Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O enviado especial de Donald Trump para a Ucrânia, Keith Kellogg, propôs a divisão da Ucrânia em três zonas separadas num acordo de paz com a Rússia, comparando a solução à divisão da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. Esta proposta sugeriria a criação de uma “força de segurança” liderada pelo Reino Unido e França no oeste da Ucrânia, com as forças ucranianas concentradas a leste do rio Dnipro. Contudo, os territórios ucranianos atualmente sob ocupação seriam controlados pelas forças russas.
    • Kerill Dmitriev relatou que a reunião em São Petersburgo entre Vladimir Putin e Steve Witkoff, enviado dos EUA, foi produtiva, apesar de não ter resultado numa proposta de cessar-fogo viável. Esta reunião ocorreu enquanto o Presidente norte-americano Donald Trump apelava a Moscovo para pôr fim à guerra, sublinhando o elevado número de baixas. No entanto, Washington não anunciou sanções económicas adicionais no caso de a Rússia não cooperar com esforços de cessar-fogo.
    • A reunião do grupo de contacto para a Defesa da Ucrânia, conhecido como grupo Ramstein, resultou em novos pacotes de apoio militar no valor de 21 mil milhões de euros. Contribuições significativas vieram do Reino Unido e da Alemanha, que se comprometeram com mais de 5 mil milhões e quase 11 mil milhões de euros, respetivamente. Portugal também confirmou o envio de 221 milhões de euros em apoio militar à Ucrânia.
    • A advogada e embaixadora dos Estados Unidos em Kiev, Bridget Brink, apresentou a demissão, citando divergências com as políticas de Donald Trump na Ucrânia. A decisão ocorreu em meio a rumores de tensões entre a embaixadora e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, embora tais questões não tenham sido decisivas para a sua saída. Esta mudança ocorre enquanto esforços diplomáticos continuam em andamento na região.

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  • Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode acompanhar os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia deste sábado neste outro artigo, que agora abrimos.

    Enviado de Trump esclarece que em nenhum momento defendeu divisão da Ucrânia

  • Metsola adverte Congresso dos EUA que UE tem investido cada vez mais em defesa

    A presidente do Parlamento Europeu (PE) advertiu esta sexta-feira uma delegação do Congresso norte-americano que a União Europeia (UE) aumentou o investimento em defesa em 30% nos últimos anos, exortando para a necessidade de apoiar a Ucrânia.

    De acordo com um comunicado divulgado, Roberta Metsola alertou uma delegação composta por congressistas democratas e republicanos que, “nos últimos anos, o investimento dos Estados-membros da UE aumentou em 30%”.

    “A atual situação geopolítica demonstrou que a UE tem de continuar este caminho, comprometendo-se com mais seriedade com a sua segurança e defesa”, acrescentou a presidente do PE.

  • Enviado especial de Trump admite dividir a Ucrânia em três zonas

    O enviado especial do Presidente norte-americano para a Ucrânia, Keith Kellogg, admitiu hoje a divisão do país em três zonas separadas num acordo de paz com a Rússia, comparando a solução com a Alemanha pós-2ª Guerra Mundial.

    Em entrevista ao jornal britânico The Times, Kellogg propôs estabelecer no oeste da Ucrânia uma “força de segurança” liderada pelo Reino Unido e pela França e concentrar as tropas ucranianas a leste do rio Dnipro, servindo este como linha de separação entre as duas zonas.

    Os territórios ucranianos atualmente sob ocupação seriam controlados pelas forças russas.

    Quase poderia fazer-se algo parecido com o que aconteceu a Berlim depois da Segunda Guerra Mundial, quando havia uma zona russa, uma zona francesa, uma zona britânica e uma zona americana”, disse.

    Embora o Kremlin tenha rejeitado repetidamente a ideia de as tropas europeias monitorizarem um cessar-fogo na Ucrânia, Kellogg disse que uma força liderada pelo Reino Unido e pela França no oeste da Ucrânia “não seria nada provocatória” para a Rússia.

    “Estaria a oeste [do Dnipro], o que é um grande obstáculo”, disse o general norte-americano, que apesar de ser enviado para a Ucrânia tem sido secundarizado no papel em relação a Steve Witkoff, que é o emissário do Presidente Donald Trump para o Médio Oriente.

  • Reunião entre Putin e Witkoff terminou ao fim de mais de quatro horas

    A reunião entre o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o enviado dos EUA Steve Witkoff realizada esta sexta-feira em São Petersburgo já terminou, ao fim de mais de quatro horas.

    Segundo a agência russa TASS, a reunião foi considerada “produtiva” pelo chefe do Fundo de Investimento Direto Russo, Kirill Dmitriev.

  • Próxima reunião do Ramstein pode ser na Ucrânia, diz ministro da Defesa do país

    A próxima reunião do grupo Ramstein, que liga aliados que apoiam a Ucrânia, pode vir a ter lugar dentro do território ucraniano, segundo o ministro da Defesa Rustem Umerov.

