Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas já abrimos um novo para continuar a acompanhar, ao longo desta quinta-feira, os desenvolvimentos dos principais conflitos armados a nível global. Pode segui-lo aqui.

    Irão acusa NATO de “cumplicidade” na guerra travada contra o país

  • "Não acredito que tenhamos sido nós". Trump volta a pôr em dúvida o papel dos EUA no ataque a uma escola no Irão

    Questionado uma vez mais sobre o bombardeamento de uma escola feminina em Minab, no Irão, ato que vitimou 156 civis no primeiro dia da guerra, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, disse aos jornalistas que as conclusões de uma investigação do Pentágono serão divulgadas “quando for a altura certa”.

    No entanto, ao seu lado, Donald Trump voltou a levantar dúvidas quanto ao papel dos EUA neste ato. “Não vi nada que me leve a acreditar que fomos nós”, afirmou.

    Ainda que considerando o bombardeamento da escola como algo “horrível”, o presidente dos EUA disse não saber “se alguma vez vão resolver essa questão de saber de quem foi a culpa, porque havia mísseis a voar por todo o lado”.

  • Trump diz que pediu a Erdoğan para a Turquia não entrar na guerra do Irão. Pentágono está a tratar da venda de caças F-35 a Ancara

    Ainda no decurso da conferência de imprensa na Casa Branca, Donald Trump alegou que a Turquia se manteve fora da guerra entre os EUA e o Irão devido a um pedido pessoal que fez ao presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, para não intervir.

    “Gosto dele, é meu amigo. Ele manteve-se à margem da guerra… Pedi-lhe que se mantivesse à margem e ele manteve-se à margem”, afirmou, sugerindo que, se tivesse entrado, talvez o fizesse “do lado do Irão, porque não é amigo de Israel”.

    Apresentando Erdoğan como um “líder respeitado” e um “homem forte”, Trump adiantou também que os EUA podem avançar com uma potencial venda de caças F-35 à Turquia.

    “Ele é membro da NATO. Provavelmente vou fazer algo que o vai deixar muito feliz… as pessoas não sabem o quão importante a Turquia é em termos militares”, declarou.

    A esse respeito, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, adiantou à agência Reuters que já está em curso um processo de análise para a venda das aeronaves, ato que já leva em linha de conta a aquisição, por Ancara, de sistemas de defesa antimísseis russos S-400 em 2019.

    De acordo com Vance, o secretário da Defesa Pete Hegseth e a sua equipa no Pentágono “estão a analisar esta questão neste momento, porque há certos aspetos que temos de confirmar que ocorreram para cumprir a legislação americana”.

  • Itália desmente secretário-geral da NATO quanto ao uso das suas bases para a guerra com o Irão

    O Ministério da Defesa italiano reagiu esta tarde às afirmações que o secretário-geral da NATO fez aquando da sua visita a Washington, especificamente quanto à declaração de que “500 aeronaves norte-americanas descolaram de bases americanas em Itália” durante a guerra contra o Irão.

    Em comunicado, o ministro da Defesa de Itália, Guido Crosetto, diz que não foram permitidas descolagens a partir das bases que os EUA usam em Itália para missões de combate, tendo sido “autorizadas exclusivamente atividades de natureza técnica e logística”. “Nas ocasiões em que foi apresentado um pedido que ultrapassava este âmbito, como é do conhecimento geral, a Itália não concedeu a autorização”, continua a nota.

    “É surpreendente que o secretário-geral da NATO, que nada tem a ver com a ‘Operação Fúria Épica’, apresente um relato que transmite uma mensagem completamente enganosa ao confundir os tipos de voos autorizados. Bastaria uma investigação mais aprofundada junto da fonte para se ter uma representação real do que aconteceu (e acontece todos os dias): a Itália autoriza exclusivamente os voos previstos nos tratados e que excluem totalmente as atividades cinéticas. Tal como sempre fez e como continuará a fazer enquanto os acordos atuais estiverem em vigor”, atirou ainda, visando Rutte em particular.

  • Trump reitera que imposição iraniana de taxas no Estreito de Ormuz seria "inaceitável"

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou aos jornalistas que um acordo de paz definitivo com o Irão não pode nunca incluir quaisquer taxas sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz.

    “Para mim, isso seria inaceitável”, respondeu a um jornalista.

    De recordar que, embora o memorando de entendimento que o Irão assinou na semana passada proíba Teerão de cobrar portagens no Estreito de Ormuz durante os próximos 60 dias, este deixa em aberto a possibilidade de poder fazê-lo de futuro.

