Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Fica por aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano desta terça-feira. Continue a acompanhar, ao minuto, o conflito no Médio Oriente neste novo liveblog.

  • O que se passou até agora

    • Mariana Mortágua, a bordo da principal embarcação da flotilha humanitária com destino a Gaza, denunciou ataques com drones a vários barcos esta noite. A deputada refere dispositivos, incluindo um com uma substância química, resultando em explosões que deixaram a flotilha em estado de alerta. Mortágua afirmou que esta é uma tentativa de intimidação para impedir a entrega de ajuda humanitária, insistindo que têm direito a uma passagem segura.
    • António Guterres afirmou perante o Conselho de Segurança da ONU que a viabilidade da solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano está a deteriorar-se perigosamente. Guterres renovou o apelo para uma Palestina independente e soberana que possa coexistir com Israel, enfatizando a necessidade de um aumento de segurança baseado nas fronteiras anteriores a 1967 e chamando atenção para o direito internacional.
    • Durante o seu discurso nas Nações Unidas, o Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou que o reconhecimento do Estado da Palestina seria uma recompensa para as atrocidades do Hamas, apelando para a libertação imediata dos reféns e um cessar-fogo em Gaza. Trump também referiu que durante o seu primeiro mandato, o mundo era próspero e pacífico, enfatizando que a ameaça nuclear comprada pelo Irão é uma prioridade de ação para os EUA.
    • A União Europeia anunciou a criação de um “grupo de doadores” para a Palestina e um “instrumento específico para a reconstrução de Gaza”. Ursula von der Leyen revelou que os esforços europeus serão coordenados para garantir a viabilidade económica da futura Palestina, esperando apoio dos países vizinhos dos palestinianos.

  • Diplomacia palestiniana consegue reconhecimento em Nova Iorque. Mas Autoridade Palestiniana "não consegue governar"

    Em troca de promessas, Abbas viu a Palestina reconhecida por mais dez Estados ocidentais. Mas a diplomacia dos corredores da ONU não chega para governar a Palestina no terreno, alertam especialistas.

    Diplomacia palestiniana consegue reconhecimento em Nova Iorque. Mas Autoridade Palestiniana “não consegue governar”

  • Mariana Mortágua denuncia ataque a flotilha humanitária. "Ouvimos um barulho, uma explosão"

    A bordo do navio Família, a principal embarcação da flotilha humanitária que segue para Gaza, Mariana Mortágua gravou um vídeo, no qual surge com um colete salva-vidas vestido, a denunciar um novo ataque aos barcos com dezenas de ativistas.

    “Esta noite foram registados cinco ataques a outros barcos que estão atrás de nós. Ataques por drones”, disse, no vídeo partilhado nas redes sociais.

    “Num caso foi lançado um dispositivo que acabou por cair no barco, no outro caso foi lançado um dispositivo com uma substância química que atingiu um dos barcos”, explicou. Sobre os outros dois, a líder do Bloco de Esquerda relata apenas as explosões ouvidas.

    “Ouvimos um barulho, uma explosão e um flash de luz nos outros barcos”.

    Registados os ataques, Mariana Mortágua acrescenta que, agora, toda a “flotilha está em estado de alerta e com protocolo de segurança ativado”.

    “Sabemos que esta é, apesar de tudo, uma estratégia de intimidação para tentar travar estes barcos com ajuda humanitária. mas isto não vai acontecer. Nós estamos dentro do direito internacional, temos direito a uma passagem segura e pedimos que fiquem alerta.”

  • Marcelo vê Trump "muito radical" no discurso mas "mais suave" na prática em relação à ONU

    Marcelo assinalou que no encontro que teve esta terça-feira com António Guterres, Trump manifestou apoio à ONU e não anunciou mais cortes financeiros, apesar das críticas feitas antes no discurso.

    Marcelo vê Trump “muito radical” no discurso mas “mais suave” na prática em relação à ONU

  • Macron diz a Trump que solução militar “não funciona” face ao Hamas

    A solução militar “não funciona” para vencer o Hamas em Gaza, afirmou hoje o presidente francês, Emmanuel Macron, ao seu homólogo americano, Donald Trump, no início de um encontro bilateral na presença de alguns jornalistas.

