Momentos-chave
- Guterres condena detenção de funcionários da ONU no Iémen e apela à "libertação imediata e incondicional"
- EUA suspendem novos vistos para todos os palestinianos
- 11 pessoas detidas em escritórios das Nações Unidas no Iémen depois de operação dos houthis
- Israel discute este domingo anexação da Cisjordânia
- Líder dos houthis diz que rebeldes estão em "constante escalada" contra Israel
- Plano pós-guerra para Gaza inclui deslocação de mais de 2 milhões de pessoas, resort de turismo e hub tecnológico
- O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- Forças de Defesa de Israel (IDF) também confirmam morte de porta-voz Abu Obeida
- Trump aumenta pressão sobre Netanyahu para derrotar Hamas nas próximas semanas
- Na partida para Gaza, Mortágua diz ser "inenarrável" a "cobardia" do Governo: "Não tem coragem de tomar uma posição"
- Flotilha humanitária rumo a Gaza já partiu. Mortágua partilha vídeo da partida nas redes sociais
- Ministro da Defesa de Israel confirma que porta-voz do Hamas foi morto
- Marcelo endereça condolências à família de Idan Shtivi e ao povo israelita e a Israel
- "Quando nos unimos, camaradas, somos uma super-potência", diz Mariana Mortágua, antes de embarcar com a flotilha
- Hamas ainda não confirmou morte de porta-voz. Netanyahu diz que "possivelmente eles não têm ninguém para fazer esse anúncio"
- "Qualquer interceção ou ataque que a entidade zionista fizer, será um crime de guerra", afirma Thiago Ávila, promotor da missão
- "As pessoas estão a ver um genocídio em 'live-stream' e precisam de sair do sofá e manifestar-se"
- Ministro da Cultura descarta cessar-fogo temporário: “Israel procura apenas um acordo total”
- Porta-voz do Hamas terá morrido num ataque aéreo israelita
- Flotilha com Greta e Mortágua parte de Barcelona dentro de poucas horas
Histórico de atualizações
-
Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas já abrimos um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente ao longo desta segunda-feira. Pode segui-lo aqui.
Infeções respiratórias disseminam-se na Faixa de Gaza, onde além de alimentos faltam medicamentos
-
Guterres condena detenção de funcionários da ONU no Iémen e apela à "libertação imediata e incondicional"
O secretário geral da ONU, António Guterres, condenou a prisão de funcionários das Nações Unidas por membros houthis em Sanaa e Hodeidah e apelou à “libertação imediata e incondicional”, escreve a Al Jazeera. Guterres também pediu a libertação de outros funcionários da ONU presos desde 2021 e 2023, e o corpo de uma pessoa que morreu enquanto estava presa, no começo do ano.
“As detenções arbitrárias contínuas destas pessoas são intoleráveis. Os funcionários das Nações Unidas e os seus parceiros não devem ser alvo, presos ou detidos enquanto estiverem em missões da ONU”, assinalou o secretário geral. “A segurança dos funcionários e das propriedades da ONU assim como a inviolabilidade das premissas devem ser garantidas sempre”.
-
EUA suspendem novos vistos para todos os palestinianos
O Governo dos Estados Unidos da América decretou a suspensão de aprovações de quase todos os vistos para portadores de passaportes palestinianos, avança o The New York Times, citando autoridades norte-americanas. A medida vai afetar temporariamente vistos para tratamento médico, estudos universitários, turismo e visitas de negócios, para passaportes emitidos pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), mas não abrange cidadãos palestinianos com dupla nacionalidade.
A decisão vem depois de, há dois dias, ser confirmado que os EUA não iriam emitir vistos para oficiais palestinianos participarem na Assembleia Geral das Nações Unidas no próximo mês. A 31 de julho o Governo norte-americano anunciou as sanções a membros da OLP e da Autoridade Palestiniana por “apoio ao terrorismo”.
