Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu o fim da ofensiva militar israelita na Cisjordânia, expressando alarme pelo uso de armas e táticas militares contra palestinianos e pelo impacto devastador sobre civis. Turk destacou a necessidade de cessar as ações unilaterais de anexo de territórios por parte de Israel, as quais considera violações do direito internacional.
    • A Jordânia criticou fortemente os ataques israelitas na Síria, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ayman Safadi, a destacar o potencial de repercussões catastróficas para a segurança e estabilidade na região. Safadi sublinhou ainda a importância da retirada das forças israelitas de todos os territórios sírios, em conformidade com o direito internacional.
    • O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, refutou as alegações de que o Hamas está a desviar ajuda humanitária destinada a Gaza, afirmando que desde o cessar-fogo não há relatos de pilhagens. Dujarric destacou que se tem observado um fluxo mais livre de ajuda humanitária na região, contrariando acusações de líderes israelitas.
    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propõe a relocação dos palestinianos de Gaza para países árabes vizinhos, argumentando que chegou a hora de proporcionar liberdade de escolha ao povo palestiniano. Netanyahu esclareceu ainda que Israel poderá regressar à guerra se as condições acordadas não forem respeitadas, especialmente se o plano de troca de reféns não for aceito pelo Hamas.

    [No podcast “Somos Todos Malucos“, António Raminhos fala sobre os nossos medos, ansiedades e superações em conversas descomplicadas e divertidas em torno da saúde mental. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts e no Spotify]

  • Obrigada por ter acompanhado este liveblog, que agora encerramos. Pode continuar a seguir todos os desenvolvimentos no conflito no Médio Oriente desta terça-feira neste novo artigo.

    EUA sublinham “empenho a 100%” na segurança a Israel

  • Alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos diz que Israel tem parar com ofensiva na Cisjordânia

    O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, apelou ao fim da ofensiva militar israelita na Cisjordânia numa conferência de imprensa do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

    “Na Cisjordânia, estou alarmado com o uso de armas e táticas militares, incluindo tanques e ataques aéreos contra palestinianos, a destruição e esvaziamento de campos de refugiados, a expansão de colonatos ilegais, as severas restrições à circulação e a deslocação de dezenas de milhares de pessoas”, disse o comissário, citado pela Al Jazeera.

    Na conferência, Turk apelou ainda a que as “ações unilaterais e ameaças de anexação da Cisjordânia” vindas de Israel “devem parar”, considerando-as violações “do direito internacional”.

  • Jordânia condena bombardeamento israelita na Síria

    A Jordânia condenou os ataques israelitas na Síria através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Ayman Safadi, que se encontrou com o homólogo sírio Asaad al-Shaibani.

    “Safadi condenou (…) as agressões de Israel no território da Síria, alertando para as repercussões catastróficas para a segurança e a estabilidade da região”, afirmou o ministério, num comunicado citado pela Al-Jazeera.

    Segundo o comunicado, o ministro “salientou a necessidade de ativar o direito internacional e a retirada das forças israelitas de todos os territórios sírios”.

  • ONU nega usurpação de ajuda humanitária em Gaza pelo Hamas

    O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, negou ainda que o Hamas esteja a desviar fornecimentos de comida na ajuda humanitária que tem entrado na faixa de Gaza, como Netanyahu e representantes israelitas têm vindo a alegar.

    “Nada disso foi relatado pelos nossos colegas no terreno”, afirma o porta-voz de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

    “Desde o cessar-fogo, temos assistido a um fluxo de ajuda muito mais livre e direto, e não vimos nenhuma das pilhagens que tínhamos visto antes do cessar-fogo”, sublinhou.

  • Porta-voz de Guterres diz que regresso da guerra teria "consequências catastróficas" para Gaza

    O porta-voz do secretário-geral da ONU António Guterres, Stephane Dujarric, apelou a ambos os lados para fazerem “tudo o que puderem” para permitir o retomar das hostilidades na Faixa de Gaza, que teriam “consequências catastróficas” para os habitantes da região.

    “Queremos ver os reféns libertados. Queremos ver o reinício da ajuda humanitária”, apelou ainda o porta-voz.

  • Israel anunciou um ataque aéreo a uma base militar no noroeste da Síria

    Israel anunciou que realizou um ataque aéreo a uma base militar perto da cidade Qardaha, no noroeste da Síria, onde afirmam que o antigo regime sírio terá armazenado armas.

    “Devido aos últimos desenvolvimentos na zona, foi decidido atacar as infraestruturas no local”, anunciaram as forças armadas israelitas (IDF).

