Momentos-chave
- Dominado fogo de Celorico de Basto que alastrou a Amarante
- Reforço de meios em Vila Real onde frente de Mondim é mais extensa
- Fogo no Parque Nacional da Peneda-Gerês “em conclusão”, diz Proteção Civil
- Vêm aí dias de (ainda mais) calor. Eis as 12 recomendações da DGS
- IP4 reabriu ao trânsito em Vila Real
- Presidente da câmara de Vila Real pede reforço de meios
- Proteção Civil. Houve 35 emergências médicas desde domingo, 14 pessoas tiveram de ser assistidas no hospital
- Proteção Civil revela que hoje houve 77 novas ocorrências, 23 delas começaram à noite
- André Ventura diz que gestão do Governo dos incêndios “deixa muito a desejar”
- Incêndio deflagra na Encosta do Sol, Amadora. Estão mais de 20 bombeiros no local
- Autarca diz que casa ardeu em Mondim de Basto onde há três pontos preocupantes
- Jovens europeus voluntários na vigilância em Arrouquelas, Rio Maior
- Incêndios. Turismo Porto diz que linhas de crédito com 90% a fundo perdido devem estar “por horas”
- Três estradas principais com cortes em Viana e Vila Real
- Veículo dos bombeiros ardeu no combate ao fogo em Vila Real
- Fogo de Celorico de Basto que alastrou a Amarante mantém uma frente ativa
- Desativado Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil em Arouca
- António Filipe lamenta que recomendações sobre prevenção “não passem do papel”
- Especialista alerta que incêndios, poeiras e calor potenciam má qualidade do ar
- Três bombeiros feridos em colisão entre ambulância e camião
- Seguro diz que incêndios que acontecem todos os anos "não podem ser o novo normal"
- Homem de 85 anos morreu devido a onda de calor em Badajoz. É a segunda vítima na região em poucas semanas
- Mais de 7.500 hectares de área ardida no Parque Nacional da Peneda-Gerês
- A7 foi reaberta ao trânsito na zona de Fafe
- Cinco meios aéreos reforçam combate em Vila Real e Mondim de Basto
- "É preciso evitar qualquer foco que possa dar início a qualquer fogo florestal devido ao tempo seco", avisa IPMA
- Proteção Civil prevê dar como dominados os quatro maiores incêndios ativos. Incêndio em Fafe começou às 3h40 da madrugada
- Mais de 140 concelhos do interior Norte e Centro e Algarve em risco máximo
- Mais de mil bombeiros combatem os maiores incêndios em Portugal na manhã desta segunda-feira
Histórico de atualizações
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Ponto da situação dos incêndios em Portugal Continental: quase 1700 operacionais em 46 incêndios
O ponto de situação dos incêndios em Portugal pelas 00h31:
- 1672 operacionais estão no terreno a combater 46 incêndios em todo o território do continente português;
- 562 meios terrestres envolvidos e zero meios aéreos no combate aos fogos;
Há quatro incêndios classificados pela Proteção Civil como ocorrências significativas em Celorico de Basto (dois incêndios), Fafe e Vila Real.
O incêndio que mobiliza mais meios é o de Vila Real, que está a ser combatido por 661 operacionais, juntamente com 225 meios terrestres e, devido à hora, zero meios aéreos.
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Bom dia, este liveblog vai ser encerrado, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a par da situação dos incêndios em Portugal neste novo liveblog.
Pode prolongar-se a situação de alerta? Proteção Civil diz que será feita uma “reavaliação” amanhã
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Dominado fogo de Celorico de Basto que alastrou a Amarante
O incêndio que deflagrou no sábado à noite em Celorico de Basto, distrito de Braga, e progrediu para Amarante, distrito do Porto, foi dado como dominado ao final da tarde de hoje, adiantou fonte da Proteção Civil.
Fonte do Comando Sub-regional de Tâmega e Sousa indicou à Lusa que o fogo que teve início no sábado em Arnóia, concelho de Celorico de Basto, está dominado, mantendo-se no local, pelas 21h30, 193 operacionais, apoiados por 70 viaturas.
A mesma fonte da Proteção Civil destacou ainda que estão ativos três incêndios no mesmo concelho do distrito de Braga.
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Reforço de meios em Vila Real onde frente de Mondim é mais extensa
A estratégia de combate ao incêndio que lavra desde sábado em Vila Real e Mondim de Basto vai passar por um reforço e reposicionamentos dos meios no terreno e um trabalho articulado entre os operacionais e as máquinas de rasto.
