Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo relacionado com metais de terras raras será assinado em breve com a Ucrânia. Este anúncio surge num contexto de negociações para um cessar-fogo parcial entre a Ucrânia e a Rússia, que têm como foco a interrupção de ataques a infraestruturas energéticas. A possibilidade deste acordo foi mencionada na Casa Branca, onde Trump sublinhou a importância dos metais de terras raras para os interesses económicos dos EUA.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, irá à Europa para novas conversações com líderes europeus, incluindo os representantes de França, Reino Unido, Polónia e Alemanha. As conversações têm como foco o aumento da ajuda à Ucrânia e a busca de garantias de segurança para Kiev.
    • A cidade ucraniana de Odessa foi alvo de um ataque de drones russos, resultando em danos significativos às infraestruturas, incluindo um arranha-céus, um centro comercial e várias lojas. Três pessoas ficaram feridas no ataque.
    • No âmbito de esforços para alcançar a paz na Ucrânia, o Conselho Europeu, com o apoio de António Costa, comprometeu-se a continuar a trabalhar para garantir uma paz duradoura na região. Apesar da posição diferenciada da Hungria em relação ao apoio à Ucrânia, os restantes 26 estados-membros da União Europeia estão empenhados em prosseguir com medidas para o fim do conflito e apoio ao país invadido.

  • Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Poderá continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.

    Trump deixa garantia: “Vamos ter um cessar-fogo total muito em breve”

  • Dois telefonemas, três versões do acordo de cessar-fogo. Como Washington, Kiev e Moscovo se contrariam sobre o estado das negociações

    Depois dos telefonemas de Trump com Zelensky e Putin, as declarações revelaram-se contrárias. Erro de comunicação ou estratégia norte-americana? Os especialistas não se comprometem.

    Dois telefonemas, três versões do acordo de cessar-fogo. Como Washington, Kiev e Moscovo se contrariam sobre o estado das negociações

  • Zelensky reúne-se com líderes europeus em Paris na próxima quinta-feira

    O presidente ucraniano vai a Paris na próxima semana para uma nova ronda de negociações com os líderes europeus.

    De acordo com a Reuters, Zelensky viaja para França na próxima quarta-feira, onde vai negociar, no dia seguinte, com os líderes franceses, britânicos, polacos e alemães.

    As conversações centram-se nos esforços para acabar com a guerra, nas garantias de segurança para Kiev e na forma de aumentar a ajuda à Ucrânia.

  • Odessa está sob ataque de drones russos

    A cidade ucraniana de Odessa está sob ataque de drones russos.

    “O inimigo atacou massivamente a região de Odessa”, afirmou Oleg Kiper, governador da cidade, citado pela Sky News.

    “Há danos nas infraestruturas, incluindo um arranha-céus residencial, um centro comercial e lojas”, relata Oleg Kiper.

    De acordo com a informação avançada, três pessoas ficaram feridas.

  • União Europeia "vai continuar a trabalhar" para garantir uma paz duradoura na Ucrânia, diz António Costa

    Após o Conselho Europeu com foco na Ucrânia e nos investimentos em defesa, António Costa afirmou que o bloco comunitário vai “continuar a trabalhar” para uma paz duradoura e para o fim do conflito ucraniano.

    O presidente do Conselho Europeu referiu-se, ainda, à posição defendida pela Hungria: “A Hungria tem uma posição diferente dos outros 26 estados-membros em relação à forma como apoia a Ucrânia. Temos de respeitar essa diferença, mas não podemos ficar bloqueados”. “O desafio é viver com diversidade”, remata o antigo primeiro-ministro português.

  • Trump diz que acordo de terras raras será assinado "muito em breve"

    Na Casa Branca, após revelar novas ordens executivas, o Presidente dos Estados Unidos disse que o acordo dos metais de terras raras será assinado “muito em breve” com a Ucrânia.

    “Uma das coisas que estamos a fazer é assinar um acordo, muito em breve, com a Ucrânia, no que diz respeito às terras raras, que têm um valor tremendo”, afirmou Trump, que é citado pela Sky News.

