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    Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra no Médio Oriente neste novo liveblog que agora abrimos.

    Até já.

    Organização Mundial de Saúde alerta que a destruição de clínicas em Gaza “causará mais mortes”

  • Malta e Bélgica também reconhecem o Estado da Palestina

    Malta e Bélgica foram outros dois países que se juntaram à França, Mónaco e Luxemburgo ao anunciarem o reconhecimento do Estado da Palestina na conferência da ONU sobre a solução de dois estados em Nova Iorque.

    O primeiro-ministro maltês, Robert Abela, citado pelo The Guardian, disse que o país estava “orgulhoso” em reconhecer o estado palestiniano e rejeitou a opinião, defendida por Israel e os EUA, de que o reconhecimento do Estado da Palestina seria uma “vitória para o Hamas”.

    “Uma solução de dois Estados, no entanto, é o pior resultado possível para o Hamas. Não é o que eles querem ver. Eles querem ver Israel eliminado do mapa”, sublinhou Abela

    Já o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, apontou que o país estava a “enviar um forte sinal político e diplomático ao mundo ao juntar-se ao grupo de países que anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina”.

    “A Bélgica procederá ao reconhecimento legal do Estado da Palestina assim que todos os reféns forem libertados e todas as organizações terroristas, como o Hamas, forem removidas do governo da Palestina”, sublinhou.

  • Costa pede fim do "desastre" em Gaza e diz que a solução de dois estados é o "único caminho a seguir"

    António Costa, presidente do Conselho Europeu, também falou na conferência da ONU sobre a solução de dois estados, apelando ao fim” do “desastre” e da “catástrofe humanitária” em Gaza, onde se vê “famílias destruídas e a fome usada como arma de guerra”.

    “A União Europeia apela, mais uma vez, a um cessar-fogo, ao acesso humanitário sem restrições e à libertação imediata e incondicional de todos os reféns”, frisou Costa, tendo condenado “a ofensiva militar em Gaza e condenamos também veementemente a escalada da violência na Cisjordânia”.

    “Apelamos a Israel para que ponha fim às operações acima referidas e cesse os colonatos ilegais”, continuou o presidente do Conselho Europeu, que notou que, depois desta segunda-feira, o Estado da Palestina passou a ser “reconhecido pela maioria dos Estados-Membros da UE”.

    “No entanto, temos de estar cientes de que, no dia seguinte, não haverá lugar para o Hamas, para o terrorismo, para os colonatos e para a morte de civis inocentes”, acrescentou, dizendo ainda que “só há um único caminho a seguir, que é a solução de dois Estados”.

  • Luxemburgo junta-se a França e Mónaco e reconhece também Estado da Palestina

    O Luxemburgo juntou-se à França e ao Mónaco e reconheceu também o Estado da Palestina em Nova Iorque, na conferência sobre a solução de dois estados.

    O primeiro-ministro do país, Luc Frieden, vê a solução como “distante” mas sublinhou que “nunca a vontade internacional de a concretizar esteve tão unida”.

    “Quando as dúvidas aumentam, devemos enfrentá-las com a certeza da esperança. É por isso que declaro solenemente que, a partir de hoje, o Luxemburgo reconhece formalmente o Estado da Palestina”, acrescentou, citado pela Reuters.

  • Pedro Sánchez fala em passo crucial mas avisa que solução de dois estados não é possível enquanto uma população "é vítima de um genocídio"

    Citado pelo El País, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que a conferência mundial para a solução de dois estados onde estava a falar era um “passo crucial” mas esclareceu que “não há solução possível enquanto uma população de um desses estados é vítima de um genocídio”.

    “Esta conferência é um ato de rebeldia moral contra a indiferença e o esquecimento. Façamos dela, também, um compromisso coletivo para deter a barbárie e abrir caminho para a paz”, continuou Sánchez, cujo governo já tinha reconhecido a Palestina em maio deste ano.

    “Embora o reconhecimento de um Estado palestiniano seja urgente, é ainda mais urgente que exista um povo palestiniano no Estado que pretendemos reconhecer”, disse ainda o espanhol, apontanto para que “infelizmente, o povo palestiniano está a ser aniquilado”.