O comandante operacional de socorro (COS), Miguel David, fez pelas 20h00 de hoje um ponto de situação do fogo que começou em Vila Real e se estendeu, no domingo, para o concelho de Mondim de Basto, onde se mantém a frente “mais extensa” desta ocorrência.
O fogo tem três frentes ativas, estando a ceder aos meios de combate nas zonas de Gontães e de Mascoselo.
Segundo o comandante, no terreno estão a operar 542 operacionais, 174 veículos, quatro máquinas de rasto, prevendo-se um reforço de mais duas destas máquinas. Durante o dia estiveram a operar oito meios aéreos.
Miguel David, que é também comandante sub-regional de Viseu Lafões, disse que se espera um reforço de meios nas próximas horas e que a estratégia vai passar por um reposicionamento e um trabalho articulado máquinas de rasto e homens.
A dificultar o combate estão, segundo referiu, a orografia e as condições meteorológicas com alterações de vento muito significativas entre oeste.
Durante o dia foi necessário, segundo explicou, efetuar confinamento de pessoas (a quem foi pedido para ficar em casa) em Pardelhas e Ermelo, em Mondim de Basto, e Mascoselo (Vila Real).
“Em alguns casos para tranquilidade das populações e sensação de conforto por causa do fumo e de alguma projeções que ocorreram durante o incêndio”, explicou, adiantando que estas situações de confinamento já não se mantêm.
Referiu ainda que pessoas idosas e mais vulneráveis foram retiradas por equipas da GNR e por próprios familiares por cautela também por causa do “ambiente que está conspurcado por fumos e gases”.
“Não há, de momento, qualquer localidade afetada. Já houve situações durante o dia que foram acauteladas”, concretizou.
Durante o dia houve também necessidade de assistir nove pessoas e verificou-se a perda de um veículo de combate dos bombeiros, o que não causou qualquer ferimento nos operacionais.
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Fogo no Parque Nacional da Peneda-Gerês “em conclusão”, diz Proteção Civil
O incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) desde 26 de julho entrou hoje em fase de conclusão, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
No terreno, no concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, continuam 297 homens apoiados por 113 viaturas, indicava a página da Internet da Proteção Civil pelas 20h00.
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Vêm aí dias de (ainda mais) calor. Eis as 12 recomendações da DGS
Perante as temperaturas elevadas previstas para os próximos dias em Portugal continental, com “risco para as populações“, a Direção-Geral da Saúde (DGS), a Direção Executiva do SNS (DE-SNS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) alertam particularmente para os mais idosos, crianças, grávidas e doentes crónicos e fazem as seguintes “recomendações contra o calor”:
- Beba água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e com cafeína. Beba pelo menos 1,5L, o equivalente a 8 copos;
- Permaneça em ambientes frescos ou climatizados, com sombras e circulação de ar, pelo menos 2 a 3 horas por dia. Mantenha as janelas, persianas e estores fechados nos períodos de maior calor, ou em zonas com risco de poeiras dos incêndios;
- Evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas. Utilize protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renove a sua aplicação de 2 em 2 horas, inclusive após banhos na praia ou piscina;
- Utilize roupas claras, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta;
- Evite atividades no exterior que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer;
- Escolha as horas de menor calor para viajar de carro, e não permaneça dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;
- É importante que se dê especial atenção aos grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividades no exterior;
- Assegure que as crianças bebem água frequentemente e permanecem em ambientes frescos e arejados; as crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta;
- Contacte e acompanhe os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambientes frescos e arejados;
- Promova a organização do trabalho executando tarefas no exterior ou que envolvam maior exigência física nos períodos mais frescos do dia; utilize fardamento que cubra a maior área de superfície corporal, incluindo um chapéu; mantenha a ingestão regular de água ao longo do dia e permaneça em locais frescos nos períodos de pausa;
- Mantenha-se informado relativamente às condições climatéricas, para poder adotar os cuidados necessários;
- Em caso de emergência, e se apresentar sinais de alerta (tais como suores intensos, febre, vómitos/náuseas ou pulsação acelerada/fraca), contacte o SNS 24 através do número 808 24 24 24, ou ligue para o número europeu de emergência 112.
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IP4 reabriu ao trânsito em Vila Real
O Itinerário Principal (IP4) reabriu ao trânsito pelas 19h15, entre os nós da Campeã e de Arrabães, depois de ter estado cortado por causa de um incêndio que lavra em Vila Real, segundo a GNR.
Devido à falta de visibilidade provocada pelo fumo intenso, o IP4 foi cortado nos dois sentidos, entre os nós de Campeã e Arrabães, numa zona onde lavra um incêndio que deflagrou sábado à noite em Sirarelhos, Vila Real.