    O líder norte-americano disse ainda que pretende o fim do conflito entre Ucrânia e Rússia: “Penso que estamos a fazer um bom trabalho nesse sentido”, afirmou.

  • Base aérea russa em chamas após ataque de drones ucranianos

    A base aérea russa de Engels-2 foi atingida por drones ucranianos, confirmou uma fonte do Serviço de Segurança da Ucrânia ao Kyiv Independent.

    Segundo o Serviço de Segurança da Ucrânia, foram registadas explosões na base aérea militar de Engels-2, que alberga aviões bombardeiros estratégicos utilizados regularmente para ataques contra a Ucrânia.

    As Forças Armadas da Ucrânia também já se pronunciaram sobre o ataque. “Esta instalação militar é utilizada pela aviação russa para lançar ataques com mísseis no território da Ucrânia e ataques terroristas contra a população civil”, justificam.

  • Montenegro: "Queremos uma solução de paz para a Ucrânia"

    Numa declaração aos jornalistas em Bruxelas, o primeiro-ministro reforçou o apoio à Ucrânia: “Estamos, como sempre, ao lado da Ucrânia e com o intuito de contribuir para que se alcance uma solução de paz que tem de passar, inevitavelmente, pelo envolvimento da Ucrânia e da União Europeia”.

    Luís Montenegro afirmou que o reforço das garantias de segurança são a base de um “novo período que assegure a estabilização da situação da Ucrânia”.

    A reunião do Conselho Europeu, que abordou o conflito na Ucrânia, inclui uma chamada com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

  • "Aliados da Ucrânia devem transformar intenção política em realidade", diz Starmer

    O primeiro-ministro britânico afirmou que pretende transformar “as intenções políticas em realidade” e “os conceitos em planos” no que respeita à forma como o Reino Unido e os aliados podem ajudar a Ucrânia na sequência de um eventual acordo de paz.

    “Nada disto é dado como certo”, acrescenta Keir Starmer. “Esperamos que haja um acordo. Se houver um acordo, o momento de planear é agora. Não é depois de se chegar a um acordo”, disse, ainda, à Sky News.

    Starmer diz ter a certeza de que qualquer acordo “só deixará a Ucrânia segura e soberana se houver acordos de segurança”.

  • Presidente do parlamento ucraniano diz que Putin tem de “pagar a conta da guerra”

    O presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, defendeu nesta quinta-feira em Estrasburgo que é o líder russo, Vladimir Putin, e não os contribuintes ocidentais, que tem de “pagar a guerra” por ele desencadeada na Ucrânia.

    “Putin deve pagar a conta da guerra que ele próprio iniciou, não os contribuintes europeus ou americanos”, declarou Stefanchuk na reunião dos presidentes parlamentares do Conselho da Europa, em Estrasburgo, França.

    No seu discurso, o presidente da Verkhovna Rada (parlamento ucraniano) agradeceu o apoio dos países europeus à Ucrânia, numa altura em que os Estados Unidos tentam negociar diretamente uma trégua entre Kiev e Moscovo.

  • Ucrânia e EUA também se vão encontrar em Riade na segunda-feira

    Duas comitivas dos EUA e da Ucrânia vão voltar à mesa de negociações em Riade, na segunda-feira, anunciou esta quinta-feira o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky citado pela Sky News.

    Depois do anúncio de uma nova reunião entre Rússia e EUA na segunda-feira (ver entradas anteriores), os encontros das representações de Moscovo e Kiev com os norte-americanos vão coincidir quer no dia, quer localização da cidade saudita.

    Apesar da coincidência, as reuniões de ambos os países com os norte-americanos vão ser realizadas à parte.

  • Starmer: Putin "quebraria" um acordo sem garantias de segurança

    O primeiro-ministro britânico Keir Starmer acredita que um acordo para a Ucrânia “sem nada por trás” seria quebrado pelo Presidente russo, defendendo assim que se chegue a um consenso com vista a garantias de segurança num cenário pós-guerra.