    “Por esta razão, em nome da razão, em nome do direito internacional e em nome da dignidade humana, temos de parar este massacre agora, neste preciso momento”, continuou, acrescentando ainda que não há desculpas nem “atenuantes possíveis” para não apoiar a Palestina neste momento.

    “Ninguém poderá dizer que não sabia, que não via, que ignorava. A história julgar-nos-á. E o seu veredicto será implacável com aqueles que se calaram ou desviaram o olhar perante a barbárie. Espanha decide agir, não se calar. Diz não ao silêncio que torna cúmplice desta monstruosidade quem o guarda”, disse ainda o líder do Governo espanhol, apontando para o facto da “única esperança em Gaza é saber que o mundo não os esquece”.

  • Mónaco reconheceu o Estado da Palestina

    Depois da França, o segundo país a reconhecer o Estado da Palestina foi o Mónaco, pequeno principado mediterrânico encravado em território francês.

    Na Assembleia da ONU, o Príncipe Alberto II, citado pelo The Guardian, defendeu o direito de Israel a defender-se, assim como “o direito do povo palestiniano a ter um Estado soberano, viável e democrático”.

    “Hoje, queremos reafirmar o nosso apoio inabalável à existência de Israel e também queremos reconhecer a Palestina como um Estado ao abrigo do direito internacional”, acrescentou Alberto.

  • Lula denuncia “genocídio” e “limpeza étnica” em Gaza

    O Presidente brasileiro, Lula da Silva, voltou hoje a referir-se à guerra de Israel com o Hamas como um “genocídio” e uma “limpeza étnica” em Gaza, durante uma conferência nas Nações Unidas.

    “O direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis” e “nada justiça usar a fome como arma de guerra”, frisou o chefe de Estado brasileiro na conferência sobre a solução dos dois Estados (Palestina e Israel), no âmbito da semana de alto nível da 80.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas.

    “Como manter uma população diante da limpeza étnica a que assistimos em tempo real?”, questionou.

    “Tanto Israel como a Palestina têm o direito de existir”, sublinhou o Presidente brasileiro, que condenou também os ataques “terroristas inaceitáveis” do Hamas, em 07 de outubro de 2023.

    “Trabalhar para efetivar o Estado palestiniano é corrigir uma simetria que compromete o diálogo e obstrui a paz”, disse.

  • "A nossa mensagem é clara: reconhecimento do Estado da Palestina é um reconhecimento da paz em si". Marcelo discursa em Nova Iorque

    Chegou a vez do Presidente da República de subir ao púlpito e, nas suas primeiras palavras diante os representantes dos 193 Estados reconhecidos pelas Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa recorda a decisão de reconhecimento formal do Estado da Palestina enquanto estado soberano.

    “A decisão reflete a nossa convicção que a solução de dois estados é a único caminho viável para uma paz justa e duradoura no Médio Oriente”, afirma Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que a adesão de Portugal ao movimento que viu dezenas de países a reconhecer o Estado da Palestina é uma “reafirmação” do compromisso português para “contribuir para a paz e estabilidade” na região.

    O Presidente da República justifica o timing da decisão dizendo que “se não agirmos agora, a crise vai deixar uma cicatriz durante geração, alimentando extremismos e aumentar a instabilidade”. Assim, apela à livre circulação de ajuda humanitária em Gaza e à libertação de todos os reféns detidos pelo Hamas. Condena, também, que “atos de terrorismo como os cometidos no dia 7 de outubro de 2023 nunca vão ser justificados” e que, em todas as circunstâncias, as vidas civis devem ser protegidas, reforçando o pedido por um acordo de cessar-fogo urgente.

    “A nossa mensagem é clara: reconhecimento do Estado da Palestina é um reconhecimento da paz em si”, continua Marcelo Rebelo de Sousa. “Amanhã seria tarde demais”, conclui.

  • Abbas garante que o Hamas "não terá qualquer papel" no governo do Estado palestiniano

    Falando nas Nações Unidas à distância devido à rejeição do visto para entrar nos EUA, Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, garantiu que o Hamas “não terá qualquer papel” no governo da Palestina.

    O líder apelou ainda a que o Hamas e as fações aliadas entreguem as suas armas à Autoridade Palestiniana, já que querem “um estado unificado sem armas, […] com uma lei e umas forças de segurança legítimas”.

