Momentos-chave
- Marcelo diz que Portugal "sempre defendeu o princípio da existência de dois Estados"
- Embaixadora da Palestina diz que reconhecimento por Portugal é “passo corajoso”
- Israel confirma ataque aéreo no sul do Líbano e diz que atingiu operacional do Hezbollah
- IDF afirmam que já saíram 500 mil pessoas da Cidade de Gaza
- CDS-PP discorda de reconhecimento do Estado da Palestina
- Portugal vai reconhecer a Palestina como Estado amanhã às 20h15
- PR francês endurece medidas contra antissemitismo antes de reconhecer a Palestina
- Embaixada de Israel em Portugal: reconhecimento da Palestina "mostra ao mundo que o terrorismo compensa"
- Hamas divulga fotografia de arquivo dos restantes reféns israelitas e chama-lhe "foto de despedida"
- Pelo menos 51 pessoas morreram hoje em Gaza, na sequência de ataques israelitas
- Teatro do Bairro Alto e Cinema São Jorge, em Lisboa, exibem mensagem de apoio à Palestina: "Cultura contra o genocídio"
- Esquerda diz que reconhecimento do Estado da Palestina “peca por tardia”
- Participantes em palestra sobre a Palestina defendem em Lisboa fim do financiamento a Israel
- Japão adia reconhecimento do Estado da Palestina
- Autoridade Palestiniana saúda Portugal por reconhecer Palestina
Histórico de atualizações
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Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra no Médio Oriente neste novo liveblog, que agora abrimos.
Até já.
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Reino Unido também vai reconhecer a Palestina amanhã
Keir Starmer deverá anunciar o reconhecimento do Estado da Palestina por parte do Reino Unido amanhã à tarde, avança a BBC.
Em julho, o governo britânico disse que a posição do Reino Unido dependeria do posicionamento de Israel em certas condições, incluindo concordar com um cessar-fogo em Gaza.
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Marcelo diz que Portugal "sempre defendeu o princípio da existência de dois Estados"
Marcelo Rebelo de Sousa diz que amanhã haverá “o momento importante de formalização” do reconhecimento da Palestina.
Em Nova Iorque, em imagens transmitidas pela RTP, o Presidente da República afirma que o “Governo é o órgão competente para tomar formalmente a decisão, em permanente ligação com o Presidente e tendo em conta as recomendações da Assembleia da República”.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que “acompanhou o processo todo e concordou com o seu andamento”.
“As razões pelas quais o Presidente ouvido pelo Governo se pronunciou no mesmo sentido do Governo são simples e fáceis de explicar: Portugal sempre defendeu o princípio da existência de dois estados soberanos, coabitando, convivendo, respeitando o direito internacional e a carta das Nações Unidas”, justifica Marcelo.
Marcelo Rebelo de Sousa refere que a decisão tem o “pleno apoio do Presidente”.
Já questionado sobre se teme críticas por parte de Israel ou dos EUA, o Presidente prefere não se “pronunciar sobre isso antes de haver o reconhecimento formal”.
Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, vai reconhecer amanhã a Palestina como Estado. A declaração deverá ser feita às 20h15, hora de Lisboa, em Nova Iorque.
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Ministro do governo-sombra de Ventura critica decisão de Portugal reconhecer o Estado da Palestina
Tiago Moreira de Sá, que foi convidado para a função de ministro dos Negócios Estrangeiros do governo-sombra do Chega, critica a decisão de Portugal reconhecer a Palestina.
O eurodeputado critica o facto de a notícia ter sido avançada pelo Palácio do Eliseu e só depois confirmada por Portugal, falando num gesto que, “para além de diplomática e institucionalmente insólito, é complicado para a soberania nacional”. “Não cabe a Paris falar em nome de Lisboa, como se Portugal fosse um satélite, incapaz de formular e afirmar a sua própria política externa”, escreve na rede social X.
Tiago Moreira de Sá considera que “a substância é ainda mais grave” do que o “método”. “Ao reconhecer a Palestina neste contexto, Portugal inscreve na sua história diplomática o precedente perigoso de confundir causa política com terrorismo”, afirma.
O eurodeputado diz que, desta forma, “a mensagem transmitida” é a de que “o sangue de inocentes passou a ser a moeda legítima da consagração internacional”.
“Por fim, Portugal não cumpre a sua própria palavra. O Governo estabeleceu critérios claros para que o reconhecimento fosse possível e nenhuma dessas condições está verificada”, diz Tiago Moreira de Sá. “Os reféns permanecem por libertar, o Hamas permanece por desarmar, Israel permanece por reconhecer, a reforma institucional da Autoridade Palestiniana está por fazer, as eleições continuam por realizar, a desmilitarização do Estado palestiniano está longe de ser uma realidade.”