-
11 pessoas detidas em escritórios das Nações Unidas no Iémen depois de operação dos houthis
11 pessoas foram detidas pelos houthis durante uma operação nos escritórios das Nações Unidas em Sanaa, capital do Iémen, avança a Reuters, com base em informações da imprensa do país e da Associated Press.
De acordo com o porta-voz do World Food Programe, Abeer Estefa, forças dos rebeldes houthis entraram nos escritórios no domingo de manhã e pelo menos um funcionário foi detido, enquanto outros terão sido presos em outras áreas do país. As instalações da World Health Organization e da UNICEF também terão sido alvo da operação, de acordo com um oficial da ONU e um membro houthi. O oficial da ONU disse que homens armados entraram nos escritórios a questionar os funcionários e que, depois dos interrogatórios, perderam contacto com as equipas.
A operação acontece depois do ataque israelita a Sanaa na passada quinta-feira ter resultado na morte do primeiro-ministro houthi, assim como outros oficiais do regime.
-
Israel discute este domingo anexação da Cisjordânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar, informou o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que Israel está a discutir este domingo a possibilidade de assumir a soberania sobre os territórios da Cisjordânia e deve iniciar a ofensiva nos próximos meses, avança o Haaretz. O tema já tinha sido tema de uma reunião entre ambos na semana passada em Washington.
De acordo com três oficiais israelitas ouvidos pela Reuters, Israel está a considerar a anexação da Cisjordânia como uma resposta à intenção da França e outros países em reconhecer o Estado da Palestina. O tema estaria na agenda oficial de Benjamin Netanyahu para este domingo.
-
Líder dos houthis diz que rebeldes estão em "constante escalada" contra Israel
Num discurso emitido pela televisão no Iémen este domingo e citado pelo El País, o líder dos rebeldes houthis, Abdel Malek al-Houthi, declarou que o movimento adotará medidas “em constante escalada” contra Israel, após o exército israelita ter matado o primeiro-ministro e outros altos oficiais em ataques aéreos contra Sanaa na passada quinta-feira. “Nossa abordagem militar para atacar o inimigo israelita, seja com mísseis, drones ou bloqueio naval, é contínua, resoluta e em constante escalada”, declarou o líder rebelde, mencionando uma “guerra santa” contra Israel.
-
Plano pós-guerra para Gaza inclui deslocação de mais de 2 milhões de pessoas, resort de turismo e hub tecnológico
Os palestinianos que escolhessem deixar Gaza receberiam um pagamento de 5 mil dólares em dinheiro e subsídios para cobrir quatro anos de renda em outro lugar, assim como um ano de alimentação.
Chamado Fundo para a Reconstituição, Aceleração Económica e Transformação de Gaza, ou GREAT Trust, a proposta foi desenvolvida por alguns dos mesmos israelitas que criaram a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos EUA e por Israel, que agora distribui alimentos dentro do enclave. O planeamento financeiro foi feito por uma equipa que trabalhava na época para o Boston Consulting Group.
-
O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- As Forças de Defesa de Israel confirmaram a morte de Abu Obeida, porta-voz da ala militar do Hamas, numa operação coordenada com o Shin Bet. Abu Obeida era um rosto proeminente da propaganda do Hamas, sendo acusado de coordenar a divulgação de vídeos que incitavam ataques em países árabes e de ter divulgado imagens de um massacre ocorrido em 7 de outubro.
- A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, já embarcou numa flotilha humanitária que partiu de Barcelona rumo à Faixa de Gaza. A deputada criticou duramente a atuação do Governo português, classificando-a como “cobarde” em contraste com outros Governos que considera mais corajosos. O objetivo da missão é “quebrar o cerco” a Gaza e levar ajuda humanitária aos palestianianos.
- Donald Trump, Presidente dos EUA, aumentou a pressão sobre o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para que concretize uma derrota total do Hamas, mostrando desconfiança em soluções de cessar-fogo e troca de reféns. Trump acredita que o Hamas pode ser derrotado em algumas semanas e compartilhou a sua convicção com Netanyahu de que o grupo islâmico nunca entregará todos os reféns.
