Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, sábado.

    Israel bombardeia zona residencial em Jenin, na Cisjordânia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Netanyahu não vai enviar equipa de Israel para negociar segunda fase do cessar fogo no Qatar

    O primeiro-ministro israelita não irá enviar representantes de Israel para o Qatar para as conversações sobre a segunda fase do acordo de cessar fogo (que terão início segunda-feira), avança a agência noticiosa Axios, citada pelo Times of Israel.

    Segundo fontes israelitas, esta decisão pode ser um “sinal muito preocupante.

  • Netanyahu vai a Washington iniciar negociações sobre segunda fase do cessar fogo

    O primeiro-ministro israelita esteve também em conversações com o enviado especial dos EUA para Israel, Steve Witkoff.

    Nessa chamada telefónica ficou definido que ambos se vão reunir presencialmente em Washington na próxima segunda-feira para discutir a segunda fase do acordo de cessar fogo (e em particular a libertação de reféns).

    Em comunicado, o gabinete do líder israelita confirmou que Netanyahu “falou esta com o enviado especial do Presidente dos Estados Unidos”.

    “Os dois concordaram que as negociações sobre a segunda fase do acordo sobre os reféns começarão quando se encontrarem em Washington na próxima segunda-feira”, lê-se ainda no comunicado citado pela Al Jazeera.

    O israelita partirá para os EUA já amanhã, sendo que, durante o período da manhã, irá reunir-se com Donald Trump.

  • Netanyahu terá discutido reinício da guerra em Gaza

    O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu teve ontem uma reunião para discutir o reinício da guerra em Gaza (e consequentemente o fim do cessar fogo), avançou o Chanel 13, citado pelo Times of Israel.

    Segundo fontes israelitas citadas pelo canal, Netanyahu está a fazer pressão para que seja retomado o conflito, tendo pedido às IDF (Forças de Defesa de Israel) apresentem planos operacionais.

  • A casa de Ofer Kalderon, refém com cidadania portuguesa, em Nir OZ

    A casa do refém, que tem nacionalidade portuguesa, ficou neste estado depois do ataque de 7 de outubro. Ofer Kalderon foi libertado esta manhã. O Observador esteve no kibutz de Nir Oz no dia 28 de janeiro.

    Ofer Kalderon

  • Israel invade aldeias na Cisjordânia

    As tropas de Israel invadiram várias aldeias no leste da Cisjordânia, avançou a agência noticiosa Wafa, citada pela Al Jazeera.

    Durante a operação israelita não terão sido registadas detenções ou confrontos.

  • Estivemos na casa de Yarden Bibas, um dos reféns hoje libertados, no kibutz de Nir Oz

    Ao soar do alarme, a 7 de outubro de 2023, às 6h30, Yarden e Shiri Bibas levaram os filhos Ariel de 4 anos e Kfir de apenas 9 meses (na data do ataque) para o quarto seguro (ver foto). Estavam em contacto com a família por whatsapp numa tentativa de entender o que se estava a passar. Yarden informa a família que ouve tiros e gritos no kibutz. Estão os 4 fechados no quarto. Na troca de mensagens, o homem de 34 anos explica que os invasores têm armas automáticas e ele apenas uma pistola. Na última mensagem enviada à irmã, às 09h43 diz: “Eles estão dentro de casa”.

    Provas forenses cruzadas com vídeos publicados nas redes sociais revelam que Yarden Bibas saiu do quarto seguro para enfrentar os terroristas do Hamas. Terá havido troca de tiros. Os operacionais acabaram por conseguir entrar por uma janela e raptar Yarden, que estava ferido e foi levado de moto para Gaza.

    Segundo o relato de Roni Kaplan, major reservista e porta-voz do exército, que guiou o Observador numa visita a Nir Oz, Yarden decidiu entregar-se para salvar a família. “Ele pensou que ao sacrificar-se, eles não iriam matar a mulher e os filhos”. Mas acabou raptado e por atrair ainda mais elementos do Hamas para dentro de casa.