O eurodeputado afirma que Lisboa está a ser “arrastada por Paris”, por “interesses alheios”. “Assim, Portugal não apenas se deixa secundarizar pelo Eliseu, não apenas legitima a violência como gesto fundador: torna-se incoerente consigo próprio, rasgando as linhas que traçou e corroendo a credibilidade da sua política externa.”
Tiago Moreira de Sá considera a “decisão incompreensível” e afirma que Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, “deve explicações ao país”.
Ficámos a saber, a partir do Palácio do Eliseu, que Portugal se encontra entre os países que reconhecerão o Estado da Palestina em Nova Iorque. O gesto, para além de diplomática e institucionalmente insólito, é complicado para a soberania nacional. Não cabe a Paris falar em nome… pic.twitter.com/ipNgkHMnNQ
— Tiago Moreira de Sá (@tmoreiradesa) September 20, 2025
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Keir Starmer anuncia este domingo à tarde que Reino Unido vai reconhecer o Estado da Palestina
O primeiro-ministro, Keir Starmer, deve reconhecer o Estado da Palestina numa declaração este domingo à tarde, avança a BBC News.
O Reino Unido já tinha avisado em julho que, se Israel não cumprisse determinadas condições, Londres avançaria para o reconhecimento do Estado da Palestina.
Paulo Rangel anunciará, horas depois, o reconhecimento por parte de Portugal.
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Embaixadora da Palestina diz que reconhecimento por Portugal é “passo corajoso”
A embaixadora da Palestina em Portugal, Rawan Sulaiman, saudou hoje o reconhecimento daquele Estado, a anunciar por Portugal no domingo, apelidando-o de um “passo corajoso” e um momento histórico.
“A decisão de Portugal de reconhecer o Estado da Palestina é um passo corajoso para apoiar e recompensar os esforços globais de paz”, defendeu a embaixadora, num comentário enviado à Lusa.
Para a diplomata, Rawan Sulaiman, este é um “marco significativo para alcançar a justiça, o respeito pelo direito internacional, a paz e a segurança para todos, após tantos anos de ocupação, opressão, injustiça e guerra”, acrescentando que “é realmente histórico”.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou na sexta-feira o reconhecimento da Palestina no domingo, “ainda antes da Conferência de Alto Nível da próxima semana”, organizada pela França e Arábia Saudita na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
A diplomacia da ANP, entidade que apenas governa áreas limitadas da Cisjordânia devido à ocupação israelita, considerou que a decisão de Portugal está em conformidade com o direito internacional e com as resoluções das Nações Unidas.
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Israel confirma ataque aéreo no sul do Líbano e diz que atingiu operacional do Hezbollah
As IDF confirmam o ataque aéreo em Khardali, no sul do Líbano (ver entrada das 17h59), dizendo que mataram um operacional do Hezbollah.
Segundo uma publicação no X, o homem estaria “a recolher informação sobre as tropas das IDF no sul do Líbano”. Israel afirma que essa atividade “constitui uma violação dos entendimentos entre Israel e o Líbano”.
צה״ל חיסל מחבל מארגון הטרור חיזבאללה אשר עסק בניסיונות איסוף מודיעין על כוחות צה״ל
צה"ל בהובלת פיקוד הצפון, תקף באמצעות חיל האוויר וחיסל מחבל מארגון הטרור חיזבאללה מוקדם יותר היום (ש׳), במרחב ארנון שבדרום לבנון.
המחבל עסק בנסיונות איסוף מודיעין על פעילות כוחות צה״ל בדרום… pic.twitter.com/QMBRbeqpwG
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) September 20, 2025
O jornal Times of Israel escreve que, desde o cessar-fogo de novembro de 2024, as IDF já mataram mais de 300 operacionais do Hezbollah durante ataques contra o Líbano.
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Hamas divulga imagem de "despedida" dos reféns que ainda estão em Gaza
O Hamas divulgou uma imagem em que se “despede” dos reféns que estão em Gaza. A montagem inclui reféns vivos e mortos e deixa uma mensagem a Benjamin Netanyahu e ao chefe das IDF.
Hamas divulga imagem de “despedida” dos reféns que ainda estão em Gaza
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IDF afirmam que já saíram 500 mil pessoas da Cidade de Gaza
As Forças de Defesa de Israel dizem em comunicado que já saíram cerca de 500 mil pessoas da Cidade de Gaza — o equivalente a metade da população residente.
O jornal Haaretz cita informação do Exército, que refere que foram atacados 109 alvos na Cidade de Gaza nas últimas 24 horas.
“Os combatentes eliminaram mais de 30 terroristas e criaram uma área para que a população se retire para o sul, para sua proteção.”
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IL diz que reconhecimento não implica que “passa a haver um Estado da Palestina”
A presidente da IL, Mariana Leitão, disse hoje que o reconhecimento da Palestina por Portugal “não significa que passa a haver um Estado” naquele território do Médio Oriente, apesar de considerar o ato “relevante” em termos diplomáticos.