    “Vou propor a realização da próxima reunião na Ucrânia, para que os nossos colegas de cada coligação possam vir aqui, comunicar não só connosco, mas também com representantes das Forças de Segurança e Defesa da Ucrânia, e envolver a nossa indústria de defesa”, afirmou o ministro numa conferência de imprensa depois da reunião citada pela Ukrinform.

    A reunião, fundada na base aérea de Ramstein na Alemanha, juntou vários países em Bruxelas, com vários a anunciarem novas ajudas a Kiev.

  • Eleições pós-guerra vão requerer uma lei especial, diz presidente do parlamento

    O prolongamento da lei marcial, enquanto dura a guerra na Ucrânia, tem vindo a adiar sucessivas eleições desde 2019. Para se realizar um novo sufrágio, o presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, afirmou à Ukrinform que uma lei especial terá de ser criada para enquadrar um novo ato eleitoral.

    “A singularidade da situação atual é tal que as eleições a realizar após o fim da lei marcial não se enquadram em nenhuma das classificações enumeradas na Constituição”, afirmou o presidente.

    “Temos eleições regulares e antecipadas, mas estas serão as chamadas eleições “pós-regulares” ou “pós-guerra” e, para isso, será necessário um ato legislativo separado”, acrescentou, contando que o processo para criar esta lei já começou e está nas fases preliminares.

  • Putin e Witkoff reunidos. "Não há sinal de uma proposta de cessar-fogo viável"

    Putin recebe enviado dos EUA em S.Petersburgo. Bruno Cardoso Reis diz que é estratégia do Kremlin para manter o “conflito ativo” e não espera cessar-fogo.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    Putin e Witkoff reunidos. “Não há sinal de uma proposta de cessar-fogo viável”

  • Ucrânia vai voltar a prolongar a lei marcial, afastando possibilidade de eleições

    A Ucrânia vai voltar a renovar a lei marcial por um período de 90 dias, afastando assim a hipótese da realização de eleições no país no futuro próximo, noticia a Reuters.

    Os deputados no parlamento deverão voltar a votar esta proposta antes de 9 de maio, dia em que terminava a lei vigente.

    Segundo a Reuters, o presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, afirmou que a intenção era a realização de eleições no futuro próximo mas sublinhou as dificuldades na logística na organização.

    “É uma prioridade para mim porque a Ucrânia sempre foi historicamente, é agora, e continuará a ser uma Ucrânia democrática”, afirmou o presidente à agência.

    “É isto que nos distingue da Federação Russa. Nesta questão, estamos nas duas margens do abismo civilizacional”, disse também.

  • Reunião entre Witkoff e Putin já começou

    A reunião entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado dos EUA Steve Witkoff, já começou, informa a agência russa TASS que partilhou um vídeo do início do encontro.

    A reunião está a ter lugar em São Petersburgo, a mesma cidade onde os representantes diplomáticos se reuniram.

  • "A Rússia tem de se mexer." Donald Trump deixa apelo a Moscovo

    O Presidente norte-americano reiterou apelos para pôr fim à guerra na Ucrânia, na mesma altura em que o seu enviado se encontra em São Petersburgo para uma reunião com o Presidente russo. “A Rússia tem de se mexer. Demasiadas pessoas estão a MORRER, milhares por semana, numa guerra terrível e sem sentido”, escreveu Donald Trump na Truth Social.

    No entanto, o chefe de Estado norte-americano não antecipou qualquer sanção económica contra a Rússia caso não colaborem com este processo, como fontes próximas do Presidente tinham relatado à Axios que faria.

  • Kremlin confirma que Witkoff vai encontrar-se com Putin

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Vladimir Putin vai receber Steve Witkoff, tal como os media norte-americanos já tinha antecipado. Em cima da mesa estará a discussão para um cessar-fogo na Ucrânia e a reunião irá durar “enquanto Putin precisar”, acrescentou Peskov, citado pela agência TASS.

    No entanto, o Kremlin não espera que este encontro seja decisivo, mas uma oportunidade para continuar diálogos com os EUA, manter canais abertos e transmitir o ponto de vista russo a Donald Trump.

  • União Europeia não integra "Coalition of the Willing", o grupo de países disponível para enviar tropas para a Ucrânia

    Kaja Kallas, alta-representante da UE para os negócios estrangeiros, disse não estar esclarecida sobre os planos para enviar uma força de manutenção da paz para a Ucrânia. As declarações, feitas na chegada à sede da NATO para um encontro do grupo do Ramstein, surgiram em resposta à reunião de ontem da “Coalition of the Willing”, também em Bruxelas. Este grupo, coordenado pelo Reino Unido e França, inclui os países disponíveis (“willing”) para enviar tropas para uma força de manutenção da paz na Ucrânia.