- Greta Thunberg, presente na flotilha humanitária juntamente com Mariana Mortágua, apelou à ação global contra o que descreve como um “genocídio” transmitido em direto. A ativista sueca criticou a passividade dos líderes e da comunidade internacional, exortando as pessoas a manifestarem-se contra as ações de Israel em Gaza.
-
Flotilha parte em direção a Gaza. No passado, Israel respondeu a tentativas de "furar o cerco" abalroando e, até, bombardeando barcos
Ativistas querem chegar a Gaza, por via marítima, em meados de setembro. Mas desde 2010 que nenhuma flotilha deste género, transportando ajuda humanitária, conseguiu “furar o cerco” israelita.
-
Forças de Defesa de Israel (IDF) também confirmam morte de porta-voz Abu Obeida
Depois de o ministro Israel Katz ter desfeito as dúvidas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) também confirmaram, em comunicado, a morte de Abu Obeida, histórico porta-voz da ala militar do Hamas, descrevendo-o como o “rosto da organização terrorista”.
Segundo as IDF, houve uma operação conduzida a partir da sala de operações do Shin Bet, em coordenação com o Comando Sul e com base em informação recolhida previamente pelos serviços secretos, que permitiram localizar o esconderijo onde se encontrava Abu Obeida.
No comunicado, o exército sublinha que, ao longo da última década, o dirigente foi o principal responsável pelo aparelho de propaganda da ala militar do Hamas, coordenando a ação dos porta-vozes em diferentes brigadas e batalhões e articulando a estratégia mediática entre a vertente política e militar da organização.
As forças israelitas acusam, também, a propaganda do Hamas de ter difundido as imagens do massacre de 7 de outubro, captadas pelos próprios militantes, bem como vídeos de reféns detidos em Gaza e outros materiais com o objetivo de incitar ataques em vários países do mundo árabe.
-
Trump aumenta pressão sobre Netanyahu para derrotar Hamas nas próximas semanas
O Presidente dos EUA, Donald Trump, estará a intensificar a pressão sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que este consiga alcançar a derrota total do Hamas. Segundo fontes citadas pelo canal hebraico Channel 12, Trump está a perder a confiança nas negociações de cessar-fogo e troca de reféns.
De acordo com as mesmas fontes, após o acordo de janeiro que permitiu a libertação de vários reféns – e, mais tarde, a saída do luso-americano Edan Alexander em maio – Trump passou a exigir de Netanyahu uma ofensiva mais célere e eficaz contra o grupo islâmico.
A posição do Presidente norte-americano terá sido determinante para a insistência de Netanyahu em optar entre a conquista militar completa de Gaza ou um acordo abrangente, mas apenas em termos definidos por Israel, apesar da oposição de alguns responsáveis de segurança.
Segundo o Channel 12, Trump acredita que o Hamas pode ser derrotado de forma decisiva “talvez em duas semanas”. O Presidente dos EUA, em privado, terá transmitido a Netanyahu a convicção de que o Hamas nunca entregará todos os reféns porque irá sempre querer manter alguns em seu poder, para garantir poder negocial.
-
Na partida para Gaza, Mortágua diz ser "inenarrável" a "cobardia" do Governo: "Não tem coragem de tomar uma posição"
Na partida rumo à Faixa de Gaza, a coordenadora de Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, voltou a deixar críticas à atuação do Governo em relação à flotilha humanitária.
“Acho que todos os portugueses se devem sentir frustrados, tristes. A cobardia do Governo português, quando comparado com o governo espanhol, com governos europeus e da América Latina, é inenarrável”, acusou Mariana Mortágua, em declarações à SIC Notícias.
A deputada bloquista explicou que a falta de “coragem” do Governo “não tem” diretamente a ver consigo ou com “qualquer outro tripulante desta missão”.