“O reconhecimento do Estado da Palestina não implica que, depois, no dia seguinte, passa a haver um Estado da Palestina com um conjunto de condições que, depois, é necessário que existam instituições, eleições livres para se garantir que existe, de facto, esse Estado”, disse hoje à Lusa durante uma visita à Expoval – Mostra do concelho de Valongo (distrito do Porto), no Parque Urbano de Ermesinde.
Ainda assim, Mariana Leitão assinalou que “o reconhecimento, do ponto de vista das relações diplomáticas, é relevante”, mas “também é relevante que se consigam criar condições – porque nós defendemos é a existência dos dois Estados – para que também, por exemplo, os países da Liga Árabe consigam fazer o mesmo reconhecimento em relação a Israel”.
“Aquilo que nós pretendemos, no fim do dia, é a paz e que consigam coexistir, e obviamente que para se coexistir é preciso o desmantelamento completo e absoluto do Hamas, o desarmamento, e garantir que a Palestina se torne num território livre, com eleições livres, em que as pessoas escolhem quem os dirige e os governa, e não estarem sob o poder, de alguma forma, de uma entidade terrorista como o Hamas”, apontou.
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Um morto em ataque aéreo contra um carro no sul do Líbano
O Ministério da Saúde libanês avança que uma pessoa morreu num ataque aéreo israelita contra um carro na estrada Khardali, no sul do Líbano.
Esta informação é avançada pela estação de televisão Al Mayadeen.
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CDS-PP discorda de reconhecimento do Estado da Palestina
O CDS-PP disse hoje discordar da decisão do Governo de reconhecer, este domingo, o Estado da Palestina, considerando que não é “oportuno, nem consequente” e só deveria acontecer no “quadro de um processo institucional de paz”.
“O CDS-PP é favorável, desde sempre, à solução dos dois Estados, mas considera que, no presente momento do conflito, a efetivação do reconhecimento não é oportuna, nem consequente”, lê-se num comunicado divulgado esta tarde pelo CDS-PP, que integra o Governo em coligação com o PSD.
O CDS-PP garante que a coesão do Governo está “absolutamente assegurada”, uma vez que esta matéria não consta do acordo de coligação, mas manifesta a sua “divergência quanto à oportunidade da declaração de reconhecimento de um Estado palestiniano”.
“O CDS-PP, sem pôr em causa o princípio da solidariedade governamental, considera que o reconhecimento só será conveniente no quadro de um processo institucional de paz, que neste momento está fora do horizonte”, refere.
Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que Portugal vai reconhecer o Estado da Palestina no domingo. A declaração formal de reconhecimento da Palestina será feita na missão de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, e está agendada para as 15h15 (20h15 em Lisboa).
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Portugal vai reconhecer a Palestina como Estado amanhã às 20h15
Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, vai reconhecer a Palestina como Estado este domingo, às 20h15, hora de Lisboa.
A declaração formal vai ser feita a partir de Nova Iorque, avança a RTP.
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Pelo menos 61 mortos na Faixa de Gaza hoje
Morreram pelo menos 61 palestinianos hoje na Faixa de Gaza, avança a Al Jazeera citando fontes hospitalares. Deste total, 49 pessoas morreram na Cidade de Gaza.
Segundo estas fontes, pelo menos três dos mortos foram atingidos pelas forças de Israel num centro de distribuição de ajuda humanitária perto de Rafah, no sul de Gaza.
Desde o início da guerra após os ataques de outubro de 2023 já morreram pelo menos 65.208 pessoas na Faixa de Gaza.
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Autoridades de Gaza admitem um milhão de deslocados no sul
Cerca de um milhão de pessoas estão concentradas em Al-Mawasi e Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, para onde o exército israelita dirigiu as deslocações forçadas da população, anunciaram hoje as autoridades locais.
O Governo do grupo extremista Hamas disse que cerca de 900 mil pessoas permaneciam na cidade de Gaza (norte), onde o exército israelita tem em curso uma ofensiva terrestre para tomar a principal urbe do território.
As forças israelitas têm ordenado aos palestinianos para que saiam do norte em direção ao sul, embora tenham disponibilizado para o efeito a estrada Rashid, junto à costa, causando grandes constrangimentos às pessoas em fuga.
Muitas pessoas já fugiram de sul para norte desde que Israel iniciou a ofensiva na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, depois de ter sofrido um ataque do Hamas.
“Atualmente, [a zona] alberga aproximadamente um milhão de pessoas”, disseram as autoridades de Gaza num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Uma porta-voz do Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse na sexta-feira que as estimativas sobre o número de deslocados nos campos do sul ainda estavam a ser atualizadas.
