Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Zelensky espera avançar no caminho para UE durante Presidência cipriota
- "Não podemos deixar a Ucrânia e o Volodymyr sozinhos com esses tipos." A chamada em que os líderes europeus desconfiaram dos EUA
- Reino Unido anuncia novo apoio financeiro à Ucrânia e afirma que sancionou mais de 2.900 pessoas, entidades e navios russos
- Moscovo prepara medidas contra UE se financiar Kiev com fundos russos
- Putin já chegou à Índia. Foi recebido com passadeira vermelha por Modi
- Presidente do Chipre inicia visita oficial à Ucrânia e reúne-se com Zelensky
- Alemanha destina mais 100 milhões de euros à reparação do sistema elétrico da Ucrânia
- Medvedev deixa aviso à Europa. Confisco de ativos russos congelados poderá ser considerado um ato de guerra
- Rússia ataca instalação de energia em Odessa, deixando milhares de pessoas sem eletricidade
- Criança de seis anos morre em ataque russo a Kherson
- Forças russas apertam cerco a Hulyaipole, em Zaporíjia
- Duas crianças ucranianas raptadas foram enviadas para a Coreia do Norte
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A situação tensa no Donbass intensifica-se, com o Presidente Vladimir Putin a afirmar que a região fará parte da Rússia a bem ou a mal. Este desenvolvimento ocorre num momento em que a Ucrânia, representada por Andrii Sybiha, reitera a recusa de adotar políticas de apaziguamento com a Rússia, insistindo num acordo de paz genuíno.
- A União Europeia considera a possibilidade de utilizar ativos russos congelados para ajudar financeira e militarmente a Ucrânia, gerando uma forte reação de Moscovo. A Rússia avisa que essa ação pode ser encarada como um “casus belli”, indicando um potencial ato de guerra, enquanto o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, reforça esta posição.
- Os líderes europeus manifestam desconfiança em relação ao envolvimento dos Estados Unidos nas negociações de paz relativas ao conflito ucraniano. Numa chamada telefónica, Emmanuel Macron, Friedrich Merz, Alexander Stubb e Mark Rutte discutem a possibilidade de os EUA estarem a favorecer a Rússia nas negociações, alertando para a necessidade de proteger o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante este processo.
- O Reino Unido continua a apoiar a Ucrânia, anunciando novas sanções contra a Rússia e uma contribuição significativa em apoio militar, humanitário e diplomático. O anúncio inclui um compromisso substancial em termos financeiros, ressaltando a determinação britânica em sancionar entidades e indivíduos russos como resposta às ações hostis de Moscovo.
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Bom dia, caro leitor!
Encerramos este artigo em direto sobre o conflito na Ucrânia. Pode continuar a acompanhar todas as novidades sobre esta guerra, seguindo este outro liveblog agora aberto.
Volodymyr Zelensky falou com António Costa e agradeceu a “vontade de continuar a apoiar a Ucrânia”
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Ucrânia recusa "apaziguamento" com a Rússia e diz querer "paz verdadeira"
Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, diz que o país quer uma “paz verdadeira” com a Rússia, recusando uma política de “apaziguamento” em declarações na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa citadas pela Reuters.
No discurso, o ministro comparou a situação com a entrega da Terra dos Sudetas à Alemanha pelos aliados para tentar parar as ambições territoriais de Adolf Hitler, decidida na chamada Conferência de Munique.
“Ainda nos lembramos dos nomes daqueles que traíram as gerações futuras em Munique. Isso nunca deve se repetir”, insistiu Sybiha, sublinhando que “os princípios devem ser intocáveis”.
“A Europa teve demasiados acordos de paz injustos no passado. Todos eles apenas conduziram a novas catástrofes”, continuou, agradecendo aos EUA por insistirem nos esforços de paz.
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Putin garante que o Donbass fará parte da Rússia, mesmo que seja "à força"
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, avisou que as tropas ucranianas têm de se retirar do Donbass e que a Rússia vai tomar essa zona quer Kiev queira, quer não.
“Ou libertamos estes territórios à força, ou as tropas ucranianas vão deixar estes territórios”, disse, ao canal indiano India Today.