    Os israelitas “mataram os principais líderes do Hamas. Isso funciona. É um grande sucesso, mas ao mesmo tempo, você tem tantos combatentes do Hamas como no primeiro dia”, acrescentou Macron.

    “Portanto, isso [solução militar] não funciona para desmantelar o Hamas. Não é a forma certa de agir. Precisamos, portanto, de um processo abrangente, e estamos a trabalhar com muito afinco no dia seguinte” afirmou.

  • Qatar acusa Israel de querer prolongar a guerra e abandonar os reféns

    O emir do Qatar diz que Benjamin Netanyahu pretende “destruir Gaza para torná-la inabitável”, acusando-o de querer continuar a guerra para conseguir “o que chama de “Grande Israel””.

    Qatar acusa Israel de querer prolongar a guerra e abandonar os reféns

  • Viabilidade da solução de dois Estados deteriora-se perigosamente, diz António Guterres

    Guterres pede que o Tribunal Internacional de Justiça intervenha “para ordenar a cessação imediata das atividades de colonização”. O secretário-geral da ONU quer uma Palestina “soberana e democrática”

    Viabilidade da solução de dois Estados deteriora-se perigosamente, diz António Guterres

  • Erdogan denuncia "genocídio" na Palestina como ponto mais baixo da humanidade 

    “Existe alguma explicação para isto”, questionou Erdogan, para quem mundo não pode continuar a assistir a “esta loucura”, pelo que é necessário um cessar-fogo para pôr rapidamente fim a hostilidades.

    Erdogan denuncia “genocídio” na Palestina como ponto mais baixo da humanidade 

  • Concentração em Ramallah exibe bandeiras ocidentais após reconhecimentos da Palestina

    Várias centenas de habitantes e políticos concentraram-se hoje em Ramallah, em gratidão pelos novos reconhecimentos do Estado Palestiniano, exibindo bandeiras dos países envolvidos, incluindo Portugal, exigindo também “o fim do genocídio em Gaza” e da ocupação israelita na Cisjordânia.

    A praça al-Manara, no coração da capital administrativa do território palestiniano, foi tomada por uma pequena multidão, convocada pelas organizações de defesa dos prisioneiros da Palestina, através de um cartaz que saudava os reconhecimentos diplomáticos e no qual figuravam os símbolos nacionais do conjunto de uma dezena países ocidentais que anunciaram o reconhecimento do Estado Palestiniano nos últimos dois dias.

    Vários dos manifestantes perfilaram-se em torno do monumento central de al-Manara, formado por uma fonte e quatro leões simbolizando as quatro famílias originais de Ramallah, com bandeiras palestinianas mas também de França, Reino Unido, Canadá ou Austrália, que estiveram na linha da frente dos reconhecimentos prévios à sessão de alto nível da Assembleia-geral da ONU. A de Naim Morar era de Portugal.

    “Estou aqui para agradecer a todos os outros países e especialmente aos portugueses, que há muito tempo apoiam a causa palestiniana e respeito-os e admiro-os muito por isso”, afirmou o funcionário de 55 anos da administração de Ramallah.

  • Comissão da ONU conclui que Israel tem “intenção clara” de controlar Gaza

    Uma comissão de investigação da ONU determinou que Israel tem uma “intenção clara e consistente” de exercer “controlo permanente” sobre a Faixa de Gaza e possivelmente anexar todo o território palestiniano, segundo um relatório hoje divulgado.

    Isso, após deslocar à força a população palestiniana tanto da Faixa de Gaza como da Cisjordânia, onde continua a expandir os seus colonatos em território ocupado, todos ilegais à luz do Direito Internacional.

    No relatório, a comissão de investigação sobre a Palestina sublinhou que não conseguiu encontrar “qualquer argumento razoável” que justifique a definição pelo Exército israelita de corredores como o de Filadélfia e o de Morag e de uma zona tampão alargada em Gaza — que constitui 75% do território do enclave palestiniano.

    A redução do território palestiniano na Faixa de Gaza, em consequência da criação dessas zonas de segurança, afirmou a comissão, tem “implicações significativas” para a capacidade da população de “exercer o seu direito à autodeterminação”.

