico de atualizações
  • Encerramos aqui este liveblog, mas pode manter-se atualizado sobre os desenvolvimentos mais relevantes da guerra na Ucrânia aqui.

    Obrigado por nos ter acompanhado.

  • Bomba teleguiada russa faz quatro feridos em Kupiansk

    A informação foi divulgada pelo governador regional de Kharkiv, Oleh Syniehubov, adiantando também que três outras pessoas terão possivelmente ficado presas sob os escombros.

    Syniehubov deu a notícia na aplicação Telegram, acompanhada de uma fotografia onde se vê uma casa reduzida a escombros, escreve a Reuters.

    Kupiansk, lembra a agência noticiosa, foi tomada pelas forças russas nos primeiros dias da invasão em fevereiro de 2022, mas foi recapturada pelas tropas ucranianas no final desse ano, numa contraofensiva relâmpago.

  • EUA exigem à Ucrânia controlo de gasoduto usado para enviar gás à Europa

    Os EUA terão exigido à Ucrânia o controlo de um gasoduto crucial usado para enviar gás russo para a Europa, de acordo com o jornal The Guardian.

    Autoridades dos EUA e Ucrânia reuniram-se esta sexta-feira para discutir a nova proposta da Administração Trump para a exploração dos recursos minerais da Ucrânia.

    O gasoduto em causa vai da cidade de Sudzha, uma cidade russa junto à fronteira com a Ucrânia, até a cidade ucraniana de Uzhhorod, na fronteira entre aquele país e a Eslováquia.

    Segundo a Reuters, os dois lados têm mantido negociações tensas. A Casa Branca subiu recentemente a parada, exigindo 500 milhões de dólares em recursos minerais da Ucrânia, incluindo gás e petróleo.

  • Líder das forças armadas avisa que Alemanha tem cinco anos para se rearmar antes de Rússia atacar

    O inspetor-geral da Bundeswehr, as forças armadas alemãs, acredita que a Alemanha se deve rearmar até 2029, de modo a estar preparada para enfrentar um possível ataque russo. “O nosso objetivo é 2029. Temos que estar prontos até lá“, alertou Carsten Breuer, em entrevista ao jornal WELT AM SONNTAG, citado pelo Ukrainska Pravda.

    Breuer salientou que existe uma “clara ameaça da Rússia”, cujas forças armadas de 1,5 milhões de pessoas serão duas vezes maiores no próximo ano do que eram antes da invasão da Ucrânia.

    “Vemos que cerca de 1.500 tanques de batalha são produzidos novamente a cada ano ou retirados do armazenamento e renovados – muito mais do que é necessário para a guerra contra a Ucrânia. E os armazéns [russos] estão a ser preenchidos com munições”, disse o responsável máximo pelas forças armadas alemãs.

  • Noruega disponibiliza cerca de 800 milhões de euros para formar militares da Ucrânia

    A Noruega vai disponibilizar cerca de 800 milhões de euros para ajudar a equipar e formar forças militares ucranianas ao longo deste ano, confirmou o ministro da Defesa Tore Sandvik, citado pelo The Kyiv Independent.

    “A nossa contribuição consiste em material da nossa própria defesa e em aquisições de munições e material da indústria ucraniana e internacional. Não menos importante, contribuiremos com formação”, refere o ministro norueguês, reforçando o apoio político, económico e militar que têm prestado a Kiev ao longo dos últimos três anos de conflito.

  • Rússia denuncia novas violações de trégua na Ucrânia e garante que comunicará aos EUA

    A Rússia denunciou hoje novas violações da trégua energética por parte da Ucrânia, com ataques em várias regiões, e garantiu que informará os Estados Unidos das violações.

    “O regime de Kiev prossegue os ataques unilaterais contra as infraestruturas energéticas russas, violando os acordos russo-americanos” sobre a cessação dos bombardeamentos durante 30 dias, a partir de 18 de março, declarou o Ministério da Defesa em comunicado.

    A nota da defesa refere que os ataques foram registados nas regiões russas de Kursk e Krasnodar, bem como na região ucraniana de Zaporijia, que Moscovo anexou em 2022.

    Entretanto, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que Moscovo toma nota de todas as violações das tréguas por parte de Kiev e transmite esta informação a Washington.

    De acordo com a parte russa, a Ucrânia já violou o acordo mais de 60 vezes.

    A Rússia acusa diariamente Kiev de não respeitar a trégua energética que está em vigor há quase quatro semanas, um acordo que poderá ser abandonado a 16 de abril, data em que expira.