  • Costa chegou ao Cairo para conferência de emergência da Liga Árabe sobre Gaza

    António Costa, presidente do Conselho Europeu, chegou hoje ao Cairo para a conferência de emergência da Liga Árabe sobre Gaza.

    A conferência terá lugar esta terça-feira na capital egípcia e tem como principal objetivo contrariar a proposta do Presidente norte-americano Donald Trump, que pretende deslocar os palestinianos para os países árabes vizinhos.

  • Netanyahu reitera apoio israelita ao plano de Trump para Gaza

    O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu disse no parlamento que apoiava completamente o plano de Trump para Gaza, que implica o deslocamento dos palestinianos para fora do enclave.

    “Temos de apoiá-lo”, sublinhou Netanyahu citado pelo Times of Israel, alegando que “chegou a altura de dar-lhes liberdade para sair” e “para escolher”.

  • Netanyahu admite voltar à guerra em Gaza, mas recusa que Israel esteja a violar o acordo

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, admitiu perante o Knesset (parlamento israelita) que o país pode ter de regressar à guerra, negando que Israel tenha no entanto violado o acordo de cessar-fogo em Gaza.

    “De acordo com a carta de acompanhamento que acompanhava o acordo da anterior administração [dos EUA], apoiada pela administração Trump, temos o direito de, a qualquer momento a partir do 42º. dia, abandonar as negociações e voltar à luta se tivermos a impressão de que as conversações são inúteis”, revelou Netanyahu citado pelo Times of Israel.

    “Ainda estamos no acordo, não estamos a violar o acordo, mas não estamos a regressar imediatamente à guerra”, disse ainda.

    O primeiro-ministro israelita admite, no entanto, que “talvez” o tenham de fazer, especialmente se o plano de Witkoff, que estabelece um cessar-fogo em troca pela libertação imediata de metade dos reféns, não for aceite pelo Hamas.

  • Yaden Bibas, que perdeu a mulher e os filhos em Gaza, acusa Netanyahu de "não assumir responsabilidade" e exige comissão de inquérito

    Yarden Bibas, que foi refém do Hamas e cujos corpos da mulher e dos dois filhos foram devolvidos recentemente a Israel, enviou uma carta ao deputado Chili Tropper, que foi lida numa audição no Knesset sobre a criação de uma comissão de inquérito estatal aos ataques de 7 de outubro.

    Hamas entrega esta quinta os corpos da família Bibas. Grupo já tinha anunciado a morte dos três, responsabilizando um ataque de Israel

    “Senhor primeiro-ministro, você e o seu governo ainda não assumiram a responsabilidade”, escreveu Bibas na carta. “Há muitos civis que estão a pedir perdão e poucos políticos estão a pedir perdão. 83% dos cidadãos de Israel exigem uma comissão de inquérito, assim como as 1500 famílias do Conselho de Outubro, incluindo eu. O próximo passo não é a perseguição pessoal, mas sim aprender lições para impedir o próximo desastre”, pediu na carta.

  • Famílias de reféns viram as costas a Netanyahu durante discurso no Knesset

    Algumas das famílias dos reféns e vítimas do 7 de outubro de 2023 viram as costas a Netanyahu durante a intervenção do primeiro-ministro no Knesset, o parlamento israelita.

    A informação é avançada pelo Times of Israel, que relata ainda que alguns das familiares têm nas mãos fotografias e cartazes dos reféns.

  • Israel acusa Hamas de "ter comida suficiente para uma epidemia de obesidade"

    O Governo de Israel acusou o Hamas de ter acumulado comida suficiente para “alimentar uma epidemia de obesidade”, referindo-se aos camiões de ajuda humanitária que abasteceram o território.

    Numa conferência de imprensa, o porta-voz israelita David Mencer, citado pela Reuters, alegou que os “4.200 camiões por semana” que entraram em Gaza desde o cessar das hostilidades são “suficientes para muitos, muitos meses”.

    Segundo a AFP, Mencer acrescentou que “ninguém vai passar fome” no enclave palestiniano. “As provisões estão lá, mas o Hamas não as partilha”, alegou ainda.

  • Turquia condena bloqueio de Israel à ajuda humanitária para Gaza

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia condena a decisão de Israel de bloquear a assistência humanitária a Gaza.

    “A rejeição do governo israelita do acesso do povo palestiniano a produtos essenciais constitui uma violação flagrante do direito internacional”, é possível ler no comunicado divulgado hoje.

    “Esta decisão, que tem como objetivo punir coletivamente o povo palestiniano, também deixa em risco os esforços para o estabelecimento de um cessar-fogo duradouro em Gaza.”

