Momentos-chave
- Israel acredita que o Hamas está perto de aceitar o acordo de cessar-fogo
- Audiências de Netanyahu em julgamento por corrupção adiadas para setembro
- UNRWA diz que tem o suficiente para alimentar a população de Gaza por 3 meses mas está impedida de levar ajuda
- Primeiro comboio de ajuda humanitária chegou à cidade síria de Sweida
- "Bibi agiu como um louco". Fonte da Casa Branca critica ataques israelitas à Síria
- Netanyahu está a recuperar de intoxicação alimentar
- Putin recebe conselheiro sénior do líder supremo do Irão
- Irão diz que substituiu defesas aéreas danificadas por Israel
- Mais de 70 pessoas morreram em Gaza quando esperavam por ajuda humanitária
- Já morreram 58.895 pessoas em Gaza desde 7 de outubro de 2023
- Papa pede o fim imediato da guerra em Gaza
- Crescente Vermelho da Síria vai enviar 32 camiões de ajuda humanitária para Sweida
- Mais de 1.000 mortos nos confrontos no sul da Síria desde domingo
- Nações Unidas acusam Israel de matar à fome a população de Gaza
- Ataque israelita mata 19 palestinianos que procuravam ajuda humanitária
- Israel vai entrar em Deir al-Balah pela primeira vez desde início da ofensiva
- Duas pessoas morreram em ataque israelita quando esperavam ajuda humanitária, denuncia fonte hospitalar
- Síria acreditava ter luz verde dos EUA e de Israel para mobilizar tropas para o sul
- EUA exigem que autoridades sírias impeçam chegada de jihadistas violentos ao sul
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Fica por aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente deste domingo. Pode acompanhar todas as atualizações desta segunda-feira neste novo liveblog.
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Israel acredita que o Hamas está perto de aceitar o acordo de cessar-fogo
Israel acredita que o Hamas está perto de aceitar o acordo de cessar-fogo e libertação de reféns, uma reação que vem depois do porta-voz dos EUA nas negociações culpar o grupo palestiniano pelo atraso em confirmar a proposta.
O enviado especial norte-americano para reféns, Adam Boehler, diz que o atraso para um acordo de libertação de reféns é culpa do Hamas, em declarações à CNN este domingo citadas pelo Haaretz.
Boehler diz que um acordo é possível e que está mais otimista agora do que no passado, afirmando que Israel mostrou-se mais flexível nos últimos dias, ao redesenhar mapas para o deslocamento de tropas dentro de Gaza durante o cessar-fogo, o que era um dos principais motivos para o Hamas não aceitar o acordo proposto.
“A minha recomendação ao Hamas é: ‘aceite o acordo. Vamos levar pessoas para casa’”, disse o enviado especial dos EUA.
Entretanto, o jornal israelita avança que fontes políticas israelitas acreditam que o Hamas deve aceitar o acordo apresentado este fim de semana, seja parcialmente ou integralmente. O documento inclui uma concessão de Israel em relação ao deslocamento de tropas durante o cessar-fogo de 60 dias, incluindo o corredor Morag.
Ainda de acordo com uma fonte do governo, Israel acredita que o Hamas quer o acordo e deve dar uma resposta que vai permitir o avanço para ambos os lados, mesmo com reservas. O grupo palestiniano também acreditará que a proposta poderá levar a um fim definitivo da guerra, e por este motivo está inclinado a aceitar o acordo.
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Audiências de Netanyahu em julgamento por corrupção adiadas para setembro
SHAWN THEW/EPA
As audiências do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num julgamento por corrupção só vão acontecer em setembro, após uma decisão hoje anunciada pelo Tribunal distrital de Jerusalém.
Netanyahu tinha duas sessões de audiência marcadas para segunda e terça-feira, mas o advogado, Amit Hadad, pediu o adiamento por questões de saúde do primeiro-ministro, que terá sofrido uma intoxicação alimentar, referiu uma fonte oficial do político.
O Ministério Público ainda solicitou que essas audiências fossem reagendadas para o final da semana, mas o Tribunal distrital de Jerusalém acabou por decidir que só seriam retomadas em setembro, tendo em conta também as férias judiciais.
Na semana passada já tinha havido um adiamento da audiência do primeiro-ministro israelita devido aos recentes ataques contra a Síria.