“Tem a ver com o facto de Israel estar a cometer crimes de guerra, estar a fazer um bloqueio ilegal a Gaza, de esta viagem ser legal e de querer levar ajuda humanitária de forma pacífica”, afirmou Mariana Mortágua.
Para a deputada, o Governo não teve “coragem de tomar uma posição”. “É de uma cobardia que não esperávamos”, concluiu.
-
Flotilha humanitária rumo a Gaza já partiu. Mortágua partilha vídeo da partida nas redes sociais
Praticamente todos as embarcações que compõe a flotilha humanitária Global já partiram desde o porto de Barcelona rumo à Faixa de Gaza.
A deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, partilhou um vídeo das suas redes sociais em que mostra o momento da partida. A parlamentar elogiou a presença de vários manifestantes pró-palestinianos que se foram despedir da flotilha ao porto de Barcelona.
No barco que transporta Mariana Mortágua, vai um dos organizadores da flotilha, Thiago Ávila, e também a ativista sueca Greta Thunberg.
-
Ministro da Defesa de Israel confirma que porta-voz do Hamas foi morto
O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, confirmou através da rede social X (antigo Twitter) que “o porta-voz terrorista do Hamas, Abu Abu Obeida, foi eliminado em Gaza”.
Nas palavras do ministro, o porta-voz foi “enviado para o inferno, para junto dos outros membros do eixo do mal do Irão, Gaza, Líbano e Iémen”.
דובר טרור החמאס אבו עוביידה חוסל בעזה, ונשלח לפגוש את כל מסוכלי ציר הרשע מאיראן, עזה, לבנון ותימן בתחתית הגיהינום.
ברכות לצה"ל ולשב"כ על הביצוע המושלם.
בקרוב, עם התגברות המערכה על עזה, יפגוש שם עוד רבים משותפיו לפשע – מרצחי ואנסי החמאס. pic.twitter.com/e6cb0CRLYy
— ישראל כ”ץ Israel Katz (@Israel_katz) August 31, 2025
-
Marcelo endereça condolências à família de Idan Shtivi e ao povo israelita e a Israel
O Presidente da República, numa nota no site da Presidência, manifestou “pesar” pelo cidadão luso-israelita Idan Shtivi, cujo corpo foi entregue agora à família.
Marcelo Rebelo de Sousa “endereça as suas condolências à família, ao povo israelita e a Israel”.
-
"Quando nos unimos, camaradas, somos uma super-potência", diz Mariana Mortágua, antes de embarcar com a flotilha
“Quando nos unimos, camaradas, somos uma super-potência“, disse Mariana Mortágua antes de embarcar, com outros dois portugueses, na flotilha que tem como objetivo “quebrar o cerco a Gaza”.
Em Barcelona, no evento que marca a partida das embarcações, a deputada bloquista afirmou que “quando Israel mata pessoas palestinianas, está também a assassinar a lei internacional, os direitos humanos – estão a assassinar a segurança das pessoas de todo o mundo”.
Ou seja, para Mariana Mortágua, “o povo palestiniano, com a sua resistência, com o seu sumud, está a salvar-nos, a Humanidade está a ser salva pelo povo palestiniano”.
Quando os nossos governos não fazem nada perante tal genocídio, nós unimo-nos e fazêmo-lo por eles. Quando nos unimos, camaradas, somos uma super-potência, somos mais poderosos do que qualquer governo, do que qualquer exército, do que qualquer regime. Somos uma super-potência de solidariedade.
A deputada bloquista terminou afirmando que “em português, dizemos ‘navegar é preciso’. Vamos lá navegar“.
-
Hamas ainda não confirmou morte de porta-voz. Netanyahu diz que "possivelmente eles não têm ninguém para fazer esse anúncio"
“Possivelmente eles não têm ninguém para fazer esse anúncio“, afirmou o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, quando questionado sobre porque é que o Hamas ainda não confirmou a morte do seu porta-voz, Abu Obeida.