    Trump, no entanto, apontou para o facto de existirem outros estreitos internacionais, garantindo que “também não o permitiria lá”. “Isso mudaria completamente a situação” quanto a um acordo, ressalvou.

  • Trump volta a dizer-se "desapontado" com aliados da NATO. Ao seu lado, Rutte discorda e diz que parceiros apoiaram na guerra com o Irão

    Sentados lado a lado a responder a perguntas dos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, apresentaram versões diferentes no que toca ao apoio europeu no decurso da guerra no Irão.

    “Não precisámos de ajuda nenhuma nesta matéria”, afirmou Trump, citado pela Al-Jazeera, admitindo que “teria sido bom” que os países europeus tivessem dito que gostariam de ajudar os EUA.

    “Fiquei desapontado com a Itália, com o Reino Unido, com a Alemanha e com a França. Ficámos desapontados com a maioria deles. A Espanha é um verdadeiro desastre”, atirou.

    Ao seu lado, Rutte refutou a falta de apoio dos parceiros europeus da NATO de forma algo tímida. “Sei que houve casos isolados que vos deixaram verdadeiramente desapontados, mas, de um modo geral, os vossos aliados europeus têm estado ao vosso lado”, afirmou o secretário-geral da aliança atlântica, citado pela Associated Press.

    Apesar de reconhecer que o apoio não foi unilateral, Rutte fez questão de afirmar que “teria sido muito difícil lidar com o Irão sem contar com a Europa como plataforma de projeção de poder para os Estados Unidos”.

  • Rubio afirma que nenhum outro país quer portagens para Orrnuz

    Em conferência de imprensa durante uma visita ao Kuweit, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio sublinhou que “o mundo inteiro opõe-se”, incluindo os países da região, à cobrança de portagens ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

    “É tão simples quanto isso. O Presidente [norte-americano, Donald Trump] já disse: isso não vai acontecer. Se não cumprirem estes compromissos, o Presidente tem muitas opções à sua disposição”, declarou o chefe da diplomacia de Washington, apontando a possibilidade de suspender o levantamento de sanções ao Irão.

    O secretário de Estado comprometeu-se com “um alinhamento total” com os aliados de Washington do Golfo nas negociações de paz com o Irão, indicando que está prevista uma reunião técnica para 29 ou 30 de junho na Suíça.

    Ao abrigo do memorando de entendimento, alcançado na semana passada pelos Estados Unidos e Irão e que suspendeu as hostilidades, as partes têm 60 dias para negociar um acordo de paz definitivo, incluindo o futuro do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do comércio mundial de produtos petrolíferos antes da guerra.

    Durante a conferência de imprensa, Marco Rubio disse que os EUA não farão “nada que prejudique a segurança” dos aliados na região, com os quais destacou ter mantido “conversas muito francas e honestas” ao longo desta jornada diplomática, iniciada nos Emirados Árabes Unidos e que se prolonga no Kuwait e Bahrein, onde tem prevista na quinta-feira uma reunião com os países do Conselho de Cooperação do Golfo.

    O governante norte-americano explicou que o motivo da viagem a estes países do Golfo é “agradecer o incrível apoio” dado a Washington e, sobretudo, “envolvê-los nas discussões sobre todas as decisões tomadas em relação a esta negociação” com a parte iraniana.

    Rubio evitou esclarecer se o Irão vai prestar alguma garantia relativamente aos limites das suas capacidades de mísseis ou drones, um tema omisso no memorando assinado na semana passada por Donald Trump e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.

    “Não percebi qualquer dúvida sobre as nossas garantias de segurança, porque são reais”, declarou a propósito da defesa dos países do Golfo, que foram alvo de ataques aéreos iranianos ao longo do conflito.

    O secretário norte-americano manifestou confiança de que os representantes iranianos “honrarão os compromissos que assumiram” na primeira ronda de negociações na Suíça, depois de o Irão ter anunciado a reposição do bloqueio no estreito de Ormuz, devido à continuação dos ataques de Israel no Líbano, país abrangido pelo cessar-fogo por exigência de Teerão.

  • "Estamos a vencer por uma grande margem. O Irão está a fazer concessões muito significativas", diz Trump

    Donald Trump não tem dúvidas: as negociações com o Irão estão a correr “muito, muito bem” e os EUA saem cada vez mais vitoriosos do confronto com Teerão.