    Só com este “acordo político e militar” entre os aliados da Ucrânia, é que se “garante que qualquer acordo que seja posto em prática seja defendido”, disse ainda Starmer à Sky News.

    “É de importância vital que façamos esse trabalho porque sabemos de uma coisa com certeza, que um acordo sem nada por detrás é algo que Putin vai quebrar”, acrescentou.

  • Propostas de redução das forças armadas ou de entrega de território são "um ultimato, não uma oferta para acabar com a guerra", diz Zelensky

    Questionado numa conferência de imprensa na Noruega sobre um possível estatuto neutral para a Ucrânia, Volodymyr Zelensky respondeu que qualquer proposta que envolvesse um enfraquecimento militar ou mesmo entrega de território seria visto por Kiev como “um ultimato” e não como “uma oferta para acabar com a guerra”.

    O Presidente ucraniano quer aderir à NATO, afirmou na conferência citada pelo The Guardian, por acreditar que facilitava a solução de vários problemas, tais como o fornecimento de garantias de segurança ao país.

  • Zelensky lança farpas a Orbán e chama bloqueio húngaro de "anti-europeu"

    A Hungria, liderada pelo político de extrema-direita Viktor Orbán, tem sido o único estado a ficar de fora de declarações de apoio e a votar contra medidas de apoio a Kiev.

    Para Zelensky, “é simplesmente anti-europeu quando uma pessoa bloqueia decisões importantes para todo o continente ou que já foram objeto de acordo”.

    Estes bloqueios, apesar de afirmar que os ucranianos já “cumpriram os requisitos”, estão a causar “dificuldades sérias” no processo de acessão ucraniano à UE.

    “Os esforços europeus que deveriam estar a trazer mais segurança e paz estão também a ser constantemente obstruídos. Isto é incorreto. A Europa deve ter uma forma de impedir que intervenientes individuais bloqueiem o que é necessário para todos”, disse ainda o Presidente ucraniano.

  • Presidente ucraniano elogia conversa "produtiva" com Trump e acusa Putin de "exigências desnecessárias"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aproveitou para elogiar a “conversa produtiva” que teve com Donald Trump, que abriu caminho à introdução de um cessar-fogo, ainda que parcial, no conflito.

    “A Ucrânia sempre defendeu o fim dos ataques à energia e às infra-estruturas”, afirmou o President, sublinhando que ambas as equipas vão trabalhar para “alcançar um cessar-fogo incondicional e total em terra”.

    Já para Vladimir Putin, a mensagem foi, novamente, severa. Zelensky acusou o russo de estar a “fazer exigências desnecessárias que só prolongam a guerra”.

    “Neste momento, poderia ter havido mais de uma semana sem mortes, sem ataques, sem fogo – se Putin não fosse o único a manter esta guerra em curso”, acrescentou, relembrando o consenso atingido na semana passada em Jeddah para um cessar-fogo temporário.

    “Temos de continuar a pressionar a Rússia para que se torne realidade”, disse ainda Zelensky.

  • Zelensky apela a que esforços diplomáticos não esmoreçam ajuda à Ucrânia e pressão à Rússia

    Num vídeo publicado na rede social X, Volodymyr Zelensky publicou um vídeo a relatar o que foi discutido na chamada com os membros do Conselho Europeu. Entre os assuntos tratados, o Presidente pediu aos aliados que não esmoreçam na ajuda a Kiev e que as negociações diplomáticas não signifiquem que cedam perante a Rússia.

    “É crucial que o apoio dos nossos parceiros à Ucrânia não diminua, mas que, pelo contrário, continue e cresça. A defesa aérea, a ajuda militar, a nossa resiliência global”, afirmou Zelensky, que aproveitou para pedir mais cinco mil milhões de euros em ajuda aos parceiros europeus.

    A produção da indústria militar, um dos alvos que a Europa pretende aumentar, é também um dos focos do Presidente ucraniano, como forma de assegurar a defesa do continente.

    “São necessários investimentos na produção de armas, tanto na Ucrânia como na Europa. A Europa deve garantir a sua independência tecnológica, incluindo no fabrico de armas. Tudo o que é necessário para defender o continente deve ser produzido na Europa”, afirmou.

