Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky na Casa Branca terminou numa discussão, levando à expulsão de Zelensky, ao cancelamento de uma conferência de imprensa conjunta e à não assinatura de um acordo de minerais. Trump acusou Zelensky de “brincar com a Terceira Guerra Mundial” e indicou que os EUA não desejam envolver-se em negociações que favoreçam a Ucrânia sem alcançar a paz diretamente.
    • Em entrevista à Fox News, Zelensky admitiu que a discussão na Sala Oval “não foi boa para nenhum dos lados” — nem para o lado ucraniano, nem para o lado norte-americano. E considerou não ter “feito nada de mal”. “Somos parceiros próximos. Temos de ser livres.”
    • Vários líderes mundiais expressaram apoio a Zelensky após o confronto com Trump. Emmanuel Macron afirmou que se deve respeitar quem combate desde o início, referindo-se à Ucrânia como alvo da agressão russa. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e outros líderes europeus manifestaram solidariedade com a Ucrânia, reiterando que o país não está sozinho na sua luta.
    • O acordo de cooperação entre os EUA e a Ucrânia, que incluía exploração de terras raras, petróleo e gás, e era crucial para assegurar apoio militar e económico, permanece em suspenso. O conselheiro ucraniano Mykhailo Podolyak realçou a importância das garantias de segurança que deveriam ser incorporadas no acordo, sublinhando que a Ucrânia não aceitará concessões que comprometam a sua integridade territorial.

    [No podcast “Somos Todos Malucos“, António Raminhos fala sobre os nossos medos, ansiedades e superações em conversas descomplicadas e divertidas em torno da saúde mental. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts e no Spotify]

  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par dos desenvolvimentos na guerra da Ucrânia neste novo liveblog.

    JD Vance ia passar férias a Vermont, mas foi recebido por protestos pró-Ucrânia — e foi transferido para uma localização não definida

  • Zelensky quer que Trump "esteja mais do seu lado"

    O Presidente da Ucrânia concedeu que a discussão na Sala Oval “não foi boa”, mas mostrou-se confiante de que a relação com Donald Trump pode melhorar.

    Questionado sobre se considera que o Presidente norte-americano estava demasiado próximo de Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky disse que falaram sobre isso na reunião da Sala Oval.

    “Eu quero que ele esteja mais do nosso lado”, pediu Volodymyr Zelensky, que garantiu que publica todos os detalhes financeiros do apoio norte-americano.

  • Depois de uma discussão inédita, a relação Trump-Zelensky é "irreparável"? E que impacto vai ter para a guerra da Ucrânia?

    É pouco claro se o apoio à Ucrânia vai continuar, mas, em qualquer cenário, a Rússia sai a ganhar. Especialistas argumentam que o objetivo da discussão foi pressionar a Zelensky a demitir-se.

    Depois de uma discussão inédita, a relação Trump-Zelensky é “irreparável”? E que impacto vai ter para a guerra da Ucrânia?

  • Foi uma cilada mediática de Trump? Zelensky "não sabe", mas diz que não quer voltar à Casa Branca num futuro próximo

  • Zelensky defende que acordo de terras-raras tem de ser assinado, mas não é "suficente"

    O Presidente da Ucrânia defendeu igualmente que o acordo de terras-raras, cuja assinatura foi adiada esta sexta-feira, tem de ser assinado.

    Ainda assim, Volodymyr Zelensky assegura que “não é suficiente” e que não serve como garantia de segurança para a Ucrânia.

  • Zelensky admite que discussão "não foi boa" nem para os EUA, nem para a Ucrânia

    O Presidente da Ucrânia admitiu que a discussão na Sala Oval “não foi boa para nenhum dos lados” — nem para o lado ucraniano, nem para o lado norte-americano.

    “Eu sou muito honesto, mas eu não posso mudar a atitude ucraniana em relação à Rússia. Eles são assassinos para nós. Isso é muito claro para nós”, disse Volodymyr Zelensky na entrevista à Fox News.

    Volodymyr Zelensky assumiu que a América e a Europa “são aliados” da Ucrânia, mas a Rússia manter-se-á como “inimiga”. “Mas isso não quer dizer que não queiramos a paz”, ressalvou.