Fonte da GNR disse à agência Lusa que a via está completamente circulável desde cerca das 19h15.
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Presidente da câmara de Vila Real pede reforço de meios
Alexandre Favaios, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, reconhece que há preocupações, desde logo em Mascoselo, “onde durante a tarde se sentiu ansiedade ao fogo que estava à porta da aldeia”, mas também Gontães e Currais.
“Antecipava-se cenário mais calmo e o vento, a sua propagação e mudança repentina, tem levado a reacendimentos em diversas aldeias”, explica o autarca em declarações à RTP3.
Alexandre Favaios admite que há uma sensação de cansaço na população e bombeiros, alertando para a necessidade de “pôr cobro a esta situação” e, para que isso aconteça, realça que são precisos “mais meios”.
“O que me parece fundamental, sinceramente, é um reforço efetivamente de homens que tenham a capacidade e poder físico maior, porque o que se está a notar é o desgaste, os bombeiros estão muito cansados e as populações também, porque estão ansiosas por ver a conclusão de todo este drama que vai assolando”, afirmou Alexandre Favaios, desta vez em declarações à agência Lusa.
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Proteção Civil. Houve 35 emergências médicas desde domingo, 14 pessoas tiveram de ser assistidas no hospital
Quanto a emergências médicas, Bruno Borges, da Proteção Civil, dá conta de que, entre domingo e segunda-feira, foram registadas 35 ocorrências, das quais 21 foram resolvidas no local e “14 pessoas, entre bombeiros, civis, elementos da GNR e força especial de Proteção Civil, tiveram de recorrer à unidade hospitalar”, ainda que se trate de feridos ligeiros.
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Proteção Civil revela que hoje houve 77 novas ocorrências, 23 delas começaram à noite
Bruno Borges, adjunto de operações da Proteção Civil, recorda que, este domingo, o estado de prontidão geral do dispositivo de combate a incêndios aumentou para nível três, sendo que nessa escala o nível quatro é o mais gravoso.
Perante o estado de alerta decretado pelo Governo, o responsável lembra várias proibições para “garantir a redução do número de ignições” : circulação e permanência em espaços rurais, atividades agrícolas com maquinarias que produzam fogo ou faísca e fogo de artifício.
Neste momento, revela Bruno Borges, está ativo o plano municipal de Ponte da Barca, “tendo sido já desativados os restantes”.
Sobre a ocorrências em curso esta segunda-feira, a Proteção Civil dá conta de 77 ocorrências, que “envolveram 1697 operacionais, 440 meios terrestres e 90 missões com meios aéreos” — “23 destas ocorrências tiveram início em período noturno”, realça.
O responsável acrescenta que a zona Norte continua a ter mais ocorrências e enumera os casos que apresentam “maior preocupação” são quatro: Lourido (Celorico de Basto), Vila Franca (Arcos de Valdevez), Portela (Alto Minho) e Sirarelhos (Vila Real) — que “estão a empenhar 824 operacionais, 282 veículo e nove meios aéreos”.
“Entre as 17h30 e as 18h de hoje tiveram início oito novas ignições na sub-região do Tâmega e Sousa, com maior incidência em Celorico de Basto”, alerta o responsável, acrescentando que há preocupação também com a localidade de Ribas, em que “está a haver um reforço do teatro de operações”.
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André Ventura diz que gestão do Governo dos incêndios “deixa muito a desejar”
O presidente do Chega, André Ventura, considerou hoje que o trabalho de gestão dos incêndios por parte do Governo “deixa muito a desejar”, em especial o da ministra da Administração Interna, que teve “um início a medo”.
“Eu acho que o Governo tem feito um trabalho que fica muito aquém daquilo que devia ser feito e deixa muito a desejar, naquilo que tem sido a gestão dos incêndios”, afirmou o líder do Chega, em Évora, antes de reunir-se com autarcas e candidatos autárquicos do partido, numa unidade hoteleira na cidade alentejana.
Questionado sobre como tem encarado a situação dos incêndios no país, André Ventura analisou em particular “a entrada em cena” da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que, “com muito pouco tempo, com uns dias de tomada de posse, [teve] um mau início”.
“É um início a medo, é um início com pouca capacidade de deteção dos problemas e pouca capacidade de conhecimento dos problemas, quando se referiu nomeadamente a que os meios eram pouco importantes, que não interessava saber se havia mais meios aéreos ou não, quando os autarcas estão fartos de dizer que faltam meios aéreos”, afirmou.