    Em 18 de março, Putin aceitou a proposta do Presidente dos EUA, Donald Trump, de uma moratória de 30 dias sobre os ataques às infraestruturas energéticas, à qual o Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, aderiu uma semana depois.

    Entretanto, a Força Aérea Ucraniana acusa a Rússia de ter lançado, durante a noite, 88 drones kamikaze de longo alcance contra a Ucrânia, 56 dos quais foram intercetados pelas defesas aéreas ucranianas.

    De acordo com o seu relatório na manhã hoje, cinco regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Odessa e Kharkov, foram danificadas depois de a Rússia ter lançado drones, a maioria dos quais Shaheds de conceção iraniana, a partir de três locais na Rússia.

    Pelo menos 56 drones foram abatidos no norte, leste, sul e centro da Ucrânia, enquanto 24 drones desapareceram dos radares sem causar danos.

    Na sequência do ataque russo, três pessoas ficaram feridas e dois incêndios deflagraram na capital ucraniana, num armazém de uma empresa e numa casa particular, segundo o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

  • Rússia confirma visita de Nicolas Maduro para comemorações do Dia da Vitória

    O líder venezuelano Nicolas Maduro vai visitar Moscovo no próximo mês para participar nas comemorações do Dia da Vitória sobre a Alemanha Nazi, que se celebra tradicionalmente a 9 de maio, confirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

    “O encontro de hoje é uma boa oportunidade para trocar impressões antes da visita do Presidente Maduro, que estará connosco a 9 de maio”, disse Sergey Lavrov, citado pelas agências russas, no início de uma reunião com o seu homólogo venezuelano, Ivan Gil, no âmbito do Fórum Diplomático de Antalya, na Turquia.

    Anteriormente, Caracas já tinha anunciado que Maduro planeia visitar a Rússia “em breve” para assinar um acordo bilateral com o Presidente russo, Vladimir Putin.

  • Lavrov acredita que Rússia e Estados Unidos têm "potencial" para melhorar relação

    O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, acredita que a Rússia e os Estados Unidos da América têm “potencial” para melhorar a relação entre os dois países, cita a agência estatal TASS.

    “Não há nada de mal em ter uma boa relação com os EUA”, continua o chefe da diplomacia russa, referindo que o contacto mais frequente com a administração norte-americana trata-se de “uma coisa muito banal” — “falar uns com os outros sem pedir nada em troca”.

    De acordo com Lavrov, Washington e Moscovo têm discutido “relações bilaterais”, tendo como primeiro passo a “normalização do trabalho conjunto” e “as condições das operações das respetivas embaixadas”. O ministro deixou ainda críticas ao modus operandi da antiga administração, encabeçada por Joe Biden, descrevendo como “estúpida” a tentativa de “castigar” a Rússia, através de sanções e isolamento da restante comunidade ocidental.

  • Jovem piloto ucraniano morre em combate a bordo de um F-16

    Um piloto ucraniano de 26 anos morreu este sábado, em missão, quando pilotava um avião de combate F-16, avança o jornal Ukrainska Pravda, citando a Força Aérea da Ucrânia.

    Para já, não são conhecidas as circunstâncias da morte de Pavlo Ivanov.

  • Forças russas preparam ataque à região de Kharkiv e apertam cerco a Kupiansk

    As forças russas estão a reagrupar-se e a preparar-se para um ataque renovado à região de Kharkiv, de acordo com o Grupo de Forças Operacional-Estratégicas da Ucrânia “Khortytsia”, citada pelo Kyiv Independent.

    Os russos estão a reabastecer ativamente as suas unidades na linha da frente e a preparar-se para retomar as operações ofensivas na região, que é controlada pela Ucrânia (à exceção de uma pequena porção de território no leste do oblast).

    As forças ucranianas temem um ataque à zona urbana da cidade de Kupiansk, que já está praticamente cercada, tanto a norte como a sul, pelas forças russas. Kupiansk, que, antes da guerra, tinha uma população de cerca de 22 mil pessoas, fica cerca de 120 quilómetros a leste de Kharkiv, a capital da região com o mesmo nome.

    As forças russas têm tentado tomar a localidade de Kindrashivka (a norte de Kupiansk) e estão também a intensificar os ataques em Zahryzove, a sul da cidade.

  • Enviado de Trump esclarece que em nenhum momento defendeu divisão da Ucrânia

    O enviado especial do Presidente norte-americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, procurou esclarecer hoje na sua conta da rede social X que em nenhum momento defendeu “uma divisão” da Ucrânia.

    Numa publicação que destacava a entrevista com o enviado de Donald Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg, o The Times referiu-se a uma “divisão” da Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

    Mas Keith Kellogg considerou que as suas palavras tinham sido “mal interpretadas”.