    A resposta de Kallas não foi bem recebida pelo ministro da Defesa britânico, John Healey. Em conferência de imprensa, no final do encontro, Healey respondeu que o planeamento é “real, substancial e muito avançado”, contrariando as perceções da chefe da diplomacia europeia. “A União Europeia não faz parte desse planeamento”, rematou o ministro.

  • Rússia recusa regresso às fronteiras de 1991 "por nada no mundo"

    A Rússia advertiu esta sexta-feira que nunca regressará às fronteiras de 1991, quando a Ucrânia se tornou independente da União Soviética, reiterando que manterá os territórios ucranianos anexados, como a Crimeia.

    “Nunca e por nada no mundo”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, sobre a exigência do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de a Ucrânia recuperar a soberania sobre os territórios anexados pela Rússia.

  • Portugal anuncia apoio de 221 milhões a Kiev em reunião do Ramstein

    Portugal esteve representado na reunião do grupo Ramstein, em Bruxelas, na figura do secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional. À saída do encontro, Álvaro Castello-Branco confirmou o envio de 221 milhões de euros para apoio militar à Ucrânia — um valor que já sido anunciado pelo executivo.

    Este pacote inclui carros de combate, lanchas rápidas e helicópteros, detalhou o secretário de Estado adjunto, citado pela CNN Portugal, que explicou que os meios entregues são “os que estão disponíveis no arsenal português” e dos quais o país “pode prescindir”.

  • Representantes de Putin e Trump reúnem-se em hotel em São Petersburgo

    Kiriil Dmitriev, diretor do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia e uma das pessoas que integra as delegações para negociações com os Estados Unidos, encontrou-se com Steve Witkoff, enviado de Donald Trump, num hotel em São Petersburgo, relata a agência TASS.

    Os media russos não adiantaram o que foi discutido nesta reunião, mas os dois homens abandonaram o hotel juntos depois do encontro. Apesar de o Kremlin não ter confirmado, é esperado que Witkoff se encontre com Vladimir Putin, que também está na cidade.

  • Berlim desvaloriza primeira ausência dos EUA no Ramstein

    Pela primeira vez desde que o Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia — mais conhecido como Ramstein — foi criado, em 2022, um representante dos Estados Unidos não participa no encontro de forma presencial. O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, não se deslocou a Bruxelas e participou na reunião a partir de uma videoconferência.

    Questionado em conferência de imprensa sobre a ausência do seu homólogo norte-americano, Boris Pistorius, ministro alemão, respondeu que se tratou de um conflito de horários e que o “mais importante é o facto de ter participado”, mesmo à distância. Contudo, ressalvou que os europeus estão a assumir mais responsabilidade e recusou fazer previsões sobre a manutenção do apoio de Washington.

  • Parceiros de Kiev prometem mais apoios no valor de 21 mil milhões de euros

    O ministro da Defesa britânico, John Healey, relatou que a reunião do Ramstein de hoje resultou em apoios militares no valor de 21 mil milhões de euros. Em conferência de imprensa à saída do encontro em Bruxelas, John Healey classificou as remessas como “um apoio recorde ao financiamento militar da Ucrânia”. No caso do Reino Unido, o pacote ultrapassa os 5 mil milhões de euros, no da Alemanha, chega quase aos 11 mil milhões.

    O valor acumulado hoje entre os Estados que integram o grupo Ramstein — ao todo são 57 países, mas não é claro se todos anunciaram pacotes — corresponde ao valor total entregue pela NATO a Kiev ao longo dos primeiros três meses de 2025.

  • Embaixadora dos Estados Unidos em Kiev apresenta demissão por desacordo com políticas de Trump

    A informação já tinha sido avançada ontem à tarde, mas foi confirmada horas depois pela porta-voz do Departamento de Estado norte-americano: a embaixadora Bridget Brink apresentou a demissão e vai abandonar a embaixada norte-americana em Kiev.

    Pessoas familiarizadas com a demissão adiantaram ao Financial Times que a decisão foi tomada devido a divergências da embaixadora com as políticas do Presidente Trump na Ucrânia. As mesmas fontes destacam que a sua relação com Volodymyr Zelensky também piorou, mas que isso não pesou na hora de apresentar a demissão.

  • Ministro ucraniano agradece novo pacote alemão no valor de 11 mil milhões de euros

    Rustem Umerov, ministro da Defesa ucraniano, agradeceu o pacote de apoio militar, que o seu homólogo alemão anunciou há momentos em Bruxelas. Umerov detalhou que se trata de um acordo “11 mil milhões de euros de apoio militar à Ucrânia até 2029”.

    Para além dos sistemas IRIS-T, Umerov relatou que o pacote também inclui mísseis para sistemas Patriot e outros sistemas de artilharia. O Presidente Volodymyr Zelensky vai participar na reunião do Ramstein através de uma videoconferência, a partir da Ucrânia.

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