    “Estamos a vencer por uma grande margem. O Irão está a fazer concessões muito significativas”, disse o Presidente norte-americano aos jornalistas, em breves declarações antes de uma visita ao Senado.

  • Elite israelita envia carta a Netanyahu a exigir fim do "terrorismo judeu" na Cisjordânia sob ameaça de ação judicial

    A missiva, dirigida a vários membros do governo israelita, foi assinada por dois ex-primeiros-ministros, vários antigos chefes de segurança, um prémio Nobel e o mais reconhecido romancista do país.

    Elite israelita envia carta a Netanyahu a exigir fim do “terrorismo judeu” na Cisjordânia sob ameaça de ação judicial

  • "Irão nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu negociação"

    João Albuquerque, especialista em Relações Internacionais, destaca a forma como Israel move “linhas vermelhas” a seu gosto, tratando os apelos de paz dos EUA como meras sugestões.

    “Irão nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu negociação”

  • Secretário de Energia dos EUA afirma que 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas

    No Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova Iorque, o secretário de Energia dos EUA afirmou que cerca de 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas.

    Chris Wright disse, segundo a Al Jazeera, que qualquer atraso no regresso aos níveis normais de transporte de petróleo está relacionado com a presença de minas iranianas na via marítima.

  • Benjamin Netanyahu reitera que nunca pediu autorização a Trump para atacar o Irão. "Simplesmente informei-o"

    Num discurso em hebraico numa conferência para as autoridades locais em Telavive, Benjamin Netanyahu reiterou que nunca pediu autorização a Donald Trump para atacar o Irão, mas que informou o Presiente dos EUA o ano passado.

    “Vamos invadir o Irão, porque não vou ficar parado à espera que os nossos inimigos – inimigos que declaram abertamente, aos quatro ventos, que nos querem destruir, e vocês [americanos] também, já agora”, afirmou o primeiro-ministr5o israelita, citado pelo The Times of Israel.

    “Não vou deixar que isso aconteça. E é por isso que estamos a agir. Não pedi permissão. Simplesmente informei-o sobre o nosso plano”, disse. “Fiquei satisfeito por ele finalmente se ter juntado a nós no final desta ação tão importante”.

  • Trump diz que Irão está a fazer "concessões muito grandes"

    O Presidente dos Estados Unidos garantiu esta quarta-feira, na chegada ao Capitólio, que a guerra com o Irão está a correr “muito, muito bem” e que Teerão está a ceder nas negociações.

    “Como sabem, estamos a ganhar muito, afirmou Trump, citado pela CBS News. “O Irão está a fazer concessões muito grandes. Vamos ver o que acontece — mas isto tem sido muito, muito, muito poderoso”.

    Donald Trump encontra-se no Capitólio, para se reunir com senadores republicanos, no âmbito do SAVE America Act, que pretende introduzir mudanças mais rígidas no direito de voto nos Estados Unidos.

  • Rubio confirma possível retirada gradual das tropas israelitas do sul do Líbano

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou esta quarta-feira que é possível a retirada gradual das tropas israelitas do sul do Líbano, como parte das negociações de paz entre Telavive e Beirute, que decorrem em Washington.

    “Uma das questões que tem sido discutida nestas negociações é a criação de zonas-piloto — áreas específicas e definidas onde as Forças Armadas Libanesas podem entrar, assumir o controlo e assegurar esse território, para depois avançar para a próxima zona piloto”, explicou Rubio, citado pelo The Times of Israel.

    O chefe da diplomacia norte-americano, reiterou ainda que a existência de uma “zona tampão” no sul do Líbano deve-se apenas à presença do Hezbollah.

  • Ucrânia abre investigação a mortes em regimento de assalto do exército ucraniano

    O Departamento Estatal de Investigação da Ucrânia anunciou uma investigação à morte de, pelo menos, 26 recrutas no regimento de assalto Skelia, do exército, com base numa reportagem do site ucraniano Babel.

    “Estão a ser realizadas diversas ações processuais com o objetivo de estabelecer um panorama objetivo dos acontecimentos, verificar a veracidade dos factos publicados e estabelecer todas as circunstâncias apresentadas no material jornalístico”, refere o departamento, em comunicado.

    De acordo com uma investigação do meio de comunicação social ucraniano Babel, publicada na terça-feira, pelo menos 26 pessoas morreram entre o final de 2025 e o início da primavera de 2026, vítimas de abusos físicos que tiveram lugar nos centros do regimento.

