Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Governo confirma reconhecimento da Palestina mas esclarece que será no domingo

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou que “Portugal vai reconhecer o Estado da Palestina”, num comunicado enviado para as redações.

    Porém, ao contrário do que França tinha avançado, o reconhecimento português acontecerá “no domingo, dia 21 de Setembro”.

    Assim, explicam, “a Declaração Oficial de Reconhecimento terá lugar ainda antes da Conferência de Alto Nível da próxima semana”, em Nova Iorque.

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    Autoridade Palestiniana saúda Portugal por reconhecer Palestina: decisão “corajosa e coerente com o direito internacional”

  • Brasil pediu para intervir no processo da África do Sul contra Israel sobre Gaza

    O Brasil pediu esta sexta-feira para intervir no processo da África do Sul contra Israel, em que o país africano diz que os israelitas estão a cometer genocídio na Faixa de Gaza.

    A intervenção brasileira foi noticiada pelo próprio tribunal, que diz que o país sustenta o seu pedido no facto de ser também parte na Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio de 1948.

  • Kneecap negam antissemitismo e prometem ação judicial e defender-se de "acusações infundadas" do Canadá

    A banda de hip-hop irlandês Kneecap respondeu à proibição de entrada no Canadá e às acusações de antissemitismo e apoio ao terrorismo do representante parlamentar, Vince Gasparro, cujos comentários disseram ser “totalmente falsos e profundamente maliciosos” e que não os aceitarão.

    “Nenhum membro do Kneecap foi condenado por NENHUM crime em NENHUM país, NUNCA”, disseram. “Enquanto tenta alegar de forma ultrajante que somos antissemitas, o jornal The Times, na Inglaterra, escreveu hoje sobre o nosso concerto principal em Londres, ontem à noite, como enfaticamente antissectário”, continuou o trio.

    Os Kneecap prometeram agir na justiça contra Gasparro, prometendo ser “implacáveis na defesa contra acusações infundadas que visam silenciar a nossa oposição ao genocídio cometido por Israel”

    “Quando o derrotarmos no tribunal, o que certamente acontecerá, doaremos cada centavo para ajudar algumas das milhares de crianças amputadas em Gaza”, sublinhou.

  • Chefe do Hezbollah pede unidade frente a Israel, o “principal inimigo” da região

    O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Qassem, apelou hoje à unidade de esforços em torno da ideia de que Israel é o “principal inimigo” da região e pediu diálogo.

    Isto, num momento em que o Governo do Líbano procura desmantelar aquele movimento, sob pressão norte-americana.

    “Devemos ter em mente que o principal inimigo é Israel e, por trás dele, os Estados Unidos. Se não o fizermos, ninguém na região poderá ter sucesso”, considerou o líder xiita num discurso transmitido pelos canais aliados.

    “Pressionar a resistência (Hamas) resulta num ganho líquido para Israel e se a resistência não estiver presente, isso significa que outros países da região serão os próximos”, advertiu Qassem.

  • Fiéis enfrentam altas restrições na Mesquita de al-Aqsa e imã acaba preso

    Os fiéis muçulmanos voltaram a enfrentar hoje altas restrições na Mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém ocupada, onde a segurança israelita impediu a entrada de fiéis mais jovens e acabou por deter temporariamente o seu imã.

    Numa manhã de sexta-feira de orações longe das multidões habituais, a Cidade Velha de Jerusalém apresentava em alternativa um elevado aparato de segurança, com controlos individuais da polícia, que levou a que centenas de fiéis fossem deixados no exterior, onde ainda assim prosseguiram as suas orações.

    Ao fim do fim do dia, a imprensa palestiniana noticiou que o imã Mohammad Sarandah foi detido para interrogatório no seguimento do seu discurso em al-Aqsa e posteriormente libertado, ficando impedido de entrar no terceiro lugar mais importante do Islão durante uma semana e com a possibilidade em aberto de a proibição ser renovada.

    De acordo com a agência palestiniana Wafa, o xeque Sarandah terá ainda de se apresentar novamente às autoridades quando a proibição terminar, não tendo sido fornecidos detalhes sobre o teor do discurso que poderá ter conduzido à sua detenção.

  • Dez países, incluindo Portugal, vão reconhecer o Estado da Palestina na segunda-feira

    Dez países, entre os quais Portugal e França, vão reconhecer um Estado palestiniano na segunda-feira, numa conferência em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral da ONU, anunciou hoje o Palácio do Eliseu.

    Nessa conferência, estarão representados “dez países que decidiram proceder ao reconhecimento do Estado da Palestina”, indicou um conselheiro do Presidente francês, Emmanuel Macron, à comunicação social.

    Além de França, que está por detrás da iniciativa, e de Portugal, os outros Estados “são Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Malta, Reino Unido e São Marino”, acrescentou.