    A porta do quarto seguro tem marcas de disparos feitos de fora para dentro. Shiri, na altura com 32 anos, e os filhos acabariam igualmente sequestrados. Imagens obtidas pelas IDF — Força de Defesa de Israel — mostram a mãe com as duas crianças em Khan Younis, na Faixa de Gaza. Nesta altura, não se sabe se estão vivos ou mortos. Segundo os dados oficiais, dos 29 moradores de Nir Oz feitos reféns a 7 de outubro, 9 estão mortos. Kfir é o refém mais novo e estava a dias de completar 9 meses.

    Os pais de Shiri também foram assassinados no dia 7 de outubro. A casa em que viviam, no mesmo kibutz, foi incendiada com o casal ainda no interior. Um terço das casas foram incendiadas e nalguns casos com as famílias no interior da habitação.

  • Egipto teve "diálogo positivo" com EUA

    O Presidente do Egipto, Abdel Fattah el-Sisi, elogiou hoje o “diálogo positivo” que teve com o líder dos EUA, Donald Trump, acerca do acordo de cessar fogo, escreve a Al Jazeera.

    Isto apesar das recentes tensões em virtude do apelo de Trump para que os palestinianos em Gaza possam ir para a Jordânia e Egito.

    Segundo El-Sisi, foram discutidas “questões e crises complicadas” nesta chamada telefónica, tendo o líder egípcio alertado Trump para o facto de o mundo estar a contar com a sua “capacidade de alcançar um acordo de paz permanente e histórico”.

    Segundo a agência noticiosa EFE, no final da chamada, Abdel Fattah Al Sisi e Donald Trump concordaram em manter a comunicação entre os EUA e o Egito, bem como a cooperação “em questões de interesse comum”, tendo existido um convite mútuo para visitas ao Cairo e à Casa Branca.

  • Ofer Kalderon e o reencontro com a família: "Estou aqui, não desisti"

    Ofer Kalderon reencontrou-se este sábado com a família no hospital de Sheba, depois de mais de 480 dias de cativeiro nas mãos do Hamas, e abordou com sentido de humor o momento em que foi levado.

    “O mato onde nos escondemos não era bom, descobriram-nos”, gracejou, perante os risos dos filhos, a quem deixou uma mensagem emotiva: “Estou aqui, não desisti”.

    Já no reencontro com o irmão Nissan, o cidadão luso-franco-israelita libertado assegurou que não vai “a lado nenhum” depois do período em que esteve refém.

    “Não vais mesmo, não comigo a vigiar. Amo-te muito”, contrapôs Nissan, ao que o irmão respondeu em tom de brincadeira: “Foi preciso ir para Gaza para me dizeres isso?”

  • Israel exige informações sobre família de refém libertado, Hamas alega que morreram em Gaza

    Israel exigiu informações sobre Shiri, Ariel e Kfir Bibas, a mulher e os dois filhos de um dos três reféns libertados este sábado, Yarden Bibas.

    “A família Bibas vive há muito tempo em constante temor pelas suas vidas… Continuamos a exigir informações sobre o seu estado aos mediadores”, disse Gal Hirsch, coordenador da recuperação dos reféns, em comunicado.

    Entretanto, o resto da família de Yarden Bibas apelou ao respeito pela privacidade, sublinhando que a “casa continua incompleta” sem a mulher e os dois filhos.

    “Yarden é um pai que deixou o seu quarto seguro para proteger a sua família, sobreviveu corajosamente ao cativeiro e regressou a uma realidade insuportável. Neste momento, pedimos: protejam Yarden, protejam a sua alma. Por favor, respeitem a sua privacidade e dêem-lhe o espaço de que necessita para que o seu corpo e a sua alma possam começar a recuperar”, indica a nota divulgada pela família.

    O Hamas alega que Shiri e os dois filhos foram mortos em Gaza, mas Israel assegurou não ter provas efetivas dessa situação.

  • Tropas israelitas dispersam celebrações na Cisjordânia pelo regresso de prisioneiros

    As forças armadas israelitas (IDF) na Cisjordânia e o Shin Bet (Serviço de Segurança Interna de Israel) efetuaram este sábado uma operação conjunta para dispersar ajuntamentos que se formaram para celebrar o regresso de prisioneiros palestinianos, que foram libertados no âmbito do acordo de cessar-fogo.

