Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Jordânia pede à ONU para proteger a região das ações "desastrosas" de Israel
- Emirados Árabes Unidos criticam ações "irresponsáveis" de Israel e alertam para riscos para a paz
- Israel diz que líderes do Hamas foram os "únicos alvos" do ataque a Doha
- Após ataques de Israel, Qatar diz que vai continuar esforços diplomáticos e que não tolera mais violações de segurança
- Egipto acusa Israel de "só conhecer a linguagem da morte, destruição e agressão"
- Ataque israelita a Doha abre "novo e perigoso capítulo" no conflito, alerta ONU
- Cinco feridos em ataque israelita no sul do Líbano
- Houthis do Iémen dizem ter atingido alvos militares em Israel
- Israel anuncia morte de um membro de milícia aliada do Hezbollah no sul do Líbano
- Primeiro-ministro do Qatar viaja para Washington para se encontrar com altos responsáveis norte-americanos
- Conselho de Segurança da ONU condena ataque a Doha sem referir Israel
- "Não haverá Estado palestiniano", garante Netanyahu durante assinatura do projeto de expansão de colonatos na Cisjordânia
- Ordens de evacuação forçada em Gaza deixam famílias ainda mais vulneráveis, alerta Programa Alimentar Mundial
- Ataques israelitas em Gaza fizeram 43 mortos esta quinta-feira
- Irlanda não participa no Festival da Eurovisão 2026 se Israel estiver a competir
- Estados Unidos anunciam novas sanções contra os houthis do Iémen
- Qualquer ataque a um Estado do Golfo é um ataque ao "sistema de segurança conjunto" do Golfo, dizem Emirados Árabes Unidos
- Itália pede a Israel que respeite ativistas da flotilha de ajuda a Gaza
- Ataques israelitas matam 18 pessoas em Gaza hoje
- Qatar desmente estar a reconsiderar parceria de segurança com os EUA
- Ataques israelitas fizeram 72 mortos e 356 feridos na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas
- Síria desmantela célula ligada ao Hezbollah na região de Damasco e confisca armas
- Pelo menos 22 morreram em ataques israelitas a Gaza desde o amanhecer
- Trump exigiu a Netanyahu não repetisse o ataque ao Qatar, reporta o Axios
- Primeiro-ministro do Paquistão viaja para Doha
- Ryanair pode não voltar a voar para Israel mesmo quando a guerra em Gaza terminar, afirma CEO
- Doha vai receber cimeira árabe-islâmica de emergência sobre o ataque israelita a Doha
- Líbano. Uma pessoa morreu em ataque com drone israelita no sul do país
- Jerry Seinfeld acusa movimento Free Palestine de antissemitismo e compara-o ao Ku Klux Klan
- Número de mortos no ataque israelita ao Iémen subiu para 35
- Diretor-geral da OMS insiste que a agência permanecerá na cidade de Gaza, apesar das ordens do exército israelita para sairem
- Herzog afirma que Israel está "pronto para um acordo completo" com o Hamas, apesar do ataque em Doha
Histórico de atualizações
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Bom dia, continuamos a seguir o conflito israelo-palestiniano neste outro artigo em directo.
Obrigada por nos acompanhar. Até já.
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O que se passou até agora
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou categoricamente que não haverá um Estado palestiniano, destacando que o território da Palestina “pertence” a Israel. Esta declaração foi feita durante a cerimónia de assinatura de um projeto de expansão de colonatos na Cisjordânia, demonstrando a continuação das tensões e a resistência de Israel a qualquer ideia de soberania palestiniana.
- Israel realizou um ataque em Doha, no Qatar, visando líderes do Hamas, o que gerou uma ampla condenação internacional. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio, exigindo que Israel não repetisse tal ação, enquanto descrevia o ataque como “inaceitável”.
- O Conselho de Segurança da ONU, incluindo os Estados Unidos, emitiu uma condenação pelos ataques em Doha sem mencionar explicitamente Israel como o agressor. O ataque foi descrito como uma “escalada alarmante”, com o potencial de abrir um “novo e perigoso capítulo” no conflito da região.
- O Programa Alimentar Mundial expressou preocupação com a situação humanitária em Gaza, onde ordens de evacuação forçada estão a tornar as famílias ainda mais vulneráveis à fome e à insegurança. O apelo foi reiterado para um cessar-fogo imediato, destacando que os combates devem parar para aliviar o sofrimento da população civil.
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Jordânia pede à ONU para proteger a região das ações "desastrosas" de Israel
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, apelou ao Conselho de Segurança da ONU para “agir imediata e eficazmente para conter a arrogância de Israel e proteger a região das suas ações desastrosas”.
Safadi afirmou que “Israel não respeita o direito internacional e não se deixa deter pelos valores humanos”, considerando-se “acima da lei”.
