Momentos-chave
- Qual é o plano do Egito para Gaza?
- "Há grande interesse em contribuir para a reconstrução" de Gaza, diz Palestina
- Shin Bet assume parte da responsabilidade pelo 7 de outubro, mas aponta também a Netanyahu e Ben Gvir
- Cimeira Árabe vai adotar plano do Egito para reconstruir Gaza
- Forças israelitas anunciam morte do comandante naval do Hezbollah em ataque aéreo no Líbano
- Abbas agradece plano egípcio e pede a Trump que o apoie em vez da "Riviera"
- "Não há futuro para Gaza que não seja parte de um Estado palestiniano viável", defende Guterres
- Forças de Defesa de Israel anunciam morte do comandante do Hamas em Jenin
- Plano do Egito para reconstruir Gaza vai custar 53 mil milhões de dólares
- Israel admite cortar eletricidade em Gaza para pressionar Hamas
- Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Israel "está pronta" para segunda fase do cessar-fogo
- EUA sublinham “empenho a 100%” na segurança a Israel
Histórico de atualizações
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O que aconteceu até agora:
- A Cimeira Árabe, realizada no Cairo, adotou o plano proposto pelo Egito para a reconstrução de Gaza. Este plano prevê um investimento de cerca de 53 mil milhões de dólares para a remoção de escombros, instalação de habitações temporárias e construção de infraestruturas em Gaza ao longo de cinco anos. O objetivo é impedir que o plano alternativo proposto pelos Estados Unidos, de criar uma “Riviera do Médio Oriente”, avance.
- O plano do Egito para Gaza também inclui a construção de cerca de 400 mil casas permanentes, a reconstrução do porto e do aeroporto, e o restabelecimento de serviços básicos. A gestão dos assuntos de Gaza passará para um grupo de “tecnocratas palestinianos independentes”, substituindo o Hamas. Haverá também conferências para angariar fundos internacionais necessários para a reconstrução.
- António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, apoiou a liderança egípcia para a reconstrução de Gaza, destacando a importância de um enquadramento político que evite a retoma das hostilidades. A recuperação de Gaza deve ser parte da formação de um Estado palestiniano soberano, com a Cisjordânia reunificada política e economicamente sob uma Autoridade Palestiniana.
- As Forças de Defesa de Israel (IDF) lideraram um ataque aéreo no Líbano que resultou na morte do comandante da marinha das forças Radwan do Hezbollah. A operação faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui operações militares na Cisjordânia, onde o comandante do Hamas em Jenin foi morto.
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Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter feito companhia.
Continue a par da atualidade no conflito entre Israel e o Hamas neste novo liveblog.
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Qual é o plano do Egito para Gaza?
Já eram conhecidos alguns pontos do plano que o Egito propôs na cimeira Árabe que se realizou hoje com caráter de urgência — e que já se sabe que será adotado.
Até ao momento, segundo a Al Jazeera, foram adiantados 10 pontos deste plano:
- A primeira fase durará cerca de seis meses. As duas seguintes terão uma duração entre quatro a cinco anos.
- Durante os primeiros seis meses, uma comissão dirigida pela Autoridade Palestiniana irá limpar os escombros da principal estrada da Faixa de Gaza.
- Serão construídas 200 mil habitações temporárias para alojar 1.2 milhões de pessoas. E serão restaurados cerca de 60 mil edifícios.
- Serão construídas pelo menos 400 mil casas permanentes, e será reconstruído o porto e o aeroporto de Gaza.
- Serão restabelecidos serviços básicos como: água, sistema de esgotos, serviços de telecomunicações e eletricidade.
- Serão organizadas conferências, para que os financiadores internacionais possam disponibilizar os valores monetários necessários para reconstruir a Faixa de Gaza.
- Os assuntos de Gaza passarão a ser geridos por um grupo de “tecnocratas palestinianos independentes”, que irão substituir totalmente o Hamas.
- Este grupo tecnocrático ficará responsável por supervisionar a entrada da ajuda humanitária e preparar a sociedade para uma administração feita pela Autoridade Palestiniana (AP).
- O Egito e a Jordânia irão formar agentes da polícia palestiniana, que depois serão enviados para Gaza.