    O rearmamento da Europa é uma das medidas que pode colocar pressão à Rússia, para o líder. Porém, Zelensky voltou a reafirmar a importância das sanções neste sentido.

    “As sanções contra a Rússia devem permanecer em vigor até que este país comece a retirar-se do nosso território e compense integralmente os danos causados pela sua agressão”, acrescentou o Presidente ucraniano, que apelou a que os países parceiros continuassem “a lutar contra os esquemas de evasão às sanções e as tentativas da Rússia de financiar o seu esforço de guerra”.

    Os esforços diplomáticos em curso não significam que a Rússia deva enfrentar menos pressão. Isso é crucial para reduzir as hipóteses de um embuste russo. Todos sabemos a facilidade com que Moscovo desrespeita as suas promessas: num momento dão a sua palavra e, algumas horas depois, ela não significa absolutamente nada”, disse ainda.

  • Zelensky diz que regresso da Crimeia a mãos ucranianas pode "trazer de volta turistas"

    Para o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Crimeia, península ucraniana tomada pela Rússia em 2014, pode ser um foco de atração de turismo, mas só se voltasse a estar sob o controlo de Kiev.

    “É possível fazer muitas coisas. Hotéis de cinco estrelas, muitos edifícios diferentes”, afirmou Zelensky, citado pela Sky News, que diz que “tudo está a morrer” durante o domínio russo.

    Na chamada com Trump, conhecido pelos seus interesses imobiliários, os líderes de EUA e Ucrânia não terão discutido sobre quem ficaria com a península na eventualidade de um acordo de cessar-fogo.

    “Trata-se de uma península ucraniana, o Presidente Trump não me falou disso”, acrescentou.

  • Afinal, Portugal demonstrou apoio por novo pacote de ajuda à Ucrânia, mas deverá tomar decisão sobre valores com PS

    Na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE realizada na segunda-feira, em Bruxelas, os representantes de Portugal terão expressado apoio por um novo pacote de ajuda à Ucrânia, apurou o Observador junto de fonte da diplomacia portuguesa.

    O jornal italiano La Stampa tinha noticiado que entre os países que mostraram resistência nessa reunião a um novo pacote estavam Portugal, Itália, Espanha e França. Kaja Kallas disse ontem que “os países que estão mais distantes [da Rússia] não veem a ameaça de uma maneira tão forte, mas a ameaça está lá”.

    Porém, Portugal terá demonstrado apoio em relação à iniciativa de Kallas, sendo que, depois da reunião de segunda-feira, Paulo Rangel se escusou em avançar de que forma o país participaria no apoio adicional a Kiev. O ministro dos Negócios Estrangeiros deu a entender que a decisão seria tomada com o PS, “num espírito de diálogo nacional”, agora que o Governo português está em gestão.

  • Putin ordena a saída de ucranianos "sem estatuto legal" da Rússia e do território ucraniano ocupado

    Vladimir Putin assinou hoje um decreto presidencial que obriga os cidadãos ucranianos a sair da Rússia e das partes da Ucrânia ocupadas se não “regularizarem o seu estatuto legal”.

    “Os cidadãos da Ucrânia que estão na Federação Russa e não têm o sustento legal para residirem na Federação Russa devem sair [do seu território] ou regularizar o seu estatuto até 10 de setembro de 2025”, lê-se no decreto citado pelo The Kyiv Independent.

    A Rússia declarou a anexação da Crimeia em 2014 e também o fez em 2022 a partes das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia sem o reconhecimento da Ucrânia e de grande parte da comunidade internacional. Estes territórios são considerados pela Rússia como fazendo parte do seu território e o decreto agora aprovado será aplicado nos mesmos.

    O documento diz que os cidadãos ucranianos devem registar o seu estatuto junto do ministério do interior russo. O decreto institui ainda que todos os “cidadãos estrangeiros e apátridas” que residem nas regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia serão sujeitos a consultas médicas para o consumo de drogas e doenças infecciosas até ao dia 10 de junho.

1 de 3