Histórico de atualizações
  • O que aconteceu até agora:

    • Donald Trump anunciou uma nova proposta de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que deverá incluir a libertação de reféns pelo Hamas e de prisioneiros palestinianos por Israel, enquanto as negociações de paz prosseguem. O Hamas mostrou-se disposto a negociar, embora tenha insistido na exigência de um fim permanente na ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
    • A ofensiva israelita na Faixa de Gaza continua, com ataques israelitas resultando na morte de 65 palestinianos este domingo. A operação militar de Israel concentra-se na Cidade de Gaza e no norte do enclave, agravando a já dramática situação humanitária no território.
    • O Supremo Tribunal de Israel decretou melhorias nas condições de vida dos prisioneiros palestinianos, em resposta a queixas sobre a falta de provisões adequadas. Esta decisão foi criticada pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que questiona o papel do tribunal na proteção dos direitos dos reclusos.
    • Em Londres, manifestações a favor do grupo Palestine Action, considerado ilegal, resultaram em 890 detenções. Os protestos foram marcados por confrontos violentos com a polícia, que acusou os manifestantes de agressão e outros crimes contra a ordem pública.

  • Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.

    Pelo menos 15 mortos em ataques israelitas à Faixa de Gaza durante a noite

  • O que prevê a nova proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo?

    A proposta anunciada hoje pelo Presidente dos Estados Unidos é uma renovação do texto apresentado por Steve Witkoff e que foi aceite pelo Hamas. O novo impulso terá sido por Donald Trump na semana passada, durante um jogo de golfe, escreve o Axios, citando fontes próximas do processo. A publicação norte-americana apresenta outros detalhes sobre a nova proposta:

    • O documento foi transmitido ao Hamas pelo empresário palestiniano-american Bishara Bahbah, que tem servido de ponto de ligação entre o grupo palestiniano e Washington, e pelo ativista israelita Gershon Baskin, que intervêm nas negociações pela primeira vez
    • Bahbah apresentou uma proposta inicial ao Hamas: o grupo devia aceitar a libertação dos reféns e Trump asseguraria que as exigências sobre o fim da ofensiva israelita seriam cumpridas
    • O Hamas aceitou, desde que a libertação dos reféns e a declaração de um cessar-fogo permanente sejam simultâneas
    • O Hamas libertaria os 48 reféns (vivos e mortos) que ainda estão em Gaza
    • Israel libertaria entre 2500 e 3000 prisioneiros palestinianos, incluindo reclusos em prisão perpétua
    • As negociações para os termos da paz começariam no momento em que o cessar-fogo entrar em vigor
    • Estas negociações incluiriam: o desarmamento do Hamas, o fim do plano para ocupar a Cidade de Gaza e a retirada total das tropas israelitas do enclave

    Hamas aceita proposta dos mediadores para cessar-fogo de 60 dias com caminho a um “acordo abrangente”, ainda sem resposta israelita

  • Ataques israelitas mataram 65 pessoas este domingo

    Desde a madrugada deste domingo, os ataques israelitas mataram 65 palestinianos na Faixa de Gaza. Desse número, 49 pessoas foram mortas na Cidade de Gaza e no norte do enclave, onde as forças israelitas estão a focar a sua ofensiva. Os números forma avançados por fontes hospitalares de Gaza aos jornalistas da Al Jazeera no local.

  • Hamas confirma receção de proposta de Trump e mostra-se disponível para a negociar

    O grupo palestiniano Hamas declarou ter recebido “algumas ideias do lado americano que visam alcançar um acordo de cessar-fogo” na Faixa de Gaza. Em comunicado, citado pela Al Jazeera, o grupo diz estar aberto “a qualquer iniciativa que contribua para os esforços de parar a agressão contra o [seu] povo”.

    Contudo, o Hamas sublinha que as suas exigências para uma negociação continuam a ter o mesmo foco: a entrega de todos os reféns, em troca de uma “declaração clara” sobre o fim definitivo da ofensiva israelita no enclave. O comunicado aponta ainda que a nova proposta é em tudo semelhante à que já tinha sido apresentada nas últimas semanas.

