Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • A Cimeira Árabe, realizada no Cairo, adotou o plano proposto pelo Egito para a reconstrução de Gaza. Este plano prevê um investimento de cerca de 53 mil milhões de dólares para a remoção de escombros, instalação de habitações temporárias e construção de infraestruturas em Gaza ao longo de cinco anos. O objetivo é impedir que o plano alternativo proposto pelos Estados Unidos, de criar uma “Riviera do Médio Oriente”, avance.
    • O plano do Egito para Gaza também inclui a construção de cerca de 400 mil casas permanentes, a reconstrução do porto e do aeroporto, e o restabelecimento de serviços básicos. A gestão dos assuntos de Gaza passará para um grupo de “tecnocratas palestinianos independentes”, substituindo o Hamas. Haverá também conferências para angariar fundos internacionais necessários para a reconstrução.
    • António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, apoiou a liderança egípcia para a reconstrução de Gaza, destacando a importância de um enquadramento político que evite a retoma das hostilidades. A recuperação de Gaza deve ser parte da formação de um Estado palestiniano soberano, com a Cisjordânia reunificada política e economicamente sob uma Autoridade Palestiniana.
    • As Forças de Defesa de Israel (IDF) lideraram um ataque aéreo no Líbano que resultou na morte do comandante da marinha das forças Radwan do Hezbollah. A operação faz parte de uma estratégia mais ampla que inclui operações militares na Cisjordânia, onde o comandante do Hamas em Jenin foi morto.

  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter feito companhia.

    Continue a par da atualidade no conflito entre Israel e o Hamas neste novo liveblog.

    Donald Trump deixa aviso ao Hamas: “Estou a enviar a Israel tudo o que precisam para terminar o trabalho”

  • Qual é o plano do Egito para Gaza?

    Já eram conhecidos alguns pontos do plano que o Egito propôs na cimeira Árabe que se realizou hoje com caráter de urgência — e que já se sabe que será adotado.

    Até ao momento, segundo a Al Jazeera, foram adiantados 10 pontos deste plano:

    1. A primeira fase durará cerca de seis meses. As duas seguintes terão uma duração entre quatro a cinco anos.
    2. Durante os primeiros seis meses, uma comissão dirigida pela Autoridade Palestiniana irá limpar os escombros da principal estrada da Faixa de Gaza.
    3. Serão construídas 200 mil habitações temporárias para alojar 1.2 milhões de pessoas. E serão restaurados cerca de 60 mil edifícios.
    4. Serão construídas pelo menos 400 mil casas permanentes, e será reconstruído o porto e o aeroporto de Gaza.
    5. Serão restabelecidos serviços básicos como: água, sistema de esgotos, serviços de telecomunicações e eletricidade.
    6. Serão organizadas conferências, para que os financiadores internacionais possam disponibilizar os valores monetários necessários para reconstruir a Faixa de Gaza.
    7. Os assuntos de Gaza passarão a ser geridos por um grupo de “tecnocratas palestinianos independentes”, que irão substituir totalmente o Hamas.
    8. Este grupo tecnocrático ficará responsável por supervisionar a entrada da ajuda humanitária e preparar a sociedade para uma administração feita pela Autoridade Palestiniana (AP).
    9. O Egito e a Jordânia irão formar agentes da polícia palestiniana, que depois serão enviados para Gaza.
    10. Os mesmos países pediram ao Conselho de Segurança da ONU que considere a possibilidade de autorizar uma missão de manutenção da paz para supervisionar a administração de Gaza até à sua total reconstrução.

  • "Há grande interesse em contribuir para a reconstrução" de Gaza, diz Palestina

    Depois de ser conhecido que os líderes árabes concordaram em adotar a proposta egípcia para a reconstrução de Gaza, o primeiro-ministro da Palestina foi questionado sobre a origem dos 53 mil milhões de dólares que serão necessários.

    “Vamos procurar o apoio do Egito e da Jordânia para reformar as forças policiais em Gaza”, começou por dizer Mohammad Mustafa no final da cimeira, citado pela AlJazeera.

