Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, continuamos a seguir o conflito israelo-palestiniano neste outro artigo em directo.

    Obrigada por nos acompanhar. Até já.

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou categoricamente que não haverá um Estado palestiniano, destacando que o território da Palestina “pertence” a Israel. Esta declaração foi feita durante a cerimónia de assinatura de um projeto de expansão de colonatos na Cisjordânia, demonstrando a continuação das tensões e a resistência de Israel a qualquer ideia de soberania palestiniana.
    • Israel realizou um ataque em Doha, no Qatar, visando líderes do Hamas, o que gerou uma ampla condenação internacional. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio, exigindo que Israel não repetisse tal ação, enquanto descrevia o ataque como “inaceitável”.
    • O Conselho de Segurança da ONU, incluindo os Estados Unidos, emitiu uma condenação pelos ataques em Doha sem mencionar explicitamente Israel como o agressor. O ataque foi descrito como uma “escalada alarmante”, com o potencial de abrir um “novo e perigoso capítulo” no conflito da região.
    • O Programa Alimentar Mundial expressou preocupação com a situação humanitária em Gaza, onde ordens de evacuação forçada estão a tornar as famílias ainda mais vulneráveis à fome e à insegurança. O apelo foi reiterado para um cessar-fogo imediato, destacando que os combates devem parar para aliviar o sofrimento da população civil.

  • Jordânia pede à ONU para proteger a região das ações "desastrosas" de Israel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, apelou ao Conselho de Segurança da ONU para “agir imediata e eficazmente para conter a arrogância de Israel e proteger a região das suas ações desastrosas”.

    Safadi afirmou que “Israel não respeita o direito internacional e não se deixa deter pelos valores humanos”, considerando-se “acima da lei”.

    O ministro alertou, ainda, que os objetivos expansionistas de Israel nos territórios palestinianos ocupados — assim como no Líbano e na Síria —, “ameaçam a região” e devem ser travados.

    Sobre o ataque israelita à capital do Qatar, Safadi disse que Israel “traiu sem vergonha um Estado que colaborava com os Estados Unidos para alcançar um acordo de libertação de reféns e um cessar-fogo permanente”.

  • Emirados Árabes Unidos criticam ações "irresponsáveis" de Israel e alertam para riscos para a paz

    O conselheiro diplomático da presidência dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou ao Conselho de Segurança da ONU que o país condena nos termos mais fortes o “ataque flagrante de Israel” ao Qatar.

    Citado pela Al Jazeera, Gargash considerou o ataque uma “ofensa grave” ao direito internacional e uma “escalada irresponsável que ameaça a estabilidade regional e a paz e segurança internacionais”.

    Segundo o conselheiro diplomático, a falha do Conselho de Segurança em agir face às “repetidas violações israelitas” terá consequências para a paz duradoura.

    “Este ataque sem precedentes também mina seriamente as perspetivas de paz e o fim da guerra em Gaza”, acrescentou, destacando o papel fundamental do Qatar nas negociações para um cessar-fogo.

  • Israel diz que líderes do Hamas foram os "únicos alvos" do ataque a Doha

    O enviado de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, afirmou ao Conselho de Segurança que o ataque visou exclusivamente os líderes do Hamas que “planearam ataques contra Israel” a partir da capital do Qatar.

    Danon garantiu que os alvos não eram “políticos, diplomatas ou representantes legítimos”, mas sim responsáveis por organizar o ataque a Israel no dia 7 de outubro de 2023.

    “Não pode haver imunidade para terroristas nem para quem comete, nem para quem facilita”, acrescentou.

  • Após ataques de Israel, Qatar diz que vai continuar esforços diplomáticos e que não tolera mais violações de segurança

    Doha vai continuar os esforços humanitários e diplomáticos “para evitar mais derramamento de sangue”, disse o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, durante o Conselho de Segurança da ONU, relata a Al Jazeera.

    Al Thani alertou, no entanto, que não aceitará novas violações de segurança e soberania.

    O primeiro-ministro do Qatar afirmou, também, que o ataque israelita enquanto decorriam os esforços de mediação demonstra a intenção de os sabotar. “Os atuais líderes de Israel são arrogantes e acreditam gozar de impunidade”, disse, acrescentando que “Israel está a minar a estabilidade da região de forma impetuosa e tenta inviabilizar qualquer perspetiva de paz”.

    O Conselho de Segurança da ONU tem, para o primeiro-ministro do Qatar, uma “responsabilidade histórica” e alertou o organismo internacional de que “silenciar a lei da selva” prejudicaria a sua credibilidade como instituição.

    “Não podemos ceder aos extremistas. Temos de continuar a perseguir a paz através do estabelecimento de um Estado palestiniano”, sublinhou.

  • Egipto acusa Israel de "só conhecer a linguagem da morte, destruição e agressão"

    O representante do Egipto nas Nações Unidas afirmou ao Conselho de Segurança que “Israel está a tentar prolongar a guerra por objetivos políticos e religiosos extremistas, visando deslocar o povo palestiniano e liquidar a sua causa”, noticia a Al Jazeera.