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Primeiro-ministro belga espera ter "discussão frutífera" com chanceler alemão sobre ativos russos congelados
O plano de usar os ativos russos congelados na Europa vai estar em cima da mesa no encontro desta sexta-feira entre Bart De Wever, primeiro-ministro belga, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, esta sexta-feira. Esta quinta-feira, De Wever disse que espera ter uma “discussão frutífera” sobre o plano, que tem sido rejeitado pelo seu governo, noticiou a Reuters.
O plano da Comissão Europeia implica um empréstimo feito a Kiev com os valores congelados. A Bélgica, que detém a maioria dos bens russos, levantou várias questões jurídicas
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, propôs um «empréstimo de reparação» utilizando os ativos estatais russos congelados na UE após a invasão da Rússia. No entanto, a Bélgica, que detém a maioria dos ativos, levantou várias questões jurídicas e continua sem estar convencida com o plano.
“Espero que […] encontremos uma solução que possamos apresentar à Europa nas próximas duas semanas”, disse De Wever, que defendeu a sua independência face aos aliados.
“Ainda posso determinar a minha própria posição, mesmo que haja vizinhos grandes e fortes, de quem gosto muito e respeito muito politicamente, que possam pedir-me algo diferente. Tenho apenas uma responsabilidade: os interesses dos contribuintes belgas”, concluiu.
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Presidente da Finlândia alertou aliados europeus para um provável "contacto paralelo" dos EUA com a Rússia durante encontro com a Ucrânia
O Presidente finlandês, Alexander Stubb, terá alertado os líderes dos aliados europeus para um provável “contacto paralelo” dos Estados Unidos com a Rússia durante as conversações dos negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner com o representante de Kiev, Rustem Umerov.
A notícia foi avançada pelo Kyiv Independent, citando uma transcrição fornecida por uma alta fonte diplomática de conversa entre os principais líderes europeus pouco depois do encontro dos negociadores norte-americanos com Putin em Moscovo.
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Navio da marinha irlandesa avistou pelo menos quatro drones perto do percurso do avião de Zelensky na segunda-feira
Um navio da marinha irlandesa avistou pelo menos quatro drones a voar perto do percurso do avião do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, quando ia a caminho da Irlanda, país que visitou na segunda-feira.
A notícia foi avançada pelo órgão noticioso irlandês The Journal, que indicou que os drones quebraram uma proibição de voo e aproximaram-se do percurso na segunda-feira à noite, por volta das 23h00.
Poucos momentos depois do incidente, explica o jornal, o avião aterrou na capital irlandesa de Dublin antes do esperado. Se tivesse chegado à hora a que estava previsto, os drones teriam mesmo chegado perto do avião junto à costa da ilha irlandesa. Fontes consultadas pelo Irish Times indicaram que o avião não correu perigo.
Ainda não se sabe quem controlou ou onde estão os drones neste momento, indicou o The Journal. Porém, o Irish Times noticiou que os responsáveis estão a tratar o incidente como uma potencial tentativa de afetar o tráfego aéreo, em vez de atacar mesmo o avião do Presidente da Ucrânia.
O mesmo Irish Times escreveu que o incidente ocorreu numa altura em que três navios da frota fantasma russa sancionada estavam a operar perto da Zona Económica Exclusiva da Irlanda. Ainda assim, frisam, não há quaisquer provas de que tenham estado envolvidos no caso.
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Putin questiona EUA sobre sanções à Índia por comprar petróleo russo
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, confrontou os EUA por sancionarem a Índia por comprarem petróleo a Moscovo enquanto os EUA ainda comercializam recursos energéticos com o país.
Numa entrevista ao jornal India Today, Putin disse que “os próprios Estados Unidos ainda compram combustível nuclear nosso para as suas próprias centrais nucleares”.
“Se os EUA têm o direito de comprar o nosso combustível, por que a Índia não deveria ter o mesmo privilégio?”, confrontou Putin, sublinhando que “essa questão merece uma análise aprofundada” que Moscovo está pronto para discutir, “inclusive com o presidente Trump”.
«Há um certo declínio no volume de negócios comercial global durante os primeiros nove meses deste ano», disse Putin quando questionado se as compras de petróleo indianas tinham caído sob pressão do Ocidente.
