Momentos-chave
- Escritora irlandesa Sally Rooney não foi a entrega de prémios com medo de ser presa por apoiar a Palestine Action
- Dois soldados israelitas mortos por condutor de camião que levava ajuda humanitária
- Flotilha reúne na Sicília 42 navios vindos de Espanha, Itália e Magrebe
- EUA vetam projeto do Conselho de Segurança da ONU para cessar-fogo e suspensão de bloqueios em Gaza
- Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel diz que a flotilha para Gaza é uma "iniciativa jihadista" que serve o Hamas
- Drone vindo do Iémen terá atingido entrada de um hotel na cidade israelita de Eilat
- Greta Thunberg deixa direção da flotilha humanitária. Segue agora em barco diferente, que já não é o mesmo de Mariana Mortágua
- Médicos Sem Fronteiras denunciaram ataque israelita a camião com água "claramente identificado"
- 52 eurodeputados de 15 países assinam carta a pedir a expulsão de Israel da Eurovisão
- Donald Trump e Keir Starmer discordam sobre estado da Palestina mas concordam "plenamente sobre a necessidade de paz"
- Hamas convoca “marchas de indignação” globais contra Israel
- Ataque na passagem entre a Jordânia e a Cisjordânia causa pelo menos dois mortos
- Serviços de telecomunicações cortados na Faixa de Gaza, com o avanço da incursão terrestre israelita
- "Grande e monstruosa mentira" que Israel mandou matar Charlie Kirk foi financiada pelo Qatar, sugere Netanyahu
- "Ele está a lixar-me". Trump estará cada vez mais frustrado com Benjamin Netanyahu, escreve o Wall Street Journal
- Presidente da Síria diz que resultados de negociações sobre pacto de segurança com Israel podem aparecer "nos próximos dias"
Histórico de atualizações
-
Bom dia,
Arquivamos este liveblog que acompanhou os principais desenvolvimentos do conflito entre Israel e o Hamas. Pode continuar a seguir a nossa cobertura nesta nova ligação.
-
Escritora irlandesa Sally Rooney não foi a entrega de prémios com medo de ser presa por apoiar a Palestine Action
A escritora irlandesa Sally Rooney, conhecida por livros como Pessoas Normais, não foi ao Reino Unido receber um prémio pelo romance Intermezzo pois diz ter medo de ser presa por ter declarado apoio à organização Palestine Action, proibida por ser designada como terrorista no país.
O livro da autora tinha vencido um prémio da Sky Arts, segundo a BBC. Porém, em vez de Rooney a receber a distinção, o editor Alex Bowler leu um comunicado da escritora.
“Fui informada de que não posso mais entrar no Reino Unido com segurança sem correr o risco de ser presa”, disse, sublinhando que tinha declarado “apoio pelo protesto não-violento”
“Nesse contexto, quero agradecer-vos ainda mais calorosamente por honrarem o meu trabalho esta noite e reiterar a minha crença na dignidade e beleza de toda a vida humana, bem como a minha solidariedade para com o povo da Palestina”, concluiu.
-
Dois soldados israelitas mortos por condutor de camião que levava ajuda humanitária
Dois soldados israelitas foram mortos por um condutor de um camião que levava ajuda humanitária para Gaza, avança o Times of Israel.
De acordo com uma investigação preliminar, o veículo estava a cruzar a fronteira da Cisjordânia quando o atacante, que o ministério dos Negócios Estrangeiros israelita diz ser um homem jordano, abriu fogo contra os soldados, com uma pistola. Depois, o homem desceu do camião e usou uma faca para atacar os dois militares israelitas. Então, guardas de segurança da fronteira abriram fogo contra o atacante, que morreu no local.
Os israelitas mortos foram um soldado de 20 anos, Oran Hershko, e um reservista de 68 anos, Yitzhak Harosh. De acordo com o jornal israelita, o ataque poderá afetar a entrega de ajuda humanitária em Gaza.
Num comunicado nas redes sociais, o ministério dos Negócios Estrangeiros reagiu ao ataque. “Israel facilita a ajuda humanitária em Gaza e os terroristas exploram-na para assassinar israelitas”.
-
Senadores democratas apresentam proposta de reconhecimento do Estado da Palestina nos EUA
Um grupo de senadores norte-americanos apresentou no Senado dos EUA uma proposta para o reconhecimento urgente do Estado da Palestina, avança a Reuters. A iniciativa, liderada pelo Partido Democrata, não deve passar, já que os republicanos são maioria.