    “Reiteramos a nossa condenação dos crimes de ocupação. Condenamos também o assassinato e a detenção de civis, incluindo as ações do Hamas em 7 de outubro de 2023”, acrescentou.

  • Guterres pergunta "qual é a alternativa" a um estado palestiniano

    Falando na confErência sobrE a solução dE dois Estados, o sEcrEtário-gEral da ONU, António GutErrEs, avisou quE “aquElEs quE Estão no caminho Estão obrigados a rEspondEr à quEstão fundamEntal: ‘Qual é a altErnativa?’”

    “Um cEnário dE um único Estado, ondE os palEstinianos são privados dos sEus dirEitos básicos, Expulsos das suas casas E das suas tErras, forçados a vivEr sob ocupação, discriminação E subjugação pErpétuas? Como é quE isto é possívEl no século XXI?”, continuou.

    Para GutErrEs, a formação dE um Estado palEstiniano “é um dirEito E não uma rEcompEnsa”, sublinhando quE não havia paz na rEgião sEm Ela.

    “TEmos dE nos compromEtEr novamEntE com a solução dE dois Estados antEs quE sEja tardE dEmais. A solução Em quE dois Estados indEpEndEntEs, contíguos, dEmocráticos, viávEis E sobEranos são mutuamEntE rEconhEcidos E totalmEntE intEgrados na comunidadE intErnacional”, concluiu.

  • "Decisão histórica e corajosa". Palestina saúda reconhecimento francês

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Palestina saúdou “o reconhecimento do Estado da Palestina pela amiga República Francesa” numa publicação na rede social X, considerando-o “uma decisão histórica e corajosa, em conformidade com o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas”.

    O Ministério palestiniano destacou ainda “o papel pioneiro desempenhado pela França e pelo Presidente Macron ao exortar muitos países a tomarem a iniciativa de reconhecer a Palestina e mobilizar o apoio internacional para o sucesso das conferências sobre a solução de dois Estados”.

    “O Ministério agradece à França, ao seu presidente, governo e povo, e afirma o empenho do Estado da Palestina em fortalecer e desenvolver as relações bilaterais com a França e reforçar a coordenação conjunta em todos os domínios”, lê-se ainda na publicação, onde apelam aos outros países que se juntem ao reconhecimento do estado.

  • Macron diz que a França vai abrir uma embaixada na Palestina, mas só depois da libertação dos reféns e de um cessar-fogo

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu ainda abrir uma embaixada na Palestina no seu discurso em Nova Iorque.

    Porém, sublinhou que isso só iria acontecer “quando os reféns forem libertados e um cessar-fogo for estabelecido”.

  • França pronta para missão internacional na Palestina e apela ao desmantelamento do Hamas pós-cessar-fogo

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, dissecou ainda qual seria o plano para o que virá depois de um cessar-fogo, incluindo o “desmantelamento” do Hamas logo depois da trégua ser implementada.

    Macron disse ainda que o país que lidera está “pronto para contribuir para uma “missão internacional de estabilização”, para além de apoiar com os “parceiros europeus”, o “estabelecimento e equipamento de forças de segurança palestinianas”.

  • "Nada, absolutamente nada justifica a guerra em curso em Gaza. Nada", diz Macron

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou a continuação da operação militar israelita em Gaza e apelou a que existam “dois estados a viver lado a lado em paz e segurança”.

    A continuação desta guerra, criticou ainda, leva a que centenas de pessoas tenham sido “deslocadas, feridas, feitas passar fome e traumatizadas”. “As suas vidas estão a ser destruídas”, continuou.

    “Embora o Hamas tenha sido consideravelmente enfraquecido e apesar das negociações sobre um cessar-fogo permanente, o meio mais seguro de garantir a libertação dos reféns, nada, absolutamente nada justifica a guerra em curso em Gaza. Nada.“, sublinhou o Presidente francês.

  • Macron diz que reconhecimento é "derrota para o Hamas" e "forma de afirmar que o povo palestiniano não é um povo a mais"

    Segundo Emmanuel Macron, o reconhecimento francês anunciado nas Nações Unidas “é uma forma de afirmar que o povo palestiniano não é um povo a mais”.