  • Fonte israelita diz que nova proposta de Trump não foi transmitida a Israel

    Apesar de Donald Trump ter escrito na Truth Social que “os israelitas aceitaram [as suas] condições”, uma fonte próxima de Benjamin Netanyahu declarou que o Executivo não está familiarizado com as mudanças que terão sido feitas no texto em relação à proposta anterior, que já tinha sido aceite, conhecida como “a proposta Witkoff”. A mesma fonte disse ao Haaretz que a nova proposta não foi transmitida a Telavive de “forma organizada”.

  • Trump lança “último aviso” ao Hamas para libertar reféns israelitas

    O Presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, lançou hoje um “último aviso” ao grupo islamista palestiniano Hamas para que aceite um acordo de libertação dos reféns israelitas que mantém em Gaza.

    “Todos querem que os reféns voltem para casa. Todos querem que esta guerra acabe! Os israelitas aceitaram as minhas condições. É hora de o Hamas também as aceitar”, escreveu o Presidente dos Estados na rede social Truth Social.

    Donald Trump disse ter avisado o Hamas sobre “as consequências de não aceitar” este acordo, alertando que esta é a “última advertência” que faz ao Hamas.

  • Supremo tribunal israelita ordena melhoria das condições dos presos palestinianos

    O Supremo Tribunal de Israel ordenou hoje aos serviços prisionais que garantam “condições básicas de vida” aos presos palestinianos, incluindo alimentação suficiente e variada.

    A decisão responde a uma petição da Associação pelos Direitos Civis em Israel (ACRI, na sigla em inglês) contra o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que tem a tutela das prisões.

    Em comunicado, diretora executiva da ACRI, Noa Sattath, considerou-a uma “vitória crucial para o Estado de Direito e a dignidade humana”, mas sublinhou que o trabalho da associação “está longe de terminado” e que agora é preciso supervisionar a implementação da decisão judicial, “para garantir que todos os reclusos recebem o tratamento digno que a lei estabelece”.

    O ministro Ben Gvir já reagiu garantindo que continuarão a ser dadas aos presos “as condições mínimas impostas pela lei” e criticou o Supremo, numa publicação na rede social X: “Juízes do Supremo Tribunal, de que lado estão? Os nossos reféns em Gaza não contam com um tribunal que os proteja. Os assassinos e abomináveis violadores contam, para nossa vergonha, com um Superior Tribunal que os protege.”

  • Nações Unidas avisam que, sem medidas, fome se irá espalhar a todo o enclave até ao final do mês

    O subsecretário das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários e Ajuda de Emergência alertou hoje que a ofensiva israelita na Cidade de Gaza pode agravar a situação de fome no enclave palestiniano, declarada de forma oficial há apenas duas semanas.

    “Há uma janela estreita — até ao final de setembro — para prevenir que a fome se estenda a Deir al Balah e Khan Younis [as duas regiões a sul da Cidade de Gaza]. Essa janela está a fechar-se rapidamente”, alertou Tom Fletcher num comunicado em que salientou ainda que o “desafio” de Israel ao Direito Internacional continua a resultar na “morte, destruição, fome e deslocação dos civis palestinianos”.

  • Forças israelitas voltam a bombardear prédio na Cidade de Gaza

    As forças israelitas relataram ter bombardeado um edifício alto na Cidade de Gaza, momentos depois de ter sido emitido um aviso de evacuação do mesmo. Segundo o comunicado, citado pelo Haaretz, Israel diz que o edifício era utilizado pelo Hamas para “observação e recolha de informação”.

    Imagens partilhadas nas redes sociais e verificadas pela Al Jazeera mostram o momento do ataque.

    Entrada atualizada às 17h19 com o vídeo

  • Israel volta a emitir alertas de evacuação urgente para o mesmo edifício na Cidade de Gaza

    As Forças de Defesa de Israel voltaram a avisar que vão atacar o edifício Al-Ruya e as tendas circundantes.

    O porta-voz da IDF em língua árabe, coronel Avichay Adraee, repete assim os alertas que já tinha feito ontem às pessoas próximas deste prédio para que saíssem antes que o ataque fosse realizado. No entanto, foi outro edifício a ser atacado.

    “As IDF atacarão o edifício em breve devido à presença de infraestruturas terroristas do Hamas no seu interior ou nas proximidades”, afirmou Adraee num novo aviso.

