Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Síria em negociações com Israel para chegar a um acordo de segurança
- Hamas afirma que ataque israelita a Doha foi um "golpe direto" à proposta de Trump
- Mossad bloqueou ataque terrestre aos líderes do Hamas no Qatar e forçou a via aérea, revela Washington Post
- Vice palestiniano diz que resultado de votação da ONU é "um passo importante para acabar com a ocupação" israelita
- Hamas confirma que negociador principal está vivo e esteve no funeral do filho no Qatar
- Palestina feliz com votação positiva da resolução da ONU
- "Um presente para o Hamas". Delegação dos Estados Unidos justifica voto contra resolução das Nações Unidas
- Macron mostra quadro de votação da resolução nas Nações Unidas. Portugal votou a favor, EUA e Israel votaram contra
- Assembleia Geral da ONU aprova resolução a favor de uma solução de dois estados: Israel e Palestina
- Marcelo considera prematuro falar em reconhecimento da Palestina
- 38 mortos e 200 feridos nas últimas 24 horas em ataques israelitas
- Espanha convoca encarregado de negócios israelita devido a comentários de Netanyahu
- Países Baixos juntam-se à Irlanda e ameaçam desistir da Eurovisão se Israel participar em 2026
- Trump planeia encontro com o primeiro-ministro do Qatar esta sexta-feira
- Dois feridos num ataque com faca nos arredores de Jerusalém
- Nova FCSH vai fazer "ato público de solidariedade" com estudante do mestrado retido de Gaza
- Número de vítimas em ataques israelitas de hoje sobre para 42 mortos
- Israel diz estar a expandir passagem no sul de Gaza para entrada de ajuda humanitária
- Emirados chamam embaixador israelita após ataque a líderes do Hamas em Doha
- Primeiro-ministro de Israel critica Espanha e declarações de Sánchez
- Trump estará a ficar frustrado com Netanyahu. Terá considerado aviso sobre ataque a Doha "vago"
Histórico de atualizações
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Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua este sábado a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente. Pode segui-los aqui.
Exército israelita diz que mais de 250 mil habitantes saíram da cidade de Gaza
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou frustração com as ações do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, especialmente após um ataque aéreo israelita em Doha que visava líderes do Hamas. A Casa Branca considerou que o aviso prévio sobre o ataque foi “vago” e não continha detalhes suficientes para alertar adequadamente aliados regionais.
- Na Assembleia Geral das Nações Unidas, uma resolução foi aprovada com 142 votos a favor, defendendo uma solução de dois estados para Israel e Palestina. A resolução baseia-se num documento promovido por França e Arábia Saudita, que visa medidas concretas para a paz na região.
- Espanha convocou o encarregado de negócios israelita após comentários de Netanyahu, que insinuou que Espanha havia tolerado o histórico de perseguições contra judeus. Esta situação é parte de um clima tenso entre os dois países devido a críticas espanholas à política israelita.
- Em resposta ao ataque israelita em Doha, os Emirados Árabes Unidos convocaram o embaixador israelita para explicar a ação militar. Este incidente contribuiu para uma crescente tensão na região, com países árabes a planearem uma cimeira em Doha para discutir o assunto.
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Síria em negociações com Israel para chegar a um acordo de segurança
O Presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, afirmou, esta sexta-feira, que o país está em negociações com Israel para chegar a um acordo de segurança que faria com que Telavive deixasse as zonas que ocupou quando o regime de Bashar al-Assad foi derrubado, em dezembro de 2024.
“Estamos agora num estado de negociações e diálogo sobre a questão de um acordo de segurança”, disse Sharaa durante entrevista ao canal de televisão estatal Alekhbariah, citada pelo Times of Israel.
O líder sírio sublinhou, também, que estão em curso negociações sobre um acordo de segurança para fazer regressar Israel ao estado em que se encontrava antes de 8 de dezembro”.
Em dezembro, enquanto as forças lideradas por islamitas derrubavam al-Assad, Israel enviou tropas para a zona tampão patrulhada pela ONU nas Colinas de Golã, que separa as forças israelitas e sírias desde o armistício que se seguiu à guerra israelo-árabe de 1973.