O ministro alertou, ainda, que os objetivos expansionistas de Israel nos territórios palestinianos ocupados — assim como no Líbano e na Síria —, “ameaçam a região” e devem ser travados.
Sobre o ataque israelita à capital do Qatar, Safadi disse que Israel “traiu sem vergonha um Estado que colaborava com os Estados Unidos para alcançar um acordo de libertação de reféns e um cessar-fogo permanente”.
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Emirados Árabes Unidos criticam ações "irresponsáveis" de Israel e alertam para riscos para a paz
O conselheiro diplomático da presidência dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, afirmou ao Conselho de Segurança da ONU que o país condena nos termos mais fortes o “ataque flagrante de Israel” ao Qatar.
Citado pela Al Jazeera, Gargash considerou o ataque uma “ofensa grave” ao direito internacional e uma “escalada irresponsável que ameaça a estabilidade regional e a paz e segurança internacionais”.
Segundo o conselheiro diplomático, a falha do Conselho de Segurança em agir face às “repetidas violações israelitas” terá consequências para a paz duradoura.
“Este ataque sem precedentes também mina seriamente as perspetivas de paz e o fim da guerra em Gaza”, acrescentou, destacando o papel fundamental do Qatar nas negociações para um cessar-fogo.
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Israel diz que líderes do Hamas foram os "únicos alvos" do ataque a Doha
O enviado de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, afirmou ao Conselho de Segurança que o ataque visou exclusivamente os líderes do Hamas que “planearam ataques contra Israel” a partir da capital do Qatar.
Danon garantiu que os alvos não eram “políticos, diplomatas ou representantes legítimos”, mas sim responsáveis por organizar o ataque a Israel no dia 7 de outubro de 2023.
“Não pode haver imunidade para terroristas nem para quem comete, nem para quem facilita”, acrescentou.
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Após ataques de Israel, Qatar diz que vai continuar esforços diplomáticos e que não tolera mais violações de segurança
Doha vai continuar os esforços humanitários e diplomáticos “para evitar mais derramamento de sangue”, disse o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, durante o Conselho de Segurança da ONU, relata a Al Jazeera.
Al Thani alertou, no entanto, que não aceitará novas violações de segurança e soberania.
O primeiro-ministro do Qatar afirmou, também, que o ataque israelita enquanto decorriam os esforços de mediação demonstra a intenção de os sabotar. “Os atuais líderes de Israel são arrogantes e acreditam gozar de impunidade”, disse, acrescentando que “Israel está a minar a estabilidade da região de forma impetuosa e tenta inviabilizar qualquer perspetiva de paz”.
O Conselho de Segurança da ONU tem, para o primeiro-ministro do Qatar, uma “responsabilidade histórica” e alertou o organismo internacional de que “silenciar a lei da selva” prejudicaria a sua credibilidade como instituição.
“Não podemos ceder aos extremistas. Temos de continuar a perseguir a paz através do estabelecimento de um Estado palestiniano”, sublinhou.
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Egipto acusa Israel de "só conhecer a linguagem da morte, destruição e agressão"
O representante do Egipto nas Nações Unidas afirmou ao Conselho de Segurança que “Israel está a tentar prolongar a guerra por objetivos políticos e religiosos extremistas, visando deslocar o povo palestiniano e liquidar a sua causa”, noticia a Al Jazeera.
Sobre o ataque israelita a Doha, Osama Mahmoud Abdel Khalek disse que o Qatar foi punido apesar de “ter feito enormes esforços com o Egipto para alcançar um acordo” em Gaza.
“Este ataque brutal reflete claramente a ideologia da política israelita, que só conhece a linguagem da morte, destruição e agressão”, acrescentou Abdel Khalek.
O Egito apelou ao Conselho de Segurança da ONU para “tomar imediatamente uma decisão decisiva para dissuadir Israel e pôr fim à guerra contra a Faixa de Gaza e os países da região”.
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Ataque israelita a Doha abre "novo e perigoso capítulo" no conflito, alerta ONU
A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, classificou os ataques israelitas a Doha como uma “escalada alarmante“. Os ataques tiveram como alvo membros do Hamas reunidos para discutir a mais recente proposta norte-americana de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza.
“O ataque israelita a Doha pode abrir um novo e perigoso capítulo neste conflito devastador, ameaçando seriamente a paz e a estabilidade regional”, disse, citada pela Al Jazeera.
A responsável pelos Assuntos Políticos destacou, ainda, o papel “essencial” do Qatar na mediação e alertou que enfraquecer esses esforços mina a confiança e os mecanismos de resolução de conflitos.
“Não surgirão soluções duradouras e justas de mais violência. A urgência de um acordo de cessar-fogo e de libertação de reféns em Gaza nunca foi tão grande. Fechem o acordo, libertem os reféns e acabem com o sofrimento”, apelou.