O Presidente russo admitiu que, nos primeiros nove meses, as trocas comerciais sofreram um “ligeiro declínio” mas assegura que não há mudanças profundas no comércio entre Índia e Rússia.
“No geral, o nosso volume de negócios comercial mantém-se praticamente ao mesmo nível de antes”, assegurou, dizendo que “o comércio de produtos petrolíferos e petróleo bruto […] russo está a decorrer sem problemas na Índia”, acrescentou.
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Antigo embaixador dos EUA na NATO diz que Administração Trump não tem "processo formal" para definir política para por fim à guerra
Ivo Daalder, embaixador dos EUA na NATO durante a presidência de Barack Obama e conselheiro de segurança nacional durante a administração de Bill Clinton, criticou, numa coluna do Político, a forma como Donald Trump está a lidar com a resolução da guerra na Ucrânia, falando da gestão como uma “montanha-russa” de reuniões marcadas e canceladas.
O antigo embaixador diz que Trump gere o “o governo dos EUA como geria os negócios da sua família — desde atrás da sua secretária na Sala Oval, onde se reúne com todos, liga para qualquer pessoa e decide as políticas por capricho”, sublinhando que “os seus assessores atuam quase que inteiramente por conta própria”.
“Witkoff, por exemplo, participa de reuniões com o presidente russo Vladimir Putin e outros funcionários russos sem um anotador, e é conhecido por confiar no próprio intérprete de Putin. Kushner está profundamente envolvido nas negociações, mas não tem cargo formal no governo”, atacou ainda.
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Casa Branca diz que iniciativa de Melania Trump garantiu regresso de mais sete crianças ucranianas
A iniciativa de regresso de crianças ucranianas da primeira-dama do EUA, Melania Trump, conseguiu o retorno de seis rapazes e uma rapariga para a Ucrânia, informou a Casa Branca em comunicado.
Em declarações citadas no texto, Melania garantiu que a sua “dedicação” para “garantir o regresso seguro das crianças às suas famílias” era “inabalável”.
“Elogio a liderança e a diplomacia persistente da Rússia e da Ucrânia na busca pela reunificação de crianças e famílias”, disse a primeira-dama, que a “construção de pontes” entre os governos “criou um ambiente colaborativo tangível” e “uma âncora para o otimismo”.
“Em estreita parceria, o meu representante e eu prestámos apoio humanitário dos Estados Unidos para melhorar os resultados da iniciativa de reunificação. A minha esperança é que, em última análise, os nossos esforços coletivos conduzam a uma maior estabilidade regional”, lê-se ainda.
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Zelensky espera avançar no caminho para UE durante Presidência cipriota
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu que a presidência semestral cipriota do Conselho da União Europeia (UE), que terá início em janeiro próximo, permita avançar no processo de adesão aos 27.
Numa conferência de imprensa realizada em Kiev com o homólogo cipriota, Nikos Jristodoulides, que visitou hoje a Ucrânia pela primeira vez durante a guerra, Zelensky disse esperar de Nicósia movimentações que sirvam para que possam ser iniciadas as negociações sobre os diferentes grupos de capítulos que Bruxelas avalia ao admitir novos membros.
“Contamos que nos próximos meses haja mais progressos no caminho da Ucrânia para a UE. A Presidência cipriota pode ser histórica pela abertura dos grupos de capítulos para a Ucrânia e por outras decisões necessárias”, referiu Zelensky.
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"Europa passa o tempo a tropeçar em regras que não existem"
Bruno Cardoso Reis considera que a Rússia e os EUA só respondem a demonstrações de força com a Europa a ter de mostrar poder. Acrescenta ainda que o cessar-fogo no Líbano é cada vez mais difícil. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
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"Não podemos deixar a Ucrânia e o Volodymyr sozinhos com esses tipos." A chamada em que os líderes europeus desconfiaram dos EUA
Há mais informações, algumas contraditórias, sobre a chamada telefónica de segunda-feira entre líderes europeus.
