Momentos-chave
- Trump diz que “o Irão tem grandes problemas”
- França, Reino Unido e Alemanha "condenam" morte de manifestantes no Irão
- Manifestantes podem enfrentar pena de morte, avisa procurador
- Filho do último xá do Irão dirige-se a Trump: "Isto é um apelo imediato e urgente para a sua ação"
- Apagão no Irão já dura há 24 horas
- Agência da ONU diz que já morreram 48 manifestantes no Irão
- Governo iraniano confirma que provocou apagão
- Líder supremo do Irão está a planear fugir do país, garante Donald Trump
- Líder supremo do Irão diz que Trump será "derrubado" e que o país "não recuará perante os sabotadores"
- Protestos no Irão prosseguem. Imprensa estatal diz que manifestantes são "agentes terroristas" dos EUA e Israel
- Trump recusa reunir-se com o filho do último xá do Irão
- Dezenas de pessoas morreram nos protestos no Irão, que já se espalharam a todo o país
- Herdeiro da monarquia do Xá agradece a Trump e pede à Europa para "agir" em defesa do Irão
- EUA não vão aumentar presença militar no Médio Oriente, mas vão manter-se atentos aos protestos no Irão
- "Se continuarem a matar a população, vão acordar mortos." Aliado de Trump ameaça líderes da república islâmica
- "Apagão total" no Irão. País completamente desconectado da "internet global"
- Agência de notícias iraniana confirma morte de dois membros da Guarda Revolucionária Iraniana
- JD Vance apoia "protestos pacíficos" no Irão. "O regime iraniano tem muitos problemas"
- Trump: "Não há nada como a liberdade. São um grande país"
- Ruas de Teerão completamente bloqueadas pelos protestos
- Trump volta a ameaçar regime do Irão. Se matar manifestantes, EUA podem "atingir fortemente" o Irão: "Vão enfrentar o inferno"
- Internet e linhas telefónicas cortadas no Irão
- Vídeos mostram os protestos em Teerão
Histórico de atualizações
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Este liveblog para acompanhar os protestos no Irão termina aqui. Obrigada pela sua preferência!
Boa noite!
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Trump diz que “o Irão tem grandes problemas”
O Irão tem grandes problemas”, disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca das manifestações contra o poder que eclodiram no país, causando uma interrupção nacional da internet e uma repressão conduzida pelas autoridades.
“Parece-me que o povo está a tomar o controlo de algumas cidades, o que ninguém teria acreditado ser possível ainda há algumas semanas. Estamos a acompanhar a situação de muito perto”, acrescentou o presidente americano.
Na quinta-feira, Trump tinha ameaçado “bater muito forte” no Irão, se as autoridades ‘começassem a matar os manifestantes’.
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França, Reino Unido e Alemanha "condenam" morte de manifestantes no Irão
Reino Unido, França e Alemanha condenaram, num comunicado conjunto, a morte de manifestantes no Irão.
“As autoridades iranianas têm a responsabilidade de proteger a sua população e devem permitir a expressão livre e pacífica sem medo das consequências”, lê-se no comunicado citado pela Sky News.
Depois de uma reunião entre os líderes dos três países, apelaram as autoridades iranianas a serem mais “contidas”, a absterem-se de “violência” e a defenderem os “direitos fundamentais” dos cidadãos iranianos.
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Manifestantes podem enfrentar pena de morte, avisa procurador
Ali Salehi, procurador de Teerão, disse que os protestantes podem enfrentar pena de morte pelas ações realizadas nos protestos, de acordo com a agência iraniana Tasnim, citada pela Sky News.
“Não vamos mostrar clemência aos terroristas armados. A sentença deles é ‘moharebeh’” — expressão que pode ser traduzida para crime de ódio contra deus e que é punido com pena de morte.
Salehi reiterou que os atos de vandalismo direcionados à propriedade pública realizados por todos os manifestantes anti-regime serão considerados ‘moharebeh’.