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Pessoa com deficiência morreu à fome em Gaza. É a terceira morte em dois dias
Uma pessoa com deficiência morreu por complicações causadas pela desnutrição num hospital na cidade de Gaza, escreve a Al Jazeera. Será a terceira pessoa a morrer à fome este fim de semana: no sábado dois palestinianos, sendo um deles um bebé com semanas de vida, morreram vítimas da desnutrição.
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UNRWA diz que tem o suficiente para alimentar a população de Gaza por 3 meses mas está impedida de levar ajuda
O responsável pela UNRWA, agência da ONU para os refugiados palestinianos, disse este domingo que tem o suficiente para alimentar a população de Gaza por três meses, mas está impedida de levar a ajuda. Numa partilha no X, Philippe Lazzarini diz que recebe diariamente mensagens com pedidos de ajuda vindas do enclave palestiniano.
“‘Estou a procurar algo para alimentar os meus filhos mas não há nada’. Mensagens diárias de SOS chegam dos nossos colegas famintos da UNRWA. Como podemos responder a estas mensagens de desespero?”, questiona. “Envergonha-me e aumenta o senso de incapacidade. Tudo criado pelo homem, em total impunidade”, acusa Philippe Lazzarini.
“Alimentos estão disponíveis a apenas alguns quilómetros. UNRWA sozinha tem armazenamento suficiente disponível fora de Gaza para toda a população para os próximos três meses”, diz o chefe da agência. “Não somos autorizados a levar ajuda desde 2 de março. É preciso vontade política. Inação é cumplicidade e faz-nos perder a humanidade”.
“I’ve been searching for something to feed my children but there is nothing”.
Daily ???? messages are coming in from our starving @UNRWA colleagues, every day.
How can one respond to such messages of despair? Shames me & doubles the sense of helplessness.
All man made, in… pic.twitter.com/MxizoX490Y
— Philippe Lazzarini (@UNLazzarini) July 20, 2025
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Primeiro comboio de ajuda humanitária chegou à cidade síria de Sweida
O primeiro comboio de ajuda humanitária entrou hoje na cidade síria de Sweida, de maioria drusa, devastada por uma semana de combates intercomunitários, anunciou o Crescente Vermelho sírio.
Um frágil cessar-fogo entrou em vigor hoje na província de Sweida, onde a violência já causou mais de mil mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
“Este é o primeiro comboio a entrar depois dos últimos acontecimentos, e está atualmente na cidade de Sweida”, disse à agência de notícias francesa AFP o porta-voz do Crescente Vermelho sírio, Omar al-Maliki.
O dirigente salientou que a entrada deste e de futuros comboios humanitários “foi coordenada entre os partidos do governo e as autoridades locais em Sweida”, gerida por grupos drusos.
O comboio é composto por 32 veículos carregados de alimentos, material médico, combustível e sacos para cadáveres, para apoiar a cidade sitiada, que está sem água e eletricidade.
Já um segundo comboio organizado pelas autoridades sírias e composto por mais de 40 camiões de ajuda, acompanhado por três ministros, não conseguiu entrar em Sweida, segundo o governo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio declarou que “as milícias armadas sob o comando do xeque Hekmat al-Hijri impediram a entrada do comboio”.
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"Bibi agiu como um louco". Fonte da Casa Branca critica ataques israelitas à Síria
Uma fonte da Casa Branca criticou os recentes ataques israelitas contra o território sírio. “Bibi agiu como um louco. Ele bombardeia tudo ao mesmo tempo”, afirmou, em anonimato, ao Axios.
A mesma fonte apontou que estas ações de Benjamin Netanyahu podem “minar” os esforços do Presidente norte-americano para estabilizar a situação no Médio Oriente.
Um outro alto funcionário norte-americano criticou o ataque israelita à Igreja da Sagrada Família em Gaza, a única igreja católica no enclave, com a qual o Papa Francisco, antes de morrer, mantinha um contacto telefónico diário.
O ataque levou o Presidente Donald Trump a ligar a Netanyahu para exigir explicações. “A sensação é que a cada dia há algo novo”, afirmou.
Israel bombardeia igreja católica em Gaza para onde o Papa Francisco telefonava quase todos os dias
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Netanyahu está a recuperar de intoxicação alimentar
O primeiro-ministro Israelita está a recuperar de uma intoxicação alimentar, revelou hoje o seu gabinete. “Seguindo as instruções dos seus médicos, o primeiro-ministro ficará em casa nos próximos três dias e vai administrar os assuntos de Estado de lá”, refere um comunicado, citado pelo Times of Israel.