    “Estava a falar de uma força de resistência pós-cessar-fogo em apoio da soberania da Ucrânia. Estava a referir-me às áreas de responsabilidade de uma força aliada (sem tropas americanas). Não estava a referir-me a uma divisão da Ucrânia”, escreveu no X, rejeitando a ideia de uma redefinição territorial.

  • Lukashenko: interesse da Ucrânia na UE trata-se de "uma paixão momentânea de uma pessoa inexperiente"

    O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, acredita que a esperança ucraniana em aderir à União Europeia trata-se de “uma paixão momentânea de uma pessoa inexperiente”. “Volodymyr Zelensky é uma boa pessoa, mas inexperiente, ele tem de admitir isto. A Ucrânia não tem nada para fazer na UE”, continua o Chefe de Estado.

    De acordo com Lukashenko, em declarações citadas pela agência estatal BELTA, é uma questão de tempo até o país deixar de existir, dado o estado atual da economia ucraniana — “algo que certamente vai continuar após a entrada na UE”. Para o líder bielorrusso, Zelensky deve focar-se nos problemas internos do país, como reanimar a indústria e o setor agrícola. “Antes de começar a correr para lá [para a UE] deve pensar: somos necessários ou não?”, remata.

  • Força aérea ucraniana abateu 56 drones russos durante a noite

    Um total de 56 drones de ataque da Rússia foram abatidos pela força aérea ucraniana durante a noite, confirmam, juntamente com 24 outros drones de reconhecimento e de isco que não chegaram a atingir os seus alvos.

    Entre os que passaram, um provocou ferimentos ligeiros a uma pessoa na cidade de Kharkiv, de acordo com o autarca local, citado pelo The Kyiv Independent. Na capital, outras duas pessoas ficaram feridas, enquanto que múltiplos (pequenos) incêndios foram apagados em vários pontos da cidade.

  • Marinha portuguesa acompanhou 143 navios da Rússia entre 2022 e 2024

    A Marinha portuguesa acompanhou 143 navios da Rússia entre 2022 e 2024, confirma o chefe de Estado-Maior da Armada, o almirante Nobre de Sousa, em entrevista ao jornal Público, revelando que “temos tido tentativas de interrupção ou de recolha de informação em cabos submarinos” no decorrer dos últimos dois anos.

    “A Marinha está atenta e faz o que pode fazer. E até numa perspetiva muito de antecipação, segue-os”, assegura o almirante, que identifica as embarcações russas como “navios oceanográficos” que “andam em missões científicas em zonas que, cientificamente, fazem pouco sentido”. A amostra de “navios científicos russos” tem-se mantido relativamente constante neste período de tempo, mas os restantes com pavilhão da Rússia quase que duplicaram entre 2023 (46) e 2024 (83).

    Apesar de ser verificar uma maior presença russa em mar português, o almirante Nobre de Sousa não vê esta mobilização como uma maior ameaça da Rússia. “Essa ameaça, com maior ou menor graduação, com maior ou menor intensidade, sempre existiu”, afirma, dizendo que este fator tem sido uma “constante” ao longo dos seus 40 anos de serviço militar.

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, disse que “a costa portuguesa está nos olhos da Rússia”, mas o chefe de Estado-Maior da Armada garante que, dada a guerra na Ucrânia, “a sociedade está mais desperta para o assunto da defesa”, que “Portugal dá o seu contributo na deteção [de ameaças]”, e, em cenários de “maior crise”, está equipado para “corresponder àquilo que vier a ser necessário”.

  • Um morto e quatro feridos após bombardeamentos russos em Donetsk

    Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas na sequência de um bombardeamento russo na região ucraniana de Donetsk, confirmam as autoridades da Ucrânia. No comunicado, enviado pelo Telegram, notam que 32 “objetos civis” foram danificados, incluindo 12 residências.

  • EUA diz que Rússia tem 200 soldados chineses

    As forças militares da Rússia contam com o apoio de cerca de 200 militares chineses no conflito com a Ucrânia, de acordo com fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos da América em declarações à Reuters.

    Indicam, também, que se tratam de mercenários que não têm qualquer ligação ao governo da China, mas que oficiais chineses terão viajado até às linhas da frente com autorização de Pequim para “tirar lições e táticas da guerra”.

  • Bom dia! Neste liveblog vai poder acompanhar todas as atualizações da guerra na Ucrânia durante o dia de sábado. Se quiser recordar os eventos da passada sexta-feira, pode consultar o artigo que agora encerramos.

    “Algo parecido com o que aconteceu a Berlim”. Enviado especial de Trump admite dividir a Ucrânia em três zonas

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