Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Grupo de defesa dos direitos humanos acusa Israel de negar cuidados médicos a mulheres palestinianas na prisão
- Presidente do Irão: “Discussão sobre os nossos mísseis não existe no memorando de entendimento e nunca existirá”
- ONU afirma que quase 1,7 milhões de palestinianos vivem em condições precárias
- Omã anuncia corredor marítimo temporário para tráfego no Estreito de Ormuz
- Senado dos EUA vota contra novos ataques coordenados por Trump ao Irão
- IDF demoliram casa em Hebron, na Cisjordânia, que albergava duas famílias palestinianas
- Rubio procura separar as negociações Israel-Líbano das negociações com o Irão
- Dinamarca vai participar na missão internacional para reabertura do Estreito de Ormuz
- Equipa da ONU vai documentar “destruição sistemática no sul do Líbano desde 2023”
- Oficiais marroquinos chegaram a Israel para integrar força internacional em Gaza
- Donald Trump afirma que inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica vão ao Irão
- "Um desastre", descreve embaixador israelita nos EUA sobre negociações com o Líbano
- Mísseis balísticos do Irão não serão negociados. "Não confiamos nos Estados Unidos", diz Masoud Pezeshkian
- 11 mil marinheiros serão retirados de Ormuz, afirma a Organização Marítima Internacional
- Presidente do Líbano: "Não aceitaremos nada menos do que o fim da ocupação israelita no sul do Líbano"
- Ben-Gvir afirma que Israel pode dizer "não" a Trump e que não deve aceitar o cessar-fogo no Líbano
- Delegação libanesa chega a Washington para conversações com Israel
- Irão diz que os serviços bancários foram afetados por um ciberataque a três instituições de crédito
- Trump diz que Irão concordou com "inspeções nucleares" e que concessões o levam a "concordar em manter Estreito de Ormuz aberto"
- Moscovo afirma que Washington deixou de ser “mediador imparcial”
- Hezbollah afirma que morte de dois homens atingidos por Israel "é uma violação clara do cessar-fogo"
- Ucrânia acredita ter assegurado apoio de Trump para "agir com mais ousadia" na guerra contra a Rússia
- Netanyahu afirma que Israel precisa de ser "independente em matéria de armamento"
- Teerão diz que não há um "calendário claro" para inspetores da IAEA visitarem instalações nucleares
- Comissária russa sugere que poderá acontecer uma troca de prisioneiros com a Ucrânia "em breve"
- Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês pede manutenção das conversações de paz entre EUA e Irão
- Hezbollah tem "dedo no gatilho" para enfrentar violações de Israel a cessar-fogo
- Presidente do Irão refere que "eficácia das conversações depende de compromisso total com o que foi acordado"
- Irão diz que negociações técnicas com EUA foram concluídas
Histórico de atualizações
-
O que se passou até agora
- O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, destacou a intenção de separar as negociações entre Israel e o Líbano das conversações com o Irão, salientando a soberania libanesa como fator para negociações diretas com o governo libanês.
- O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assegurou que o programa de mísseis do Irão não será incluído em quaisquer negociações com os Estados Unidos, reafirmando a importância destes mísseis para a defesa nacional do país.
- As Nações Unidas relataram que aproximadamente 1,7 milhões de palestinianos em Gaza vivem em condições extremamente precárias, enfrentando uma grave escassez de água e abrigo. Esta situação realça a crise humanitária contínua vivida na região, exacerbando tensões preexistentes.
- O Senado dos Estados Unidos votou para limitar a capacidade do presidente Trump de lançar novos ataques contra o Irão sem aprovação prévia do Congresso.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
-
Bom dia.
Encerramos aqui este liveblog.
Pode continuar a acompanhar ao minuto os conflitos e tensões internacionais neste outro artigo em direto.
-
Grupo de defesa dos direitos humanos acusa Israel de negar cuidados médicos a mulheres palestinianas na prisão
As mulheres palestinianas estão a viver em condições “catastróficas” na prisão de Damon, em Israel, de acordo com um relatório da Comissão Palestiniana para os Assuntos dos Detidos e Ex-Detidos, citado pela agência de notícias Wafa, escreve a Al Jazeera.