  • Viabilidade da solução de dois Estados deteriora-se perigosamente, diz Guterres

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje, perante o Conselho de Segurança, que a possibilidade de dois Estados no Médio Oriente – um israelita e um palestiniano – está a “deteriorar-se perigosamente”.

    “A viabilidade da solução de dois Estados está a deteriorar-se perigosamente, atingindo agora o seu nível mais crítico em mais de uma geração”, disse Guterres numa reunião do Conselho sobre a situação no Médio Oriente, que coincidiu com o primeiro dia do debate de alto nível da ONU.

    Mesmo assim, Guterres voltou a pedir hoje uma Palestina “independente, soberana, democrática e viável”, coexistindo com Israel, assim como um aumento da segurança baseado nas fronteiras anteriores a 1967.

    O antigo primeiro-ministro português defendeu que “o dia seguinte” ao conflito seja regido pelo direito internacional e rejeite qualquer fórmula que enfraqueça esse objetivo.

  • Marcelo sublinha importância de uma solução "de dois estados soberanos" para que "israelitas e palestinianos possam viver, e não morrer"

    No seu discurso nas Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que Portugal não pode ficar “indiferente em relação a crises importantes”, especialmente no que toca à Palestina, lembrando o reconhecimento do estado palestiniano anunciado no domingo pelo Governo português.

    Antes, Marcelo tinha frisado que “construir a paz sem desenvolvimento sustentável não funciona”. Assim, o Presidente da República frisa que o próximo passo na situação na zona envolve “criar as condições para um cessar-fogo imediato, libertar reféns, prestar assistência humanitária, mas também criar as condições políticas, económicas e sociais para reforçar a solução de dois Estados soberanos”.

    “Reconstruir economias e sociedades, dando uma oportunidade à paz, à vida quotidiana dos israelitas e palestinianos. Para que possam viver, e não morrer”, concluiu.

  • Qatar acusa Israel de querer prolongar a guerra e abandonar os reféns

    O emir do Qatar afirmou hoje nas Nações Unidas que Israel quer prolongar a guerra na Faixa de Gaza, acusando aquele país de abandonar os reféns para se concentrar no objetivo de “destruir” o enclave palestiniano.

    “A mediação do Qatar conseguiu, em cooperação com o Egito e os Estados Unidos, a libertação de reféns [pelo Hamas]. No entanto, o último acordo foi anulado unilateralmente por Israel, impedindo a possibilidade de se chegar a um cessar-fogo permanente”, afirmou Tamim bin Hamad al-Thani, intervindo no Debate Geral da 80.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

    “Se a libertação dos reféns israelitas é o fim da guerra, o Governo de Israel abandona a noção de libertação dos reféns”, sustentou o emir qatari, para quem o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anseia por continuar a guerra para conseguir “o que chama de ‘Grande Israel’”.

    Netanyahu pretende “destruir Gaza para torná-la inabitável e onde ninguém possa estudar ou receber tratamento” e “acredita que a guerra é uma oportunidade para expandir os colonatos e mudar o ‘status quo’ nos locais sagrados”, alertou o emir do Qatar.

  • "Convenções de Genebra não são sugestões", diz Marcelo na ONU

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou no seu discurso na ONU sobre a importância do direito internacional humanitário, relevante nas situações em “áreas de conflito”.

    As convenções de Genebra não são sugestões”, disse Marcelo, lembrando o conjunto de tratados que estabeleceu as regras humanitárias em situações de guerra e que, acrescentou o Presidente da República, “envolvem deveres”.

  • Marcelo sublinhou a situação no Médio Oriente como exemplo da "necessidade do multilateralismo"

    Falando nas Nações Unidas, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a “necessidade” do multilateralismo, de que a ONU é um garante.

    Exemplo disso, disse Marcelo, é o caso do Médio Oriente, região onde a intervenção “dos mais poderosos” não trouxe um “cessar-fogo”.

    “A ausência do multilateralismo não evitará a necessidade do multilateralismo. O mundo é multipolar e continuará a sê-lo”, sublinhou.

  • Erdogan denuncia “genocídio” na Palestina como ponto mais baixo da humanidade

    O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, denunciou hoje “o genocídio” nos territórios palestinianos, que atribuiu à “crueldade” israelita e que representa o ponto mais baixo da humanidade.