    Sobre o ataque israelita a Doha, Osama Mahmoud Abdel Khalek disse que o Qatar foi punido apesar de “ter feito enormes esforços com o Egipto para alcançar um acordo” em Gaza.

    “Este ataque brutal reflete claramente a ideologia da política israelita, que só conhece a linguagem da morte, destruição e agressão”, acrescentou Abdel Khalek.

    O Egito apelou ao Conselho de Segurança da ONU para “tomar imediatamente uma decisão decisiva para dissuadir Israel e pôr fim à guerra contra a Faixa de Gaza e os países da região”.

  • Ataque israelita a Doha abre "novo e perigoso capítulo" no conflito, alerta ONU

    A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, classificou os ataques israelitas a Doha como uma “escalada alarmante“. Os ataques tiveram como alvo membros do Hamas reunidos para discutir a mais recente proposta norte-americana de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza.

    “O ataque israelita a Doha pode abrir um novo e perigoso capítulo neste conflito devastador, ameaçando seriamente a paz e a estabilidade regional”, disse, citada pela Al Jazeera.

    A responsável pelos Assuntos Políticos destacou, ainda, o papel “essencial” do Qatar na mediação e alertou que enfraquecer esses esforços mina a confiança e os mecanismos de resolução de conflitos.

    “Não surgirão soluções duradouras e justas de mais violência. A urgência de um acordo de cessar-fogo e de libertação de reféns em Gaza nunca foi tão grande. Fechem o acordo, libertem os reféns e acabem com o sofrimento”, apelou.

  • Cinco feridos em ataque israelita no sul do Líbano

    O Ministério da Saúde do Líbano informou que cinco pessoas ficaram feridas após um ataque com drone israelita contra um carro em Kfar Dounine, na região de Nabatieh, escreve a Al Jazeera.

  • Houthis do Iémen dizem ter atingido alvos militares em Israel

    Os houthis do Iémen afirmaram, esta quinta-feira, ter realizado dois ataques contra alvos israelitas na região do Negev, em Israel, relata a Al Jazeera.

    Segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, um míssil balístico atingiu um alvo militar e três drones foram usados para atacar o aeroporto de Ramon, perto da cidade de Eilat, no Mar Vermelho.

    Saree garantiu que as ações “atingiram com sucesso os seus objetivos” e prometeu continuar os ataques em apoio a Gaza até que, nas suas palavras, a “agressão” israelita tenha fim.

  • Israel anuncia morte de um membro de milícia aliada do Hezbollah no sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram esta quinta-feira a morte de Wasim Saeed Jaba’i, membro da Divisão Imam Hossein, uma milícia iraniana que atua em conjunto com o Hezbollah, noticia o Times of Israel.

    Segundo os militares israelitas, Jaba’i foi alvo de um ataque aéreo na localidade de Ain Baal, perto de Tiro, no sul do Líbano.

    O membro, que integrava tanto a Divisão Imam Hossein como o Hezbollah, era considerado uma figura central no reforço da capacidade da milícia. De acordo com as IDF, desempenhava um papel ativo na aquisição de armamento, apoiou ataques com rockets contra o norte de Israel e liderava os esforços de reorganização do grupo após os combates.

    O exército israelita acrescenta que as atividades de Jaba’i “constituem uma violação do cessar-fogo entre Israel e o Líbano”.

  • Primeiro-ministro do Qatar viaja para Washington para se encontrar com altos responsáveis norte-americanos

    O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Abdulrahman Al Thani, viajará amanhã para Washington, nos Estados Unidos, para se reunir com altos responsáveis norte-americanos, avançou o canal israelita 12, que é citado pelo Times of Israel.

    A visita acontece na sequência do ataque israelita a Doha que teve como alvo dirigentes do Hamas.

    Durante a viagem, Al Thani deverá encontrar-se com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff. Existe ainda a possibilidade de uma reunião com Donald Trump.

    De acordo com a mesma fonte, Washington pretende sinalizar um reforço das relações com o Qatar.

  • Conselho de Segurança da ONU condena ataque a Doha sem referir Israel

    Os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo os Estados Unidos, concordaram hoje em condenar os recentes ataques em Doha, no Qatar, mas sem mencionar diretamente Israel como o agressor.

    O Conselho de Segurança manifestou “condenação pelos recentes ataques em Doha, território de um mediador-chave, a 09 de setembro” e expressou “profundo pesar pela perda de vidas civis”, de acordo com um comunicado conjunto.

    Contudo, Israel não é mencionado uma única vez no documento.

  • Associações judaicas em Portugal exigem da UE sanções e fim de acordo de associação com Israel

    Cerca de uma centena de cidadãos israelitas, portugueses, palestinianos e alemães manifestaram-se hoje em Lisboa e exigiram à UE o fim do acordo de associação comercial com Israel, bem como a imposição de sanções.