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Cinco feridos em ataque israelita no sul do Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano informou que cinco pessoas ficaram feridas após um ataque com drone israelita contra um carro em Kfar Dounine, na região de Nabatieh, escreve a Al Jazeera.
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Houthis do Iémen dizem ter atingido alvos militares em Israel
Os houthis do Iémen afirmaram, esta quinta-feira, ter realizado dois ataques contra alvos israelitas na região do Negev, em Israel, relata a Al Jazeera.
Segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, um míssil balístico atingiu um alvo militar e três drones foram usados para atacar o aeroporto de Ramon, perto da cidade de Eilat, no Mar Vermelho.
Saree garantiu que as ações “atingiram com sucesso os seus objetivos” e prometeu continuar os ataques em apoio a Gaza até que, nas suas palavras, a “agressão” israelita tenha fim.
#معركة_الفتح_الموعود_والجهاد_المقدس pic.twitter.com/2UPM9pRoGO
— أمين حيان Ameen Hayyan (@AminHian) September 11, 2025
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Israel anuncia morte de um membro de milícia aliada do Hezbollah no sul do Líbano
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) anunciaram esta quinta-feira a morte de Wasim Saeed Jaba’i, membro da Divisão Imam Hossein, uma milícia iraniana que atua em conjunto com o Hezbollah, noticia o Times of Israel.
Segundo os militares israelitas, Jaba’i foi alvo de um ataque aéreo na localidade de Ain Baal, perto de Tiro, no sul do Líbano.
O membro, que integrava tanto a Divisão Imam Hossein como o Hezbollah, era considerado uma figura central no reforço da capacidade da milícia. De acordo com as IDF, desempenhava um papel ativo na aquisição de armamento, apoiou ataques com rockets contra o norte de Israel e liderava os esforços de reorganização do grupo após os combates.
O exército israelita acrescenta que as atividades de Jaba’i “constituem uma violação do cessar-fogo entre Israel e o Líbano”.
מאמץ חיסול המחבלים בלבנון נמשך: צה"ל מחסל מחבלים בדיוויזיית האמאם חסין האיראנית
מוקדם יותר היום, צה"ל תקף במרחב עין באל את וסים סעיד ג'באעי, מחבל בדיוויזיית האמאם חסין האיראנית וכן בארגון הטרור חיזבאללה.
המחבל היווה גורם מרכזי בהפעלת הכוח ובהתעצמות הדיוויזיה, קידם עסקאות רכש… pic.twitter.com/MsfPKAHsV2
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) September 11, 2025
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Primeiro-ministro do Qatar viaja para Washington para se encontrar com altos responsáveis norte-americanos
O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed Abdulrahman Al Thani, viajará amanhã para Washington, nos Estados Unidos, para se reunir com altos responsáveis norte-americanos, avançou o canal israelita 12, que é citado pelo Times of Israel.
A visita acontece na sequência do ataque israelita a Doha que teve como alvo dirigentes do Hamas.
Durante a viagem, Al Thani deverá encontrar-se com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff. Existe ainda a possibilidade de uma reunião com Donald Trump.
De acordo com a mesma fonte, Washington pretende sinalizar um reforço das relações com o Qatar.
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Conselho de Segurança da ONU condena ataque a Doha sem referir Israel
Os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo os Estados Unidos, concordaram hoje em condenar os recentes ataques em Doha, no Qatar, mas sem mencionar diretamente Israel como o agressor.
O Conselho de Segurança manifestou “condenação pelos recentes ataques em Doha, território de um mediador-chave, a 09 de setembro” e expressou “profundo pesar pela perda de vidas civis”, de acordo com um comunicado conjunto.
Contudo, Israel não é mencionado uma única vez no documento.
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Associações judaicas em Portugal exigem da UE sanções e fim de acordo de associação com Israel
Cerca de uma centena de cidadãos israelitas, portugueses, palestinianos e alemães manifestaram-se hoje em Lisboa e exigiram à UE o fim do acordo de associação comercial com Israel, bem como a imposição de sanções.
Em declarações à agência Lusa, Hagar Yulzari, membro da organização “Israelitas Pela Pressão Internacional”, frisou que a ação de protesto, defronte da embaixada da Alemanha, em Lisboa, visa chamar a atenção para a necessidade de a guerra entre Israel e os palestinianos terminar, devendo recorrer-se a “um acordo político”.
“A Alemanha e os países da União Europeia têm de impor sanções contra Israel. E têm de fazer o que está nos valores morais da Europa. A União Europeia tem de impor sanções e de suspender o acordo de associação com Israel, independentemente do que [o Presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump faz ou diz”, acrescentou Yulzari.