    Numa intervenção na 80.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Erdogan sustentou que a liderança israelita do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “está completamente fora de controlo” e que o conflito já chegou “aos 700 dias de genocídio” .

    “Netanyahu não está interessado na paz e na libertação de reféns. […] Israel aumentou até a agressão nos territórios palestinianos e lançou, ao mesmo tempo, ataques também na Síria, no Iémen e no Líbano. E até o Qatar [país mediador em conjunto com Estados Unidos e Egito] foi alvo de um ataque ao local onde se encontrava a delegação palestiniana às negociações de paz”, afirmou Erdogan.

  • Meloni diz que apresentará moção condicional para reconhecer Palestina

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou hoje que o Governo apresentará uma moção para reconhecer a Palestina, mas só se os reféns israelitas forem libertados e o movimento islamita palestiniano Hamas for excluído de Gaza.

    Em declarações à comunicação social à margem da Assembleia-Geral da ONU, em curso em Nova Iorque, Meloni expressou a esperança de que a oposição italiana também apoie a moção.

    “Pessoalmente, continuo a acreditar que reconhecer a Palestina na ausência de um Estado que cumpra os requisitos de soberania não resolve o problema, não produz resultados tangíveis e concretos para os palestinianos”, afirmou a chefe do executivo de direita e extrema-direita italiano.

    “Depois, dizem que reconhecer a Palestina pode ser uma ferramenta eficaz de pressão política, e tudo bem, eu entendo, mas também precisamos de saber quem está a usá-la”, acrescentou.

    De acordo com Meloni, “a principal pressão política deve ser dirigida ao Hamas, porque foi o Hamas que começou esta guerra e é o Hamas que está a impedir que a guerra termine, recusando-se a entregar os reféns”.

  • Espanha aprova "embargo total" a armas de e para Israel

    O Governo de Espanha aprovou hoje um decreto para o “embargo total” de armas e outro material de defesa e segurança que tenha como origem ou destino Israel, concretizando assim uma medida anunciada pelo primeiro-ministro há duas semanas.

    O decreto aprovado hoje pelo Conselho de Ministros visa “consolidar o embargo total” de armas a Israel e proibir a importação de produtos oriundos dos colonatos israelitas ilegais na Cisjordânia, sendo “mais um passo para aumentar a pressão sobre o governo israelita e na defesa da paz, da segurança internacional e do respeito pelos Direitos Humanos e pela direito internacional humanitário”, disse o ministro da Economia de Espanha, Carlos Cuerpo.

    Trata-se de “um passo contundente e pioneiro a nível internacional” que quer contribuir para que “o genocídio cesse” no território palestiniano de Gaza, acrescentou o ministro, que falava em conferência de imprensa em Madrid, no final da reunião do Conselho de Ministros.

    São quatro as medidas previstas no decreto, que entra de imediato em vigor, mas terá depois de ser ratificado pelo parlamento para se manter vigente.

    A primeira dessas medidas é o embargo total de armas a Israel, nomeadamente, a proibição das exportações e importações de todo o material de defesa e produtos ou tecnologia de “duplo uso” (que podem ter utilização civil ou militar).

    A segunda medida é a recusa de qualquer pedido de trânsito por Espanha para combustíveis de aeronaves para possível uso militar por Israel.

    O decreto inclui ainda a proibição de importação de produtos dos colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados e a proibição da publicidade desses bens e de serviços prestados nos mesmos colonatos.

    O Conselho de Ministros de Espanha poderá porém autorizar de maneira pontual e excecional operações que ficam proibidas com este decreto, relacionadas com material de defesa e de duplo uso, para poder responder a questões de segurança nacional ou de política externa.

  • Após queixas de Trump, ONU diz que teleponto "está a funcionar perfeitamente"

    Depois de Donald Trump se ter queixado (primeiro no discurso e depois nas redes sociais) de uma avaria no teleponto enquanto falava na sede da ONU, a Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas disse que tudo estava a funcionar normalmente.

    “Queria assegurar-vos que, não se preocupem, o teleponto da ONU está a funcionar perfeitamente”, disse Annalena Baerbock.

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