Durante a conversa, segundo o Der Spiegel, que revelou as transcrições, Emmanuel Macron terá dito que “há a possibilidade de os EUA traírem a Ucrânia no tema do território, sem clareza nas garantias de segurança” — e terá até acrescentado que há “um grande perigo” para Zelensky.
O gabinete de Macron, porém, diz que o Presidente francês “não usou essas palavras”.
Já o chanceler alemão, Friederich Merz, além de ter dito que Zelensky tem de ser “extremamente cauteloso nos próximos dias”, terá dito ainda que “eles estão a jogar jogos, tanto convosco como connosco” — uma referência aos enviados dos EUA à Rússia, Steve Witkoff e Jared Kushner.
Ao Politico, o porta-voz de Merz não quis comentar as declarações atribuídas ao chanceler.
Também o Presidente finlandês, Alexander Stubb, presente na chamada, parece ter concordado. “Não podemos deixar a Ucrânia e o Volodymyr sozinhos com esses tipos”, disse Stubb, também referindo-se a Witkoff e Kushner. A afirmação terá merecido a concordância de Mark Rutte, secretário-geral da NATO: “Concordo com o Alexander. Temos de proteger o Volodymyr.”
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Macron alerta para possível "traição" dos EUA à Ucrânia durante uma chamada telefónica entre líderes europeus, avança o Der Spiegel
O Presidente francês, Emmanuel Macron, alertou para a possibilidade de os Estados Unidos estarem prestes a “trair” a Ucrânia nas negociações sobre os territórios ocupados, não dando garantias claras de segurança para Kiev, avançou o jornal alemão Der Spiegel, que revelou uma chamada telefónica entre vários líderes europeus.
Macron alertou para um “grande perigo” para Zelensky, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz disse que o líder ucraniano deveria ser “extremamente cauteloso nos próximos dias”. O Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, concordaram que Zelensky não poder ficar sozinho com os negociadores dos Estados Unidos, nomeadamente Steve Witkoff e Jared Kushner.
A chamada ocorreu após a administração Trump ter divulgado o plano de paz de 28 pontos (considerado demasiado favorável à Rússia), levando a posteriores negociações em Genebra que resultaram num plano de 19 pontos ainda não aceite por Moscovo. A discussão incluiu, também, a utilização dos ativos congelados da Rússia para financiar ajuda militar e financeira à Ucrânia.
Para além de Macron, Merz, Stubb e Rutte, estiveram também presentes na chamada o Presidente da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
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Reino Unido anuncia novo apoio financeiro à Ucrânia e afirma que sancionou mais de 2.900 pessoas, entidades e navios russos
O Reino Unido anunciou esta quinta-feira uma nova ronda de sanções contra a Rússia, na sequência do relatório sobre a morte de Dawn Sturgess, a britânica que morreu após entrar em contato com o agente neurotóxico Novichok, que tinha sido usado para envenenar o antigo espião russo Sergei Skripal.
Inquérito público ao envenenamento de britânica vai procurar envolvimento russo
O ministro da Segurança britânico, Dan Jarvis, disse no Parlamento que a Rússia e os agentes das secretas russas (GRU) são “moralmente responsáveis” pela morte de Sturgess e destacou que o país tem dado uma resposta firme às ações russas ao longo dos anos.
Segundo Jarvis, o Reino Unido já comprometeu 24,9 mil milhões de euros em apoio militar, humanitário e diplomático à Ucrânia e sancionou mais de 2.900 pessoas, entidades e navios russos.
O Governo britânico convocou, ainda, o embaixador russo ao Foreign Office para prestar explicações sobre a campanha contínua de “atividades hostis” contra o Reino Unido.
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Moscovo prepara medidas contra UE se financiar Kiev com fundos russos
A Rússia está a preparar “um pacote de contramedidas” para responder à possibilidade de a União Europeia (UE) usar os fundos russos congelados para financiar a Ucrânia, anunciou hoje a diplomacia russa.
“A preparação de um pacote de contramedidas, caso se verifique este roubo e confiscação de bens russos, está em curso”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.
“Qualquer ação ilegal que envolva as nossas reservas e bens estatais não ficará sem resposta”, afirmou, citada pela agência de notícias russa TASS.