    “A questão da reconstrução é da responsabilidade de uma autoridade ou entidade independente, que seria criada pela Autoridade Palestiniana com um conselho de administração com supervisão internacional”, acresentou.

    E disse ainda que “todos os fundos irião depois para uma entidade internacional, muito provavelmente o Banco Mundial… Para garantir a transparência.”

    “Quanto à angariação de fundos, é claro que é um grande desafio, mas há um grande interesse em contribuir para o esforço de reconstrução”, remaotu ainda.

  • Shin Bet assume parte da responsabilidade pelo 7 de outubro, mas aponta também a Netanyahu e Ben Gvir

    As conclusões da investigação do serviço de segurança israelita Shin Bet ao ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023 foram conhecidas esta terça-feira e apontam para responsabilidades internas, mas também para as políticas do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ex-ministro da Segurança Nacional, Ben Gvir.

    O Shin Bet defendeu que as políticas de Benjamin Netanyahu em relação ao Monte do Templo, ao tratamento dos prisioneiros palestinianos e à revisão judicial contribuíram para a motivação do Hamas em desencadear o ataque.

    Segundo os jornais Jerusalem Post e Haaretz, apesar de o relatório da investigação nunca mencionar diretamente o nome do líder do Governo israelita, Netanyahu permitiu que muitas das opções políticas de Ben Gvir continuassem, embora detesse o poder de as impedir. Entre estas opções estava o aumento considerável de visitantes judeus ao Monte do Templo, a violação de regras daquele espaço e a aplicação de medidas que agravaram as condições dos prisioneiros palestinianos.

    Paralelamente, a política de manutenção da “tranquilidade” em Gaza e a transferência de fundos do Qatar para a ala militar do Hamas também estiveram entre os principais fatores que permitiram ao Hamas preparar o ataque de 7 de outubro. Em setembro de 2023, apenas um mês antes do ataque do Hamas, a organização avisou mesmo que Israel estava “a entrar num período instável”, recomendando assassinatos seletivos de elementos de topo do Hamas em Gaza.

  • Cimeira Árabe vai adotar plano do Egito para reconstruir Gaza

    A Cimeira Árabe que está hoje reunida no Cairo adotou o plano proposto pelo Egito para reconstruir Gaza, informou o presidente do país, Abdel Fattah al-Sisi, na intervenção de encerramento deste encontro, citado pela Al Jazeera.

    O objetivo é impedir assim que o plano do Presidente dos EUA, de criar uma “Riviera do Médio Oriente”, vá avante.

    O projeto, que se prevê que tenha um custo de 53 mil milhões de dólares, inclui a construção de um porto comercial, um centro tecnológico e diversos hotéis.

    O plano egípico estende-se por cinco anos, sendo que na primeira fase (com a duração de cerca de seis meses) será levada a cabo a remoção de escombros e a instalação de habitações temporárias.

  • Forças israelitas anunciam morte do comandante naval do Hezbollah em ataque aéreo no Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (FDI) revelaram esta terça-feira que um ataque aéreo conduzido sobre o Líbano resultou na morte do comandante da marinha das forças Radwan do Hezbollah.

    De acordo com o jornal Haaretz, Hader Saeed Al-Hashem desempenhou várias funções na organização durante cerca de 20 anos e, na sua posição atual, estava envolvido no contrabando de armas através de rotas marítimas e no planeamento de operações contra Israel.

    “Al-Hashem operava durante o cessar-fogo, violando assim os acordos com o Líbano”, sublinha o comunicado das FDI.

  • Abbas agradece plano egípcio e pede a Trump que o apoie em vez da "Riviera"

    O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, saudou o plano do Egito para reconstruir a Gaza, mantendo os “palestinianos na sua pátria”. Tal como os restantes líderes regionais, Abbas “rejeitou categoricamente” a proposta da “Riviera” de Donald Trump que prevê a deslocação do povo palestiniano. “Agradecemos a todos os Estados árabes e europeus que tomaram iniciativa e rejeitaram rapidamente este apelo irresponsável e inumano”, acrescentou, na cimeira árabe, a realizar-se no Cairo.