Israel lançou também centenas de ataques aéreos contra alvos na Síria. As novas autoridades sírias nunca responderam aos ataques.
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Hamas afirma que ataque israelita a Doha foi um "golpe direto" à proposta de Trump
Osama Hamdan, alto responsável do Hamas, afirmou esta sexta-feira que a tentativa israelita de assassinar a delegação do grupo em Doha foi um “golpe direto à proposta do [Presidente norte-americano, Donald] Trump” para um acordo de cessar-fogo, relata a Al Jazeera.
Hamdan disse que o ataque revelou “quem está realmente a obstruir o acordo”, acrescentando que o Hamas aguarda agora o resultado das negociações do primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, em Washington, para retomar as negociações.
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Mossad bloqueou ataque terrestre aos líderes do Hamas no Qatar e forçou a via aérea, revela Washington Post
A agência dos serviços secretos de Israel, a Mossad, opôs-se à realização do ataque terrestre a Doha, que pretendia eliminar altos responsáveis do Hamas, noticia o Washington Post.
Apesar de o Governo israelita ter anunciado e confirmado o ataque, o chefe do Mossad, David Barnea, rejeitou a execução de um ataque terrestre por considerar que poderia pôr em causa as relações que a agência tem vindo a construir com as autoridades do Qatar — país que acolhe frequentemente líderes do Hamas e desempenha um papel central nas negociações de cessar-fogo em Gaza.
A decisão do Mossad influenciou a forma como o ataque acabou por ser conduzido, uma vez que a agência forçou Israel a realizar o ataque por via aérea.
Em vez de mobilizar agentes do Mossad, Israel recorreu a mais de dez caças israelitas que dispararam mísseis. O ataque não matou nenhum alto funcionários do Hamas.
Segundo o jornal norte-americano, a decisão expôs divisões no seio do aparelho de segurança israelita relativamente à ordem dada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Embora exista consenso entre os responsáveis israelitas de que os líderes do Hamas devem ser atacados, vários questionaram o momento da operação, sublinhando que os dirigentes do movimento estavam reunidos em Doha para discutir uma proposta apresentada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que previa a libertação de reféns israelitas em troca de um cessar-fogo em Gaza.
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Vice palestiniano diz que resultado de votação da ONU é "um passo importante para acabar com a ocupação" israelita
O vice-presidente da Organização para a Libertação da Palestina reagiu à votação na assembleia-geral das Nações Unidas, referindo que o parecer geralmente positivo “é um passo importante para acabar com a ocupação” israelita.
Hussein al-Sheikh, na rede social X, “saúda” a adoção da resolução apresentada que apoia a implementação de dois Estados e a criação de um Estado Palestiniano. “
“Esta resolução expressa a vontade internacional de apoiar os direitos do nosso povo e constitui um passo importante para pôr fim à ocupação e alcançar o nosso Estado independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental (anexada por Israel) como sua capital”, escreve.
أرحب باعتماد الجمعية العامة للأمم المتحدة لمشروع القرار المؤيد لإعلان نيويورك بشأن تنفيذ حل الدولتين وإقامة دولة فلسطينية مستقلة. إن هذا القرار يعبر عن الإرادة الدولية الداعمة لحقوق شعبنا، ويشكل خطوة مهمة نحو إنهاء الاحتلال وتجسيد دولتنا المستقلة على خطوط عام 1967 وعاصمتها القدس…
— حسين الشيخ Hussein Al Sheikh (@HusseinSheikhpl) September 12, 2025
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Hamas confirma que negociador principal está vivo e esteve no funeral do filho no Qatar
O principal negociador do Hamas Khalil al-Hayya não morreu no ataque israelita a Doha no início desta semana, sublinha o grupo palestiniano. Num comunicado citado pelo jornal Haaretz, al-Hayya esteve no funeral do filho Hammam, que estava entre as seis vítimas mortais do bombardeamento na capital do Qatar.