- Os mesmos países pediram ao Conselho de Segurança da ONU que considere a possibilidade de autorizar uma missão de manutenção da paz para supervisionar a administração de Gaza até à sua total reconstrução.
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"Há grande interesse em contribuir para a reconstrução" de Gaza, diz Palestina
Depois de ser conhecido que os líderes árabes concordaram em adotar a proposta egípcia para a reconstrução de Gaza, o primeiro-ministro da Palestina foi questionado sobre a origem dos 53 mil milhões de dólares que serão necessários.
“Vamos procurar o apoio do Egito e da Jordânia para reformar as forças policiais em Gaza”, começou por dizer Mohammad Mustafa no final da cimeira, citado pela AlJazeera.
“A questão da reconstrução é da responsabilidade de uma autoridade ou entidade independente, que seria criada pela Autoridade Palestiniana com um conselho de administração com supervisão internacional”, acresentou.
E disse ainda que “todos os fundos irião depois para uma entidade internacional, muito provavelmente o Banco Mundial… Para garantir a transparência.”
“Quanto à angariação de fundos, é claro que é um grande desafio, mas há um grande interesse em contribuir para o esforço de reconstrução”, remaotu ainda.
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Shin Bet assume parte da responsabilidade pelo 7 de outubro, mas aponta também a Netanyahu e Ben Gvir
As conclusões da investigação do serviço de segurança israelita Shin Bet ao ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 foram conhecidas esta terça-feira e apontam para responsabilidades internas, mas também para as políticas do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ex-ministro da Segurança Nacional, Ben Gvir.
O Shin Bet defendeu que as políticas de Benjamin Netanyahu em relação ao Monte do Templo, ao tratamento dos prisioneiros palestinianos e à revisão judicial contribuíram para a motivação do Hamas em desencadear o ataque.
Segundo os jornais Jerusalem Post e Haaretz, apesar de o relatório da investigação nunca mencionar diretamente o nome do líder do Governo israelita, Netanyahu permitiu que muitas das opções políticas de Ben Gvir continuassem, embora detesse o poder de as impedir. Entre estas opções estava o aumento considerável de visitantes judeus ao Monte do Templo, a violação de regras daquele espaço e a aplicação de medidas que agravaram as condições dos prisioneiros palestinianos.
Paralelamente, a política de manutenção da “tranquilidade” em Gaza e a transferência de fundos do Qatar para a ala militar do Hamas também estiveram entre os principais fatores que permitiram ao Hamas preparar o ataque de 7 de outubro. Em setembro de 2023, apenas um mês antes do ataque do Hamas, a organização avisou mesmo que Israel estava “a entrar num período instável”, recomendando assassinatos seletivos de elementos de topo do Hamas em Gaza.
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Cimeira Árabe vai adotar plano do Egito para reconstruir Gaza
A Cimeira Árabe que está hoje reunida no Cairo adotou o plano proposto pelo Egito para reconstruir Gaza, informou o presidente do país, Abdel Fattah al-Sisi, na intervenção de encerramento deste encontro, citado pela Al Jazeera.
O objetivo é impedir assim que o plano do Presidente dos EUA, de criar uma “Riviera do Médio Oriente”, vá avante.
O projeto, que se prevê que tenha um custo de 53 mil milhões de dólares, inclui a construção de um porto comercial, um centro tecnológico e diversos hotéis.
O plano egípico estende-se por cinco anos, sendo que na primeira fase (com a duração de cerca de seis meses) será levada a cabo a remoção de escombros e a instalação de habitações temporárias.
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Forças israelitas anunciam morte do comandante naval do Hezbollah em ataque aéreo no Líbano
As Forças de Defesa de Israel (FDI) revelaram esta terça-feira que um ataque aéreo conduzido sobre o Líbano resultou na morte do comandante da marinha das forças Radwan do Hezbollah.
De acordo com o jornal Haaretz, Hader Saeed Al-Hashem desempenhou várias funções na organização durante cerca de 20 anos e, na sua posição atual, estava envolvido no contrabando de armas através de rotas marítimas e no planeamento de operações contra Israel.