  • Flotilha humanitária com portugueses dirigida à Faixa de Gaza chega à Tunísia

    Os barcos da flotilha solidária de ajuda humanitária a Gaza que zarparam no passado domingo de Barcelona (Espanha) encontram-se ao largo da costa da Tunísia, onde vão realizar uma paragem para recolher mais ajuda humanitária e fazer reparações.

    “Estamos ao largo da costa da Tunísia. Vamos chegar à capital, Tunes, dentro de talvez pouco mais de uma hora. Vamos essencialmente fazer uma paragem com vários navios da flotilha para reabastecer de água e de provisões, para recolher mais ajuda humanitária e para fazer pequenas reparações que, entretanto, percebemos que são necessárias, por causa das condições que enfrentámos ao longo do troço da viagem”, disse à Lusa o ativista português Miguel Duarte via WhatsApp.

    Miguel Duarte fazia assim um ponto da situação da flotilha humanitária que partiu de Barcelona no domingo passado rumo à Faixa de Gaza, onde Israel combate o movimento islamita Hamas, e que é integrada pelo ativista, pela coordenadora do BE, Mariana Mortágua e pela atriz Sofia Aparício.

    O ativista explicou que a delegação que saiu de Espanha ainda não se cruzou com as embarcações italianas e que o plano é se encontrarem “em mar alto”.

    “O caminho é: saímos de Barcelona e encontramo-nos com a parte da flotilha que está na Tunísia; depois saímos todos juntos e encontramo-nos com a parte quem vem de Itália, dentro de uns dias; depois saímos todos juntos, de novo, e vamos ter com a parte da Grécia; e depois chegamos a Gaza”, indicou.

    À Lusa, Miguel Duarte indicou que não é fácil prever a chegada da flotilha a Gaza, que estava inicialmente agendada para meados de setembro.

    “Sempre que há problemas técnicos num navio é suficiente para atrasar a flotilha inteira. Então é difícil prever [a chegada], mas o plano, que originalmente era chegar a meados de setembro, agora terá um atraso de uns poucos dias”, realçou.

    Miguel Duarte também lamentou a presença de drones a sobrevoar as embarcações que partiram de Barcelona, na semana passada, após denúncia da organização Global Movement to Gaza, uma das que promoveu a Global Sumud Flotilla.

    “Tivemos uma visita de drones de vigilância que sobrevoaram os vários barcos (…) a seguir à saída de Barcelona, que é uma estratégia de intimidação e só podemos esperar mais dessas tentativas até à chegada a Gaza”, referiu, acrescentando que tem havido alguns contratempos devido a problemas técnicos, mas “são sempre coisas pequenas que dão para resolver”.

    No entanto, os navios da “Flotilha Global Sumud” que deveriam ter partido da Sicília (Itália) adiaram a sua viagem sem data definida devido aos contratempos com as embarcações que saíram de Espanha.

    “Devemos compreender que âmbito da nossa missão é global, não nacional. As partidas da Sicília serão realizadas em conjunto com o resto da flotilha. Não podemos indicar uma dará exata de partida”, afirmou a porta-voz da delegação italiana, Maria Elena Delia, que acrescentou que está tudo preparado para zarpar.

  • Sobe para 890 número de pessoas detidas na manifestação de apoio ao grupo Palestine Action em Londres

    A polícia londrina atualizou hoje para 890 o número de pessoas detidas no sábado em manifestações a favor do grupo proibido Palestine Action, durante um protesto marcado por confrontos violentos.

    Segundo a polícia metropolitana de Londres, Scotland Yard, 857 manifestantes foram detidos por apoiarem o grupo ilegalizado em julho último, e 33 por agredirem agentes e pela prática de outros crimes contra a ordem pública.

    Anteriormente, a subcomissária adjunta da polícia de Londres, Claire Smart, acusara participantes do protesto organizado pela Defend Our Juries na praça do Parlamento de cuspir, insultar e agredir agentes.

    Outra concentração convocada em paralelo pela Coligação Contra a Guerra e pela Campanha de Solidariedade com a Palestina, na qual participaram perto de 20.000 pessoas, decorreu “sem sem praticamente nenhuma detenção”, acrescentou Claire Smart.

    “As táticas utilizadas pelos apoiantes da Palestine Action na tentativa de sobrecarregar o sistema judicial, bem como o nível de violência observado entre a multidão, exigiram o envio de recursos consideráveis, o que obrigou à retirada de agentes dos bairros, em detrimento dos londrinos que deles dependem», afirmou.