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Filho do último xá do Irão dirige-se a Trump: "Isto é um apelo imediato e urgente para a sua ação"
O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão, Reza Pahlavi, dirigiu-se diretamente a Donald Trump pela segunda vez em pouco tempo através de publicações nas redes sociais.
Depois de ter pedido aos “líderes europeus” para seguirem o exemplo do Presidente dos EUA e “do mundo livre”, agora, voltou a apelar à intervenção da Casa Branca.
“Presidente [Trump], isto é um apelo imediato e urgente para a sua ação, atenção e apoio. Na última noite, viu os milhões de iranianos corajosos que enfrentaram balas nas ruas. Hoje, enfrentam um apagão total das comunicações, em vez das balas”.
O Filho do último xá do Irão reforçou que Ali Khamenei “ameaçou as pessoas nas ruas” por “ter medo do fim do seu regime criminoso às mãos das pessoas”. Para Reza, esta intensificação da ação do regime iraniano também aconteceu por Trump ter falado sobre os protestos — “a sua crítica ao regime criminoso também manteve os criminosos do regime à distância”.
“Chamei as pessoas para as ruas para lutarem pela sua liberdade. Peço a sua ajuda. Já provou, e eu sei, ser um homem de paz e um homem de palavra. Por favor, esteja pronto a intervir para ajudar os iranianos”, rematou, através de uma publicação no X.
Mr. President, this is an urgent and immediate call for your attention, support, and action. Last night you saw the millions of brave Iranians in the streets facing down live bullets. Today, they are facing not just bullets but a total communications blackout. No Internet. No…
— Reza Pahlavi (@PahlaviReza) January 9, 2026
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Apagão no Irão já dura há 24 horas
O gráfico revelado pelo portal Netblocks mostra a atividade na internet no Irão e evidencia a evidente quebra gerada na quinta-feira, quando já passaram 24 horas desde que começou o apagão.
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Agência da ONU diz que já morreram 48 manifestantes no Irão
A HRANA (uma agência das Nações Unidas para os Direitos Humanos) revela que já morreram pelo menos 48 civis e 14 agentes de segurança durante os protestos que começaram a 28 de dezembro, escreve a BBC.
Outra ONG, sediada na Noruega, conta pelo menos 51 civis mortos, incluindo nove crianças.
A maioria dos órgãos de comunicação social não consegue entrar no Irão, pelo que a contagem dos números de vítimas dependia das redes sociais — missão também impossibilitada pelo apagão de quinta-feira. A BBC persa já confirmou 22 mortes; as forças de segurança confirmam seis baixas de agentes de segurança.
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Governo iraniano confirma que provocou apagão
O Governo iraniano confirmou que provocou um apagão da internet na sequência dos protestos contra o Governo que estão a mobilizar pessoas por todo o país. O governo explicou que a decisão foi tomada pelas “autoridades de segurança” devido às “condições atuais”, avançou a BBC.
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Donald Trump agirá militarmente sobre o Irão?
Bruno Cardoso Reis considera que o caráter historicamente antiamericano do regime iraniano pode motivar Trump a intervir militarmente no país. Ainda, a libertação de presos políticos na Venezuela. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
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O Irão está à beira do colapso económico e social, alerta professora iraniana, em Lisboa
A diretora do Centro de Iranologia da UL analisa os actuais protestos, denuncia a crise e critica o regime de Teerão. Sépideh Radfar olha também para as recentes declarações de Trump sobre o Irão.
O Irão está à beira do colapso económico e social, alerta professora iraniana, em Lisboa
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Líder supremo do Irão está a planear fugir do país, garante Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, diz que o aiatolá Ali Khamenei está a planear fugir do Irão, numa altura em que se intensificam os protestos nas ruas contra o aumento do custo de vida e o regime.
“Ele está à procura um lugar para onde ir. A situação está a ficar muito má”, disse Donald Trump, esta quinta-feira à noite, em entrevista à Fox News.
Esta semana, o jornal The Times já tinha avançado que Ali Khamenei tem um plano de fuga preparado — caso as forças de segurança não consigam reprimir os protestos. A Rússia é o destino mais provável.