  • Canadá proíbe entrada da banda Kneecap no país por alegado apoio a organizações terroristas

    O Canadá proibiu a entrada da banda de rap irlandês Kneecap no país, numa altura em que o trio, conhecido pelo apoio à Palestina, se preparava para dar concertos em Toronto e Vancouver em outubro.

    A proibição foi anunciada pelo secretário do Parlamento canadiano para o combate ao crime, Vince Gasparro, que disse que o grupo fez “declarações contrárias aos valores e leis canadianos”.

    “O grupo amplificou a violência política e demonstrou publicamente o seu apoio a organizações terroristas como o Hezbollah e o Hamas. Estas não são expressões artísticas ou críticas políticas legítimas. São apoios perigosos à violência e ao ódio”, continuou.

    “O nosso governo permanece firme na proteção de todos os canadianos e, neste caso, dos judeus canadianos, contra o antissemitismo e o ódio em geral”, acrescentou.

  • 31 jornalistas foram mortos em ataques aéreos israelitas contra um complexo jornalístico no Iémen

    O Washington Post avança que foram mortos 31 jornalistas em ataques aéreos israelitas contra um complexo jornalístico no Iémen na semana passada, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas.

    O comité assinala que este foi o ataque mais mortífero contra jornalistas desde o massacre de Maguindanao, nas Filipinas, há 16 anos, e o segundo mais mortífero de que o grupo de liberdade de imprensa sediado em Nova Iorque tem registo.

  • Combustível em Gaza pode esgotar em 72 horas, ameaçando hospitais e pontos de água

    Amjad Shawa, a responsável da Rede de ONG palestinianas em Gaza, afirma que o abastecimento de combustível disponível durará apenas 72 horas.

    Em declarações à Al Jazeera, Shawa afirmou que o combustível não entra em Gaza há mais de 10 dias, afetando gravemente as operações humanitárias, incluindo os serviços hospitalares já debilitados pela guerra e o funcionamento de pontos de água.

    “Se não recebermos combustível suficiente, enfrentaremos uma situação perigosa a todos os níveis”, alertou.

  • Ministério da Saúde de Gaza diz que mais quatro pessoas morreram de desnutrição

    O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, disse hoje que mais quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram nas últimas 24 horas devido a desnutrição.

    Segundo o mais recente balanço do ministério, pelo menos 33 pessoas morreram e 146 ficaram feridas nos ataques israelitas no enclave palestiniano.

  • Líbano diz que ataque israelita provocou um morto e três feridos

    O Ministério da Saúde do Líbano denunciou que uma pessoa morreu e três ficaram feridas num ataque israelita no seu território. Segundo as autoridades libanesas, citadas pela Al Jazeera, um drone atingiu um carro em Tebnin.

  • Israel pausa entrada de ajuda humanitária da Jordânia em Gaza até investigação a morte de soldados ser concluída

    O líder das Forças de Defesa de Israel decretou uma pausa na entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza vinda da Jordânia enquanto as autoridades investigam o ataque de ontem em que morreram dois soldados israelitas. A notícia é avançada pelo Times of Israel.

    As autoridades israelitas tinham indicado que a passagem de Allenby, entre a Cisjordânia e a Jordânia, e de Sheikh Hussein, entre Israel e a Cisjordânia, estavam fechadas na sequência do ataque. Não tinha, no entanto, avançado um prazo para a sua reabertura.

  • Japão não vai reconhecer Estado da Palestina na assembleia da ONU

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão adiantou que o país não vai reconhecer o Estado da Palestina na assembleia da ONU marcada para a próxima semana. Takeshi Iwaya sublinhou numa conferência de imprensa esta sexta-feira que Tokyo apoia a solução de dois Estados, mas que está em causa o momento em que o reconhecimento deve ocorrer.

    “Estou ciente de que as vozes que clamam pelo reconhecimento do Estado se estão a tornar mais fortes na comunidade internacional e também no Japão. Mas o Governo tem a responsabilidade de analisar com atenção o que realmente vai conduzir a uma solução de dois Estados e de fazer esforços diplomáticos nessa direção”, sublinhou.

    Nos últimos dias vários meios de comunicação social já noticiavam que o Japão não deveria reconhecer para já o Estado palestiniano. Alguns atribuíam essa decisão às ligações aos Estados Unidos.

  • O que aconteceu até agora

    • Um Grupo armado, liderado por um antigo membro das forças de segurança da Autoridade Palestiniana, diz que se estabeleceu em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, e opera contra o Hamas. Garante que conta com o apoio de Israel, que deverá fornecer água e assegurar eletricidade na região.