“Al-Hashem operava durante o cessar-fogo, violando assim os acordos com o Líbano”, sublinha o comunicado das FDI.
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Abbas agradece plano egípcio e pede a Trump que o apoie em vez da "Riviera"
O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, saudou o plano do Egito para reconstruir a Gaza, mantendo os “palestinianos na sua pátria”. Tal como os restantes líderes regionais, Abbas “rejeitou categoricamente” a proposta da “Riviera” de Donald Trump que prevê a deslocação do povo palestiniano. “Agradecemos a todos os Estados árabes e europeus que tomaram iniciativa e rejeitaram rapidamente este apelo irresponsável e inumano”, acrescentou, na cimeira árabe, a realizar-se no Cairo.
Abbas apelou ainda a Trump que recue nestes planos e se alinhe com os restantes mediadores. “Instamos Trump a apoiar os esforços de reconstrução tendo por base [o plano egípcio] e não qualquer outra base”, declarou, citado pela Al Jazeera.
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"Não há futuro para Gaza que não seja parte de um Estado palestiniano viável", defende Guterres
António Guterres discursou na Cimeira árabe sobre o futuro dos territórios palestinianos, onde saudou a liderança egípcia para reconstruir a Faixa de Gaza, como “um símbolo da responsabilidade coletiva”.
O secretário-geral das Nações Unidas destacou que a prioridade deve ser evitar “a todo o custo a retoma das hostilidades”. Ainda assim, sublinhou que “acabar com a crise não é suficiente, é preciso de um enquadramento político para a reconstrução”. Nesse sentido, apoiou o plano árabe, que recusa a deslocação forçada de palestinianos.
“Gaza tem de ser parte de um Estado soberano da Palestina e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Este, tem de ser unificada política e economicamente, sob uma Autoridade Palestiniana”, argumentou. “Não há reconstrução sustentável sem um horizonte político claro e com princípios. O povo palestiniano deve decidir o seu futuro e viver na sua terra”, rematou.
António Guterres condenou ainda a violência dos colonos e a operação militar das IDF na Cisjordânia, uma das campanhas israelitas mais agressivas no território em décadas.
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Trump ameaça cortar fundos a universidades americanas que permitam "manifestações ilegais"
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira, através da sua rede Truth Social, que pretende interromper “todo o financiamento federal” para estabelecimentos de ensino que “permitam manifestações ilegais”, em alusão aos protestos pró-Palestina que já se registaram em diversas universidades americanas.
“Todo o financiamento federal será travado para qualquer faculdade, escola ou universidade que permita protestos ilegais”, escreveu Donald Trump, adiantando que “os agitadores serão presos e/ou deportados para os seus países de origem”.
“Os estudantes americanos serão expulsos permanentemente ou, dependendo dos seus crimes, detidos. Sem máscaras”, acrescentou o Presidente norte-americano.
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Forças de Defesa de Israel anunciam morte do comandante do Hamas em Jenin
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram esta terça-feira a morte do comandante do Hamas em Jenin, Isser Saadi, numa ação desencadeada na noite de segunda-feira no âmbito da operação militar israelita na Cisjordânia.
De acordo com as informações do exército citadas pelo jornal Haaretz, mais uma pessoa terá morrido nessa incursão das forças israelitas e outras três foram presas. As IDF adiantaram igualmente o alargamento da sua operação a outro bairro de Jenin.
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Alto quadro do Hamas garante que grupo não vai desarmar em troco da entrada de ajuda em Gaza
Sami Abu Zuhri, um alto funcionário do Hamas, rejeitou esta terça-feira os apelos de Israel e dos Estados Unidos da América para que o grupo palestiniano deponha as armas e declarou que o direito de resistir não é negociável.
“A arma da resistência é uma linha vermelha e não é negociável”, disse Sami Abu Zhuri à Reuters.
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Plano do Egito para reconstruir Gaza vai custar 53 mil milhões de dólares
O plano concebido pelo Egito para a reconstrução da Faixa de Gaza irá custar cerca de 53 mil milhões de dólares, adiantou esta terça-feira a Reuters.
