Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Zelensky reúne-se com líderes europeus em Paris na próxima quinta-feira
- Odessa está sob ataque de drones russos
- União Europeia "vai continuar a trabalhar" para garantir uma paz duradoura na Ucrânia, diz António Costa
- Trump diz que acordo de terras raras será assinado "muito em breve"
- Base aérea russa em chamas após ataque de drones ucranianos
- Montenegro: "Queremos uma solução de paz para a Ucrânia"
- "Aliados da Ucrânia devem transformar intenção política em realidade", diz Starmer
- Ucrânia e EUA também se vão encontrar em Riade na segunda-feira
- Starmer: Putin "quebraria" um acordo sem garantias de segurança
- Zelensky lança farpas a Orbán e chama bloqueio húngaro de "anti-europeu"
- Presidente ucraniano elogia conversa "produtiva" com Trump e acusa Putin de "exigências desnecessárias"
- Zelensky apela a que esforços diplomáticos não esmoreçam ajuda à Ucrânia e pressão à Rússia
- Zelensky diz que regresso da Crimeia a mãos ucranianas pode "trazer de volta turistas"
- Afinal, Portugal demonstrou apoio por novo pacote de ajuda à Ucrânia, mas deverá tomar decisão sobre valores com PS
- Putin ordena a saída de ucranianos "sem estatuto legal" da Rússia e do território ucraniano ocupado
- Rússia e EUA reúnem-se na próxima segunda-feira em Riade
- Hungria quer a Ucrânia como "zona tampão" entre a Rússia e a Europa
- Portugal estará entre países da UE que expressaram dúvidas sobre novo pacote de 40 mil milhões à Ucrânia
- Líderes europeus concordam que "não há negociações verdadeiras neste momento" para um cessar-fogo
- Starmer diz que planos militares para a Ucrânia têm de estar prontos caso um acordo seja atingido
- Guterres dá as boas vindas a "qualquer cessar-fogo", mas avisa que abrir caminho para
- Ministro da Economia francês anuncia 1,7 mil milhões de euros para Defesa
- Líder da diplomacia europeia saúda anúncio de Trump sobre defesa aérea
- Meloni defende que inclusão da Ucrânia na lógica do artigo 5º da NATO "pode ajudar a detetar um bluff" da Rússia
- UE envia mil milhões de euros à Ucrânia pagos por ativos russos congelados
- Montenegro defende investimento na indústria europeia como contexto de apoio à Ucrânia
- Kiev mantém ataques contra a Rússia até ser alcançado um acordo
- Finlândia vai liderar projeto internacional de construção de abrigos anti-bomba na Ucrânia
- António Guterres espera que trégua parcial "abra caminho a uma paz justa" na Ucrânia
- Eventual trégua parcial na Ucrânia domina reunião dos líderes europeus
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo relacionado com metais de terras raras será assinado em breve com a Ucrânia. Este anúncio surge num contexto de negociações para um cessar-fogo parcial entre a Ucrânia e a Rússia, que têm como foco a interrupção de ataques a infraestruturas energéticas. A possibilidade deste acordo foi mencionada na Casa Branca, onde Trump sublinhou a importância dos metais de terras raras para os interesses económicos dos EUA.
- Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, irá à Europa para novas conversações com líderes europeus, incluindo os representantes de França, Reino Unido, Polónia e Alemanha. As conversações têm como foco o aumento da ajuda à Ucrânia e a busca de garantias de segurança para Kiev.
- A cidade ucraniana de Odessa foi alvo de um ataque de drones russos, resultando em danos significativos às infraestruturas, incluindo um arranha-céus, um centro comercial e várias lojas. Três pessoas ficaram feridas no ataque.
- No âmbito de esforços para alcançar a paz na Ucrânia, o Conselho Europeu, com o apoio de António Costa, comprometeu-se a continuar a trabalhar para garantir uma paz duradoura na região. Apesar da posição diferenciada da Hungria em relação ao apoio à Ucrânia, os restantes 26 estados-membros da União Europeia estão empenhados em prosseguir com medidas para o fim do conflito e apoio ao país invadido.
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Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Poderá continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste outro artigo em direto.
Trump deixa garantia: “Vamos ter um cessar-fogo total muito em breve”
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Dois telefonemas, três versões do acordo de cessar-fogo. Como Washington, Kiev e Moscovo se contrariam sobre o estado das negociações
Depois dos telefonemas de Trump com Zelensky e Putin, as declarações revelaram-se contrárias. Erro de comunicação ou estratégia norte-americana? Os especialistas não se comprometem.
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Zelensky reúne-se com líderes europeus em Paris na próxima quinta-feira
O presidente ucraniano vai a Paris na próxima semana para uma nova ronda de negociações com os líderes europeus.
