Momentos-chave
- O que se passou até agora
- EUA prolonga sanções impostas por Obama contra a Rússia
- Macron: "Temos de ser fortes na tempestade"
- Marcelo questiona "legitimidade jurídica internacional" de Trump para "atacar soberania de parceiros, aliados e amigos"
- Trump diz que se paz não chegar rapidamente, "pode não acontecer de todo"
- Starmer: "A paz não pode recompensar o agressor"
- Trump diz que soldados britânicos “podem cuidar de si mesmos” na Ucrânia
- Trump acredita que Putin cumprirá um eventual acordo de paz e não voltará a atacar a Ucrânia
- Macron diz que valores partilhados, como multilaterismo, se estão a "desmoronar"
- Montenegro dá parabéns a Macron pelos "passos positivos para a paz na Ucrânia"
- Montenegro recebe o "cher Emmanuel" Macron e fala em "visita histórica"
- Rutte fala com Trump e promete aumento do investimento em defesa na NATO
- Turquia considera envio de soldados para Ucrânia como parte de força de paz
- Zakharova: ataque ao consulado russo em Marselha resulta da retórica anti-russa de Paris
- Costa quer UE e Turquia juntos a parar conflito na Ucrânia e fazer transição na Síria
- Macron chega à Assembleia da República
- Zelensky e PM irlandês destacam importância de unidade entre Ucrânia, UE e EUA
- "A Europa está unida" por uma "paz justa e duradoura" na Ucrânia
- Trump quis cancelar visita de Zelensky, mas Macron dissuadiu-o, diz francesa BFMTV
- Chuva altera planos. Macron vai com Montenegro ao Centro Cultural de Belém
- Montenegro e Macron almoçam juntos com delegações dos dois países
- Macron e Montenegro de mãos dadas e a posar para a fotografia
- Macron já está em São Bento com Montenegro
- A condecoração e a audiência com Marcelo: as imagens da manhã de Macron em Belém
- Marcelo Rebelo de Sousa e Emmanuel Macron saem de audiência no Palácio de Belém de mãos dadas
- Putin diz sentir "esperança" com "desejo mútuo" de colaboração entre Rússia e EUA
- Marcelo condecora Emmanuel Macron com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade
- Segunda paragem: o Palácio de Belém. Macron recebido na residência oficial do Presidente da República
- Macron a caminho do Palácio de Belém
- As imagens da receção de Macron no Mosteiro dos Jerónimos
- Macron depositou coroa de flores no túmulo de Camões
- À chuva, Marcelo e Macron ouvem hinos de França e Portugal
- Emmanuel Macron chega ao Mosteiro dos Jerónimos
- Marcelo Rebelo de Sousa já chegou ao Mosteiro dos Jerónimos onde vai receber Macron
- Emmanuel Macron acaba de chegar a Lisboa
- Peskov garante que territórios anexados pela Rússia são inegociáveis
- Ataques russos na Ucrânia matam 8 civis e deixam mais 18 feridos, nas últimas 24 horas
- Costa convida Zelensky para Conselho Europeu de 6 de março
- EUA recusam assinar declaração da OMC a condenar Rússia pela invasão da Ucrânia
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O que se passou até agora
- No jantar com Emmanuel Macron, o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, questionou a “legitimidade jurídica internacional” de Trump para “atacar soberania de parceiros, aliados e amigos”. O Chefe de estado foi mais longe e disse que os “EUA parecem ter decidido favorecer a Rússia e os seu aliados na situação na Ucrânia”. Já o líder francês deixou um apelo aos europeus: “Temos de ser fortes na tempestade e acreditar na universalidade dos valores e numa Europa forte”.
- A visita de Emmanuel Macron a Portugal incluiu reuniões com líderes portugueses e destacou a cooperação econômica e científica entre os dois países, especialmente na área da proteção dos oceanos. Foi celebrado um tratado de amizade e cooperação, além de discussões sobre o desenvolvimento sustentável e a importância do multilateralismo. Macron ressaltou a necessidade de proteção da biodiversidade e redução das emissões nocivas, convidando Portugal a participar na Conferência dos Oceanos em Nice.
- Uma ordem executiva emitida pela Casa Branca prolongou por um ano as sanções impostas por Barack Obama depois da invasão da Crimeia pela Rússia, em 2014. Esta ordem prolonga assim o estado de emergência nacional dos EUA para a Ucrânia, que também dura há cerca de 10 anos.