  • Palestiniano morre em prisão israelita

    Khaled Abdullah, palestiniano de 40 anos, morreu numa prisão israelita, segundo a sociedade de prisioneiros da Palestina, citada pela Al Jazeera.

    A família assegura que não tinha problemas de saúde antes de ser detido, a 9 de novembro de 2023.

    É o 61.º palestiniano a morrer sob custódia israelita desde o ataque de 7 de novembro que levou a um escalar do conflito na região.

  • Unicef considera que bloqueio de ajuda a Gaza será "devastador" e apela à continuidade do cessar-fogo

    A Unicef considera que o bloqueio à ajuda humanitária em Gaza será “devastador” para o enclave.

    Edouard Beigbeder, diretor regional da Unicef para o Médio Oriente e Norte de África, acredita que as restrições vão “comprometer severamente” as operações que permitem salvar civis. “É imperativo que o cessar-fogo – uma tábua de salvação para as crianças – permaneça em vigor, e que a ajuda possa fluir livremente para que possamos continuar a aumentar a resposta humanitária”, alertou.

    O responsável apela ainda a que seja permitida mais ajuda humanitária para que se evite mais sofrimento e perda de vidas.

  • Suspeito de ataque em Haifa tinha regressado ao país após meses no estrangeiro

    A polícia israelita revela que o responsável pelo esfaqueamento em Haifa era um cidadão israelita druso (uma religião derivada do islamismo) que regressou ao país há uma semana depois de vários meses no estrangeiro.

    Apesar de as autoridades não terem confirmado a identidade do suspeito, órgãos de comunicação locais dizem tratar-se de Jethro Shaheen, com cerca de 20 anos.

    Sabe-se agora mais detalhes sobre a morte do suspeito: foi morto a tiro no local por um segurança e um civil armado. A polícia já tinha afirmado que foi “neutralizado”.

  • Bloqueio da ajuda humanitária pode levar a aumento de preços de bens essenciais

    O bloqueio na entrada de nova ajuda humanitária em Gaza deverá causar constrangimentos aos civis palestinianos, que estão no início do Ramadão — no qual a maioria dos muçulmanos pratica o jejum ritual.

    De acordo com o New York Times, a interrupção da ajuda humanitária deve inflacionar o preço de produtos que começaram a regressar aos mercados em maiores quantidades nas últimas semanas, numa altura em que, devido ao cessar-fogo, combates acalmaram.

    Aliás, Abdulrahman Mohammed, de 35 anos, apresentado pelo jornal norte-americano como pai de quatro filhos, assegura que só o anúncio foi suficiente para um aumento dos preços dos bens essenciais.

    Durante os meses de conflito a quantidade de ajuda que chegou a Gaza diminuiu drasticamente em comparação com os tempos anteriores ao escalar do conflito, sendo que as Nações Unidas culpam Israel e o país aponta o dedo aos grupos de apoio.

  • Líder da oposição israelita acusa governo de "falha de liderança" após ataque em Haifa

    O líder da oposição israelita, Yair Lapid, acusou o governo de uma “falha de liderança” depois do ataque em Haifa, que matou um homem e fez quatro feridos.

    Aos olhos de Lapid, o ataque em causa “ilustra completamente o profundo fracasso do governo de extrema-direita”. O líder da oposição acusa o governo de Israel de não proteger a segurança dos cidadãos por estar “ocupado com a sobrevivência política”.

  • Ministro israelita da Cultura diz que Óscar para documentário israelo-palestino é "momento triste"

    O ministro israelita da Cultura, Miki Zohar, afirma que o Óscar para o No Other Land, considerado o Melhor Documentário pela Academia, é um “momento triste para o mundo do cinema”.

    Foi o momento mais político da noite, com os cineastas a apelar a uma solução para o conflito. O documentário retrata Masafer Yatta, um conglomerado de 20 aldeias situado no sul da Cisjordânia, perto da fronteira entre Israel e a Palestina.

    A equipa de No Other Land, composta por israelitas e palestinianos (o filme mostra a aliança que se desenvolve entre o ativista palestiniano Basel e o jornalista israelita Yuval), pediu pelo “fim da guerra e da limpeza étnica”, apelando tanto ao “fim do genocídio do povo palestiniano” como à “libertação dos reféns de 7 de Outubro”, apontando ainda o dedo à política externa norte-americana pelo arrastar do conflito.

    Óscares: “Anora” foi o grande vencedor da noite e “Ainda Estou Aqui” o Melhor Filme Internacional

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