    Além disso, o Presidente da Ucrânia quer a Europa sentada na mesa das negociações. “Não queremos perder a Europa.”

  • Zelensky diz "respeitar" Trump, mas diz que "teve de ser honesto": "Não penso que tenha feito nada de mal"

    “Respeito o Presidente e respeito o povo norte-americano. Temos de ser muito honestos.” Foi assim que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, começa por reagir à discussão na Sala Oval.

    Numa entrevista à Fox News esta noite, Volodymyr Zelensky diz não ter “feito nada de mal”. “Somos parceiros próximos. Temos de ser livres.”

  • Starmer falou ao telefone com Trump e Zelensky

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, falou hoje ao telefone com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Keir Starmer garantiu que está a tentar “encontrar um caminho para uma paz duradoura baseada na soberania e na segurança da Ucrânia”.

  • Trump reage à discussão na Sala Oval e diz que Zelensky "jogou as suas cartas com demasiada confiança"

    O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, falou aos jornalistas após o encontro com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que admitiu que “não correu muito bem”.

    Numa base aérea, Donald Trump disse que Volodymyr Zelensky “jogou as suas cartas com demasiada confiança” e que os Estados Unidos não querem “jogar jogos” de guerra — e não querem um conflito por mais “dez anos”.

    O Presidente norte-americano indicou que Zelensky apenas quer “lutar, lutar, lutar”, mas tem de fazer a “paz”.

    Neste sentido, se Zelensky quiser a paz, o Presidente da Ucrânia tem de dizer “claramente” que deseja alcançar um cessar-fogo, que, segundo Trump, pode ocorrer imediatamente.

    No entanto, para o Presidente norte-americano, Zelensky não parece ser um “homem que queira fazer a paz”, apesar de não ter “cartas”.

    Questionado sobre se pretende cortar a ajuda militar à Ucrânia, Donald Trump não deu uma resposta concreta. “Não importa o que eu acho.”

  • Rangel ligou ao MNE ucraniano para garantir apoio português

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ligou ao homólogo ucraniano, Andriy Sybiha esta noite, depois do confronto verbal entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky.

    Rangel, na rede social X, disse ter falado com o seu “amigo” Andriy Sybiha “para lhe dizer, de viva voz, que a Ucrânia e o povo ucraniano podem contar com Portugal”.

  • Acordo sobre as terras-raras? Secretário do Tesouro norte-americano diz que é incerto o seu futuro

    O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, diz que não sabe qual será o futuro do acordo dos minerais das terras-raras, após a discussão desta sexta-feira na Sala Oval e após o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter saído da Casa Branca.

    Numa entrevista à Bloomberg, Scott Bessent condenou ainda a postura de Volodymyr Zelensky. “Foi inaceitável” e um “dos maiores objetivos diplomáticos na História”.

    “É muito difícil fazer um pacto económico com um líder que não quer fazer um acordo de paz”, lamentou Scott Bessent.

  • Primeira-ministra italiana quer organizar cimeira entre EUA e Europa e vai apresentar proposta aos aliados na próximas horas

    A primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, considera ser urgente organizar uma cimeira entre os Estados Unidos, a Europa e os aliados da NATO.

    “É necessária para falar francamente sobre como pretendemos abordar os grandes desafios de hoje, começando pela Ucrânia, que defendemos juntos nos últimos anos”, afirmou Giorgia Meloni, que indicou que essa proposta será feita aos aliados “nas próximas horas”.

    Citada pela RAI, Giorgia Meloni alertou para os perigos da “divisão do Ocidente”. “Podemos tornarmo-nos mais fracos e favorecer aqueles que gostariam de ver o declínio da nossa civilização”, disse a primeira-ministra italiana, acrescentando: “Uma divisão não serviria a ninguém”.

  • Conselheiro de Zelensky diz que a Ucrânia não vai aceitar "concessões injustificadas à Rússia"

    O conselheiro da presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, reagiu à discussão na Sala Oval.

    “A posição da Presidente da Ucrânia é impecável, foi bem argumentada e absolutamente correta. Um entendimento claro das causas da guerra e explicações claras sobre o porquê desta guerra não pode ser parada através de concessões injusticadas à Rússia”, escreveu Mykhailo Podolyak no X.

