Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O conflito na Faixa de Gaza continua a escalar, com o exército israelita a avançar em novas áreas, o que resultou em incidentes fatais e colocou em risco a vida de muitos civis. A Organização Mundial de Saúde denunciou ataques a instalações em Deir el-Balah e a detenção de funcionários, enquanto o exército utilizou tanques pela primeira vez no local. A ONU classificou as ordens de evacuação israelitas como um duro golpe para os esforços humanitários na região.
    • Vários esforços diplomáticos têm sido feitos para apelar ao cessar-fogo e à entrada de ajuda humanitária em Gaza. Uma declaração conjunta assinada por mais de 20 países, incluindo Portugal, e a Comissão Europeia destacou a urgência de um cessar-fogo incondicional e criticou severamente as propostas israelitas para a deslocação de palestinianos para “cidades humanitárias”. Israel rejeitou esta declaração, alegando que envia uma mensagem errada ao Hamas.
    • A situação humanitária em Gaza é alarmante, com relatos de morte por fome a aumentar. Organizações internacionais, incluindo o Programa Alimentar Mundial, destacam um aumento dramático na desnutrição, com a crise a atingir níveis sem precedentes. Apelos têm sido feitos para a entrada urgente de ajuda humanitária, enquanto o Papa e várias organizações internacionais pedem o respeito pelo direito humanitário.
    • A autoridade palestiniana e diversas figuras internacionais, incluindo o Secretário-Geral da ONU e o rei Filipe da Bélgica, manifestaram indignação perante a violência e a crise humanitária em curso. A ONU denunciou tanques israelitas por abrirem fogo sobre civis em busca de alimentos, resultando em várias mortes. Em resposta, autoridades egípcias apelaram à intervenção dos EUA para aumentar a quantidade de ajuda humanitária a entrar em Gaza, na esperança de um cessar-fogo negociado.

    [É sábado. No lobby de um hotel de Albufeira um assassino misterioso espera junto ao bar por um convidado especial: representa a Organização para a Libertação da Palestina. Quando o vê entrar, o terrorista dispara quatro tiros e foge. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar a cobertura do Observador dos desenvolvimentos no Médio Oriente neste outro artigo em direto.

    Telavive admite que “campanha contra o Irão ainda não acabou”. IDF confirmam detenção de funcionários da OMS por “suspeitas de atos terroristas”

  • OMS denuncia ataques israelitas a residência de funcionários e armazém em cidade de Gaza

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse a residência dos seus funcionários e o seu principal armazém na cidade de Deir el-Balah, onde as forças israelitas avançaram esta segunda-feira pela primeira vez, foi atacada “três vezes”.

    Num comunicado publicado na rede social X, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, denunciou que “militares israelitas entraram nas instalações, obrigando mulheres e crianças a retirar-se a pé em direção a Al-Mawasi, no meio de um conflito ativo”. “Funcionários do sexo masculino e familiares foram algemados, despidos, interrogados no local e revistados sob a mira de armas”, acrescentou.

    Tedros Adhanom Ghebreyesus adiantou que dois funcionários da Organização Mundial de Saúde e dois familiares foram detidos, sendo que três foram depois libertados. Ou seja, só um permanece detido e a OMS exige a “libertação imediata dos funcionários detidos e a proteção de todos os seus funcionários”.

    “A mais recente ordem de evacuação em Deir al Balah afetou várias instalações da OMS, comprometendo a nossa capacidade de operar em Gaza e levando o sistema de saúde ainda mais ao colapso”, afirmou Ghebreyesus, alertando que o armazém atacado está inoperacional.

    “O cessar-fogo não só é necessário, como já devia ter sido alcançado”, apela a Organização Mundial de Saúde.

  • Mais três países assinaram declaração conjunta pelo fim da guerra em Gaza

    Grécia, Malta e Chipre juntam-se à lista de 24 países, incluindo Portugal, e a Comissão Europeia, que assinaram uma declaração conjunta a pedir o fim da guerra em Gaza. Israel já reagiu e rejeitou o documento, enquanto o Hamas o saudou.

  • Hamas saúda declaração conjunta a apelar ao fim da guerra em Gaza

    O Hamas descreveu a declaração conjunta assinada por 24 países europeus, incluindo Portugal, e a Comissão Europeia a pedir o fim da guerra em Gaza como um “reconhecimento internacional da extensão das violações cometidas pelo governo fascista de ocupação”.