    • O exército israelita afirmou que vai usar “uma força sem precedentes” na cidade de Gaza, onde está a decorrer uma ofensiva de grande escala, e apelou à população que abandone a região. Segundo uma estimativa das Forças de Defesa de Israel, 480.000 pessoas já abandonaram a cidade rumo à região sul do enclave palestiniano.

    • O Presidente francês sublinhou a importância do reconhecimento do Estado Palestiniano, que considera ser “a melhor forma de isolar o Hamas”. Também o Luxemburgo defende esta medida, tendo o primeiro-ministro afirmado em entrevista que é essencial para manter vivo o processo de paz do Médio Oriente.

    • Juntaram-se à flotilha que se propõe levar ajuda humanitária para Gaza, que conta com cidadãos portugueses, incluindo a líder do BE, Mariana Mortágua, 18 embarcações italianas. Seguem rumo ao enclave 42 navios, mas, segundo uma porta-voz da iniciativa, a frota ainda será reforçada com seis navios durante a passagem pela Grécia.

    • O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que apresentou uma proposta “justa e equilibrada” às potências europeias sobre a questão nuclear para impedir a reposição de sanções da ONU. Este ano o país foi alvo de ataques israelitas com o objetivo de atingir as suas infraestruturas nucleares.

  • Luxemburgo defende que reconhecer Estado da Palestina é chave para assegurar a paz

    O primeiro-ministro do Luxemburgo sublinhou que reconhecer o Estado da Palestina é importante para manter vivo o processo de paz no Médio Oriente. “Gostaria que os povos israelita e palestiniano mantivessem viva a esperança de que um dia poderão viver em paz”, afirmou Luc Frieden numa entrevista à AFP.

    O Luxemburgo está entre várias nações que vai promover o reconhecimento do Estado palestiniano na cimeira das Nações Unidas marcada para 22 de setembro. Junta-se a países como a França, Reino Unido, Austrália e Bélgica.

  • Macron acredita que reconhecer Estado da Palestina vai isolar Hamas

    O Presidente francês disse hoje que considera que o reconhecimento do Estado da Palestina “é a melhor forma de isolar o Hamas”.

    “Reconhecer o Estado da Palestina é apenas decidir dizer: ‘A legítima perspetiva do povo palestiniano e o que eles sofreram hoje não tem nada a ver com o Hamas”, disse Emmanuel Macron em entrevista ao Canal 12 israelita, citada pela France 24.

  • Flotilha que ruma a Gaza partiu completa da Sicília

    A flotilha que se propõe levar ajuda humanitária para Gaza, que conta com cidadãos portugueses, está a caminho daquele enclave do Médio Oriente, com um total de 42 navios, após 18 embarcações italianas se terem juntado, ao largo da Sicília.

    Segundo uma porta-voz da iniciativa humanitária (“Global Sumud Flotilla”), que visa quebrar o embargo israelita a Gaza e apoiar a população local, aquela frota marítima vai ainda ser reforçada com seis navios, à passagem pela Grécia, depois de ultrapassados vários problemas técnicos e climáticos.

    “Estamos a navegar para lá e não vamos parar, desta vez”, disse Maria Elena Delia.

  • Israel ameaça “força sem precedentes” contra cidade de Gaza

    O exército israelita ameaçou hoje que vai usar “uma força sem precedentes” em Gaza, no norte do território palestiniano, onde conduz uma ofensiva de grande escala, e apelou à população para que abandone a região.

    “As forças israelitas vão continuar as operações com uma força sem precedentes contra o Hamas e outras organizações terroristas”, declarou o porta-voz em árabe, coronel Avichay Adraee, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

    Adraee apelou à população para abandonar a cidade e “juntar-se às centenas de milhares de residentes que já se deslocaram para a zona humanitária no sul” da Faixa de Gaza, devastada pela guerra de Israel contra o movimento extremista Hamas.

    O porta-vos anunciou também o encerramento de uma das rotas de evacuação para o sul.

  • Exército israelita deteve três palestinianos suspeitos de produzir rockets na Cisjordânia

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram hoje que prenderam três palestinianos suspeitos de produzir rockets numa localidade perto de Ramallah, na Cisjordânia. Segundo o exército, os detidos são também suspeitos de ter lançado na semana passada um rocket a partir de Kafr Ni’ma.

    No local foram apreendidos dezenas de rockets e também explosivos, indicaram as IDF, citadas pelo Haaretz. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, o episódio mostra que “apesar do seu compromisso, a AP [Autoridade Palestiniana] não está a combater o terrorismo”. “Isto é mais uma prova do enorme perigo de estabelecer um ‘Estado Palestiniano’”, defendeu na rede social X.

    Segundo as IDF, ao longo desta semana foram detidas 75 pessoas na Cisjordânia.

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