O líder israelita começou a sentir-se mal na noite passada e foi examinado na sua residência por um médico do Hospital de Hadassah. Esta manhã Netanyahu estava a recuperar e faltou a uma reunião do seu gabinete.
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Putin recebe conselheiro sénior do líder supremo do Irão
O Presidente russo recebeu no Kremlin o conselheiro sénior do líder supremo do Irão. A informação foi avançada pelo porta-voz russo Dmitry Peskov, que disse aos jornalistas que Ali Larijani transmitiu a Vladimir Putin a sua avaliação sobre a situação no Médio Oriente e o programa nuclear iraniano.
Citado pela agência Ria, Peskov disse que a Rússia apelou à estabilização da situação na região e pediu uma solução política para as questões relacionadas com o programa nuclear de Teerão.
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Irão diz que substituiu defesas aéreas danificadas por Israel
As defesas aéreas iranianas danificadas por Israel em junho foram substituídas, revelou hoje um responsável do exército iraniano à agência Defah Press.
“Algumas das nossas defesas áreas foram danificadas, isso não é algo que possamos esconder”, reconheceu Mahmoud Mousavi, acrescentando que os novos sistemas foram colocados em locais “adequados” para manter o espaço aéreo seguro.
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Mais de 70 pessoas morreram em Gaza quando esperavam por ajuda humanitária
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, disse ainda que 73 pessoas morreram em ataques israelitas em Gaza quando esperavam a entrega de ajuda humanitária. Segundo as autoridades palestinianas, citadas pela Al Jazeera, aguardavam a chegada de carrinhas humanitárias da ONU.
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Já morreram 58.895 pessoas em Gaza desde 7 de outubro de 2023
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, divulgou na rede social Telegram um novo balanço do número de vítimas do conflito. Desde 7 de outubro de 2023 já morreram 58.895 pessoas e 140.980 ficaram feridas.
Só nas últimas 48 horas, morreram 130 pessoas e 495 ficaram feridas.
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Papa pede o fim imediato da guerra em Gaza
O Papa Leão XIV pediu hoje o fim da “barbárie” da guerra na Faixa de Gaza e do “uso indiscriminado da força”, dias depois de um ataque israelita a uma igreja católica no enclave palestiniano.
“Mais uma vez, peço o fim imediato da barbárie desta guerra e uma resolução pacífica para o conflito”, disse Leão XIV no final da oração do Angelus – em Castel Gandollfo, onde passa as férias de verão -, dias depois da morte de três pessoas num ataque israelita à única igreja católica da Faixa de Gaza.
“Não pode haver justificação para a punição coletiva, o uso indiscriminado da força ou a deslocação forçada de habitantes”, declarou o Papa.
Leão XIV manifestou a sua “profunda tristeza” pelo “ataque do exército israelita contra a paróquia católica da Sagrada Família em Gaza” e quis lembrar um a um os mortos no ataque. “Sinto-me especialmente próximo das suas famílias e de todos os paroquianos da igreja”, referiu.
Israel bombardeia igreja católica em Gaza para onde o Papa Francisco telefonava quase todos os dias
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Crescente Vermelho da Síria vai enviar 32 camiões de ajuda humanitária para Sweida
O Crescente Vermelho sírio revelou que vai enviar 32 camiões para Sweida, região que foi palco de confrontos entre grupos étnicos e religiosos. A prioridade é transportar comida, água, medicamentos e combustível.
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Mais de 1.000 mortos nos confrontos no sul da Síria desde domingo
Mais de mil pessoas morreram em confrontos intercomunitários no sul da Síria, na última semana, de acordo com um novo balanço do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Segundo o OSDH, este número de mortos, registados desde o passado domingo, inclui 336 combatentes drusos e 298 civis drusos – 194 dos quais foram “sumariamente executados por membros dos Ministérios da Defesa e do Interior”.
Entre os mortos estão também 342 membros das forças de segurança do Governo e 21 beduínos, incluindo três civis “sumariamente executados por combatentes drusos”, segundo a mesma fonte.
Além disso, 15 membros das forças governamentais foram mortos em ataques israelitas, informou o OSDH.
O balanço anterior da organização não-governamental (ONG) indicava mais de 900 mortos desde o domingo passado.
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Nações Unidas acusam Israel de matar à fome a população de Gaza
As autoridades israelitas “estão a matar à fome” a população de Gaza, denunciou hoje a agência das Nações Unidas que presta assistência aos refugiados palestinianos (UNRWA), exigindo o fim do bloqueio à ajuda humanitária no território palestiniano.