Netanyahu confirma que as Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram um edifício onde se acreditava estar Abu Obeida, mas não confirma que o responsável foi, mesmo, morto. “Estamos à espera de resultados” da investigação que está a ser feita, no rescaldo desse bombardeamento, indicou o primeiro-ministro israelita.
Também questionado pelos jornalistas no dia em que irá reunir o seu conselho de ministros, Netanyahu comentou o ataque israelita no Iémen, visando os rebeldes houthis: “Desferimos um golpe intenso mas isto é apenas o início”, garantiu.
-
Países islâmicos pedem a EUA que reconsiderem revogação de vistos a diplomatas palestinianos
Os países islâmicos e árabes instaram os Estados Unidos a reconsiderarem a sua decisão de negar ou revogar os vistos dos diplomatas palestinianos que pretendiam participar na próxima Assembleia Geral da ONU, no final de setembro.
Num comunicado divulgado nas últimas horas, o chamado Comité Ministerial Árabe Islâmico para Gaza, que representa mais de 50 países, expressou o seu “profundo pesar pela decisão do Departamento de Estado dos EUA” e instou-o a “reconsiderar e revogar” a mesma.
Os EUA anunciaram na sexta-feira que negarão e revogarão os vistos dos diplomatas palestinianos que pretendiam participar na próxima Assembleia Geral da ONU, na qual, este ano, o conflito palestiniano se anunciava como um dos principais focos de atenção.
-
Irão condena “ataque atroz” de Israel que matou primeiro-ministro houthi do Iémen
O Irão condenou hoje o “ataque atroz” de Israel contra o Iémen, de que resultou a morte do primeiro-ministro do governo controlado pelo grupo rebelde houthi, Ahmed al-Rahawi, e de vários dos seus ministros.
Teerão instou, também, a comunidade internacional a agir com urgência para travar a “conduta beligerante” do Estado judaico.
“O ataque atroz do regime sionista contra infraestruturas e zonas residenciais do Iémen e o assassinato de altos responsáveis e cidadãos inocentes constitui um claro crime de guerra e contra a humanidade”, considerou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano em comunicado.
O Irão classificou como “ação terrorista” o ataque israelita da última quinta-feira contra uma instalação que abrigava dezenas de altos funcionários houthis na capital iemenita, Sanaa, no qual morreram o primeiro-ministro rebelde e vários membros do seu gabinete.
Perante esta ação, Teerão alertou para as crescentes ameaças que a “expansão e o terrorismo organizado” israelita representam para a paz e a segurança internacionais, e exigiu uma resposta séria por parte da comunidade internacional e dos países islâmicos para “travar a conduta beligerante” de Israel.
“O Conselho de Segurança da ONU e todos os Estados-membros têm a responsabilidade de agir urgentemente para deter as ações bélicas do regime ocupante e exigir responsabilidades aos seus líderes criminosos”, sublinhou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
-
"Qualquer interceção ou ataque que a entidade zionista fizer, será um crime de guerra", afirma Thiago Ávila, promotor da missão
“Se olharmos para a História, regimes opressivos como estes pensam sempre que são imparáveis – até que caem“, afirmou Thiago Ávila, brasileiro que é um dos principais promotores da missão que vai tentar “quebrar o cerco a Gaza, que dura há 18 anos”.
Sentado ao lado de Greta Thunberg e outros participantes, Thiago Ávila sublinhou que “qualquer ataque, qualquer interceção que eles vierem a fazer, estarão a cometer um crime de guerra“. Outras tentativas de “quebrar o cerco” promovido pela “entidade zionista” [Israel] acabaram, no passado, com ataques por parte das forças militares israelitas, referiu.
Esta história não é sobre nós, o risco que nós corremos com esta missão é apenas uma fração do sofrimento que dezenas de milhares de palestinianos, incluindo centenas de crianças, que estão em masmorras hoje”, afirmou.
Thiago Ávila acrescentou que todos os participantes receberam um treino “sobre como fazer isto sem violência”. “Todos queremos regressar vivos, com a nossa integridade física e com a nossa liberdade“, asseverou.