Zakharova assegurou que “haverá uma reação” de Moscovo se a UE optar por usar os ativos russos que foram congelados na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
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Putin já chegou à Índia. Foi recebido com passadeira vermelha por Modi
O Presidente russo, Vladimir Putin, já chegou a Nova Deli, tendo sido recebido pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
O líder do Kremlin está na Índia para uma visita oficial de dois dias no âmbito da cimeira anual entre os dois países. No entanto, esta é a primeira visita de Putin à Índia desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
#WATCH | Russian President Vladimir Putin lands in Delhi; Prime Minister Narendra Modi receives him at the airport
President Putin is on a two-day State visit to India. He will hold the 23rd India-Russia Annual Summit with PM Narendra Modi in Delhi on December 5
(Source: DD) pic.twitter.com/wFcL9of7Eg
— ANI (@ANI) December 4, 2025
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Presidente do Chipre inicia visita oficial à Ucrânia e reúne-se com Zelensky
O Presidente da República do Chipre, Nikos Christodoulides, chegou a Kiev esta quinta-feira numa visita oficial e encontrou-se com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou a European Pravda, que cita o porta-voz do governo cipriota, Konstantinos Letymbiotis.
Segundo Letymbiotis, já começaram as negociações entre as delegações, presididas pelos dois chefes de Estado, abordando relações bilaterais, a procura por um acordo de paz na Ucrânia e a futura presidência do Chipre do Conselho da União Europeia, prevista para a primeira metade de 2026.
#ΤΩΡΑ Ξεκινούν οι διευρυμένες συνομιλίες των αντιπροσωπειών ???????????????? υπό τον Πρόεδρο ????????@PresidentCYP @Christodulides και τον ????????Πρόεδρο της Ουκρανίας @ZelenskyyUa.
Θέματα που θα απασχολήσουν τις συνομιλίες:
▪️Διμερείς σχέσεις και περαιτέρω ενίσχυση τους
▪️Ενημέρωση και ανταλλαγή… pic.twitter.com/e2l7bdXkcM— Λετυμπιώτης Κων/νος (@letymbiotis) December 4, 2025
Christodoulides deve ainda visitar o parlamento ucraniano, reunir-se com o presidente da assembleia, Ruslan Stefanchuk, e deslocar-se a um centro de reabilitação de crianças resgatadas de territórios ocupados pela Rússia.
As autoridades cipriotas afirmam, segundo o mesmo jornal, que a visita demonstra a “firme vontade política” do Chipre em apoiar prioridades europeias e reforçar a solidariedade com Kiev.
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Alemanha destina mais 100 milhões de euros à reparação do sistema elétrico da Ucrânia
A Alemanha decidiu destinar mais 100 milhões de euros à reparação do sistema elétrico da Ucrânia, segundo o Ukrainska Pravda, que cita o Ministério da Economia e Energia da Alemanha.
Este valor soma-se aos 60 milhões de euros que Berlim já tinha anunciado, este ano, para. mesmo fim.
“A Rússia está a atacar sistematicamente e deliberadamente a infraestrutura energética da Ucrânia, transformando o inverno em mais uma arma. […] Os nossos 100 milhões adicionais para o Fundo de Apoio à Energia da Ucrânia são uma resposta clara: não abandonaremos o povo ucraniano. Proteger o fornecimento de energia significa proteger as pessoas”, disse a ministra da Economia alemã, Katherina Reiche.
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Medvedev deixa aviso à Europa. Confisco de ativos russos congelados poderá ser considerado um ato de guerra
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou esta quinta-feira que, se a União Europeia confiscar os ativos russos congelados, isso poderá ser considerado por Moscovo como um ato que justificaria uma guerra.
“Se a doida União Europeia, no final, tentar roubar ativos russos congelados na Bélgica sob o pretexto de um suposto ’empréstimo de reparações’, a Rússia poderá muito bem considerar essa ação como um casus belli, com todas as implicações relevantes para Bruxelas e para cada país da UE”, disse Medvedev, citado pela Reuters.
A Comissão Europeia propôs na quarta-feira a utilização sem precedentes de ativos russos congelados ou de empréstimos internacionais para angariar 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, a fim de cobrir as despesas militares e os serviços básicos de Kiev.