    Abbas apelou ainda a Trump que recue nestes planos e se alinhe com os restantes mediadores. “Instamos Trump a apoiar os esforços de reconstrução tendo por base [o plano egípcio] e não qualquer outra base”, declarou, citado pela Al Jazeera.

  • "Não há futuro para Gaza que não seja parte de um Estado palestiniano viável", defende Guterres

    António Guterres discursou na Cimeira árabe sobre o futuro dos territórios palestinianos, onde saudou a liderança egípcia para reconstruir a Faixa de Gaza, como “um símbolo da responsabilidade coletiva”.

    O secretário-geral das Nações Unidas destacou que a prioridade deve ser evitar “a todo o custo a retoma das hostilidades”. Ainda assim, sublinhou que “acabar com a crise não é suficiente, é preciso de um enquadramento político para a reconstrução”. Nesse sentido, apoiou o plano árabe, que recusa a deslocação forçada de palestinianos.

    “Gaza tem de ser parte de um Estado soberano da Palestina e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Este, tem de ser unificada política e economicamente, sob uma Autoridade Palestiniana”, argumentou. “Não há reconstrução sustentável sem um horizonte político claro e com princípios. O povo palestiniano deve decidir o seu futuro e viver na sua terra”, rematou.

    António Guterres condenou ainda a violência dos colonos e a operação militar das IDF na Cisjordânia, uma das campanhas israelitas mais agressivas no território em décadas.

  • Trump ameaça cortar fundos a universidades americanas que permitam "manifestações ilegais"

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta terça-feira, através da sua rede Truth Social, que pretende interromper “todo o financiamento federal” para estabelecimentos de ensino que “permitam manifestações ilegais”, em alusão aos protestos pró-Palestina que já se registaram em diversas universidades americanas.

    “Todo o financiamento federal será travado para qualquer faculdade, escola ou universidade que permita protestos ilegais”, escreveu Donald Trump, adiantando que “os agitadores serão presos e/ou deportados para os seus países de origem”.

    “Os estudantes americanos serão expulsos permanentemente ou, dependendo dos seus crimes, detidos. Sem máscaras”, acrescentou o Presidente norte-americano.

  • Forças de Defesa de Israel anunciam morte do comandante do Hamas em Jenin

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram esta terça-feira a morte do comandante do Hamas em Jenin, Isser Saadi, numa ação desencadeada na noite de segunda-feira no âmbito da operação militar israelita na Cisjordânia.

    De acordo com as informações do exército citadas pelo jornal Haaretz, mais uma pessoa terá morrido nessa incursão das forças israelitas e outras três foram presas. As IDF adiantaram igualmente o alargamento da sua operação a outro bairro de Jenin.

  • Alto quadro do Hamas garante que grupo não vai desarmar em troco da entrada de ajuda em Gaza

    Sami Abu Zuhri, um alto funcionário do Hamas, rejeitou esta terça-feira os apelos de Israel e dos Estados Unidos da América para que o grupo palestiniano deponha as armas e declarou que o direito de resistir não é negociável.

    “A arma da resistência é uma linha vermelha e não é negociável”, disse Sami Abu Zhuri à Reuters.

  • Plano do Egito para reconstruir Gaza vai custar 53 mil milhões de dólares

    O plano concebido pelo Egito para a reconstrução da Faixa de Gaza irá custar cerca de 53 mil milhões de dólares, adiantou esta terça-feira a Reuters.

    O plano de 112 páginas, a que a Reuters terá tido acesso, inclui mapas do território de Gaza reestruturado com imagens geradas por inteligência artificial de habitações, jardins e centros comunitários. Estão igualmente previstos um porto comercial, um centro tecnológico e diversos hotéis, numa operação de reconstrução que deve durar cinco anos.

