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No dia em que se completam 700 dias desde o ataque do Hamas, a 7 de outubro de 2023, o grupo islamita palestiniano divulgou um vídeo que mostra dois reféns dentro de um carro que passeia pela cidade de Gaza. Um deles é Guy Gilboa Dalal que, nas imagens, menciona estar em cativeiro há 22 meses — o que, de acordo com o Times of Israel, é um sinal de que as filmagens são recentes.
Junto a Gilboa Dalal está outro refém: Alon Ohel. Dalal aparece primeiro, com excertos do vídeo revelados no Haaretz a mostrarem-no a falar e a dizer que as imagens foram gravadas no dia 28 de agosto de 2025, na semana passada.
“Isto é tudo o que queremos, só queremos que acabe”, disse, acrescentando que só “querem regressar” às suas famílias. “Por favor levem-nos de volta“, acrescentou o refém.
Hamas has released a new video featuring two hostages, reportedly filmed last Thursday in Gaza City. pic.twitter.com/Db8rapl8p5
— Clash Report (@clashreport) September 5, 2025
No final do vídeo, Dalal abraça Ohel e parece surpreendido: “Não acredito que te estou a ver”. Gilboa Dalal tinha sido visto pela última vez num vídeo em fevereiro, durante um cessar-fogo, quando o Hamas o forçou a assistir à libertação de outros reféns.
“Nenhum vídeo de propaganda maligna nos enfraquecerá”, garante Netanyahu
Após a divulgação das imagens, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com os pais dos dois jovens que aparecem no vídeo, informou o gabinete do executivo. Segundo a nota, o líder israelita reiterou o apoio às famílias dos dois reféns e garantiu que “nenhum vídeo de propaganda maligna enfraquecerá” Israel e o impedirá de “alcançar os seus objetivos”.
Prime Minister Benjamin Netanyahu spoke at length with the parents of hostages Guy Gilboa-Dalal and Alon Ohel, and reiterated his support for them in light of the cruel propaganda video released by Hamas.
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) September 5, 2025
Através do comunicado, publicado na rede social X, o Governo sublinhou, também, que “a guerra pode terminar imediatamente sob as condições definidas por Israel”, que incluem a libertação de todos os reféns — vivos e mortos —, o desarmamento do Hamas, a desmilitarização da Faixa de Gaza, o controlo da segurança israelita no território e a criação de uma administração civil alternativa que não represente ameaça para Israel.
“Onde quer que surjam vídeos de propaganda, não abalarão a nossa determinação em alcançar estes objetivos”, acrescentou a nota oficial.
1. The release of all hostages, living and deceased.
2. The disarming of Hamas.
3. The demilitarization of the Gaza Strip.
4. Israeli security control in the Strip.
5. The establishment of an alternative civilian administration that will not constitute a threat to Israel.
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) September 5, 2025
Nesta sexta-feira, completam-se 700 dias desde o início da guerra de Israel na Faixa de Gaza e não há quaisquer sinais de um acordo de cessar-fogo a curto prazo. O Governo israelita continua a apostar na pressão militar para recuperar os reféns, além de prosseguir os planos de tomar o controlo total da cidade de Gaza.
A guerra no enclave palestiniano fez, até agora, pelo menos 64.300 mortos, na maioria civis, e 162.005 feridos, segundo avançou a Al Jazeera, que citou o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.