O plano de 112 páginas, a que a Reuters terá tido acesso, inclui mapas do território de Gaza reestruturado com imagens geradas por inteligência artificial de habitações, jardins e centros comunitários. Estão igualmente previstos um porto comercial, um centro tecnológico e diversos hotéis, numa operação de reconstrução que deve durar cinco anos.
Numa primeira fase, de cerca de seis meses, haveria lugar à remoção de escombros e à instalação de habitações temporárias. Depois, o plano avança com a construção de cerca de 200 mil casas, com um custo estimado de 20 mil milhões de dólares. Por último, ao longo de dois anos e meio, serão erguidas mais 200 mil habitações e um aeroporto, que custarão mais 30 mil milhões de dólares.
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Israel admite cortar eletricidade em Gaza para pressionar Hamas
Omer Dostri, porta-voz do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, recusou excluir a possibilidade de cortar a eletricidade em Gaza como forma de pressionar o Hamas a aceitar um acordo para a segunda-fase do cessar-fogo. “Estamos a dar uma chance aos mediadores. Entretanto, estamos a aplicar a nossa pressão, que começou com a suspensão da ajuda humanitária”, afirmou, citado pelo Haaretz.
“Quanto mais tempo o Hamas mantiver a sua recusa, maior será a influência que Israel terá sobre o Hamas”, considerou. Dostri garantiu ainda que todas as decisões israelitas estão a ser tomadas em coordenação com os Estados Unidos.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Israel "está pronta" para segunda fase do cessar-fogo
Giden Sa’ar afirmou hoje que Israel “está pronta para progredir para a fase dois do cessar-fogo”. As duas exigências de Telavive para a segunda fase da trégua são a entrega de todos os reféns e a desmilitarização da Faixa de Gaza, detalhou numa conferência de imprensa com os media internacionais.
Ainda assim, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel defendeu o corte de ajuda humanitária no enclave palestiniano. “A ajuda humanitária tornou-se a fonte número um de rendimento para o Hamas em Gaza. Com esse dinheiro, que eles utilizam para o terror, restauram as suas capacidades e arranjam mais jovens terroristas para a sua organização”, argumentou, citado pelo Times of Israel.
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EUA sublinham “empenho a 100%” na segurança a Israel
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse ao seu homólogo israelita, Israel Katz, que o governo de Washington “está 100% empenhado na segurança de Israel” e que os dois países concordaram em “trabalhar em conjunto” para enfrentar o Irão.
O Pentágono afirmou, num comunicado divulgado após a conversa telefónica, que os dois conversaram para “discutir interesses bilaterais, desenvolvimentos e oportunidades regionais e prioridades de assistência à segurança”.
“O secretário reafirmou que os Estados Unidos continuam 100 por cento empenhados na segurança de Israel e sublinhou o laço inquebrável que existe entre os Estados Unidos e Israel”, disse, antes de afirmar que os dois “concordaram que o Irão continua a ser uma ameaça à segurança regional e concordaram em trabalhar em conjunto para enfrentar este desafio”.
Por seu turno, Katz enalteceu a “grande conversa” com Hegseth e revelou, numa mensagem na sua conta nas redes sociais, que lhe agradeceu “o apoio da administração de Donald Trump na aceleração da ajuda militar a Israel, bem como o seu compromisso inabalável com a segurança de Israel”.
“Estamos de acordo. Todos os reféns têm de regressar a casa e o governo do Hamas em Gaza tem de ser afastado. O Irão continua a ser a maior ameaça à segurança regional”, disse, adiantando que vão trabalhar em conjunto “para impedir que o Irão obtenha armas nucleares”, afirmou, sublinhando que os laços entre os dois países são “inquebráveis”.
O gabinete de Katz avançou ainda, em comunicado, que o ministro da Defesa israelita informou Hegseth sobre a situação das operações “antiterroristas” levadas a cabo pelo exército na Cisjordânia, sublinhando a importância das “zonas de segurança” no Líbano e na Síria, segundo o The Times of Israel.
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Bem vindo ao liveblog desta terça-feira, em que vamos continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente.
Pode consultar todas as atualizações da última segunda-feira neste outro artigo, que agora arquivamos.