“Já vimos que os Estados Unidos e Trump não vão apoiar tentativas [para se alcançar um cessar-fogo], pois têm interesse na continuação da guerra”, sustentou a ativista israelita, cuja organização promoveu a ação de protesto conjuntamente com outro movimento, o “Judeus Pela Paz e Justiça”.
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"Não haverá Estado palestiniano", garante Netanyahu durante assinatura do projeto de expansão de colonatos na Cisjordânia
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou esta quinta-feira que o território da Palestina “pertence” a Israel, noticia a Al Jazeera.
“Cumpriremos a nossa promessa: não haverá Estado palestiniano, este lugar pertence-nos”, garantiu o líder israelita, durante a cerimónia de assinatura do projeto de expansão de colonatos que atravessa o território da Cisjordânia — conhecido por E1.
“Protegeremos a nossa herança, a nossa terra e a nossa segurança. Vamos duplicar a população da cidade”, sublinhou Netanyahu.
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Ordens de evacuação forçada em Gaza deixam famílias ainda mais vulneráveis, alerta Programa Alimentar Mundial
O Programa Alimentar Mundial (WFP, na sigla inglesa) alertou esta quinta-feira para o facto de a deslocação forçada estar a tornar as famílias em Gaza ainda mais vulneráveis à medida que a fome se espalha pelo enclave.
“Muitas estão demasiado fracas, doentes ou famintas para se mudarem. Cada ordem de evacuação traz consigo uma escolha impossível: o risco de fugir ou o risco de ficar”, escreveu a agência da ONU na rede social X.
#Gaza: In a region gripped by famine, displacement leaves families more vulnerable.
Many are too weak, sick, or starving to move at all.
Each evacuation order brings an impossible choice: the risk of fleeing or the risk of staying.
The fighting must stop. A ceasefire is long… pic.twitter.com/fFLIbTOfNP
— World Food Programme (@WFP) September 11, 2025
A agência reiterou, ainda, o apelo para um cessar-fogo imediato, afirmando que “os combates devem parar” e que uma trégua já deveria ter sido alcançada há muito tempo.
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Ataques israelitas em Gaza fizeram 43 mortos esta quinta-feira
Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza 43 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.
O número de mortos inclui 15 pessoas que procuravam ajuda humanitária.
Antes deste novo balanço, o número de vítimas mortais fixava-se em 18, como o Observador noticiou neste mesmo liveblog.
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“Situação em Gaza está a chegar a limites inaceitáveis”
Bruno Cardoso Reis afirma que o Médio Oriente parece estar solidário com o Qatar e descontente com Israel. É o suficiente para pressionar Netanyahu? Garante que ataque russo à Polónia foi “um teste”.
Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Obsevador.
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Irlanda não participa no Festival da Eurovisão 2026 se Israel estiver a competir
A estação pública irlandesa RTÉ anunciou que não participará no Festival da Eurovisão de 2026 caso Israel esteja presente, escreve o Guardian.
“A posição da RTÉ é que a Irlanda não participará no Festival Eurovisão de 2026 se a participação de Israel for confirmada. A decisão final sobre a participação da Irlanda será tomada após a decisão da UER”, afirmou a emissora em comunicado.
A RTÉ justificou a decisão com preocupações éticas e humanitárias: “A RTÉ considera que a participação da Irlanda seria inconcebível, dada a contínua e terrível perda de vidas em Gaza. A RTÉ está também profundamente preocupada com o assassinato seletivo de jornalistas em Gaza, a negação de acesso de jornalistas internacionais ao território e a situação dos restantes reféns”.
Com esta posição, a RTÉ torna-se a segunda entre as 37 emissoras que participaram na edição deste ano a condicionar a presença de Israel. A televisão pública da Eslovénia, RTVSLO, também afirmou que só marcará presença na próxima edição se o país liderado por Netanyahu for excluído.
O Festival da Eurovisão terá lugar em Viena, no próximo mês de maio.
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Estados Unidos anunciam novas sanções contra os houthis do Iémen
Os Estados Unidos anunciaram, esta quinta-feira, um novo pacote de sanções contra os houthis do Iémen, escreve o Times of Israel.
De acordo com o Departamento do Tesouro norte-americano, as medidas — que envolvem 32 indivíduos e entidades, assim como quatro navios — servem para tentar travar operações de financiamento, contrabando e ataques levados a cabo pelos houthis.
Entre os alvos estão várias empresas sediadas na China, acusadas de transportar componentes militares. As sanções abrangem, ainda, contrabandistas de petróleo e empresas de transporte ligadas aos houthis.
Desde o final de 2023, os houthis têm lançado centenas de ataques com drones e mísseis contra navios no Mar Vermelho, afirmando ter como alvos embarcações ligadas a Israel.