Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora?

    • O Irão acusou a Casa Branca de espalhar “mentiras descaradas”, numa reação às alegações de que o Irão teria solicitado negociações com os Estados Unidos. O país insiste que qualquer pedido de negociação partiu dos norte-americanos através de um intermediário paquistanês, mas ainda não tomou uma decisão sobre a possibilidade de dialogar.
    • O Departamento de Estado dos EUA classificou as suas ações militares contra o Irão como atos de “autodefesa”, justificados como uma continuação de hostilidades e em apoio a Israel. E
    • As tensões no Oriente Médio permanecem elevadas, com os EUA a prepararem possíveis “ataques dinâmicos” contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz, caso o cessar-fogo não seja respeitado. Fontes iranianas indicam que o plano inclui bombardeamentos a embarcações iranianas que bloqueiam as vias navegáveis.
    • A questão da participação russa na próxima cimeira do G20 foi levantada, com Donald Trump a considerar convidar Vladimir Putin. A proposta tem levantado divergências, mas alguns líderes europeus, como Luís Montenegro, líder do PSD em Portugal, não veem a inclusão da Rússia como negativa, argumentando que o diálogo poderá ajudar a resolver conflitos.

    Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.

  • Bom dia,

    Arquivamos este liveblog que acompanhou as principais notícias sobre os conflitos e as tensões mundiais.

    Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.

    Enviados dos EUA viajam este sábado para o Paquistão. MNE iraniano já está em Islamabad

  • Soldados a desmaiar com fome. Exército ucraniano destitui comandantes após denúncia de falta de água e comida

    Militares estariam a desmaiar com fome e a ser obrigados a beber água da chuva. Caso chocou Ucrânia. Forças Armadas ucranianas destituíram comandantes responsáveis pela falta de comida.

    Soldados a desmaiar com fome. Exército ucraniano destitui comandantes após denúncia de falta de água e comida

  • Afinal, Irão garante que não vai haver para já negociações com os EUA em Islamabad

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, informou hoje no X que não está prevista nenhuma reunião entre as delegações iranianas e norte-americanas em Islamabad, no Paquistão, durante este fim de semana.

    “Nenhum encontro entre o Irão e os Estados Unidos está a ser planeado”, assegura o diplomata, acrescentando que as “observações do Irão” em relação ao acordo de paz “serão transmitidas ao Paquistão”.

    Ainda assim, os enviados especiais norte-americanos — Steve Witkoff e Jared Kushner — vão viajar para Islamabad amanhã.

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano esclareceu que a visita iraniana é apenas uma “visita oficial”. O ministro Abbas Araghchi vai apenas encontrar-se com “altos cargos” paquistaneses, “em consonância com os seus esforços de mediação e bom espírito para terminar a guerra imposta norte-americana de agressão”.

  • Kuwait afirma que ataques com drones do Iraque atingiram dois postos fronteiriços no norte do país

    O exército do Kuwait afirmou que dois drones lançados do Iraque atingiram dois postos fronteiriços no norte. Segundo a Al Jazeera, os ataques iranianos provocaram danos e não existem vítimas.

    Em sequência dos ataques, o ministro do Interior, Abdul Amir al-Shammari, afirmou que o primeiro-ministro do Iraque ordenou a criação de uma comissão de investigação para analisar o caso e identificar os responsáveis, relata a emissora.

    Abdul Amir al-Shammari disse ainda que o Iraque condenou o ataque.

  • Departamento de Estado dos EUA afirma que guerra contra Irão foi em "autodefesa" para proteger Israel

    O conselheiro jurídico do Departamento de Estado dos EUA classificou a ação militar de Washington contra o Irão como um ato de “autodefesa”, enquadrando-a como parte de um conflito em curso e em apoio a Israel, relata a Al Jazeera.

    Os EUA estavam “envolvidos neste conflito a pedido e em autodefesa coletiva do seu aliado israelita, bem como no exercício do direito inerente de autodefesa dos Estados Unidos”, afirmou Reed Rubinstein, segundo a emissora.

    Rubinstein, aliado de longa data de Donald Trump, considera que os primeiros ataques em fevereiro não foram o início de uma nova guerra, mas sim uma continuação das hostilidades, descrevendo “décadas de agressão maligna por parte do Irão”.