    As IDF afirmaram que “manterão tolerância zero para distúrbios e expressões de apoio ao Hamas”, segundo o jornal Jerusalem Post.

  • Países árabes rejeitam sugestão de retirar palestinianos de Gaza feita por Trump

    Os países árabes, reunidos hoje no Cairo, rejeitaram a sugestão feita pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar os palestinianos de Gaza e deslocá-los no Egito e na Jordânia.

    Em comunicado conjunto, após uma reunião de chefes da diplomacia na capital egípcia, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Qatar, juntamente com a Autoridade Palestiniana e a Liga Árabe, refutaram os planos de retirar os palestinianos dos territórios de Gaza e da Cisjordânia, ocupados por Israel.

    Esses planos — sustentam — “ameaçam a estabilidade na região, arriscam expandir o conflito e minam as perspetivas de paz e coexistência entre os povos”.

    As nações árabes recusaram ainda “a expulsão e demolição de casas, a anexação de terras ou a retirada dos proprietários dessas terras ou a promoção do desenraizamento dos palestinianos, seja de que forma for e em qualquer circunstância ou com qualquer justificação”.

  • Família de cidadão nacional agradece libertação a Trump e Steve Witkoff

    Um primo do cidadão luso-franco-israelita Ofer Kalderon, que foi libertado este sábado pelo Hamas no âmbito do acordo de cessar-fogo entre o movimento islâmico e Israel, agradeceu aos Estados Unidos o impulso dado para a libertação dos reféns.

    “Estamos tão felizes por termos alcançado este momento. Presidente Trump, Steve Witkoff [enviado dos EUA para o Médio Oriente], é graças a vocês… Fizeram um trabalho fantástico”, disse Eyal Kalderon, em declarações à comunicação social.

    Eyal Kalderon apelou ainda a que se mantenha a pressão sobre o Hamas para a libertação dos restantes reféns que se encontram em cativeiro desde 7 de outubro de 2023: “Pedimos e exigimos que não parem até que todos os reféns sejam libertados. As famílias precisam de fechar este ciclo e que os seus entes queridos voltem a casa”.

  • Comunidade Israelita de Lisboa: "Ofer Kalderon deve saber que os portugueses estão todos com ele"

    O presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) considera que “todos os portugueses estão satisfeitos” com a libertação de um compatriota, entregue pelo Hamas, e agradeceu ao Estado português por lhe ter concedido a nacionalidade.

    “Todos os portugueses estão alegres e satisfeitos pela libertação de um seu compatriota”, disse, em nota enviada à Lusa, o presidente da CIL, David Botelho, comentando a libertação do luso-franco-israelita Ofer Calderon esta madrugada em Gaza.

    Trata-se de um “cidadão português que sofreu o desespero e o sofrimento do cativeiro e que conhece agora a liberdade após tanto tempo sequestrado” o que “é, obviamente, uma boa notícia que alegra todo o nosso país”, acrescentou.

    “Ofer Calderon deve saber que os portugueses todos estão com ele e que durante todo este tempo desejaram a sua segurança e o seu regresso à liberdade e à companhia da sua família”, referiu David Botelho, prometendo que, quando vier a Portugal, o refém libertado “irá sentir a solidariedade e o carinho do povo português”.

    “O facto de ser português aumenta a compaixão do nosso povo, mas Portugal esteve e está ao lado destas pessoas que foram vítimas de um grupo terrorista que atua destruindo, violando e matando e que é o maior inimigo do seu próprio povo”, afirma David Botelho.

  • Marcelo Rebelo de Sousa satisfeito com libertação de cidadão português pelo Hamas

    Marcelo Rebelo de Sousa manifestou este sábado a sua satisfação pela libertação do cidadão luso-franco-israelita Ofer Kalderon pelo Hamas, que estava refém desde 0 ataque de 7 de outubro de 2023.