Oitenta e sete mulheres palestinianas, incluindo três de Gaza, estão atualmente detidas na prisão. O relatório, segundo a emissora, constatou que várias mulheres com problemas de saúde graves estão a ser privadas de tratamento adequado, e as mulheres grávidas estão a ser privadas de cuidados básicos e de artigos de primeira necessidade.
A Comissão Palestiniana para os Assuntos dos Detidos e Ex-Detidos constatou ainda, de acordo com a Al Jazeera, que as mulheres têm permissão para sair das suas celas apenas uma hora por dia para atividades e cuidados de higiene.
-
Presidente do Irão: “Discussão sobre os nossos mísseis não existe no memorando de entendimento e nunca existirá”
O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que o programa de mísseis do país não está incluído no memorando de entendimento com os EUA, segundo a CNN.
“A discussão sobre os nossos mísseis não existe no memorando de entendimento e nunca existirá”, disse Pezeshkian durante uma conferência de imprensa no Paquistão, citado pela emissora.
O Presidente iraniano sublinhou ainda que o programa de mísseis é essencial para a defesa nacional. “Se não tivéssemos os mísseis que usamos para a nossa defesa, Israel e os Estados Unidos teriam devastado o Irão”.
-
ONU afirma que quase 1,7 milhões de palestinianos vivem em condições precárias
Um relatório divulgado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA, sigla em inglês) afirma que quase 1,7 milhões de palestinianos deslocados, cerca de 80% da população de Gaza, vivem com uma grave escassez de água, abrigo e serviços básicos, relata a Al Jazeera.
Pelo menos 59 mil abrigos individuais albergam mais de oito pessoas cada, enquanto cerca de 38,500 pessoas dormem ao ar livre, segundo o relatório. Estima-se ainda que cerca de 600 mil pessoas nos locais avaliados não tenham acesso suficiente a água potável.
-
Omã anuncia corredor marítimo temporário para tráfego no Estreito de Ormuz
Em coordenação com a Organização Marítima Internacional (OMI), Omã anunciou a criação de um corredor marítimo temporário para as embarcações que pretendam passar pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência de notícias estatal do país, relata a Al Jazeera.
As embarcações que pretendam utilizar o corredor temporário deverão coordenar a sua passagem com a OMI, seguindo as coordenadas divulgadas pela organização e pelas autoridades do país.
A medida, de acordo com a emissora, procura garantir a liberdade de navegação na via marítima, em conformidade com o direito internacional, que prezam a liberdade de navegação sem a imposição de taxas.
-
Senado dos EUA vota contra novos ataques coordenados por Trump ao Irão
O Presidente dos Estados Unidos pode ser impedido de realizar novos ataques contra o Irão sem a autorização prévia do Congresso daquele país.
Os rumos do conflito sob as ordens de Donald Trump preocupou o Senado norte-americano, que votou contra novas ações e a favor da retirada das tropas norte-americanas do conflito.
A proposta não precisa ser assinada por Trump, mas a sua aplicação não tem força de lei, noticia o The New York Times. 50 senadores votaram a favor, incluindo quatro republicanos. 48 votaram contra.
-
Israel não sai do Líbano sem que o Hezbollah seja desarmado
António José Telo recorda que desarmamento do Hezbollah seria única solução para estabelecer paz minimamente estável no Líbano, mas é duvidoso que o grupo aceite. Ouça aqui o novo Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
-
Bombardeamentos russos matam pelo menos 9 pessoas
Novos bombardeamentos russos mataram hoje pelo menos nove pessoas e provocaram mais de 30 feridos no sul e centro da Ucrânia, numa altura em que Kiev prossegue, por sua vez, os ataques contra a Crimeia ocupada.