  • IDF afirmam ter abatido militares do Hamas que "representavam uma ameaça" em Gaza

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter atacado e abatido vários militantes armados do Hamas que “representavam uma ameaça” para o exército israelita no norte da Faixa de Gaza, escreve a Al Jazeera.

    Os militantes do Hamas foram alvo de um ataque aéreo “com o objetivo de eliminar a ameaça às nossas forças”, afirmaram as IDF em comunicado, citado pela emissora.

  • Emir do Qatar falou com Donald Trump ao telefone

    O emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, deu conta de que falou hoje ao telefone com o Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um possível acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.

    Segundo o emir, o Qatar vai continuar a coordenar com os parceiros regionais para apoiar os esforços de mediação liderados pelo Paquistão.

  • MNE iraniano está reunido com mediadores paquistaneses

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão informou no X que o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, está reunido com o homólogo paquistanês, Ishaq Dar, e o marechal Asim Munir.

    Os responsáveis políticos vão discutir um possível acordo de paz no Irão.

  • Macron observa “momento único” em que Trump, Putin e Xi se opõem “ferozmente aos europeus”

    O chefe de Estado francês declarou hoje em Atenas que a Europa está a viver um “momento único” em que “um Presidente norte-americano, um Presidente russo e um Presidente chinês” se opõem “ferozmente aos europeus”.

    “Este é o momento certo para agirmos”, sustentou Emmanuel Macron, falando em inglês durante um encontro com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, na Ágora Romana, no centro histórico da capital grega.

    Embora tenha aludido aos líderes chinês, Xi Jinping, russo, Vladimir Putin, e norte-americano, Donald Trump, o Presidente francês separou este último, ao referir que não deixa de ser “um aliado”, mesmo que nem sempre fosse “confiável” ou “previsível” nos seus pronunciamentos e decisões.

    “Este momento pode ser o momento europeu”, insistiu Emmanuel Macron, durante a visita de dois dias à Grécia, reafirmando, como tem vindo a fazer desde o início do ano, que a União Europeia, em contrapartida, é “fiável” e “previsível” no placo global, o que defende que não deve ser desvalorizado.

  • Trump diz que Irão fez proposta para agradar norte-americanos "Temos de a ver"

  • Irão acusa Casa Branca de "mentiras descaradas" e avisa: ainda não decidiu se vai negociar com os EUA

    Num comunicado publicado na agência de notícias iranianas Tasmin há minutos, a Guarda Revolucionária acusa a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, de contar “mentiras descaradas”, “deturpando os factos”.

    “O Irão não solicitou qualquer conversa com os norte-americanos. Pelo contrário, rejeitou totalmente os pedidos de negociação dos americanos devido às suas exigências excessivas até agora”, lê-se no comunicado, que contesta as alegações de Karoline Leavitt.

    O Irão disse mesmo que são os Estados Unidos a “solicitar novas negociações através de um intermediário paquistanês”: “Até os seus órgãos de comunicação social têm afirmado” que há uma equipa negocial a caminho do Paquistão.

    “Apesar da grande sede e necessidade de negociações por parte dos norte-americanos”, o Irão avisou que — “no momento atual e nas condições existentes” —, ainda não tomou qualquer decisão se vai negociar com os Estados Unidos.

    No Paquistão, a delegação liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão Abbas Araghchi vai apenas ter conversas indiretas com os mediadores paquistaneses.

  • Bombas por explodir em Gaza vão ameaçar reconstrução durante décadas

    A ONU alertou hoje que a Faixa de Gaza, devastada pela guerra, está fortemente contaminada com munições não-detonadas, que matam e mutilam civis regularmente e representam uma ameaça permanente à reconstrução.

    Estas granadas e bombas, e até mesmo simples balas, são omnipresentes no enclave palestiniano desde o início da guerra protagonizada por Israel, após o ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano Hamas em território israelita, a 07 de outubro de 2023.

    O Serviço de Ação Antiminas da ONU (UNMAS, na sigla em inglês) dispõe de dados que mostram que mais de mil pessoas morreram na Faixa de Gaza devido à presença destas munições relacionadas com o conflito.

  • Refinaria e navios. EUA aplicam novas sanções à China pela compra de petróleo ao Irão

    Os Estados Unidos da América (EUA) vão aplicar sanções a uma refinaria chinesa e a 40 empresas e navios que transportam petróleo iraniano, avança a Associated Press.

    As sanções aplicam-se ao enorme complexo químico Hengli na cidade portuária de Dalian, uma das maiores refinarias na China.