- As relações entre a Turquia e a NATO estão a evoluir com discussões sobre a participação turca em missões de manutenção de paz na Ucrânia. Marc Rutte, secretário-geral da NATO, reafirmou o compromisso da aliança em aumentar o investimento em defesa, com a Turquia a considerar o envio de tropas para uma força de paz condicionada à sua participação na preparação dessa missão. Esta proposta ocorre num contexto em que apenas o Reino Unido e a França manifestaram disponibilidade para o envio de soldados à Ucrânia.
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Bom dia.
Encerramos aqui este liveblog. Poderá continuar a acompanhar os acontecimentos mais relevantes da guerra da Ucrânia neste outro liveblog.
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EUA prolonga sanções impostas por Obama contra a Rússia
Uma ordem executiva emitida pela Casa Branca prolongou por um ano as sanções impostas por Barack Obama depois da invasão da Crimeia pela Rússia, em 2014.
Apesar de Trump admitir que algumas sanções podem vir a ser levantadas, as sanções expiravam na próxima semana, no dia 6 de março. Esta ordem prolonga assim o estado de emergência nacional dos EUA para a Ucrânia, que também dura desde 2014.
“As ações e políticas abordadas nestas ordens executivas continuam a constituir uma ameaça excecional e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”, lê-se no texto da ordem.
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Macron: "Temos de ser fortes na tempestade"
Depois de Marcelo discursa Emmanuel Macron, no Palácio da Ajuda, e diz que quando “as referências se afundam, é preciso conservar a direção”, “temos de ser fortes na tempestade e acreditar na universalidade dos valores e numa Europa forte”.
Nas declarações transmitidas pela RTP3, o presidente francês congratula-se com o Tratado de Amizade assinado em Portugal”.
A dada altura da intervenção, Macron fala em português para ler um verso do Grândola: “À sombra duma azinheira/Que já não sabia a idade/Jurei ter por companheira./Grândola, a tua vontade.”
“Temos de ter Europa forte e orgulhosa dos seus valores”, diz Emmanuel Macron que lembra os refugiados políticos portugueses em França antes do 25 de abril. E também aproveita para falar do português que morreu num atentado terrorista em França, no sábado passado.
Mostra-se convencido que “é nas relações humanas” que a relação entre os dois países, Portugal e França, têm “força” e “futuro”. Fala em António Costa, na presidência do Conselho Europeu, como “um amigo precioso”: “Para aceder a eminentes responsabilidades internacionais temos de ser portugueses.”
Termina a citar Victor Hugo sobre Portugal e faz um brinde “à maravilhosa hospitalidade”, “à amizade franco-portuguesa” e à Europa.
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"A verdadeira paz não é rendição mais ou menos disfarçada"
No mesmo jantar, Marcelo continua o discurso e diz que “com estes gestos, no último mês, se foi corroendo a NATO”, dizendo que este posicionamento dos EUA lembra a posição de Washington no pós II Guerra Mundial.
“Os EUA parecem ter decidido favorecer a Rússia e os seu aliados na situação na Ucrânia em detrimento da União Europeia e os seus aliados”, afirma, dizendo que “verdadeira paz não é rendição mais ou menos disfarçada”.
E exigir empenho à UE, tem de ter como “fundamento moral, exigir que quem o solicita não divida, não enfraquece e deixe cair os aliados. Dando sensação que pode converter os inimigos comuns em parceiros para o futuro”, resume sobre os EUA.
Marcelo ainda diz que os europeus sabem que foram eleitos “para respeitar na Ucrânia como noutras situações, os compromissos institucionais e internacionais com os valores éticos correspondentes”.
Termina a elogiar Macron na sua intervenção na Casa Branca, recentemente, e a considerar a visita do presidente francês nesta altura certeira no timing. Encerra com o tradicional brinde e ao desejo à amizade dos dois países que “deseja que seja eterna”.
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Marcelo questiona "legitimidade jurídica internacional" de Trump para "atacar soberania de parceiros, aliados e amigos"
Neste momento decorre, no Palácio da Ajuda, um jantar oferecido pelo Presidente da República em honra do Presidente da República Francesa. Marcelo fala em francês, mas passa para o português quando fala no “momento crucial na definição de quem é parceiro, aliado e amigo. Na Ucrânia, na NATO, no Mundo”.
“A Europa foi a primeira a unir-se ao povo ucraniano. Os EUA logo se juntaram à frente dos apoiantes. De braço dado com a Europa, a administração norte-americana agiu sempre como parceira, aliada e amiga da Ucrânia”, diz ainda Marcelo que lembra que os EUA foram “o principal contribuinte de armamento mas a UE o maior contribuinte global”.