De acordo com a Reuters, Zelensky viaja para França na próxima quarta-feira, onde vai negociar, no dia seguinte, com os líderes franceses, britânicos, polacos e alemães.
As conversações centram-se nos esforços para acabar com a guerra, nas garantias de segurança para Kiev e na forma de aumentar a ajuda à Ucrânia.
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Odessa está sob ataque de drones russos
A cidade ucraniana de Odessa está sob ataque de drones russos.
“O inimigo atacou massivamente a região de Odessa”, afirmou Oleg Kiper, governador da cidade, citado pela Sky News.
“Há danos nas infraestruturas, incluindo um arranha-céus residencial, um centro comercial e lojas”, relata Oleg Kiper.
De acordo com a informação avançada, três pessoas ficaram feridas.
Odesa is burning under the heaviest Russian drone attack yet. Deadly Shaheds keep coming.
Reports of civilian victims. pic.twitter.com/sbwZdcAzEl
— KyivPost (@KyivPost) March 20, 2025
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União Europeia "vai continuar a trabalhar" para garantir uma paz duradoura na Ucrânia, diz António Costa
Após o Conselho Europeu com foco na Ucrânia e nos investimentos em defesa, António Costa afirmou que o bloco comunitário vai “continuar a trabalhar” para uma paz duradoura e para o fim do conflito ucraniano.
O presidente do Conselho Europeu referiu-se, ainda, à posição defendida pela Hungria: “A Hungria tem uma posição diferente dos outros 26 estados-membros em relação à forma como apoia a Ucrânia. Temos de respeitar essa diferença, mas não podemos ficar bloqueados”. “O desafio é viver com diversidade”, remata o antigo primeiro-ministro português.
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Trump diz que acordo de terras raras será assinado "muito em breve"
Na Casa Branca, após revelar novas ordens executivas, o Presidente dos Estados Unidos disse que o acordo dos metais de terras raras será assinado “muito em breve” com a Ucrânia.
“Uma das coisas que estamos a fazer é assinar um acordo, muito em breve, com a Ucrânia, no que diz respeito às terras raras, que têm um valor tremendo”, afirmou Trump, que é citado pela Sky News.
O líder norte-americano disse ainda que pretende o fim do conflito entre Ucrânia e Rússia: “Penso que estamos a fazer um bom trabalho nesse sentido”, afirmou.
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Base aérea russa em chamas após ataque de drones ucranianos
A base aérea russa de Engels-2 foi atingida por drones ucranianos, confirmou uma fonte do Serviço de Segurança da Ucrânia ao Kyiv Independent.
Segundo o Serviço de Segurança da Ucrânia, foram registadas explosões na base aérea militar de Engels-2, que alberga aviões bombardeiros estratégicos utilizados regularmente para ataques contra a Ucrânia.
As Forças Armadas da Ucrânia também já se pronunciaram sobre o ataque. “Esta instalação militar é utilizada pela aviação russa para lançar ataques com mísseis no território da Ucrânia e ataques terroristas contra a população civil”, justificam.
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Montenegro: "Queremos uma solução de paz para a Ucrânia"
Numa declaração aos jornalistas em Bruxelas, o primeiro-ministro reforçou o apoio à Ucrânia: “Estamos, como sempre, ao lado da Ucrânia e com o intuito de contribuir para que se alcance uma solução de paz que tem de passar, inevitavelmente, pelo envolvimento da Ucrânia e da União Europeia”.
Luís Montenegro afirmou que o reforço das garantias de segurança são a base de um “novo período que assegure a estabilização da situação da Ucrânia”.
A reunião do Conselho Europeu, que abordou o conflito na Ucrânia, inclui uma chamada com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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"Aliados da Ucrânia devem transformar intenção política em realidade", diz Starmer
O primeiro-ministro britânico afirmou que pretende transformar “as intenções políticas em realidade” e “os conceitos em planos” no que respeita à forma como o Reino Unido e os aliados podem ajudar a Ucrânia na sequência de um eventual acordo de paz.
“Nada disto é dado como certo”, acrescenta Keir Starmer. “Esperamos que haja um acordo. Se houver um acordo, o momento de planear é agora. Não é depois de se chegar a um acordo”, disse, ainda, à Sky News.
Starmer diz ter a certeza de que qualquer acordo “só deixará a Ucrânia segura e soberana se houver acordos de segurança”.
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Presidente do parlamento ucraniano diz que Putin tem de “pagar a conta da guerra”
O presidente do parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, defendeu nesta quinta-feira em Estrasburgo que é o líder russo, Vladimir Putin, e não os contribuintes ocidentais, que tem de “pagar a guerra” por ele desencadeada na Ucrânia.
“Putin deve pagar a conta da guerra que ele próprio iniciou, não os contribuintes europeus ou americanos”, declarou Stefanchuk na reunião dos presidentes parlamentares do Conselho da Europa, em Estrasburgo, França.