  • Israel ameaça tomar “medidas unilaterais” se Ocidente reconhecer Palestina

    Israel ameaçou este domingo tomar “medidas unilaterais” casos os países ocidentais reconheçam o Estado palestiniano, o que já vários fizeram nos últimos meses e outros tantos prometeram fazer no final do mês, durante a 80.ª Assembleia Geral da ONU. A ameaça foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, durante uma visita a Jerusalém do seu homólogo dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

    “Não podemos separar a questão da soberania da paz, porque isso tornaria a paz ainda mais difícil de alcançar. Isso levará Israel a tomar medidas unilaterais também”, afirmou o ministro

    Embora não tenha especificado quais as medidas unilaterais em causa, Israel aprovou, em agosto, um grande projeto para construir 3.400 habitações numa zona da Cisjordânia que a comunidade internacional acredita ameaçar a viabilidade de um futuro Estado palestiniano. Segundo disse agora Gideon Saar, os países que reconheceram ou anunciaram a sua intenção de reconhecer a Palestina como um Estado estão a “prejudicar as hipóteses de paz”.

    “A Europa enfrenta desafios estratégicos e de segurança. Precisa de Israel tanto como Israel precisa da Europa. A Autoridade Palestiniana não merece um Estado com base nas suas ações”.

    Por isso, criticou ainda, os Estados que pretendem avançar estão a “recompensar e encorajar o terrorismo com uma doutrina de pagamento por assassinato, pagando salários a terroristas e a famílias de terroristas”.

  • Keir Starmer tem "obrigação" de parar genocídio em Gaza, diz Greta Thunberg

    Greta Thunberg entende que o primeiro-ministro britânico tem uma “obrigação legal de agir para prevenir o genocídio” em Gaza, disse a ativista ao Guardian a bordo da flotilha humanitária que segue para o enclave palestiniano.

    Para a ativista sueca, há uma “grande ausência de todos os que têm a responsabilidade legal de dar um passo em frente” ao abrigo da lei internacional, nomeando Keir Starmer como um desses exemplos.

    “As palavras que usaremos para descrever as pessoas que estão do lado errado da história, a apoiar ou a cometer crimes de guerra, ainda não existem. Esses insultos ainda não existem, mas vamos usá-los com pessoas como [Starmer]”.

    O primeiro-ministro britânico vai encontrar-se com Isaac Herzog, Presidente israelita, na próxima semana. Thunberg diz que as pessoas estão a “acordar” para o “genocídio ao vivo” dos palestinianos.

  • Mais de 400 detidos em protesto de apoio à Ação Palestina em Londres

    A Polícia Metropolitana de Londres anunciou a detenção, no sábado, de mais de 400 pessoas na capital do Reino Unido, durante uma ação de apoio ao grupo Ação Palestina, considerado ilegal pelas autoridades britânicas.

    As autoridades policiais tinham prometido qualquer pessoa que apoiasse explicitamente o movimento, que o parlamento classificou como uma organização terrorista no início de julho, após actos de vandalismo, incluindo numa base aérea.

    Ainda assim, a manifestação de sábado juntou centenas de pessoas em frente à praça do parlamento britânico, em Westminster, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

    A polícia disse que a maioria dos detidos são suspeitos de apoiar uma organização proibida, enquanto mais de 25 terão agredir agentes policiais.

    “Os nossos agentes foram espancados, cuspidos e alvo de objetos atirados pelos manifestantes”, disse, em comunicado, a coordenadora da operação policial, Claire Smart, que condenou o nível de violência, que descreveu como intolerável.

    A polícia informou ter destacado mais de 2.500 polícias para acompanhar uma série de manifestações pró-palestinianas ao longo do dia, incluindo uma marcha de apoio que, segundo estimativas policiais, atraiu mais de 20 mil pessoas.

    O protesto decorreu em simultâneo nas cidades de Belfast (capital da Irlanda do Norte) e Edimburgo (capital da Escócia), segundo a televisão britânica Sky News.

  • Boa tarde!

    Abrimos este liveblog para acompanhar as notícias sobre a guerra no Médio Oriente ao longo deste domingo. Pode recordar neste outro as novidades sobre o conflito ao longo do dia de ontem.

    Israel cria zona humanitária a sul de Khan Yunis e pede a residentes que abandonem Cidade de Gaza

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