Três anos depois o Presidente dos EUA “rompeu com a orientação do seu antecessor e toda a política externa desde a segunda Guerra Mundial”, analisa enumerando as posições de Donald Trump quanto ao Canadá ou à Gronelândia, por exemplo. E fala no “entendimento preferencial com a Rússia e sem intervenção europeia” no atual momento e nos “ataques ao presidente ucraniano”, “enunciando condições russas para acordo”.
Já sobre a UE, diz que os EUA fez a exigência do reforço do investimento militar europeu e o vice-Presidente, “tornou ainda mais nítida a nova linha do poder”, afirma. “Na ONU, os EUA votaram ao lado da federação russa contra os aliados europeus”. são “factos, diz Marcelo: “Perante eles só não vê quem não quer ver”.
Questiona a “legitimidade jurídica internacional” de Trump “para atacar a soberania de parceiros, aliados e amigos, intervir na sua integridade territorial. Preferir fazer a paz com a Rússia sem a UE e até para reduzir o papel da Ucrânia a uma sujeição máxima e a uma soberania mínima”.
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Trump diz que se paz não chegar rapidamente, "pode não acontecer de todo"
Na segunda conferência de imprensa do dia, o Presidente dos EUA foi questionado sobre se apoia o Artigo 5.º da NATO, que define que um ataque a um é um ataque a todos. “Eu apoio e não acredito que vamos ter razão para o usar. Acho que vamos ter uma paz de sucesso” na Ucrânia, afirmou.
Um ataque a um é um ataque a todos. A NATO morre se rasgar o artigo 5.º
Donald Trump deixou uma ressalva: um acordo deve chegar rapidamente. “Se não acontecer rápido pode não acontecer de todo”, apontou.
O líder norte-americano disse que não quer ver soldados ucranianos e russos continuar a morrer. “Também não quero pagar milhões e milhões e milhões de dólares, nem o primeiro-ministro [britânico], nem ninguém, numa guerra sem sentido que nunca devia ter acontecido”, notou.
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Starmer: "A paz não pode recompensar o agressor"
O primeiro-ministro do Reino Unido e o Presidente norte-americano dão agora uma segunda conferência de imprensa, na sequência de novas reuniões que os dois líderes descreveram como “produtivas”.
Keir Starmer afirmou que Donald Trump criou “um momento de oportunidade tremenda para chegar a um acordo de paz histórico” na Ucrânia. Mas avisou: “Temos de fazê-lo bem.”
Recorrendo a um ditado britânico, da altura da Segunda Guerra Mundial, Starmer sublinhou que é “preciso vencer a paz”. “A paz não pode recompensar o agressor, ou vai dar encorajamento a regimes como Irão”, defendeu. “A historia tem de estar do lado de quem faz a paz, não do invasor.”
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Trump diz que soldados britânicos “podem cuidar de si mesmos” na Ucrânia
O líder norte-americano foi questionado sobre o que faria num cenário em que soldados britânicos na Ucrânia, enviados no âmbito de uma força de manutenção de paz, fossem atacados. “Podem cuidar de si mesmos”, retorquiu Donald Trump.
“Se precisarem de ajuda, eu vou sempre ajudar os britânicos, ok? Mas eles não precisam de ajuda”, apontou, acrescentando que o Reino Unido tem soldados “incríveis.”
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Trump acredita que Putin cumprirá um eventual acordo de paz e não voltará a atacar a Ucrânia
Durante a conferência de imprensa, Donald Trump deixou claro que considera que, se for alcançado um acordo de paz na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, não vai voltar a atacar: “Quando fizermos um acordo vai aguentar-se.” “Se eu não tivesse sido eleito acho que nem estaríamos a falar com Putin agora”, acrescentou.
Notando que a França, tal como o Reino Unido, já se disponibilizou para enviar soldados para uma força de manutenção de paz, sublinhou que acredita que os EUA nem serão necessários.
Sobre uma adesão da Ucrânia à NATO, Trump sublinhou que é um cenário irrealístico: “Foi isso que começou tudo isto. O Biden disse isto e as armas começaram [a disparar].” Prometeu ainda trabalhar para devolver os territórios ocupados pela Rússia à Ucrânia, mas reconheceu que poderá não ser possível fazê-lo na totalidade.
O líder norte-americano reiterou que a NATO estava muito dependente dos EUA, obrigados a pagar uma quota “desproporcional”, que o ex-Presidente Joe Biden “fez um trabalho péssimo” e que a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente nunca deveriam ter acontecido.