As cerimónias fúnebres, ainda no Qatar, tiveram “medidas especiais de segurança”, para garantir que ocorriam sem ameaças vindas de Israel.
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Hamas diz que esfaqueamento em Jerusalém é "resposta natural aos crimes israelitas"
O Hamas saúdou o ataque à face num hotel em Jerusalém desta sexta-feira, dizendo que é uma “resposta natural” aos “crimes” israelitas.
Para o grupo, citado pela Al-Jazeera, o ataque é um “novo golpe no sistema de segurança de Israel”, indicando a da que mostra a vontade de resistência entre os palestinianos.
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Palestina feliz com votação positiva da resolução da ONU
Na rede social X, o ministério dos Negócios Estrangeiros da Palestina congratulou-se “com a votação unânime da maioria dos Estados para adotar e aprovar” a resolução da ONU “para uma solução pacífica da questão palestiniana e a implementação da solução de dois Estados, que foi realizada sob a presidência dos nossos irmãos da Arábia Saudita e da França”.
“O Estado da Palestina agradece ao Reino da Arábia Saudita e à França pelos seus esforços na presidência da conferência internacional e pelos importantes esforços subsequentes para transformar a Declaração de Nova Iorque num plano de ação concreto, com etapas claras nas áreas política, económica, jurídica e de segurança”, lê-se ainda.
الخارجية: اجماع أممي على اقرار اعلان نيويورك في الجمعية العامة
ترحب دولة فلسطين بالتصويت الجامع باغلبية الدول على اقرار واعتماد اعلان نيويورك ومرفقاته، باعتباره مخرجا للمؤتمر الاممي للتسوية السلمية للقضية الفلسطينية وتنفيذ حل الدولتين، والذي تم عقده برئاسة الاشقاء في السعودية… pic.twitter.com/3HvUVj3neU
— State of Palestine – MFA ???????????????? (@pmofa) September 12, 2025
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"Um presente para o Hamas". Delegação dos Estados Unidos justifica voto contra resolução das Nações Unidas
A delegação dos Estados Unidos nas Nações Unidas justificou o seu voto contra à resolução aprovada esta tarde pela Assembleia da ONU, alegando que é uma “manobra publicitária equivocada e inoportuna que prejudica os esforços diplomáticos sérios para pôr fim ao conflito”.
“Não se enganem: esta resolução é um presente para o Hamas. É igualmente cínica, claramente motivada pela política interna e não por uma agenda séria de política externa”, acrescentou.
Longe de promover a paz, a conferência já prolongou a guerra, encorajou o Hamas e prejudicou as perspetivas de paz a curto e longo prazo.
“Os Estados Unidos não participarão neste insulto às vítimas do 7 de outubro, mas continuaremos a liderar esforços concretos para pôr fim aos combates e alcançar uma paz permanente”, acrescenta a delegação,
“Longe de promover a paz, a conferência já prolongou a guerra, encorajou o Hamas e prejudicou as perspetivas de paz a curto e longo prazo”, acrescentaram os norte-americanos, dizendo que a “resolução de hoje é mais um gesto contraproducente que apenas recompensa o Hamas, prolonga a guerra e prejudica os esforços diplomáticos para libertar os reféns”.
“A declaração que esta resolução subscreve é apenas mais um exemplo do pensamento obsoleto que levou a fracasso após fracasso nas negociações de paz no Médio Oriente durante décadas, mas que continua a prevalecer nos corredores das Nações Unidas e entre muitos dos seus membros”, explica ainda a delegação, alegando ainda que o texto entra numa “equivalência moral perturbadora”, que “não reconhece a realidade de que o terrorismo do Hamas em 7 de outubro foi a razão pela qual esta guerra foi necessária”.
“A versão da declaração que está a ser votada hoje continua a conter linguagem que endossa o chamado ‘direito de retorno’, o que significaria a morte demográfica de Israel como um Estado judeu”, concluiram.
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Macron mostra quadro de votação da resolução nas Nações Unidas. Portugal votou a favor, EUA e Israel votaram contra
O Presidente da França, Emmanuel Macron, mostrou o quadro das votações da resolução sobre a solução de dois estados nas Nações Unidas.