No seu discurso, o presidente da Verkhovna Rada (parlamento ucraniano) agradeceu o apoio dos países europeus à Ucrânia, numa altura em que os Estados Unidos tentam negociar diretamente uma trégua entre Kiev e Moscovo.
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Ucrânia e EUA também se vão encontrar em Riade na segunda-feira
Duas comitivas dos EUA e da Ucrânia vão voltar à mesa de negociações em Riade, na segunda-feira, anunciou esta quinta-feira o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky citado pela Sky News.
Depois do anúncio de uma nova reunião entre Rússia e EUA na segunda-feira (ver entradas anteriores), os encontros das representações de Moscovo e Kiev com os norte-americanos vão coincidir quer no dia, quer localização da cidade saudita.
Apesar da coincidência, as reuniões de ambos os países com os norte-americanos vão ser realizadas à parte.
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Starmer: Putin "quebraria" um acordo sem garantias de segurança
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer acredita que um acordo para a Ucrânia “sem nada por trás” seria quebrado pelo Presidente russo, defendendo assim que se chegue a um consenso com vista a garantias de segurança num cenário pós-guerra.
Só com este “acordo político e militar” entre os aliados da Ucrânia, é que se “garante que qualquer acordo que seja posto em prática seja defendido”, disse ainda Starmer à Sky News.
“É de importância vital que façamos esse trabalho porque sabemos de uma coisa com certeza, que um acordo sem nada por detrás é algo que Putin vai quebrar”, acrescentou.
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Propostas de redução das forças armadas ou de entrega de território são "um ultimato, não uma oferta para acabar com a guerra", diz Zelensky
Questionado numa conferência de imprensa na Noruega sobre um possível estatuto neutral para a Ucrânia, Volodymyr Zelensky respondeu que qualquer proposta que envolvesse um enfraquecimento militar ou mesmo entrega de território seria visto por Kiev como “um ultimato” e não como “uma oferta para acabar com a guerra”.
O Presidente ucraniano quer aderir à NATO, afirmou na conferência citada pelo The Guardian, por acreditar que facilitava a solução de vários problemas, tais como o fornecimento de garantias de segurança ao país.
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Zelensky lança farpas a Orbán e chama bloqueio húngaro de "anti-europeu"
A Hungria, liderada pelo político de extrema-direita Viktor Orbán, tem sido o único estado a ficar de fora de declarações de apoio e a votar contra medidas de apoio a Kiev.
Para Zelensky, “é simplesmente anti-europeu quando uma pessoa bloqueia decisões importantes para todo o continente ou que já foram objeto de acordo”.
Estes bloqueios, apesar de afirmar que os ucranianos já “cumpriram os requisitos”, estão a causar “dificuldades sérias” no processo de acessão ucraniano à UE.
“Os esforços europeus que deveriam estar a trazer mais segurança e paz estão também a ser constantemente obstruídos. Isto é incorreto. A Europa deve ter uma forma de impedir que intervenientes individuais bloqueiem o que é necessário para todos”, disse ainda o Presidente ucraniano.
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Presidente ucraniano elogia conversa "produtiva" com Trump e acusa Putin de "exigências desnecessárias"
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aproveitou para elogiar a “conversa produtiva” que teve com Donald Trump, que abriu caminho à introdução de um cessar-fogo, ainda que parcial, no conflito.
“A Ucrânia sempre defendeu o fim dos ataques à energia e às infra-estruturas”, afirmou o President, sublinhando que ambas as equipas vão trabalhar para “alcançar um cessar-fogo incondicional e total em terra”.
Já para Vladimir Putin, a mensagem foi, novamente, severa. Zelensky acusou o russo de estar a “fazer exigências desnecessárias que só prolongam a guerra”.
“Neste momento, poderia ter havido mais de uma semana sem mortes, sem ataques, sem fogo – se Putin não fosse o único a manter esta guerra em curso”, acrescentou, relembrando o consenso atingido na semana passada em Jeddah para um cessar-fogo temporário.
“Temos de continuar a pressionar a Rússia para que se torne realidade”, disse ainda Zelensky.
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Zelensky apela a que esforços diplomáticos não esmoreçam ajuda à Ucrânia e pressão à Rússia
Num vídeo publicado na rede social X, Volodymyr Zelensky publicou um vídeo a relatar o que foi discutido na chamada com os membros do Conselho Europeu. Entre os assuntos tratados, o Presidente pediu aos aliados que não esmoreçam na ajuda a Kiev e que as negociações diplomáticas não signifiquem que cedam perante a Rússia.