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Incêndio deflagra na Encosta do Sol, Amadora. Estão mais de 20 bombeiros no local
Um incêndio deflagrou na Encosta do Sol, na Amadora, às 18h00. Neste momento estão 22 operacionais no local, apoiados por cinco meios terrestres.
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Autarca diz que casa ardeu em Mondim de Basto onde há três pontos preocupantes
Uma casa foi atingida pelo fogo em Ermelo, Mondim de Basto, onde há três focos de incêndio que continuam a merecer a atenção dos operacionais, disse o presidente da Câmara.
“Em Ermelo, tivemos uma casa que foi alvo do incêndio e que é, até ao momento, a única habitação atingida no concelho”, afirmou Bruno Ferreira, que explicou que se trata de uma antiga casa florestal que foi transformada em casa de habitação e que “foi totalmente fustigada”.
O fogo que começou sábado em Sirarelhos, Vila Real, propagou-se para Mondim de Basto onde há três focos ativos, não ligados, “a precisar de bastante atenção”, nomeadamente em Pardelhas, Ermelo e Fervença.
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Jovens europeus voluntários na vigilância em Arrouquelas, Rio Maior
Cerca de 300 jovens de vários países da Europa participam, até ao final do verão, em ações de vigilância a incêndios integradas em iniciativas de voluntariado a partir da aldeia de Arrouquelas, no concelho de Rio Maior.
“Todos os dias, entre as 08h30 e as 19h00, dois jovens por turno, um estrangeiro e um português, fazem a vigilância da floresta a partir de uma torre de vigia florestal na Aldeia de Arrouquelas”, disse à agência Lusa o coordenador do projeto desenvolvido pela H2O — Associação de Jovens de Arrouquelas, Alexandre Jacinto.
A situação de alerta declarada pelo Governo no fim de semana — e que proíbe, até às 23h59 de quinta-feira, o acesso, a circulação e a permanência no interior dos espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem — obrigou hoje à suspensão temporária da tarefa.
Mas, segundo Alexandre Jacinto, “assim que for levantada a proibição, voltarão a fazer os turnos na torre onde avistam uma área até Rio Maior, podendo ser, além de vigilantes, agentes dissuasores nesta época de risco de incêndios”.
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Incêndios. Turismo Porto diz que linhas de crédito com 90% a fundo perdido devem estar “por horas”
O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, disse hoje que deve “estar por horas” a chegada de linhas de crédito para financiar a 90% de fundo perdido o setor turístico fustigado pelos incêndios há oito dias.
Em declarações à Lusa a propósito do impacto dos incêndios que deflagraram no Norte de Portugal e têm fustigado a região na última semana, Luís Pedro Martins alertou que há já prejuízos graves nas reservas de alojamento, restauração e atividades turísticas na natureza e que as linhas de crédito são essenciais para apoiar os operadores a resistir a esta tragédia.
“Sabemos que deve estar por horas. O senhor ministro da Economia e da Coesão [Manuel Castro Almeida] anunciou em Arouca na semana passada que elas [linhas de crédito] vão existir. No contacto que temos com o secretário de Estado do Turismo é-nos dito que está mesmo, de facto, por horas para poder sair”, declarou presidente da TPNP.
Segundo o presidente da TPNP, as “linhas de crédito vão poder permitir financiamentos até uma ordem de grandeza de cerca de 90% de fundo perdido”.
“Esperemos que possam diminuir este impacto negativo que estas empresas já estão a ter”, disse, recordando que esta tragédia acontece no “pico da operação que é o verão, altura em que a operação é mais forte”.
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Três estradas principais com cortes em Viana e Vila Real
A Estrada Nacional (EN) 301, no distrito de Viana do Castelo, e a EN304 e o Itinerário Principal (IP) 4, em Vila Real, estavam hoje, às 16h15, condicionados ao trânsito devido à ocorrência de incêndios rurais, avisou a GNR.
No distrito de Viana do Castelo, a circulação rodoviária está condicionada na EN301 nos dois sentidos, com corte de trânsito entre Extremo (concelho de Arcos de Valdevez) e Paredes de Coura, indicou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
De acordo com a informação disponível no ponto de situação relativo às 16h15 de hoje, no distrito de Vila Real há condicionamentos à circulação rodoviária também nos dois sentidos da EN304, com corte entre Alto do Velão e Ermelo, no concelho de Mondim de Basto, e no IP4, junto à localidade de Arrabães.
Em comunicado, a GNR reforçou que a proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades, através de uma atuação preventiva e de um esforço de patrulhamento nas áreas florestais.