Em Kryvii Rig, na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), um ataque com mísseis russos que atingiu uma infraestrutura civil provocou a morte de dois homens e uma mulher, ferindo também 26 pessoas, de acordo com um balanço final divulgado pelo governador regional, Oleksandr Ganja.
Segundo o responsável ucraniano, os ataques russos também mataram outros três civis, duas mulheres e um homem, e feriram outros seis no distrito de Nikopol.
-
IDF demoliram casa em Hebron, na Cisjordânia, que albergava duas famílias palestinianas
A agência de notícias Wafa noticiou que as IDF demoliram uma casa em Hebron, na Cisjordânia, que albergava duas famílias palestinianas, incluindo crianças e idosos, deixando-as sem casa, relata a Al Jazeera.
Segundo a emissora, as forças israelitas demoliram a casa, com dois andares, com recurso a maquinaria pesada e utilizaram gás lacrimogéneo contra as pessoas que se encontravam reunidas no local.
-
Rubio procura separar as negociações Israel-Líbano das negociações com o Irão
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, procurou separar as negociações entre Israel e o Líbano, das conversações entre os EUA e o Irão, apesar de Teerão insistir repetidamente que as questões estão interligadas, segundo a CNN.
“Está separado porque o Líbano é um país soberano”, disse Rubio à chegada aos Emirados Árabes Unidos esta terça-feira, citado pela emissora. “No que diz respeito ao Líbano e ao que está a acontecer dentro do Líbano, vamos negociar e negociar diretamente com o governo libanês”.
“Há uma questão iraniana em relação ao Líbano”, “e essa é o seu apoio e patrocínio ao Hezbollah”, acrescentou.
“Este factor será discutido como parte das nossas conversações com os iranianos, mas no que diz respeito ao futuro do Líbano, o futuro do Líbano pertence ao povo libanês através do seu governo soberano eleito, e é com ele que vamos trabalhar”, disse Rubio.
-
Dinamarca vai participar na missão internacional para reabertura do Estreito de Ormuz
A Dinamarca vai participar na missão marítima internacional criada pela França e pelo Reino Unido para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, informou o Governo dinamarquês, segundo o The Times of Israel.
“A contribuição incluirá um grupo de intérpretes, drones, oficiais de estado-maior, além da possibilidade de mobilização de especialistas na área cibernética”, declarou o ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus.
O objetivo da missão é, segundo o jornal israelita, “reforçar a segurança marítima e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho e nas suas imediações”, de acordo com um projeto de lei apresentado ao parlamento dinamarquês, que deverá ser aprovado até ao final da semana.
-
Equipa da ONU vai documentar “destruição sistemática no sul do Líbano desde 2023”
Segundo a imprensa libanesa, uma “comissão parlamentar para a proteção da propriedade civil e a prevenção da destruição sistemática”, composta por três deputados, anunciou a criação de uma equipa da ONU encarregada de organizar reuniões e visitas de campo para documentar a “destruição sistemática no sul do Líbano desde 2023”, relata a Al Jazeera.
A equipa, formada a pedido do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, deverá trabalhar durante quatro meses, afirmou o deputado Ashraf Baydoun durante uma conferência de imprensa esta terça-feira, segundo a emissora.
-
Oficiais marroquinos chegaram a Israel para integrar força internacional em Gaza
Oficiais das Forças Armadas de Marrocos chegaram a Israel para integrar uma força internacional em formação para Gaza, informou o Conselho de Paz do presidente norte-americano, Donald Trump, segundo o The Times of Israel.
“A sua chegada fortalece o esforço internacional para apoiar o povo de Gaza”, afirmou o Conselho de Paz em comunicado, citado pelo jornal israelita.
O contingente, de acordo com um funcionário do Conselho da Paz, chegou a 18 de junho ao quartel-general da Força Internacional de Estabilização, no sul de Israel. Em declarações à AFP, o funcionário confirmou a presença de pelo menos quatro oficiais marroquinos.
-
Donald Trump afirma que inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica vão ao Irão
Em declarações aos jornalistas em frente à Casa Branca, Donald Trump afirmou que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) vão ao Irão, acrescentando que “não há pressa”, escreve a Al Jazeera.