“É crucial que o apoio dos nossos parceiros à Ucrânia não diminua, mas que, pelo contrário, continue e cresça. A defesa aérea, a ajuda militar, a nossa resiliência global”, afirmou Zelensky, que aproveitou para pedir mais cinco mil milhões de euros em ajuda aos parceiros europeus.
A produção da indústria militar, um dos alvos que a Europa pretende aumentar, é também um dos focos do Presidente ucraniano, como forma de assegurar a defesa do continente.
“São necessários investimentos na produção de armas, tanto na Ucrânia como na Europa. A Europa deve garantir a sua independência tecnológica, incluindo no fabrico de armas. Tudo o que é necessário para defender o continente deve ser produzido na Europa”, afirmou.
O rearmamento da Europa é uma das medidas que pode colocar pressão à Rússia, para o líder. Porém, Zelensky voltou a reafirmar a importância das sanções neste sentido.
“As sanções contra a Rússia devem permanecer em vigor até que este país comece a retirar-se do nosso território e compense integralmente os danos causados pela sua agressão”, acrescentou o Presidente ucraniano, que apelou a que os países parceiros continuassem “a lutar contra os esquemas de evasão às sanções e as tentativas da Rússia de financiar o seu esforço de guerra”.
“Os esforços diplomáticos em curso não significam que a Rússia deva enfrentar menos pressão. Isso é crucial para reduzir as hipóteses de um embuste russo. Todos sabemos a facilidade com que Moscovo desrespeita as suas promessas: num momento dão a sua palavra e, algumas horas depois, ela não significa absolutamente nada”, disse ainda.
I addressed the European Council and emphasized that if we say Europe should be stronger in global competition, we must also discuss making European decision-making faster, more flexible, more effective – whether in politics, defense, economics, industry, or any other area. pic.twitter.com/TRIPAzYSeR
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 20, 2025
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Zelensky diz que regresso da Crimeia a mãos ucranianas pode "trazer de volta turistas"
Para o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Crimeia, península ucraniana tomada pela Rússia em 2014, pode ser um foco de atração de turismo, mas só se voltasse a estar sob o controlo de Kiev.
“É possível fazer muitas coisas. Hotéis de cinco estrelas, muitos edifícios diferentes”, afirmou Zelensky, citado pela Sky News, que diz que “tudo está a morrer” durante o domínio russo.
Na chamada com Trump, conhecido pelos seus interesses imobiliários, os líderes de EUA e Ucrânia não terão discutido sobre quem ficaria com a península na eventualidade de um acordo de cessar-fogo.
“Trata-se de uma península ucraniana, o Presidente Trump não me falou disso”, acrescentou.
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Afinal, Portugal demonstrou apoio por novo pacote de ajuda à Ucrânia, mas deverá tomar decisão sobre valores com PS
Na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE realizada na segunda-feira, em Bruxelas, os representantes de Portugal terão expressado apoio por um novo pacote de ajuda à Ucrânia, apurou o Observador junto de fonte da diplomacia portuguesa.
O jornal italiano La Stampa tinha noticiado que entre os países que mostraram resistência nessa reunião a um novo pacote estavam Portugal, Itália, Espanha e França. Kaja Kallas disse ontem que “os países que estão mais distantes [da Rússia] não veem a ameaça de uma maneira tão forte, mas a ameaça está lá”.
Porém, Portugal terá demonstrado apoio em relação à iniciativa de Kallas, sendo que, depois da reunião de segunda-feira, Paulo Rangel se escusou em avançar de que forma o país participaria no apoio adicional a Kiev. O ministro dos Negócios Estrangeiros deu a entender que a decisão seria tomada com o PS, “num espírito de diálogo nacional”, agora que o Governo português está em gestão.
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Putin ordena a saída de ucranianos "sem estatuto legal" da Rússia e do território ucraniano ocupado
Vladimir Putin assinou hoje um decreto presidencial que obriga os cidadãos ucranianos a sair da Rússia e das partes da Ucrânia ocupadas se não “regularizarem o seu estatuto legal”.
“Os cidadãos da Ucrânia que estão na Federação Russa e não têm o sustento legal para residirem na Federação Russa devem sair [do seu território] ou regularizar o seu estatuto até 10 de setembro de 2025”, lê-se no decreto citado pelo The Kyiv Independent.
A Rússia declarou a anexação da Crimeia em 2014 e também o fez em 2022 a partes das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia sem o reconhecimento da Ucrânia e de grande parte da comunidade internacional. Estes territórios são considerados pela Rússia como fazendo parte do seu território e o decreto agora aprovado será aplicado nos mesmos.
O documento diz que os cidadãos ucranianos devem registar o seu estatuto junto do ministério do interior russo. O decreto institui ainda que todos os “cidadãos estrangeiros e apátridas” que residem nas regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia serão sujeitos a consultas médicas para o consumo de drogas e doenças infecciosas até ao dia 10 de junho.