Num comunicado, o senador Jeff Merkley, do Oregon, disse que os EUA “têm uma responsabilidade em liderar, e o tempo de agir é agora”. A proposta apela para o reconhecimento de um Estado da Palestina desmilitarizado além da segurança de Israel, diz ainda o democrata, que acredita que assim o país poderia oferecer esperança para os dois lados.
-
Mães de reféns e soldados israelitas acorrentam-se junto da casa de Netanyahu e gritam "basta!"
Mães de soldados e de reféns israelitas em posse do Hamas acorrentaram-se hoje umas às outras junto da residência do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu em Jerusalém, e gritaram “basta!”, num protesto simbólico contra a guerra na Faixa de Gaza.
Vigiadas de perto pelas forças de segurança, seis mães juntaram-se à porta do n.º 35 da rua Azza, prenderam-se com correntes metálicas e perfilaram-se junto de três caixões vazios: um para o próximo refém assassinado pelo grupo islamita palestiniano devido à pressão militar de Israel, outro para um refém que desaparecerá num bombardeamento e outro ainda para o soldado seguinte que cairá “na guerra sem propósito” no enclave.
Em silêncio total, levaram então em ombros as urnas, envolvidas em bandeiras israelitas e laços amarelos que simbolizam o Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos, ao longo de cerca de cem metros entre o pequeno e discreto bloco de apartamentos de um chefe do Governo ausente, em direção a um acampamento montado de véspera no fundo da rua, onde a manifestação se tornou permanente.
-
Flotilha reúne na Sicília 42 navios vindos de Espanha, Itália e Magrebe
A flotilha que pretende entregar ajuda na Faixa de Gaza reuniu na ilha italiana da Sicília 42 navios, vindos de Espanha, Itália e Magrebe, que deverão prosseguir viagem na sexta-feira.
À frota que partiu da Tunísia no passado domingo, composta por embarcações de países do Magrebe e outras provenientes de Espanha, juntaram-se 17 navios italianos no porto siciliano de Portopalo, segundo confirmou um porta-voz à EFE.O plano, adiantou a mesma fonte, é retomar a viagem para Gaza em conjunto na manhã de sexta-feira.
-
EUA vetam projeto do Conselho de Segurança da ONU para cessar-fogo e suspensão de bloqueios em Gaza
Os EUA vetaram um projeto do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exigia um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente em Gaza e que Israel suspendesse todas as restrições à entrega de ajuda humanitária ao enclave palestino, avança a Reuters.
O texto também exigia a libertação imediata, digna e incondicional de todos os reféns mantidos pelo Hamas e outros grupos.
O texto proposto pelos 10 membros eleitos do conselho de 15 países, teve 14 votos a favor, com Washingtom a usar, pela sexta vez desde outubro de 2023, o seu veto a favor de Israel.
O “Hamas é responsável por iniciar e continuar esta guerra. Israel aceitou os termos propostos que poderiam pôr fim à guerra, mas o Hamas continua a recusá-los. Esta guerra poderia terminar hoje se o Hamas libertasse os reféns e depusesse as armas”, disse a diplomata norte-americana Morgan Ortagus antes da votação.
Em sentido contrário foi a sua homóloga dinamarquesa: “A fome foi confirmada em Gaza – não prevista, não declarada, mas confirmada”, disse Christina Markus Lassen.
“Entretanto, Israel expandiu a sua operação militar na Cidade de Gaza, aprofundando ainda mais o sofrimento dos civis. Como resultado, é esta situação catastrófica, este fracasso humanitário e humano, que nos obrigou a agir hoje”, sublinhou.
-
Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel diz que a flotilha para Gaza é uma "iniciativa jihadista" que serve o Hamas
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou “a ‘chamada ‘Flotilha para Gaza'” de ser “abertamente apoiada pelos jihadistas do Hamas”.
“Nas palavras do próprio Hamas: ‘Apelamos à mobilização de todos os meios para apoiar a Frota Global da Resistência que se dirige a Gaza'”, acrescentou o ministério na rede social X
“Isto não é humanitário. Trata-se de uma iniciativa jihadista que serve os interesses do grupo terrorista”, lê-se ainda.
The so-called "Flotilla to Gaza" is openly backed by jihadi Hamas.
In Hamas’s own words: “We call for mobilizing all means to support the Global Steadfastness Flotilla heading to Gaza.”
This is not humanitarian. This is a jihadist initiative serving the terror group’s agenda. pic.twitter.com/vciWdnTswC
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) September 18, 2025
-
Drone vindo do Iémen terá atingido entrada de um hotel na cidade israelita de Eilat
Um drone vindo do Iémen terá atingido a entrada de um hotel na cidade de Eilat, na costa israelita do Mar Vermelho, noticiou o Times of Israel.
