Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que espera alcançar um cessar-fogo total entre a Rússia e a Ucrânia em breve, na sequência das conversações com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Estão em curso negociações para a divisão dos territórios em disputa, com reuniões bilaterais agendadas na Arábia Saudita para discutir detalhes técnicos da implementação do cessar-fogo, sem interação direta entre as delegações russa e ucraniana.
    • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que mais de quatro mil prisioneiros ucranianos foram até agora libertados desde o início da guerra com a Rússia. Sublinhou a importância de incluir a questão da libertação de prisioneiros nas negociações de paz, que são intermediadas pelos Estados Unidos, como um dos primeiros passos para encerrar o conflito.
    • O secretário para a Energia norte-americano manifestou a disponibilidade dos Estados Unidos em gerir as centrais nucleares ucranianas se assim for decidido politicamente. Discussões entre os EUA e a Ucrânia abordam a possibilidade de controlo norte-americano destas centrais, em especial a de Zaporíjia, que está sob ocupação russa, como parte de um novo acordo dos minerais.
    • A Alemanha alertou para uma “ameaça atual” de guerra, com indicações de que a Rússia está a preparar um grande conflito. Como resposta, a Alemanha está a reforçar as suas capacidades de defesa, uma decisão que inclui a alteração do limite de endividamento para fortalecer o seu exército, face ao cenário tenso na Europa.

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Ucrânia vai ter eleições presidenciais, diz enviado especial de Trump Steve Witkoff

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  • Dois mortos num ataque russo em Zaporíjia

    Duas pesssoas morreram num ataque de artilharia russo em Zaporíjia, informa o governador local Ivan Fedorov no Telegram.

    Nove pessoas ficaram também feridas, um deles em estado grave. Seis estão em estado moderado, informa ainda o governador.

  • Zelensky destaca regresso de mais de 4.000 prisioneiros desde o início da guerra

    Volodymyr Zelensky anunciou esta sexta-feira que a Ucrânia já garantiu o regresso de mais de quatro mil prisioneiros que tinham sido capturados pelas forças russas desde o início da guerra, no dia 24 de fevereiro de 2022.

    “Já trouxemos de volta com sucesso mais de quatro mil pessoas —4.306. E vamos trazê-las todas de volta”, referiu o Presidente da Ucrânia, numa mensagem publicada na rede social X.

    Zelensky sublinhou que a libertação de prisioneiros é uma questão que tem de estar presente nas negociações com a Rússia, com a intermediação dos Estados Unidos, para o fim da guerra: “Quando discutimos formas de acabar com a guerra com o lado americano e os nossos outros parceiros, falamos da libertação de prisioneiros como um dos primeiros passos. Acreditamos que isso tem absolutamente de acontecer”.

  • Zelensky rejeita que ONU seja garantia de segurança para a Ucrânia

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afastou nesta sexta-feira a possibilidade de uma missão de paz da ONU como garantia de segurança para evitar uma nova invasão russa do seu país, a poucos dias de negociações de uma trégua com Moscovo.

    Zelensky descarta missão da ONU como garantia de segurança

  • Presidente da Lituânia assume disponibilidade para enviar tropas para a Ucrânia

    O Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, destacou que o país está pronto para enviar tropas para uma missão de pacificação na Ucrânia num cenário de cessar-fogo com a Rússia.

    “Estamos a falar de números muito concretos das nossas tropas, mas deve haver um compromisso de todos os países desta coligação para prestar este apoio”, referiu Nauseda, em declarações à Bloomberg, acrescentando: “O meu país está pronto para dar o apoio necessário”.

    A ideia de mobilizar tropas de diversos países para uma força internacional de manutenção da paz tem sido cada vez mais discutida nos últimos meses. Por via desse cenário, diversas nações europeias comprometeram-se já a aumentar os seus gastos em defesa para poderem assumir um maior peso na defesa da Ucrânia, face à retração do apoio americano desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

  • Trump: "Vamos ter um cessar-fogo total muito em breve"

    Donald Trump declarou esta sexta-feira, a partir da Sala Oval da Casa Branca, que vai conseguir alcançar uma paralisação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. “Vamos ter um cessar-fogo total muito em breve na guerra Rússia-Ucrânia”, garantiu o Presidente dos EUA, citado pela CNN.

    O chefe de Estado norte-americano abordou também a questão da soberania sobre os territórios em disputa entre ucranianos e russos, ao notar que “o contrato em termos de divisão das terras (…) está a ser negociado neste preciso momento”.

    A demonstração de esperança por parte de Trump surge na sequência das conversações recentes que teve com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

  • Porta-voz do MNE ucraniano garante que não haverá interação com a Rússia em Riade

    Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, assegurou esta sexta-feira que a delegação ucraniana não vai interagir com a delegação da Rússia nas conversações agendadas para segunda-feira em Riade, na Arábia Saudita.