Em resposta a um jornalista que afirmou que Teerão alega que não há visitas da AIEA agendadas, o Presidente dos EUA disse que “eles estão errados, sabem que estão errados. Disseram-nos isso internamente, e temos 100% de certeza”.
-
Hezbollah exige que exército libanês ocupe posições de Israel
O grupo xiita Hezbollah exigiu hoje a retirada total de Israel do sul do Líbano, insistindo num calendário que permita que o exército libanês controle as posições atualmente ocupadas pelas forças israelitas.
“Temos agora um cessar-fogo… Israel não tem outra escolha senão retirar-se completamente de todo o território libanês”, afirmou o líder do grupo libanês aliado do Irão, Naim Qassem, durante uma cerimónia religiosa.
-
Seis pessoas presas por danos ao espelho de água do Lincoln Memorial, em Washington
O Presidente dos Estados Unidos afirmou que seis pessoas foram presas e outras sete estão a ser investigadas por alegados danos causados ao espelho de água do Lincoln Memorial, em Washington.
Numa publicação na sua rede social Truth Social, Donald Trump disse que foram feitos “inúmeros” cortes com uma faca ou lâmina “muito afiada” numa extensão de 107 metros, provocando ainda bordas irregulares na estrutura e danos ao relvado.
PHOTOS TAKEN TODAY: pic.twitter.com/BDeUoTdRnt
— The White House (@WhiteHouse) June 23, 2026
“Foi um ato criminoso e intencional, e alguém teve que trabalhar muito, provavelmente na calada da noite, para criar tal situação”, disse Trump. As reparações definitivas devem ocorrer “imediatamente antes ou depois do feriado de 4 de julho”, ocasião das comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos.
-
"Um desastre", descreve embaixador israelita nos EUA sobre negociações com o Líbano
O desejo do Governo de Donald Trump de incluir o Líbano nas negociações de paz entre os EUA e o Irão foi criticado pelo embaixador israelita naquele país norte-americano, segundo o The Times of Israel.
“Estamos num desastre”, afirmou Yechiel Leiter. “Sentámo-nos na mesma carruagem e viajámos em direção ao mesmo destino, com os Estados Unidos a servirem de locomotiva. O comboio seguia numa direção muito clara: paz plena entre os países, o Irão e a sua influência maligna fora do Líbano, o desarmamento do Hezbollah, e paz e segurança para o Líbano e Israel. Hoje, este comboio corre o risco de descarrilar. Espero que consigamos colocá-lo novamente nos carris”, disse hoje na ocasião da quinta rodada de negociações diretas de cessar-fogo entre Israel e Líbano realizadas em Washington com medicação dos EUA.
-
Mísseis balísticos do Irão não serão negociados. "Não confiamos nos Estados Unidos", diz Masoud Pezeshkian
O acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão não vai incluir uma negociação sobre os mísseis balísticos do Irão, afirma o presidente iraniano.
Num discurso na capital do Paquistão, Masoud Pezeshkian afirmou que o Irão não confia nos EUA, recordando os dois ataques norte-americanos em meio às negociações.
“Nenhuma negociação ocorreu nem ocorrerá relativamente aos mísseis balísticos”, afirmou, mencionando o primeiro-ministro do Paquistão e o chefe do Exército pelos “grandes esforços nas negociações”, noticiou a Al Jazeera.
-
11 mil marinheiros serão retirados de Ormuz, afirma a Organização Marítima Internacional
Mais de 11 mil marinheiros que ainda se encontram retidos no Estreito de Ormuz serão retirados da região, afirma a Organização Marítima Internacional (IMO).
A operação de grande escala será realizada “em estreita cooperação com os Estados Unidos, o Irão, Omã e todos os outros Estados costeiros da região e a indústria marítima”, diz o comunicado assinado pelo secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, que descreveu os últimos meses como um período de “provações e angústia para milhares de marinheiros inocentes, e de um impacto negativo para todo o mundo”.