O ataque foi confirmado pelas forças armadas israelitas (IDF, na sigla inglesa), diz o jornal, referindo que um “drone lançado vindo do leste” — um código militar para dizer que veio do Iémen — tinha caído na cidade do sul israelita.
Não há quaisquer feridos, dizem as autoridades.
The apparent Houthi drone struck the entrance to a hotel in Eilat. pic.twitter.com/seEaQQZYBt
— Emanuel (Mannie) Fabian (@manniefabian) September 18, 2025
-
Greta Thunberg deixa direção da flotilha humanitária. Segue agora em barco diferente, que já não é o mesmo de Mariana Mortágua
Ativista sueca deixou o barco que transporta a direção, onde segue Mariana Mortágua. Está entre os que acham que a comunicação da missão está demasiado virada para dentro.
-
Médicos Sem Fronteiras denunciaram ataque israelita a camião com água "claramente identificado"
A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciaram e condenaram um ataque israelita a um “camião-cisterna claramente identificado” como sendo da organização “enquanto distribuía 10.000 litros de água potável no bairro de Sheikh Radwan, na parte oriental da cidade de Gaza”.
Para a organização, que denunciou o caso num comunicado publicado no seu site, “este ataque não pode ser descartado como um erro”.
“Foi uma tentativa deliberada de sabotar o abastecimento de água a civis que não podem deixar a área, particularmente os mais pobres, os doentes e os mais vulneráveis que vivem em tendas ou nos escombros do que costumavam ser as suas casas”, insistiram.
“Apelamos às autoridades israelitas para que abram imediatamente um acesso seguro para a entrega de ajuda humanitária, incluindo alimentos e água, e cessem os seus ataques ao acesso humanitário e aos civis. O acesso humanitário aos civis deve ser permitido e protegido”, lê-se ainda no comunicado dos MSF.
-
Ataques Doha. “Reação árabe não tem sido impactante”
Jorge Rodrigues, coordenador de risco geopolítico da Porto Business School analisa a resposta aos ataques israelitas no Qatar. E ainda a visita de Trump ao Reino Unido, “mais importante para Londres”.
-
52 eurodeputados de 15 países assinam carta a pedir a expulsão de Israel da Eurovisão
Mais de cinquenta eurodeputados assinaram, esta quinta-feira, uma carta endereçada à União Europeia de Radiodifusão (UER) a apelar à expulsão de Israel do festival da Eurovisão, noticiou a agência espanhola Europa Press.
A carta inclui um aviso de que incluir o país enquanto os seus líderes estão a ser investigados pela justiça internacional constituia um “branqueamento” dos valores e princípios da UER e “contradiz o espírito” do festival, cuja edição de 2026 está marcada para a capital austríaca de Viena.
“A Eurovisão não é simplesmente uma competição musical: é um evento cultural europeu com visibilidade global, cuja organização e valores devem estar alinhados com os princípios fundamentais dos direitos humanos e da dignidade humana”, sublinham os eurodeputados.
-
Força Aérea Portuguesa elevou nível de prontidão e de treino devido a situação internacional
Ramo militar cancelou uma série de eventos públicos previstos para as próximas semanas. A situação internacional e na Ucrânia obrigam a FAP a garantir maior capacidade de resposta operacional.
Força Aérea Portuguesa elevou nível de prontidão e de treino devido a situação internacional
-
Embaixador norte-americano em Israel disse que EUA "aprenderam muito" no combate ao terrorismo com os israelitas
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que os norte-americanos “aprenderam muito” no combate ao terrorismo […] com os israelitas depois do 11 de setembro.
Numa palestra dada na Universidade Reichman, na cidade israelita de Herzliya, e citada pelo Haaretz, Huckabee disse que “combater o terrorismo” não era “algo novo” para os israelitas.
“Pode-se dizer que vocês lutam contra o terrorismo há 4000 anos”, acrescentou, dizendo que “o desejo de aniquilar o povo de Israel é tão antigo quanto Abraão e tão recente quanto ontem”.
Sobre Gaza, o embaixador disse disse que “a selvajaria do Hamas não pode ser resolvida com diplomacia e conversas”.
“É preciso ter algum nível de moralidade para sentar e conversar — e o Hamas não tem”, disse ainda. “Se isso é diplomacia, não quero fazer parte disso. Diplomacia que nada mais é do que tagarelice e parvoíces revestidas de baunilha, e acreditar que todos estão do mesmo lado, com pequenas variações de opinião. Isso vai nos matar”, concluiu.