    “A declaração internacional a condenar a morte de mais de 800 civis perto dos postos de socorro americano-israelitas confirma a brutalidade deste mecanismo”, considerou o Hamas, segundo a Al Jazeera.

    Na declaração conjunta, conhecida esta segunda-feira, os países criticaram o sistema israelita de ajuda humanitária e apelaram ao retomar da entrada dessa ajuda através de organizações não governamentais. Antes da reação do Hamas, Israel já tinha rejeitado o documento.

  • Guterres chocado com condições humanitárias em Gaza

    O secretário-geral da ONU disse “estar chocado” com as condições humanitárias na Faixa de Gaza, onde “a última tábua de salvação que mantém as pessoas vivas está a desmoronar-se”, afirmou hoje o porta-voz.

    António Guterres “condena veementemente a violência em curso, incluindo os disparos, as mortes e os ferimentos de pessoas que tentam arranjar alimentos para as famílias”, acrescentou Stéphane Dujarric perante a imprensa, em Nova Iorque.

  • Israel avança, pela primeira vez, em Deir al-Balah

    O exército israelita usou esta segunda-feira tanques para avançar pela primeira vez nas zonas sul e leste da cidade de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza. De acordo com a agência Reuters, fontes israelitas dizem que o exército acredita que reféns possam estar em cativeiro nesta zona. As famílias dos reféns já mostraram preocupação quanto aos planos de Israel (como contou o Observador neste mesmo liveblog, na entrada das 16h33).

    Mais cedo esta segunda-feira, a Defesa Civil da Faixa de Gaza e testemunhas tinham relatado disparados de artilharia contra Deir al-Balah. A Reuters indica que os disparados atingiram casas e mesquitas. Há registo de pelo menos três palestinianos mortos e vários outros feridos (o número concreto ainda não foi avançado).

  • Primeiro-ministro britânico quer cessar-fogo antes de reconhecer Palestina

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou hoje que é necessário alcançar um cessar-fogo antes de reconhecer a Palestina como um Estado, defendendo a necessidade de um processo de paz sustentável.

    “Em primeiro lugar, precisamos de um cessar-fogo, e precisamos dele imediatamente, porque isso criará espaço para que os restantes reféns sejam libertados”, afirmou hoje, durante a audição pelo Comité de Ligação, composto pelos presidentes de diferentes comissões parlamentares.

    Um cessar-fogo “criará espaço para que a ajuda chegue rapidamente e em grande volume, o que é desesperadamente necessário, e, igualmente importante, criará espaço para um processo político, que, na minha opinião, é a única forma de conseguir, a longo prazo, uma base sustentável em Gaza”, acrescentou.

  • Israel rejeita declaração conjunta assinada por 24 países (incluindo Portugal) a apelar ao fim da guerra em Gaza e à entrada de ajuda

    Israel rejeitou a declaração conjunta assinada por 24 países europeus, incluindo Portugal, e a Comissão Europeia com a “mensagem simples e urgente” de que a guerra em Gaza tem de “acabar agora”.

    Em resposta à declaração, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse, segundo a Sky News, que esta enviava “uma mensagem errada ao Hamas”.

    No documento, conhecido esta segunda-feira, os países criticaram o sistema israelita de ajuda humanitária e apelaram ao retomar da entrada dessa ajuda através de organizações não governamentais.

  • Famílias dos reféns "chocadas e alarmadas" com expansão terrestre da ofensiva israelita para centro de Gaza

    A organização Hostages and Missing Families Forum, que representa as famílias dos reféns, mostrou-se “chocada e alarmada” com a informação de que o exército israelita se está a deslocar, pela primeira vez, para Deir al-Balah, no centro de Gaza. Os familiares acreditam que a expansão da ofensiva terrestre coloca em perigo os reféns que podem estar em cativeiro nessa zona.

    Em comunicado, citado pelo The Times of Israel, as famílias exigem que “o primeiro-ministro, o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e o porta-voz das IDF [Forças de Defesa de Israel] compareçam perante elas e o público israelita esta noite para explicar claramente por que razão a ofensiva na zona de Deir al-Balah não coloca os reféns em sério risco”.