“As autoridades israelitas estão a matar à fome os civis em Gaza. Entre eles há um milhão de crianças. Levantem o bloqueio: permitam que a UNRWA faca chegar alimentos e medicamentos”, instou a agência, em comunicado publicado na rede social X.
A UNWRA assegura ter alimentos suficientes para nutrir os 2,1 milhões de habitantes de Gaza durante mais de três meses.
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Ataque israelita mata 19 palestinianos que procuravam ajuda humanitária
Pelo menos 19 palestinianos morreram hoje enquanto procuravam ajuda alimentar, 17 dos quais na Cidade de Gaza e dois em Rafah, no sul, disseram fontes médicas à agência de notícias EFE.
Os corpos de 17 palestinianos chegaram ao Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza, depois de os soldados israelitas terem aberto fogo perto do posto de controlo militar de Zikim, localizado a norte da fronteira que divide o enclave, confirmou uma fonte do centro médico à agência de notícias EFE.
No sul de Gaza, no bairro saudita de Rafah, pelo menos dois palestinianos foram mortos a tiro perto do ponto de distribuição de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), segundo uma fonte da morgue do Hospital al-Nasser.
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Israel vai entrar em Deir al-Balah pela primeira vez desde início da ofensiva
Israel ordenou a retirada da população do sudoeste de Deir al-Balah, no centro de Gaza, onde não mantém qualquer operação terrestre desde o início da sua ofensiva militar no enclave, divulgou hoje a imprensa internacional.
“O Exército continua a agir com força para destruir as capacidades inimigas e as infraestruturas terroristas na área, ao mesmo tempo que expande as suas atividades aqui, para atuar numa área onde nunca operou antes”, anunciou o porta-voz das Forças Armadas israelitas, Avichay Adraee, num comunicado na rede social X, citado pela agência de notícias EFE.
“A todos os presentes na zona sudoeste de Deir al-Balah […], incluindo os que se encontram em tendas, retirem-se imediatamente e dirijam-se para a zona de Mawasi para a vossa segurança”, apelou o exército israelita.
Deir al-Balah permaneceu intocada pelas operações terrestres das tropas israelitas durante mais de um ano e meio da ofensiva israelita, tornando-se um dos centros para onde se dirigiram muitos deslocados e o centro de operações de muitas organizações internacionais.
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Duas pessoas morreram em ataque israelita quando esperavam ajuda humanitária, denuncia fonte hospitalar
Duas pessoas morreram num ataque aéreo israelita na cidade de Gaza quando estavam à espera de ajuda humanitária, disse à Al Jazeera uma fonte do hospital Al-Shifa.
No sábado tinha sido noticiado que dezenas de palestinianos morreram em ataques israelitas junto de um posto de distribuição de ajuda humanitária no sul de Gaza, na zona de Rafah. De acordo com as autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, pelo menos 32 corpos chegaram nesse dia ao hospital de Nasser.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram ter disparado “tiros de aviso” perto de um posto de distribuição de ajuda depois de vários palestinianos se terem aproximado dos soldados “de uma forma que ameaçou as forças”.
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Síria acreditava ter luz verde dos EUA e de Israel para mobilizar tropas para o sul
O governo sírio terá interpretado mal a forma como Israel iria responder ao envio de tropas para o sul do país, palco de confrontos entre grupos étnicos. A notícia é avançada pela agência Reuters, que cita oito fontes, entre figuras políticas e militares sírias, diplomatas. Estas explicaram que as autoridades intervieram encorajadas por mensagens dos EUA de que a Síria devia ser governada como um estado centralizado.
A intervenção militar surgiu depois de confrontos étnicos entre comunidades drusas e beduínas. Mas a situação acabou por escalar no do sul da Síria, perto da fronteira com Israel, com a presença forças armadas.
Damasco acreditava que tinha luz verde dos EUA e de Israel para mobilizar as suas tropas para o sul, apesar dos avisos de Telavive para que não proceder assim, explicaram as mesmas fontes. Uma crença baseada nas comunicações públicas e privadas do enviado especial dos EUA para a região, Thomas Barrack.
Questionado sobre o assunto, um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria negou que as suas ações tenham sido influenciadas pelo enviado de Washington. Garantiu que pesaram apenas “considerações puramente nacionais” e a intenção de “parar o derramamento de sangue, proteger civis e evitar a escalada do conflito civil”.