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Trump diz que é precoce falar sobre força de manutenção de paz: "Ainda não chegamos a um acordo"
O Presidente norte-americano foi questionado sobre uma eventual força de manutenção de paz na Ucrânia — Reino Unido e França já se voluntariaram para enviar soldados. Donald Trump considera que não faz sentido falar do assunto antes de se chegar a um acordo.
“Estamos muito bem avançados num acordo, mas ainda não chegamos a acordo. Não gosto de falar de manutenção de paz até termos um acordo”, afirmou na conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro britânico. “[Garantir] a segurança será fácil. A parte difícil é fechar um acordo”, acrescentou.
Trump lembrou que na sexta-feira vai receber o Presidente ucraniano e que vão assinar um acordo “muito importante” sobre as terras raras. Aproveitou o momento para reiterar o argumento que já tinha deixado há dias, de que seria improvável ocorrem ataques com norte-americanos a trabalhar nos territórios ucranianos.
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Trump questionado sobre ter chamado ditador a Zelensky: "Não acredito que disse isso"
Durante a conferência de imprensa, um jornalista perguntou ao líder norte-americano sobre as declarações que fez sobre o Presidente ucraniano ser um ditador por não ter realizado eleições durante a guerra. “Eu disse isso? Eu não acredito que disse isso. Próxima pergunta”, afirmou Donald Trump.
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Starmer quer trabalhar com Trump para alcançar acordo de paz duradouro na Ucrânia
O primeiro-ministro britânico, por sua vez, agradeceu a “hospitalidade” e a “liderança” de Trump, descrevendo uma primeira conversa “construtiva entre os dois.
Keir Starmer destacou a relação de longa data entre os dois países: “Estão unidos há muito tempo. É a aliança mais próxima entre dois países quando se trata de prosperidade e segurança. E eu sei que juntos vamos fortalecê-la ainda mais em questões como a Ucrânia.” O líder britânico disse ainda que quer trabalhar com Trump para garantir um acordo de paz na Ucrânia que seja duradouro.
Durante a conferência de imprensa, Starmer entregou a Trump uma carta do Rei Carlos III, que o convidou para visitar o Reino Unido. “É muito especial. Nunca aconteceu antes, não há precedentes, simboliza o fortalecimento da relação entre nós. É uma carta muito especial. Acho que a última foi um sucesso tremendo. Sua Majestade, o Rei, quer tornar esta ainda melhor”, afirmou Starmer.
Trump aceitou o convite, explicando que será acompanhado pela primeira-dama, Melania Trump.
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Trump e Starmer vão discutir guerra na Ucrânia e comércio: "Vamos dar-nos bem em todos eles"
O Presidente norte-americano disse hoje que é uma “grande honra” receber o primeiro-ministro britânico na Sala Oval. “É um sitio muito especial e ele é um homem muito especial. O Reino Unido é um país maravilhoso, que conheço muito bem”, começou por dizer na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro.
Donald Trump explicou que vai abordar com Starmer vários temas, incluindo a guerra na Ucrânia e comércio. “Vamos dar-nos bem em todos eles”, garantiu, destacando a boa relação que mantém com Keir Starmer.
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Macron diz que valores partilhados, como multilaterismo, se estão a "desmoronar"
Emmanuel Macron fala agora no CCB. Diz que Portugal e França são “duas grandes nações marítimas”, hoje em dia já sem um “destino de natureza predadora”, mas com objetivo de cooperação económica e melhor conhecimento científico sobre os oceanos.
Esta visita de Estado mostra “progressos e uma relação exemplar” entre Portugal e França, diz. Há “atrasos” no cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável, frisa, mas a ação de Portugal é “inspiradora”. E lembra que para 60% dos oceanos não havia qualquer tratado sobre a sua regulação, e pede ajuda a Portugal para conseguir que 60 países ratifiquem esse tratado, “para uma verdadeira governação do mar alto”, acabando com a atual “falta total de regras” e a “fragmentação da governação dos mares”.
“Ninguém regula à escala do planeta a governação dos oceanos”, frisa. “Chegámos a um acordo de proteção de pelo menos 30% do oceano até 2030, e ainda só protegemos 9%. Portugal é uma fonte de inspiração”, diz, dando o exemplo das zonas protegidas nos Açores — é a maior zona protegida do Atlântico norte.
“Apenas 5% dos oceanos foram objetos de verdadeiras missões de exploração. Temos um verdadeiro planeta oculto”. Antes do verão, frisa, será adotado o pacto europeu para o oceano.