    “O Presidente da República saúda a libertação de Ofer Kalderon, cidadão luso-franco-israelita, capturado pelo Hamas há mais de um ano e que agora poderá, finalmente, reunir-se com a sua família. Que esta libertação seja mais um passo para a concretização do cessar-fogo e a cessação permanente do conflito na região”, lê-se na nota publicada no site da Presidência da República.

  • Comunidade Israelita do Porto realça Ofer Kalderon como "cidadão português genuíno"

    O presidente da Comunidade Israelita do Porto (CIP) considerou que o luso-franco-israelita Ofer Kalderon libertado este sábado é “um cidadão português genuíno”.

    “A libertação de Ofer Kalderon é a libertação de um cidadão português genuíno, de família sefardita tradicional do antigo Império Otomano, na Grécia, havendo registos desta família nas sinagogas e instituições portuguesas que existiam em Salónica: o ‘Kahal Kadosh Portugal’, o ‘Kahal Kadosh Lisboa’, o ‘Kahal Kadosh Évora’, o ‘Portugal Velha’ e outras”, referiu Gabriel Senderowicz, numa resposta a um pedido da Lusa para comentar a entrega do refém pelo Hamas.

    O refém com cidadania portuguesa estava entre os três prisioneiros do Hamas hoje entregues às autoridades israelitas, no âmbito do acordo de cessar-fogo.

    Ofer Kalderon, 54 anos, obteve a nacionalidade portuguesa, pela sua origem sefardita, depois de ter sido feito refém, a 07 de outubro de 2023, disse à Lusa o advogado, José Ribeiro e Castro, que submeteu então ao Governo um pedido de urgência por razões humanitárias na análise do seu processo, conseguindo que a Conservatória dos Registos Centrais emitisse a certidão de nascimento.

  • Governo saúda a libertação do cidadão luso-franco-israelita Ofer Kalderon

    O Governo português realçou este sábado a sua satisfação pela libertação dos três reféns israelitas pelo Hamas, sobretudo a de Ofer Kalderon — que também tem nacionalidade portuguesa —, numa nota enviada ao Observador.

    “O Governo português saúda a libertação de mais três reféns e, muito em especial, a do também nacional português Ofer Kalderon. Que este possa ser mais um passo para a paz, enquanto os libertados e suas famílias vivem um novo tempo de esperança”, pode ler-se na mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

  • Ofer Kalderon já se reencontrou com a família no hospital

    O cidadão luso-franco-israelita Ofer Kalderon já chegou ao centro médico de Sheba, onde teve oportunidade de reencontrar a família após ter sido libertado este sábado, depois de 484 dias enquanto refém do Hamas.

    Ofer Kalderon foi transportado num helicóptero das forças armadas israelitas para o hospital e mostrou-se animado em vídeos e fotografias entretanto divulgadas na imprensa israelita.

  • Autocarro com prisioneiros palestinianos já deixou prisão na Cisjordânia

    Um autocarro com 32 prisioneiros palestinianos já deixou a prisão de Ofer, na Cisjordânia, ao abrigo do acordo de cessar-fogo em Gaza.

    Os reclusos saíram do estabelecimento prisional israelita na sequência da libertação de três reféns pelo Hamas, naquela que foi a quarta troca de reféns desde o cessar-fogo.

    Cerca de 150 outros prisioneiros vão ser enviados para Gaza ou deportados. No total, as autoridades palestinianas aguardam pela libertação de 183 prisioneiros, entre os quais alguns que estão a cumprir penas de prisão perpétua e 111 pessoas da Faixa de Gaza que foram detidas após o ataque de 7 de outubro de 2023 e que estiveram presas sem terem ainda sido sujeitas a julgamento.

  • Hamas entrega três reféns a Israel, cidadão luso-israelita entre o grupo

    O Hamas entregou nesta manhã de sábado mais três reféns a Israel, entre os quais o cidadão luso-franco-israelita Ofer Kalderon, de 54 anos, que conseguiu obter a nacionalidade portuguesa já depois do ataque de 7 de outubro de 2023.

    Entre os reféns libertados estão também Yarden Bibas, de 35 anos, pai das duas últimas crianças em cativeiro, e o israelo-americano Keith Siegel, de 65 anos.

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