    Exames forenses obtidos pelo Babel mostram fraturas nas costelas e nas pernas, assim como traumatismos torácicos.

    No caso de um recruta morto, o exame preliminar feito após o óbito diagnosticou “cardiomiopatia não especificada, sem menção a sinais de morte violenta”, tendo o perito classificado como “lesões leves” contusões no peito, ombros, virilhas, costas, costelas, axilas e pernas.

    Entretanto, o regimento afirmou na terça-feira, no Telegram, que a reportagem se referia a “casos trágicos isolados” e que das 26 mortes mencionadas, “18 ocorreram no hospital ou a caminho do mesmo e não no regimento”. Os recrutas, segundo regimento, já sofriam previamente de condições de saúde debilitadas.

  • Retirada de marinheiros do Golfo Pérsico vai durar semanas, avisa agência da ONU

    A retirada de mais de 11 mil marinheiros do Golfo Pérsico vai durar “algumas semanas”, avisa a Organização Marítima Internacional, agência das Nações Unidas.

    “Vai demorar-nos algumas semanas antes que possamos concluir a evacuação” de cerca de 600 navios retidos, explica o secretário-geral da agência, Arsenio Dominguez, à Agence France Presse, citado pela CBS News.

    As operações de evacuação começaram na terça-feira, sendo que o dirigente da agência espera retirar “cerca de 50 navios por dia”, que estão retidos na região devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

  • Porta-voz do MNE do Irão acusa os Estados Unidos e Israel de instigarem instabilidade no Médio Oriente

    Esmaeil Baqaei, porta-voz do MNE do Irão, acusou os Estados Unidos e Israel de instigarem instabilidade no Médio Oriente, em resposta às acusações de Marco Rubio sobre a causa residir em Teerão.

    Ninguém será enganado; não podemos ter uma região pacífica enquanto o militarismo e o intervencionismo norte-americanos persistirem”, afirmou Baqaei, na rede social X, tendo também acusado Israel de agir com “absoluta impunidade” na região.

  • Negociações técnicas entre EUA e Irão podem ter lugar na próxima semana, afirma Rubio

    As negociações técnicas entre os Estados Unidos e o Irão podem voltar no início da próxima, afirmou Marco Rubio, citado pela CNN e pela Al Jazeera.

    “O grupo técnico está de volta, acredito que no dia 29 ou 30 [de junho]. Acredito que estarão de volta à Suíça, se não estou em erro”, referiu, citado pela Al Jazeera.

    De acordo com o chefe da diplomacia norte-americana, as negociações vão acontecer “ao nível do pessoal técnico, [com] especialistas em energia nuclear, por exemplo, em sanções, e assim sucessivamente“. A ronda irá envolver negociadores dos departamentos norte-americanos de Estado e da Energia.

    Como noticiado anteriormente, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão afirmou que as negociações “vão ser retomadas na próxima semana, provavelmente na terça-feira”.

  • Ataques ucranianos na Rússia forçaram Kremlin a reposicionar os sistemas de defesa em Moscovo e Crimeia

    Os ataques ucranianos com drones perpetrados contra a Rússia forçaram o Kremlin a reposicionar sistemas de defesa aérea localizados nos territórios da Ucrânia ocupados para Moscovo e para a Ponte de Kerch, na Crimeia.

    O anúncio foi feito por Volodymyr Zelensky, na rede social X, citando informações dos serviços secretos, com base em “documentos internos russos”.

    “No fundo, estes são os dois perímetros que os russos receberam ordem para proteger, enfraquecendo outras áreas no seu próprio território e no território temporariamente ocupado da Ucrânia”, acrescentou Zelensky.

    O Presidente da Ucrânia também afirma que os ataques ucranianos na Rússia destruíram “mais de 60 mil toneladas de munições num arsenal da Frota Báltica perto de São Petersburgo” e atingiram fábricas de produção de equipamentos militares.

  • Israel oficializa como seus 46,5 hectares de terras palestinianas ocupadas

    O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, afirmou hoje que Israel declarou como propriedade do Estado 46,5 hectares de terras ocupadas no centro da Cisjordânia.

    “Uma grande notícia para os colonatos: foram declarados 465 ‘dunams’ (46,5 hectares) como terrenos estatais para expandir o colonato de Givot HaRoeh”, escreveu Smotrich na redes sociais.

    O ministro reside também, enquanto colono, num colonato judaico na Cisjordânia, considerado ilegal ao abrigo do direito internacional.

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