    “O reconhecimento dos seus direitos legítimos não retira nada aos direitos do povo israelita, ao respeito pelo qual não está menos ligada”, continuou o Presidente, lembrando que “a França nunca falhou a Israel quando a sua segurança estava em jogo”.

    “Este reconhecimento do Estado da Palestina é uma derrota para o Hamas”, sublinhou ainda o Presidente francês.

  • Macron lembrou 7 de outubro como "ferida aberta na alma israelita e na consciência universal".

    O Presidente francês Emmanuel Macron, no seu discurso nas Nações Unidas no encontro sobre a solução sobre dois estados, lembrou a “ferida aberta do 7 de outubro” de 2023, quer na “alma israelita”, quer “na consciência universal”.

    “Nós condenamo-lo sem reservas, porque nada, jamais, em lugar nenhum, pode justificar o recurso ao terrorismo”, sublinhou.

  • Macron anunciou reconhecimento francês do Estado da Palestina

    O Presidente de França, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento francês do Estado da Palestina, num encontro sobre a solução de dois estados realizado em Nova Iorque, na Assembleia Nacional.

    Num discurso em que lembrou a história da região desde 1948, Macron sublinhou que ” promessa de um Estado árabe continua por cumprir”.

    “Uma coisa é certa: Não podemos esperar mais”, disse, sublinhando “o compromisso histórico” do seu “povo no Médio Oriente”.

  • Casa Branca sublinha que Trump "discorda" do reconhecimento da Palestina e acha que "recompensa o Hamas"

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, frisou que Donald Trump “discorda” do reconhecimento da Palestina feito por vários países ocidentais, numa conferência de imprensa nesta segunda-feira.

    A porta-voz sublinhou que Trump “acha que isso não ajuda em nada a libertar os reféns, que é o principal objetivo agora em Gaza, não faz nada para acabar com esse conflito e encerrar essa guerra”.

    “E, sinceramente, acha que é uma recompensa para o Hamas”, acrescentou.

  • O que é que se passou até agora

    • O Hamas enviou uma carta a Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, solicitando que este intermediasse uma trégua de 60 dias na Faixa de Gaza. Em troca, o Hamas ofereceu a libertação de metade dos reféns que mantém em cativeiro. Este pedido de tréguas surge num momento em que as negociações estão suspensas devido a uma tentativa de Israel de atingir líderes do Hamas em Doha, capital do Qatar.
    • Portugal, juntamente com o Reino Unido, Canadá e Austrália, tomou a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. Esta medida foi bem recebida pelos países árabes, que a veem como um passo positivo em direção à paz e como um corretivo a injustiças históricas. Em contraste, o embaixador de Israel em Portugal criticou a decisão, considerando-a um incentivo ao terrorismo.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza é crítica, com 61 mortes registadas por ataques israelitas nas últimas 24 horas no enclave, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Além disso, muitos palestinianos enfrentam dificuldades extremas devido às ordens de evacuação forçada e casos de desnutrição são crescentes, exacerbando a gravidade da crise atual.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que os próximos meses serão dedicados a combater o “eixo iraniano” e a eliminar o Hamas. Durante uma reunião com o Estado-Maior e o Ministro da Defesa de Israel, Netanyahu destacou que o país está preparado para neutralizar Gaza e garantir a segurança nacional, tendo planos para abrir novas frentes de trabalho com vista a procurar vitórias e, eventualmente, alcançar a paz.

  • Hamas revela vídeo de refém Alon Ohel

    O Hamas revelou um vídeo do refém Alon Ohel, mantido em Gaza desde o 7 de outubro de 2024, avançou o Haaretz.

    “Sabem que o nosso destino é inevitável e que estes são os nossos últimos dias”, disse Ohel no vídeo noticiou o jornal El País. O vídeo não foi divulgado na imprensa israelita não foi permitida pela família

    O refém tinha aparecido há duas semanas noutro vídeo com o refém Guy Gilboa Dalal, a circular de carro na Faixa de Gaza.

    Hamas divulga vídeo de reféns a circular por Gaza. Netanyahu responde e diz que “nenhum vídeo de propaganda maligna enfraquecerá Israel”

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