Portugal, assim como Espanha, Alemanha e Reino Unido, votaram a favor. Em sentido contrário, Israel, EUA, Argentina, Hungria, Paraguai, votaram contra. Dos ausentes, note-se a não presença do Irão.
Today, under the leadership of France and Saudi Arabia, 142 countries have adopted the New York Declaration on the implementation of the Two-State Solution.
Together, we are charting an irreversible path towards peace in the Middle East.… pic.twitter.com/74c5CrMKW1
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) September 12, 2025
“Juntos, estamos a traçar um caminho irreversível rumo à paz no Médio Oriente”, escreveu Macron, acreditando que “outro futuro é possível”.
“Dois povos, dois Estados: Israel e Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança”, acrescentou.
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Assembleia Geral da ONU aprova resolução a favor de uma solução de dois estados: Israel e Palestina
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução a favor de uma solução de dois estados para Israel e Palestina, noticia a Reuters.
A resolução baseia-se no documento adotado na conferência promovida pela França e a Arábia Saudita, em julho. No texto, os países desenham “medidas tangíveis, com prazos definidos e irreversíveis” para a região.
142 países votaram a favor e dez contra, 12 países abstiveram-se.
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Marcelo considera prematuro falar em reconhecimento da Palestina
O Presidente da República considerou hoje prematuro pronunciar-se sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, uma vez que o Governo está a conduzir um processo com vários países para se chegar a uma “posição comum”.
Em declarações aos jornalistas em Berlim, onde se encontra para uma visita oficial, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado se considera que estão reunidas as condições para Portugal reconhecer o Estado da Palestina na Assembleia-Geral das Nações Unidas, que se realiza no final do mês em Nova Iorque.
Na resposta, o Presidente da República disse que estão neste momento a decorrer reuniões do Governo sobre essa matéria, num processo que tem sido conduzido pelo ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
“Mas é prematuro estar ainda a falar em concreto, precisamente porque, como sabem, é um processo que envolve muitos países, países que têm de procurar uma posição que seja comum, para haver uma posição comum”, disse.
Marcelo Rebelo de Sousa salientou que as “redações e as versões finais” que forem elaboradas nesse processo entre os diferentes países são “muito importantes, porque são países que vêm de percursos diferentes, com experiências e posições diferentes e que têm de ser aproximadas”.
Questionado, contudo, se o Governo português não deu já a entender que estava disponível para reconhecer o Estado da Palestina, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Isso é conhecido”.
“Agora, do que se trata é de saber exatamente o momento e exatamente a redação final da posição final que venha a ser adotada”, disse.
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38 mortos e 200 feridos nas últimas 24 horas em ataques israelitas
Nas últimas 24 horas, 38 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas em ataques israelitas na Faixa de Gaza, segundo a última atualização do Ministério da Saúde de Gaza no Telegram.
O número de mortes desde o ataque do Hamas do 7 de outubro de 2023 sobe assim para 64.756, lê-se ainda.
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Assembleia-geral das Nações Unidas vai votar proposta de governo para a Palestina sem o Hamas
A assembleia-geral das Nações Unidas vai votar uma proposta que defende uma solução de governo para a Palestina sem o Hamas.
De acordo com o jornal Guardian, a proposta deverá condenar os ataques de outubro de 2023 e defender que “o Hamas deve libertar todos os reféns”, enquanto realça um apoio a um Estado palestiniano.
O texto da proposta, a chamada declaração de Nova Iorque, foi concebido por França e pela Arábia Saudita.
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Espanha convoca encarregado de negócios israelita devido a comentários de Netanyahu
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, chamou o encarregado de negócios israelita para responder pelas declarações do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, segundo a Reuters.
Num comunicado, o Ministério criticou os “os comentários falsos e caluniosos proferidos pelo gabinete do primeiro-ministro de Israel em relação a Espanha”.
“O Governo espanhol reitera que condenou imediatamente o atentado atroz cometido em 7 de outubro pelo grupo terrorista Hamas e exigiu, desde o primeiro dia, a libertação incondicional de todos os reféns”, lê-se no comunicado.