Pelas 16h30, mais de 2.200 operacionais e cerca de 710 meios de transporte, inclusive 19 meios aéreos, combatiam 63 incêndios rurais em Portugal continental, com destaque para os fogos em Vila Real e Celorico de Basto (distrito de Braga), segundo a Proteção Civil.
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Veículo dos bombeiros ardeu no combate ao fogo em Vila Real
Uma viatura de combate a incêndios dos bombeiros ardeu hoje, sem feridos, durante o combate ao incêndio que começou sábado em Sirarelhos, Vila Real, disse fonte da Proteção Civil.
A equipa de cinco elementos, proveniente de Alcochete, estava a combater o fogo, não tendo conseguido retirar o veículo florestal de combate a incêndios que foi apanhado pelas chamas, tendo-se os bombeiros colocado a salvo.
De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estão mobilizados para esta ocorrência cerca de 456 operacionais e 150 viaturas e sete meios aéreos.
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Fogo percorre toda uma freguesia de Vila Real e preocupa em Currais e Mascoselo
Um incêndio está a percorrer praticamente toda a freguesia de Pena Quintã e Vila Cova, em Vila Real, onde esta tarde causa mais preocupações em Currais e Mascoselo, disse a presidente desta união de freguesias.
Adília Clemente afirmou à agência Lusa que, pelas 16:00, as situações mais preocupantes aconteciam em Mascoselo, Vila Cova e Currais.
“Em Currais está a criar perigo em casas, há um reforço da Proteção Civil e dos bombeiros que estão a canalizar os esforços para Currais porque estão efetivamente as casas em perigo”, explicou a autarca da União de Freguesias de Pena, Quintã e Vila Cova, onde no sábado à noite começou o fogo de Sirarelhos que já se estendeu ao concelho de Mondim de Basto.
Em Mascoselo, segundo Adília Clemente, estão máquinas a trabalhar na parte de cima da aldeia, a desbastar mato e floresta.
O objetivo, realçou, é principalmente salvaguardar pessoas e bens, referindo que nesta aldeia, por precaução foram retiradas cinco idosos dependentes para casa de familiares em outras aldeias.
“São as localidades mais preocupantes. As outras localidades estão em fase de rescaldo, só que havendo uma pequena distração volta a reacender. A junta já pediu a alguns populares para fazerem a vigilância para se atuar logo se houver reacendimentos”, afirmou.
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Fogo de Celorico de Basto que alastrou a Amarante mantém uma frente ativa
O incêndio que deflagrou na noite de sábado em Celorico de Basto, no distrito de Braga, e que progrediu para Amarante, no distrito do Porto, mantém uma frente ativa, que abrange os dois concelhos, indicou a Proteção Civil.
Em declarações à agência Lusa, pelas 16:00, o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), explicou que duas das frentes já estão em fase de rescaldo, mantendo-se ainda uma frente ativa com “média intensidade”, que consome zona de mato nos concelhos vizinhos de Celorico de Basto e de Amarante.
O incêndio está a ser combatido por 286 operacionais, 97 viaturas, incluindo três máquinas de rasto, e dois meios aéreos.
O comandante Pedro Araújo acrescentou que não há habitações em risco e, caso a meteorologia ajude, tem a expectativa de que este incêndio possa ser dado como dominado nas “próximas horas”.
Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Amarante revelou que desde o início da tarde de domingo até à tarde de hoje, só no concelho, “já arderam cerca de 600 hectares”, nomeadamente nas localidades de Fridão e Rebordelo, mas sem registo de outros danos materiais.
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Desativado Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil em Arouca
A Câmara de Arouca desativou hoje o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil que tinha sido ativado na sequência do incêndio florestal que lavrou na semana passada naquele concelho do distrito de Aveiro.
A decisão foi tomada durante a reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil que decorreu hoje de manhã.
“Considerando que o motivo que desencadeou a ativação do Plano Municipal de Emergência Proteção Civil na passada semana se encontra em resolução e após auscultar a Comissão Municipal de Proteção Civil, determino (…) a desativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Arouca, com efeitos a partir das 11:30 horas”, refere o despacho assinado pela presidente da Câmara, Margarida Belém.
Quando aos prejuízos provocados pelo incêndio, fonte da autarquia disse que ainda não é possível avançar com uma informação mais precisa sobre os danos, estando a prosseguir o apuramento dos mesmos.
“A área ardida apresenta uma mancha de 3900 hectares, tendo-se verificado a existência de várias ilhas no meio por arder, o que fará reduzir esta área de forma significativa”, referiu a mesma fonte.