    “Até ao momento, não recebemos qualquer atualização oficial ou resposta satisfatória sobre este assunto”, lê-se na nota, que termina com a garantia de que o povo israelita “não perdoará quem, conscientemente, coloque em perigo os reféns — tanto os vivos como os mortos”.

  • "Vergonha para a humanidade". Rei Filipe da Bélgica apela a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza

    O rei Filipe da Bélgica pronunciou-se esta segunda-feira sobre o conflito em Gaza, denunciando os ataques israelitas como “uma vergonha para a humanidade”.

    O monarca belga pediu, no seu discurso citado pela Sky News, um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, onde a guerra entre o Hamas e Israel já dura há 21 meses.

    “Junto a minha voz a todos aqueles que denunciam os graves abusos humanitários em Gaza, onde pessoas inocentes estão a morrer de fome e a serem mortas por bombas enquanto estão presas nos enclaves”, disse Filipe, acrescentado que “a situação atual já dura há muito tempo. É uma vergonha para toda a humanidade”.

  • Autoridade Palestiniana acusa Israel de utilizar a fome como "arma de guerra"

    O primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana, Mohammad Mustafa, apelou à comunidade internacional para que se tomem medidas urgentes e concretas para colocar fim aos “654 dias de agressão” em Gaza.

    De acordo com Mustafa, citado pela Al Jazeera, Israel utiliza “a fome como arma de guerra”. “Mais de 995 palestinianos foram mortos enquanto procuravam ajuda em armadilhas mortais”, sublinhou.

  • O que aconteceu até agora

    • Uma declaração conjunta assinada por 24 países e a Comissão Europeia, incluindo Portugal, e pela comissária europeia Hadja Lahbib, apelou para um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente na guerra em Gaza. A declaração criticou propostas de deslocação da população palestiniana para “cidades humanitárias”, considerando-as uma violação do direito internacional humanitário. Os signatários também exigiram o levantamento das restrições israelitas à entrada de ajuda humanitária.
    • A ONU denunciou um trágico incidente em que tanques e atiradores israelitas abriram fogo sobre uma multidão no norte de Gaza que aguardava ajuda alimentar, resultando na morte de 81 pessoas. A ONU e outras organizações internacionais continuam a apelar para que seja garantida a entrada adequada de ajuda humanitária em Gaza para aliviar a crescente situação de subnutrição e fome.
    • O representante do Programa Alimentar Mundial na Palestina, Antoine Renard, destacou a severidade da crise alimentar em Gaza, com muitos a enfrentar a fome e subnutrição. Dezenas de mortes devido à fome têm sido registadas, incluindo a de uma menina de quatro anos, que sublinha a urgência de intervenção humanitária no território.
    • A situação de segurança em Gaza continua a deteriorar-se, com as Forças de Defesa de Israel a expandirem as operações terrestres para o centro do território e a ONU a classificar ordens de evacuação israelitas como devastadoras para os esforços humanitários. O conflito continua a causar um número elevado de baixas civis, refletido num relatório do Ministério da Saúde de Gaza que aponta para mais de 59 mil mortes desde outubro de 2023.

  • Sindicato de jornalistas palestinianos condena incidente em que Hamas agrediu três profissionais em Gaza

    O Sindicato de Jornalistas Palestinianos, uma organização não governamental afiliada à Autoridade Palestiniana, condenou esta segunda-feira um incidente no qual três jornalistas de Gaza foram atacados por agentes da unidade “Sahm” do Hamas — responsável por impor a lei e a ordem na Faixa de Gaza — e pelo departamento de investigações policiais do Hamas.

    “Agredir jornalistas e impedi-los de exercer suas funções é um comportamento repreensível e inaceitável”, afirma a organização, citada pelo Times of Israel.

    Os profissionais estariam a trabalhar nas proximidades do Hospital Nasser no momento em que ficaram feridos.

  • Fim da guerra é atingido com "cessar-fogo imediato, incondicional e permanente", dizem países em declaração conjunta

    Os 24 países e a comissária europeia Hadja Lahbib que assinaram uma declaração conjunta sobre a situação nos “Territórios Palestinianos Ocupados” apelaram à união das partes e da comunidade internacional para chegar a um “cessar-fogo imediato, incondicional e permanente”, de modo a acabar a guerra.