    Numa primeira fase, de cerca de seis meses, haveria lugar à remoção de escombros e à instalação de habitações temporárias. Depois, o plano avança com a construção de cerca de 200 mil casas, com um custo estimado de 20 mil milhões de dólares. Por último, ao longo de dois anos e meio, serão erguidas mais 200 mil habitações e um aeroporto, que custarão mais 30 mil milhões de dólares.

  • Israel admite cortar eletricidade em Gaza para pressionar Hamas

    Omer Dostri, porta-voz do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, recusou excluir a possibilidade de cortar a eletricidade em Gaza como forma de pressionar o Hamas a aceitar um acordo para a segunda-fase do cessar-fogo. “Estamos a dar uma chance aos mediadores. Entretanto, estamos a aplicar a nossa pressão, que começou com a suspensão da ajuda humanitária”, afirmou, citado pelo Haaretz.

    “Quanto mais tempo o Hamas mantiver a sua recusa, maior será a influência que Israel terá sobre o Hamas”, considerou. Dostri garantiu ainda que todas as decisões israelitas estão a ser tomadas em coordenação com os Estados Unidos.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Israel "está pronta" para segunda fase do cessar-fogo

    Giden Sa’ar afirmou hoje que Israel “está pronta para progredir para a fase dois do cessar-fogo”. As duas exigências de Telavive para a segunda fase da trégua são a entrega de todos os reféns e a desmilitarização da Faixa de Gaza, detalhou numa conferência de imprensa com os media internacionais.

    Ainda assim, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel defendeu o corte de ajuda humanitária no enclave palestiniano. “A ajuda humanitária tornou-se a fonte número um de rendimento para o Hamas em Gaza. Com esse dinheiro, que eles utilizam para o terror, restauram as suas capacidades e arranjam mais jovens terroristas para a sua organização”, argumentou, citado pelo Times of Israel.

  • EUA sublinham “empenho a 100%” na segurança a Israel

    O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse ao seu homólogo israelita, Israel Katz, que o governo de Washington “está 100% empenhado na segurança de Israel” e que os dois países concordaram em “trabalhar em conjunto” para enfrentar o Irão.

    O Pentágono afirmou, num comunicado divulgado após a conversa telefónica, que os dois conversaram para “discutir interesses bilaterais, desenvolvimentos e oportunidades regionais e prioridades de assistência à segurança”.

    “O secretário reafirmou que os Estados Unidos continuam 100 por cento empenhados na segurança de Israel e sublinhou o laço inquebrável que existe entre os Estados Unidos e Israel”, disse, antes de afirmar que os dois “concordaram que o Irão continua a ser uma ameaça à segurança regional e concordaram em trabalhar em conjunto para enfrentar este desafio”.

    Por seu turno, Katz enalteceu a “grande conversa” com Hegseth e revelou, numa mensagem na sua conta nas redes sociais, que lhe agradeceu “o apoio da administração de Donald Trump na aceleração da ajuda militar a Israel, bem como o seu compromisso inabalável com a segurança de Israel”.

    “Estamos de acordo. Todos os reféns têm de regressar a casa e o governo do Hamas em Gaza tem de ser afastado. O Irão continua a ser a maior ameaça à segurança regional”, disse, adiantando que vão trabalhar em conjunto “para impedir que o Irão obtenha armas nucleares”, afirmou, sublinhando que os laços entre os dois países são “inquebráveis”.

    O gabinete de Katz avançou ainda, em comunicado, que o ministro da Defesa israelita informou Hegseth sobre a situação das operações “antiterroristas” levadas a cabo pelo exército na Cisjordânia, sublinhando a importância das “zonas de segurança” no Líbano e na Síria, segundo o The Times of Israel.

  • Bem vindo ao liveblog desta terça-feira, em que vamos continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente.

    Pode consultar todas as atualizações da última segunda-feira neste outro artigo, que agora arquivamos.

    ONU nega usurpação de ajuda humanitária em Gaza pelo Hamas

1 de 1