Dado o contexto geopolítico, é “precisamente neste momento que um trabalho deste cariz é mais importante”, com um mundo a “fragmentar-se” e em que os nossos valores e os valores do multilateralismo “desmoronam-se”. É preciso que isto seja “preservado” e reconhecer que o progresso humano só é possível se preservarmos a biodiversidade e atenuarmos as emissões nocivas.
Macron convida ainda os responsáveis portugueses a irem à conferência dos oceanos em Nice, em junho.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Montenegro dá parabéns a Macron pelos "passos positivos para a paz na Ucrânia"
O primeiro-ministro congratula agora Macron pela sua “postura” e “trabalho” muito “notado nas últimas semanas para, no contexto internacional, “dar passos positivos para que possamos ter paz na Ucrânia, com a Ucrânia, com a Europa”, e para que noutras geografias também haja uma maior estabilização e superação dos conflitos. Além disso, Macron ajuda a defender um mundo em que “os direitos das pessoas estejam sempre salvaguardados”.
Sobre o tema do Mar, Montenegro diz que “mal seria” que esta visita não incluísse este contexto: “97% do nosso território é oceano”, sublinha. “Não esquecemos as nossas responsabilidades com a importância vital do planeta azul”.
“Estamos intimamente ligados ao oceano, e ao ligar-nos ao oceano estamos também a ligar-nos à vocação universalista”, sendo que o multilaterismo está em risco, assinala, e essa é uma preocupação que toca Portugal e França e que tem sido tema entre os dois países.
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Montenegro recebe o "cher Emmanuel" Macron e fala em "visita histórica"
Luís Montenegro começa agora a falar no Centro Cultural de Belém, onde está com Emmanuel Macron na cerimónia que assinala a transmissão da organização da conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos entre Portugal e França.
Começa com uma frase em francês a falar ao “cher Emmanuel” e a dizer-lhe que é “très bienvenu”. A visita é “histórica”, porque há 26 anos que um Presidente francês não vinha a Portugal, recorda. E começou a ser preparada em junho, quando Montenegro esteve no Eliseu com Macron e ambos “aceitaram dar um novo impulso às relações bilaterais”. A visita terá um “momento alto”: a assinatura de um tratado de amizade e cooperação. Serão assinados outros nove instrumentos bilaterais, entre os quais a “declaração oceano”, explica.
Fala na importância da relação entre Portugal e França em muitos palcos e áreas específicas, lembrando também que Portugal tem em França a sua maior comunidade fora do país. “E todos os anos, com muito gosto, acolhemos milhares e milhares de franceses, que procuram em Portugal reganhar energias para sucessivos anos de trabalho”, aproveitando a “beleza natural” do país ou a sua “gastronomia e recetividade”.
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Starmer recebido por Trump em Washington
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, chegou agora à Casa Branca, onde foi recebido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Antes de entrarem para uma reunião à porta fechada na Sala Oval, os líderes britânico e norte-americano foram questionados por um jornalista sobre se conseguem fechar um acordo de paz sobre a Ucrânia. “Sim. Conseguimos”, respondeu Trump, citado pela Sky News.
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Rutte fala com Trump e promete aumento do investimento em defesa na NATO
O secretário-geral da NATO revelou hoje que teve uma conversa com o Presidente dos Estados Unidos da América. “Os aliados da NATO estão a mover-se rapidamente para investir mais em defesa. Anunciados grandes aumentos e há mais a caminho”, escreveu na rede social X após o encontro.
Mark Rutte disse ainda que os Estados-membros da aliança transatlântica estão a preparar milhões de euros em apoio a Kiev e também garantias de segurança.
https://twitter.com/SecGenNATO/status/1895152600372158951
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Macron confirma reunião entre Trump e Zelensky e destaca o laço entre Portugal e França
No final da visita à Assembleia da República, Macron confirmou aos jornalistas o encontro de Zelensky e Trump. “É um combate pelo direito internacional, pela soberania e pela segurança dos europeus. É existencial, é muito importante para nós e também para os EUA”, acrescentou.
“Os europeus têm que estar unidos e fortes mais do que nunca. O laço entre Portugal e França é um dos sinais dessa Europa mais forte. Temos que ser mais fortes em matéria de tecnologia, indústria, defesa…”, reforçou.
“As alianças muito antigas, que são questionadas 26 anos depois depois da última visita de um francês, continuam”, disse também, garantindo estar “muito feliz” por ter assinado um acordo de amizade com Montenegro.