    “A escolha é deles. Mas estamos a preparar as conversações na Arábia Saudita como conversações bilaterais ucraniano-americanas”, afirmou o responsável, em conferência de imprensa, citado pelo jornal Kyiv Independent.

    Segundo Tykhyi, as negociações serão eminentemente técnicas e não políticas. “Haverá uma reunião de profissionais do lado ucraniano e do lado americano, que poderão definir todos os pormenores de como deve ser (um cessar-fogo). Temos de perceber como vai funcionar, quem o vai controlar, como vai ser monitorizado”, disse, acrescentando quer o ministro, Andryi Sybiha, não vai participar na próxima ronda de conversações.

  • Alemanha avisa a população de "ameaça atual" de guerra

    O inspetor-geral das Forças Armadas alemãs, o general Carsten Breuer, avisou publicamente que a Alemanha enfrenta uma “ameaça atual” de guerra e indicou a Rússia como a origem desse risco.

    “Temos uma ameaça atual”, afirmou Breuer num popular programa de Sandra Maischberger, no primeiro canal público de televisão da Alemanha. O general alemão, que lidera as Forças Armadas germânicas, explicou que o país deve efetivamente reforçar as suas capacidades de defesa o mais rapidamente possível e que a justificação é de que “a Rússia está a preparar uma grande guerra”.

    As necessidades de rearmamento e requalificação das capacidades de defesa contribuíram para a Alemanha aprovar a alteração do limite ao endividamento.

  • Hungria de fora, mais sanções à Rússia e ausência da "proposta Kallas". Cinco conclusões do Conselho Europeu sobre a Ucrânia

    O Conselho Europeu focou-se na Ucrânia mas o fim não foi o esperado: não houve acordo para apoios financeiros. Dos 27 líderes, 26 querem sanções à Rússia e continuidade do apoio político e militar.

    Hungria de fora, mais sanções à Rússia e ausência da “proposta Kallas”. Cinco conclusões do Conselho Europeu sobre a Ucrânia

  • Medvedev provoca Starmer com incêndio em Heathrow

    Sem indícios que apontem para uma sabotagem, Dmitry Medvedev, ex-Presidente russo e atual vice-Presidente do Conselho de Segurança de Moscovo, voltou a usar do seu habitual tom irónico para provocar Keir Starmer: “Estou ansioso para ver a Rússia ser acusada pelo incêndio em Heathrow. O que esperas, Starmer”, escreveu no X, com uma questão para o primeiro-ministro britânico.

  • Washington insiste na possibilidade de tomar conta de centrais nucleares

    O secretário para a Energia norte-americano voltou a afirmar que os Estados Unidos estão prontos para gerir as centrais nucleares ucranianas, se as decisões políticas assim o indicarem. Chris Wright sublinhou que ainda não houve qualquer diálogo sobre empresas americanas comprarem as centrais, mas que os norte-americanos podia ajudar na gestão.

    “Traríamos peritos nucleares de topo dos Estados Unidos e, em conjunto, seriam tomadas decisões sensatas. Os Estados Unidos estão cheios de conhecimentos nesta área”, em declarações à Bloomberg, ilustrando as capacidades que Washington traria para a discussão.

  • Encontro entre delegações ucranianas e norte-americanas servirá para acertar parâmetros do cessar-fogo

    Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia adiantou que a reunião na Arábia Saudita, no domingo, será uma discussão sobre detalhes militares para implementar as decisões que já foram tomadas “ao nível político”. O objetivo será “determinar os parâmetros das propostas para os vários regimes de cessar-fogo em discussão”, relatou Heorhii Tykhyi, citado pelo jornal Ukrainska Pravda.

    “Precisamos de clarificar todos os detalhes. Precisamos de perceber como é que isto vai fucionar, quem é que vai suprevisionar e como é que vai ser monitorizado”, elaborou. O porta-voz garantiu que seria uma reunião bilateral e indicou não saber detalhes sobre o encontro dos norte-americanos com a delegação russa, que está marcado para o dia seguinte.

  • Putin ordena que operações de drones passem a incluir Inteligência Artificial

    O Presidente russo reuniu hoje o conselho de segurança. Depois da reunião, Vladimir Putin ordenou que a produção e a operação de drones passe a integrar Inteligência Artificial, relata a agência TASS.

    O objetivo desta medida é duplo, justificou o Kremlin. Por um lado, permitir que a Rússia passe a liderar o desenvolvimento tecnológico na indústria militar até 2023. Por outro lado, a criação de um sistema unificado que permita a identificação de outros drones em tempo real.