-
Donald Trump e Keir Starmer discordam sobre estado da Palestina mas concordam "plenamente sobre a necessidade de paz"
Numa conferência de imprensa conjunta em Londres dada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, ambos os líderes mostraram que a situação na Palestina é um dos pontos de “divergência” entre ambos.
Apesar disso, segundo o britânico, ambos concordaram “plenamente com a necessidade de paz e de um roteiro [para a paz], porque a situação em Gaza é intolerável”.
Para Starmer, os reféns israelitas estão retidos “há muito, muito tempo” e “devem ser libertados”.
Trump, por sua vez, disse querer “que os reféns sejam libertados agora”. “Agora mesmo. Não um, dois, mais três amanhã”, insistiu.
“Temos de nos lembrar do dia 7 de outubro, um dos piores e mais violentos dias da história do mundo”, continuou Trump, confessando que achava que “vai ficar tudo bem, mas tem sido um período brutal”.
Sobre o reconhecimento do estado da Palestina, o norte-americano disse ter “uma divergência com o primeiro-ministro nesse ponto”, embora diga ser “uma das poucas […], na verdade”.
-
Hamas convoca “marchas de indignação” globais contra Israel
O Hamas apelou hoje à realização de “marchas de indignação” anti-Israel entre sexta-feira e domingo, convocando mobilizações internacionais contra a ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
Num comunicado citado pelo jornal palestiniano Filastin, o movimento islamita defendeu que as manifestações devem ser “um grito perante o silêncio e a impotência internacional” e uma “voz unificada para travar a agressão, abrir as passagens de fronteira e romper o cerco” imposto ao enclave.
O Hamas sublinhou que as mobilizações devem incluir protestos em cidades de todo o mundo, nomeadamente junto às embaixadas de Israel e dos Estados Unidos, como forma de rejeitar “o apoio dos EUA à ocupação e a cumplicidade internacional”.
O movimento considerado terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia apelou ainda à mobilização de “todos os meios de apoio” à flotilha internacional que se dirige para Gaza, elogiando “o seu papel humanitário” e exigindo que seja garantida a sua proteção, depois de ataques contra dois navios atracados na Tunísia nos últimos dias.
-
Ataque na passagem entre a Jordânia e a Cisjordânia causa pelo menos dois mortos
Um ataque armado numa passagem fronteiriça entre a Cisjordânia ocupada e a Jordânia matou duas pessoas, que o Times of Isarel identifca como israelitas. São dois homens de 60 e 20 anos.
O mesmo jornal avança que o agressor, jordaniano, realizou o ataque mortal em Allenby Crossing, com recurso a uma arma branca quando a sua arma de fogo ficou bloqueada.
De acordo com o exército israelita, o suspeito foi neutralizado e tudo aconteceu quando o agressor se dirigia num camião que iria transportar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Na fronteira, abriu fogo com uma arma contra pessoas que passavam na travessia.
-
Civis são escudos do Hamas que pagam “preço da guerra”, segundo as forças armadas israelitas
As forças armadas israelitas avisam que os civis palestinianos que permanecerem na cidade de Gaza “jamais serão um alvo”, mas ficarão em zonas de combate como escudos do Hamas e sujeitos “a pagar o preço da guerra”.
Em entrevista à agência Lusa em Telavive, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) Rafael Rozenszajn observa que os militares israelitas “conhecem muito bem o ‘modus operandi’” do grupo islamita palestiniano, sugerindo que não é um acaso que mantenha o seu principal reduto na cidade mais povoada da Faixa de Gaza.
O grupo islamita palestiniano cujo ataque a Israel em 2023 desencadeou a guerra na Faixa de Gaza usa os civis como “escudos humanos” nas suas “casas como pontos de lançamento de foguetes, nas escolas como centros de comando e nos hospitais para esconder armamento”, descreve o porta-voz em língua portuguesa das FDI.
-
Serviços de telecomunicações cortados na Faixa de Gaza, com o avanço da incursão terrestre israelita
Os serviços de telecomunicações na Faixa de Gaza foram cortados, escrevem a Reuters e a Al Jazeera. O corte dos serviços telefónicos e de internet acontece depois de, nos últimos dois dias, os tanques israelitas terem entrado nos subúrbios da capital do enclave, no início de uma incursão terrestre.
“A desconexão é um mau sinal. Sempre foi sinal que algo muito brutal vai acontecer”, declarou um habitante de Gaza à Reuters, que recorreu a um cartão e-SIM para contactar a agência noticiosa e garantiu que o sentimento predomina na zona mais a oeste da Cidade de Gaza, onde se encontra.