  • Delegação iraniana já chegou ao Paquistão

    A delegação iraniana liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros — Abbas Araghchi — acaba de chegar ao Paquistão, noticia a Reuters que cita duas fontes paquistanesas.

  • OMI regista 29 ataques a navios no estreito de Ormuz desde início da guerra

    A Organização Marítima Internacional (OMI) registou 29 ataques a navios no golfo Pérsico e estreito de Ormuz desde o início do conflito no Irão, anunciou hoje o secretário-geral, Arsenio Dominguez.

    Estes ataques causaram pelo menos 10 mortos entre marinheiros, acrescentou, durante um ponto de situação informal a Estados-membros e representantes do setor.

    O dirigente afirmou que vários navios foram apreendidos nos últimos dias, agravando uma crise no Médio Oriente que já dura há oito semanas.

    Dominguez apelou para a libertação urgente dos cerca de 20 mil tripulantes de 1.600 embarcações retidas na região, sublinhando que “não existe trânsito seguro em parte alguma do estreito de Ormuz” devido ao risco de novos ataques e existência de minas.

  • Porta-voz da Casa Branca: Witkoff e Kushner viajam amanhã para o Paquistão. JD Vance pode juntar-se mais tarde às negociações

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou os relatos de que Jared Kushner e Steve Witkoff vão viajar para o Paquistão — apenas “amanhã de manhã” — para se encontrarem com a delegação iraniana em Islamabad.

    Numa entrevista à Fox News, a porta-voz assinalou que foi o Irão “que pediu” as negociações: “Estamos à espera de uma conversa produtiva. O Presidente Trump já anunciou as suas linhas vermelhas”.

    Karoline Leavitt destacou que os Estados Unidos aguardam que saia um acordo das negociações. “O Presidente Trump privilegia a diplomacia e já se mostrou flexível ao alargar o cessar-fogo.”

    Questionada sobre o papel do vice-presidente nas negociações — que não vai ao Paquistão —, a porta-voz da Casa Branca garantiu que estará “muito presente”. “Vai ficar nos Estados Unidos e obter atualizações.”

    Karoline Leavitt realçou que “todos estão prontos para voar para o Paquistão se for preciso”.

    A responsável pela comunicação da Casa Branca assegurou que foram “vistos alguns progressos do lado iraniano nos últimos dias”.

  • Costa avisou líderes europeus de que UE precisa de desenvolver estratégia autónoma face aos EUA

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou os líderes da UE de que o bloco corre o risco de se fragilizar se delegar decisões-chave em Donald Trump, avança hoje a Bloomberg.

    Na reunião informal no Chipre que juntou vários governantes europeus, António Costa enfatizou que os interesses dos Estados Unidos já não estão alinhados com os da União Europeia, sendo por isso necessário desenvolver uma estratégia autónoma.

    O antigo primeiro-ministro português recordou que a captura do ex-Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a guerra no Irão são exemplos de divergência entre os Estados Unidos e a União Europeia.

  • União Europeia e EUA lançam parceria estratégica sobre minerais críticos

    A União Europeia (UE) e os Estados Unidos formalizaram hoje uma parceria estratégica no domínio dos minerais críticos para reforçar a segurança e a diversificação das cadeias de abastecimento, num contexto de “desafios geopolíticos comuns”.

    “Hoje, a UE e os EUA assinaram um memorando de Entendimento sobre uma parceria estratégica em matéria de minerais críticos e chegaram a acordo sobre um plano de ação UE-EUA para os minerais críticos. Estas iniciativas refletem o compromisso da UE em aprofundar a cooperação no domínio das matérias-primas críticas e são um passo fundamental para reforçar a resiliência e a diversificação das cadeias de abastecimento, num contexto de desafios geopolíticos e económicos comuns”, indica Bruxelas em comunicado.

    O acordo foi assinado em Washington DC pelo comissário europeu para o Comércio e Segurança Económica, Maros Sefcovic, e pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

    O memorando estabelece um quadro de cooperação bilateral ao longo de toda a cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo exploração, extração, processamento, refinação, reciclagem e recuperação.

  • "EUA são hoje um aliado menos fiável"

    Bruno Cardoso Reis considera as ameaças dos EUA “vazias” aos aliados como a Espanha e o Reino Unido. O historiador mostra-se também cético quanto à paz negociada com o Irão. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    “EUA são hoje um aliado menos fiável”

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