    Para Mykhailo Podolyak, “emoções são emoções, mas os factos são concretos”. “Como as reputações.”

  • Erdoğan e Starmer falaram ao telefone após discussão entre Trump e Zelensky

    O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, anunciou que falou hoje ao telefone com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, após a discussão na Sala Oval.

    Numa nota publicada no site da presidência turca, Recep Tayyip Erdoğan indicou que a conversa versou sobre as “relações bilaterais” entre o Reino Unido e a Turquia, bem como “assuntos regionais e globais”.

    “O Presidente Erdoğan declarou que a Turquia está a fazer esforços para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia terminar o mais cedo possível com uma paz justa e duradoura”, lê-se na nota.

    O líder turco assegurou que o país continua “pronto para fazer a sua parte”, incluindo ser a sede de negociações “para facilitar paz”, tal “como tem feito até agora”.

  • Macron responde a Trump: "Quem brinca com a Terceira Guerra Mundial é a Rússia"

    O Presidente de França, Emmanuel Macron, disse acreditar que era “importante” que o Chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, fosse recebido pelo seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

    “A Ucrânia tem razão. A sua soberania foi abalada. Devemos muito respeito ao Presidente Zelensky”, declarou Emmanuel Macron em entrevista à RTP1, transmitida na noite desta sexta-feira.

    Para o Presidente francês, é necessário continuar a “agir e a apoiar a Ucrânia”. “Temos de contribuir elementos de segurança para a Ucrânia, para a Europa.”

    Questionado sobre as palavras de Donald Trump para Volodymyr Zelensky na reunião desta sexta-feira na Sala Oval, o Presidente francês assegurou: “Se há alguém que está a brincar com a Terceira Guerra Mundial é Putin”.

    “Foi ele quem começou a guerra de agressão há três anos. Foi ele que invadiu a Ucrânia. Foi ele que colocou 10 mil soldados norte-coreanos na Europa. Foi ele que ajudou os iranianos com os programas nucleares. E talvez tenha implicado a China”, ilustou Emmanuel Macron.

    Apesar destas palavras de Donald Trump, Emmanuel Macron continua acreditar que os Estados Unidos estão “do lado da liberdade”. “Os EUA estão do lado da liberdade e dos princípios do direito internacional.”

    Admitindo que existem vários “pontos de interrogação” sobre as relações entre a Europa e os Estados Unidos, Emmanuel Macron declarou que os europeus “têm de ser mestres do seu destino”. “A única obsessão enquanto europeus é chegarmos lá por nós mesmos”, disse ainda.

  • Veja o vídeo na discussão entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky

  • Democratas acusam Trump de colocar apenas "Putin em primeiro lugar"

    Numa publicação no X, o partido Democrata acusou o Presidente norte-americano, Donald Trump, de colocar “Putin em primeiro lugar”.

  • Trump terá mandado Marco Rubio informar Zelensky da decisão de o expulsar da Casa Branca

    Segundo o relato da repórter da CNN Kaitlin Collins, Donald Trump enviou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz informar Volodymyr Zelensky e a sua comitiva.

    No relato lê-se que Trump consultou com Rubio, Waltz, o vice-presidente J.D. Vance e outros conselheiros sobre o que fazer antes de decidir expulsar o Presidente Ucraniano.

    Os ucranianos esperavam pelo almoço que se ia seguir ao encontro na Sala Oval quando souberam da decisão e terão protestado que queriam continuar. Porém, a vontade de continuar a negociar ter-lhes-á sido negada.

  • Orbán sai em defesa de Trump: "Defendeu a paz. Mesmo que seja difícil para muitos digerir"

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, saiu hoje em defesa de Donald Trump.

    Numa exceção à maioria dos líderes da União Europeia, o primeiro-ministro húngaro — abertamente pró-russo —, escreveu no X que o Presidente “defendeu corajosamente a paz”. “Mesmo que seja difícil para muitos digerir isso.”

    “Homens fortes fazem a paz, homens fracos fazem guerras”, escreveu ainda Viktor Orbán.

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