    “Mais derramamento de sangue não serve de nada”, afirmam os países, que voltaram a demonstrar o seu “apoio total aos esforços” dos países mediadores “Estados Unidos, Qatar e Egipto” para atingir este objetivo, lê-se.

  • Projetos israelitas para deslocar palestinianos para "cidade humanitária" são inaceitáveis, segundo 24 países e Comissão Europeia

    Na declaração conjunta assinada por 24 países e a Comissão Europeia, publicada esta segunda-feira, os estados consideraram que as “propostas para remover a população palestiniana” de Gaza para levá-las para uma “cidade humanitária” eram “completamente inaceitáveis”.

    “A deslocação forçada permanente é uma violação do direito internacional humanitário”, lê-se ainda no comunicado publicado pelo governo britânico, que também foi assinado por Hadja Lahbib, comissária europeia para a Igualdade, a Preparação para Crises e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.

  • 24 países (incluindo Portugal) e Comissão Europeia apelaram ao fim da guerra em Gaza e à entrada da ajuda humanitária em declaração conjunta

    24 países europeus e a Comissão Europeia assinaram uma declaração conjunta com “uma mensagem simples e urgente: a guerra em Gaza tem de acabar agora”, criticando o sistema israelita de ajuda humanitária e apelando ao retomar da entrada de ajuda humanitária através das ONG.

    “O sofrimento dos civis em Gaza atingiu novos patamares”, criticam os países, que consideram que “o modelo de distribuição de ajuda do Governo israelita é perigoso, alimenta a instabilidade e priva os habitantes de Gaza da dignidade humana”.

    “Apelamos ao Governo israelita para que levante imediatamente as restrições ao fluxo de ajuda e para que permita urgentemente que a ONU e as ONG humanitárias façam o seu trabalho de salvar vidas de forma segura e eficaz”, acrescentam.

    “Condenamos a distribuição gota a gota de ajuda e a morte desumana de civis, incluindo crianças, que procuram satisfazer as suas necessidades mais básicas de água e alimentos”, lê-se ainda no comunicado, onde os países apelaram a que Israel cumpra “as suas obrigações ao abrigo do direito humanitário internacional”.

    O comunicado é assinado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros destes países, entre eles Portugal. Países como Reino Unido, Canadá, França, Itália, Países Baixos, Espanha e Austrália também assinaram a declaração publicada pelo governo britânico.

  • Exército israelita expande operações terrestres para centro de Gaza

    A Defesa Civil da Faixa de Gaza e testemunhas relataram hoje disparos de artilharia contra Deir al-Balah, no centro do território palestiniano, um dia depois de um apelo israelita para a retirada da população da área.

    “Recebemos chamadas de famílias sitiadas na zona de Baraka, em Deir al-Balah, devido ao fogo de tanques israelitas”, disse à agência noticiosa AFP Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza.

    “Há vários feridos, mas ninguém consegue aceder à zona para os retirar”, acrescentou Bassal.

  • Mortes em Gaza ultrapassam os 59 mil. Só nas últimas 24 horas, 134 pessoas foram mortas

    59.029 pessoas foram mortas em ataques israelitas a Gaza desde o ataque do Hamas do dia 7 de outubro de 2023, informou o ministério da Saúde do enclave palestiniano no Telegra,

    Só nas últimas 24 horas, 134 pessoas foram mortas e 1.155 ficaram feridas, informou o comunicado com a atualização diária de vítimas.

  • Papa pede a Abbas ajuda para Gaza e proteção dos locais sagrados

    O Papa pediu hoje “a entrada adequada de ajuda humanitária” em Gaza “com urgência”, num telefonema com o presidente da Autoridade Palestiniana em que sublinhou “a obrigação de proteger a população e os lugares sagrados”.

    “Dada a dramática situação humanitária, foi sublinhada a urgência de prestar auxílio aos mais expostos às consequências do conflito e permitir a entrada adequada de ajuda humanitária”, informou o Vaticano, citando Leão XIV.

    O pontífice renovou ainda “o seu apelo ao pleno respeito pelo direito internacional humanitário” e enfatizou “a obrigação de proteger os civis e os lugares sagrados”, bem como “a proibição do uso indiscriminado da força e da deslocação forçada de população”.

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