    Em declarações à agência Lusa, Hagar Yulzari, membro da organização “Israelitas Pela Pressão Internacional”, frisou que a ação de protesto, defronte da embaixada da Alemanha, em Lisboa, visa chamar a atenção para a necessidade de a guerra entre Israel e os palestinianos terminar, devendo recorrer-se a “um acordo político”.

    “A Alemanha e os países da União Europeia têm de impor sanções contra Israel. E têm de fazer o que está nos valores morais da Europa. A União Europeia tem de impor sanções e de suspender o acordo de associação com Israel, independentemente do que [o Presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump faz ou diz”, acrescentou Yulzari.

    “Já vimos que os Estados Unidos e Trump não vão apoiar tentativas [para se alcançar um cessar-fogo], pois têm interesse na continuação da guerra”, sustentou a ativista israelita, cuja organização promoveu a ação de protesto conjuntamente com outro movimento, o “Judeus Pela Paz e Justiça”.

  • "Não haverá Estado palestiniano", garante Netanyahu durante assinatura do projeto de expansão de colonatos na Cisjordânia

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta quinta-feira que o território da Palestina “pertence” a Israel, noticia a Al Jazeera.

    “Cumpriremos a nossa promessa: não haverá Estado palestiniano, este lugar pertence-nos”, garantiu o líder israelita, durante a cerimónia de assinatura do projeto de expansão de colonatos que atravessa o território da Cisjordânia — conhecido por E1.

    “Protegeremos a nossa herança, a nossa terra e a nossa segurança. Vamos duplicar a população da cidade”, sublinhou Netanyahu.

  • Ordens de evacuação forçada em Gaza deixam famílias ainda mais vulneráveis, alerta Programa Alimentar Mundial

    O Programa Alimentar Mundial (WFP, na sigla inglesa) alertou esta quinta-feira para o facto de a deslocação forçada estar a tornar as famílias em Gaza ainda mais vulneráveis ​​à medida que a fome se espalha pelo enclave.

    “Muitas estão demasiado fracas, doentes ou famintas para se mudarem. Cada ordem de evacuação traz consigo uma escolha impossível: o risco de fugir ou o risco de ficar”, escreveu a agência da ONU na rede social X.

    A agência reiterou, ainda, o apelo para um cessar-fogo imediato, afirmando que “os combates devem parar” e que uma trégua já deveria ter sido alcançada há muito tempo.

  • Ataques israelitas em Gaza fizeram 43 mortos esta quinta-feira

    Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza 43 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.

    O número de mortos inclui 15 pessoas que procuravam ajuda humanitária.

    Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 18, como o Observador noticiou neste mesmo liveblog.

  • “Situação em Gaza está a chegar a limites inaceitáveis”

    Bruno Cardoso Reis afirma que o Médio Oriente parece estar solidário com o Qatar e descontente com Israel. É o suficiente para pressionar Netanyahu? Garante que ataque russo à Polónia foi “um teste”.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Obsevador.

    “Situação em Gaza está a chegar a limites inaceitáveis”

  • Irlanda não participa no Festival da Eurovisão 2026 se Israel estiver a competir

    A estação pública irlandesa RTÉ anunciou que não participará no Festival da Eurovisão de 2026 caso Israel esteja presente, escreve o Guardian.

    “A posição da RTÉ é que a Irlanda não participará no Festival Eurovisão de 2026 se a participação de Israel for confirmada. A decisão final sobre a participação da Irlanda será tomada após a decisão da UER”, afirmou a emissora em comunicado.

    A RTÉ justificou a decisão com preocupações éticas e humanitárias: “A RTÉ considera que a participação da Irlanda seria inconcebível, dada a contínua e terrível perda de vidas em Gaza. A RTÉ está também profundamente preocupada com o assassinato seletivo de jornalistas em Gaza, a negação de acesso de jornalistas internacionais ao território e a situação dos restantes reféns”.

    Com esta posição, a RTÉ torna-se a segunda entre as 37 emissoras que participaram na edição deste ano a condicionar a presença de Israel. A televisão pública da Eslovénia, RTVSLO, também afirmou que só marcará presença na próxima edição se o país liderado por Netanyahu for excluído.

    O Festival da Eurovisão terá lugar em Viena, no próximo mês de maio.

  • Estados Unidos anunciam novas sanções contra os houthis do Iémen

    Os Estados Unidos anunciaram, esta quinta-feira, um novo pacote de sanções contra os houthis do Iémen, escreve o Times of Israel.

    De acordo com o Departamento do Tesouro norte-americano, as medidas — que envolvem 32 indivíduos e entidades, assim como quatro navios — servem para tentar travar operações de financiamento, contrabando e ataques levados a cabo pelos houthis.

    Entre os alvos estão várias empresas sediadas na China, acusadas de transportar componentes militares. As sanções abrangem, ainda, contrabandistas de petróleo e empresas de transporte ligadas aos houthis.

    Desde o final de 2023, os houthis têm lançado centenas de ataques com drones e mísseis contra navios no Mar Vermelho, afirmando ter como alvos embarcações ligadas a Israel.

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