“O povo espanhol é amigo do povo de Israel e do povo da Palestina”, lê-se.
Recorde-se que, esta manhã, Netanyahu disse que “aparentemente”, para o homólogo espanhol Pedro Sánchez, “a Inquisição Espanhola, a expulsão dos judeus de Espanha e o assassínio em massa de judeus durante o Holocausto não é suficiente”.
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Países Baixos juntam-se à Irlanda e ameaçam desistir da Eurovisão se Israel participar em 2026
Os Países Baixos juntaram-se à Irlanda e também ameaçam desistir da Eurovisão se Israel participar na edição de 2026 do festival europeu da canção, anunciou a televisão pública Avrotros.
Num comunicado publicado no seu site, a televisão disse que “o sofrimento humano, a supressão da liberdade de imprensa e a interferência política estão em contradição com os valores da radiodifusão pública”.
“A Avrotros já não pode justificar a participação de Israel na situação atual, dado o sofrimento humano grave e contínuo em Gaza”, lê-se, expressando ainda “profunda preocupação com a grave erosão da liberdade de imprensa”, nomeadamente referindo “a exclusão deliberada de reportagens internacionais independentes e as muitas vítimas entre jornalistas”.
A emissora considerou ainda que “há provas comprovadas de interferência por parte do governo israelita durante a mais recente edição do Festival Eurovisão da Canção, em que o evento foi utilizado como instrumento político”, chocando com a “natureza apolítica do concurso”.
“A emissora decidiu, portanto, que a participação da Avrotros no Festival Eurovisão da Canção 2026 não será possível enquanto Israel for admitido pela EBU”, sublinhou.
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Trump planeia encontro com o primeiro-ministro do Qatar esta sexta-feira
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeia encontrar-se encontrar com o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, informou um representante da Casa Branca à Reuters.
O encontro realiza-se poucos dias depois de Israel ter atacado o Qatar para tentar matar membros do Hamas. Porém, a fonte norte-americana contactada pelos EUA não revelou quando seria realizada nem qual seria o assunto abordado.
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Dois feridos num ataque com faca nos arredores de Jerusalém
Duas pessoas ficaram feridas num aparente ataque com faca num hotel em Tzoba, um kibbutz nos arredores de Jerusalém Ocidental. A polícia diz estar a tratar o incidente como um ataque terrorista.
Segundo a polícia, citada pelo Times of Israel, uma das vítimas, com 60 anos de idade, está “gravemente ferida”. A outra sofreu ferimentos leves.
O principal suspeito apontado pelas autoridades é um homem da zona de Shuafat, em Jerusalém Oriental. O Haaretz aponta que é de origem palestiniana.
Ao Haaretz, fontes policiais indicam que o suspeito trabalhava no hotel e as vítimas eram hóspedes. Testemunhas no local terão ouvido o homem a gritar “Quero morrer” antes do incidente. Depois, o suspeito terá sido imobilizado por um polícia fora de serviço que também estava hospedado no hotel.
ראשוני: אירוע דקירה במלון בקיבוץ צובה, הדוקר נעצר@HGoldich pic.twitter.com/4PkBw6PemJ
— כאן חדשות (@kann_news) September 12, 2025
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Nova FCSH vai fazer "ato público de solidariedade" com estudante do mestrado retido de Gaza
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa vai fazer um “ato público de solidariedade” com Tarek Al-Farra, estudante que entrou no Mestrado em Estudos Ingleses e Norte-Americanos da instituição e que se encontra “impedido de sair da Faixa de Gaza devido à ausência de autorização para viajar”.
Em comunicado, a faculdade indica que o ato terá lugar às 11h30 do próximo dia 16 de setembro, terça-feira, no campus da Avenida de Berna, em Lisboa.
“Com esta iniciativa, a NOVA FCSH reafirma o seu compromisso com os valores da liberdade, da dignidade humana e da cooperação internacional, dando voz a uma situação que exige resposta urgente por parte da comunidade internacional”, lê-se no comunicado.