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PR francês endurece medidas contra antissemitismo antes de reconhecer a Palestina
O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje que ordenou ao seu Governo o endurecimento de medidas para combater os atos antissemitas, nas vésperas de reconhecer o Estado palestino, algo que está previsto que ocorra na próxima segunda-feira.
“Pedi ao ministro da Justiça que inicie processos para melhorar ainda mais a resposta da justiça frente ao antissemitismo e às suas novas formas”, afirmou Macron, numa mensagem na rede social X.
O chefe de Estado francês acrescentou, ainda, que o objetivo será “vigilância absoluta e resposta imediata para localizar e punir severamente os autores de atos antissemitas”.
“Frente ao ódio, o Estado terá sempre a última palavra. A nação permanecerá mobilizada”, indicou Macron.
O Presidente tem recebido críticas pela sua intenção de reconhecer o Estado palestino, um movimento que está previsto para esta segunda-feira juntamente com outros países, como Portugal ou o Reino Unido.
Após ter-se encontrado esta sexta-feira com o seu homólogo palestiniano, Mahmoud Abbas, encontrou-se hoje com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, com quem copresidirá uma conferência em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, para promover a solução de dois Estados para o conflito do Médio Oriente, à qual já se juntaram 142 países.
Esse encontro “deve permitir superar uma nova etapa na mobilização da comunidade internacional” por uma solução que defende “dois povos, dois Estados, paz e segurança para todos”, disse.
Macron frisou que entende a “angústia, a solidão e o medo” que pode sentir a comunidade judaica de França, que lhe tem mostrado “a sua exigência de justiça e proteção”.
Hoje, o jornal diário francês Le Figaro publica uma carta assinada por intelectuais, atores e figuras populares do país, a maior parte de origem judaica, pedindo a Macron que não reconheça o Estado palestiniano sem condições prévias, como a libertação dos reféns que o Hamas mantém desde o atentado de 07 de outubro de 2023 ou a dissolução desse grupo terrorista.
Na carta, afirmam ainda que o reconhecimento da Palestina “será reivindicado como uma vitória simbólica do Hamas, que agravará o perigo que paira sobre os palestinianos”.
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Embaixada de Israel em Portugal: reconhecimento da Palestina "mostra ao mundo que o terrorismo compensa"
A Embaixada de Israel em Portugal sublinhou que o reconhecimento do Estado Palestiniano é “dar um prémio ao terrorismo”. Questionada pelo Observador sobre a decisão de Portugal avançar com a medida, a embaixada considerou que “mostra ao mundo que o terrorismo compensa”.
“Desde a campanha de propaganda do Hamas sobre a situação humanitária em Gaza e as consequentes iniciativas conducentes ao reconhecimento do Estado Palestiniano por parte de alguns países, que o Hamas congelou as negociações para o cessar-fogo. Isto simplesmente prolonga a guerra”, afirmou numa resposta escrita ao Observador.
A embaixada refere que Portugal “votou inúmeras vezes contra o reconhecimento imediato do Estado Palestiniano, a última das quais a 11 de julho passado”. “Houve razões válidas para o fazer. Ainda há”, apontou.
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Hamas divulga fotografia de arquivo dos restantes reféns israelitas e chama-lhe "foto de despedida"
As Brigadas Qassam do Hamas publicaram o que descrevem como uma “fotografia de despedida” dos 48 reféns israelitas ainda detidos em Gaza, atribuindo o seu risco potencial à operação militar em curso de Israel na cidade de Gaza.
A imagem, divulgada em meios como o Jerusalem Post, é uma compilação fotográfica em que cada refém é identificado como “Ron Arad”, em referência ao capitão da Força Aérea Israelita que desapareceu no Líbano em 1986 e que se acredita ter sido capturado.
A publicação foi acompanhada por um texto que dizia: “Devido à recusa de Netanyahu e à capitulação de [Eyal] Zamir, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, uma foto de despedida no início da operação militar na cidade de Gaza”.
A mensagem chega em consonância com declarações anteriores do Hamas, que tem vindo a ameaçar que a ofensiva de Israel na cidade de Gaza pode colocar em risco os reféns, que, segundo o grupo, estão “espalhados pelos bairros” da cidade de Gaza.
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Portugal reconhece o Estado da Palestina. "Israel está isolada no mundo"
Em entrevista à Rádio Observador, Victor Ângelo, ex-secretário geral adjunto da ONU, diz que reconhecimento português do estado Palestiniano, tem muita força política e mostra que Israel está isolada.
Portugal reconhece o Estado da Palestina. “Israel está isolada no mundo”
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Reconhecimento da Palestina. “Situação no terreno não vai mudar”
António Martins da Cruz afirma que o reconhecimento do Estado da Palestina “é positivo”, mas que significado é apenas simbólico e político. Garante não haver solução para o problema do Médio Oriente.
Reconhecimento da Palestina. “Situação no terreno não vai mudar”