  • Guerra na Ucrânia leva França a produzir novamente pólvora

    De acordo com a Reuters, França vai voltar a produzir pólvora.

    A decisão surge na sequência da guerra na Ucrânia, com a Eurenco (fabricante de explosivos) a ganhar a responsabilidade de devolver ao país a produção desta substância explosiva sólida composta de salitre, enxofre e carvão.

    Apoiada pelo governo francês, a empresa conseguiu um apoio de 100 milhões de euros. Parte deste valor pertence a um programa da União Europeia para apoiar a indústria de defesa dos Estados-membros.

    Inicialmente, o país vai produzir cerca de 1.200 toneladas de pólvora por ano, aumentando depois para 1.800 toneladas, que alimentarão cerca de 100.000 projéteis de artilharia, nomeadamente de calibre 155 mm, o padrão da NATO.

  • Kiev e Moscovo trocam acusações sobre explosão na estação métrica de gás de Sudzha

    O Ministério da Defesa russo e as Forças Armadas ucranianas trocaram acusações mútuas sobre a explosão que ocorreu esta noite na estação de medição de gás em Sudzha — o que constituiu uma violação do cessar-fogo contra infraestruturas energéticas que ambas as partes negociaram com Washington e que o Kremlin diz já estar em vigor.

    O Ministério da Defesa russo acusou Kiev de ter “explodido a estação deliberadamente”, como “provocação de forma a desacreditar as iniciativas de paz do Presidente dos EUA”. A estação, na região de Kursk, está sob controlo ucraniano desde agosto de 2024.

    O comando das Forças Armadas ucranianas afirma que se tratam de “acusações sem fundamento” e acusa a Rússia de “intensificar a sua campanha de desacreditação contra a Ucrânia”. “É de salientar que as tropas russas é que utilizaram o gasoduto para deslocar secretamente as suas unidades. Os russos continuam a criar inúmeras falsidades e a tentar enganar a comunidade internacional”, pode ler-se no comunicado ucraniano.

  • Peskov afirma que cessar-fogo a alvos de energia está em vigor

    O porta-voz do Kremlin declarou hoje que o cessar-fogo contra alvos energéticos está em vigor. No seu habitual briefing diário, Dmitry Peskov reiterou que Vladimir Putin transmitiu esta ordem às Forças Armadas russas que a estão a implementar no terreno.

    No entanto, Peskov insistiu que a trégua não se estende a outras infraestruturas civis e que isso nunca ficou acordado com Donald Trump, ao contrário do que relatam os comunicados da Casa Branca e as declarações de Volodymyr Zelensky.

  • Afinal, quem manda é Putin e não Trump?

    A conversa entre Trump e Putin tem interpretações distintas, mas o Major-General Arnaut Moreira sublinha: a Casa Branca está disposta a ser humilhada e Zelensky não é “perdido nem achado”.

    Ouça a análise

    Afinal, quem manda é Putin e não Trump?

  • Hungria acusa líderes da União Europeia de erro no apoio a Kiev

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse hoje que recusou o acordo alcançado na quinta-feira pelos 26 países da União Europeia sobre o apoio à Ucrânia porque a guerra causada pelo ataque da Rússia está perdida.

    Órban não especificou a declaração sobre “guerra perdida” mas acusou os líderes europeus de estarem a tomar decisões erradas.

    “Já vejo nos olhos [dos restantes líderes da União Europeia] que todos sabem que esta guerra está perdida”, disse Orbán à rádio pública húngara Kossuth em Bruxelas, onde participa na reunião do Conselho Europeu.

    Neste contexto, o líder húngaro disse ainda que a maioria dos líderes europeus de pretenderem continuar a guerra enviando dinheiro e armas para a Ucrânia.

    Quanto à futura adesão da Ucrânia à União Europeia, Órban sublinhou que o processo pode vir a ser um pesado encargo financeiro e salientou que a Hungria não apoia a contração de um empréstimo conjunto pelos países da UE para apoiar a Ucrânia.

    “Vai chegar o momento em que todos vão assumir que a integração da Ucrânia seria equivalente a um colapso económico da UE”, afirmou.

  • Ataques russos feriram três crianças em Odessa e seis pessoas em Zaporíjia

    O Presidente ucraniano partilhou imagens dos ataques levados a cabo pela Rússia durante a noite. Em Odessa, os ataques causaram vários incêndios numa zona residencial e três crianças ficaram feridas. Outras seis pessoas ficaram feridas num ataque aéreo em Zaporíjia.

    Volodymyr Zelensky aproveitou a publicação para a apelar aos “Estados Unidos, Europa e todos os parceiros” que façam “pressão real sobre a Rússia”. O mesmo pedido já tinha sido deixado ontem no Conselho Europeu.

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