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Líder supremo do Irão diz que Trump será "derrubado" e que o país "não recuará perante os sabotadores"
O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, alertou esta sexta-feira o presidente dos EUA, Donald Trump, de que será “derrubado”, tal como aconteceu com “outros tiranos”. As declarações surgem numa altura em que o Irão enfrenta grandes protestos em todo o país, que começaram há quase duas semanas.
“Trump deveria saber que tiranos mundiais como Faraó, Nimrod, Reza Shah e Mohammad Reza foram derrubados no auge de sua arrogância. Ele também será derrubado”, disse Khamenei, em declarações transmitidas pela televisão estatal e citadas pelo Iran International.
O aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, acusou os manifestantes de “destruírem as próprias ruas para agradar ao presidente de outro país”, numa alusão a Donald Trump. “Eles querem deixá-lo feliz. Se ele soubesse como governar um país, governaria o seu próprio”, disse ele, acrescentando que há muitos problemas dentro dos Estados Unidos.
Khamenei garantiu que o regime “não recuará perante os sabotadores”, referindo-se aos manifestantes. “Todos devem saber que a República Islâmica chegou ao poder com o sangue de centenas de milhares de pessoas honradas e não recuará perante os sabotadores”, salientou.
O líder supremo iraniano exortou ainda os iranianos a peranecerem unidos. “Queridos jovens, mantenham-se preparados e unidos. Uma nação unida vencerá qualquer inimigo”, apelou.
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Protestos no Irão prosseguem. Imprensa estatal diz que manifestantes são "agentes terroristas" dos EUA e Israel
Os protestos no Irão prosseguem esta sexta-feira, pelo 13º dia consecutivo, com manifestantes a marcharem e a entoarem cânticos nas ruas, segundo a Associated Press.
Vídeos curtos partilhados online por ativistas mostram manifestantes a gritar palavras de ordem contra o governo iraniano em Teerão e noutras cidades.
A imprensa estatal iraniana quebrou o silêncio sobre os protestos esta sexta-feira, classificando os manifestantes como “agentes terroristas” dos EUA e de Israel. Também admitiu que houve “vítimas”, sem dar mais detalhes.
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Trump recusa reunir-se com o filho do último xá do Irão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou um encontro com o autoproclamado príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, sugerindo que Washington não está preparado para apoiar um sucessor do atual regime iraniano, caso este entre em colapso.
“Acho que devemos deixar todos concorrer e ver quem se destaca”, disse Trump ao podcast The Hugh Hewitt Show. “Não tenho a certeza se isso seria a coisa certa a fazer”, disse o presidente norte-americano, citado pela Al Jazeera, quando questionado sobre se considera encontrar-se com Reza Pahlavi — que está, há décadas, exilado nos EUA.
Na quinta-feira, Trump chamou classificou Resza Pahlavi — filho do último xá do Irã, deposto pela Revolução Islâmica de 1979 — como “uma pessoa agradável”.
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Dezenas de pessoas morreram nos protestos no Irão, que já se espalharam a todo o país
Dezenas de pessoas morreram na sequência dos protestos que irromperam nos últimos dias no Irão. O número de mortos varia, no entanto, de acordo com as várias entidades que estão a monitorizar a convulsão social naquele país.
A agência de notícias Human Rights Activist News Agency, sediada nos EUA, afirmou que pelo menos 34 manifestantes – cinco deles crianças – e oito membros das forças de segurança foram mortos, e que outros 2.270 manifestantes foram presos desde que os protestos começaram, há 12 dias.
Já a organização de direitos humanos Iran Human Rights, citada pela BBC, avançou que pelo menos 45 manifestantes, incluindo oito crianças, foram mortos pelas forças de segurança iranianas.
A BBC Persian confirmou as mortes e as identidades de 22 pessoas, enquanto as autoridades iranianas relataram a morte de seis membros das forças de segurança.
As forças de segurança iranianas têm reagido de forma diferente às várias manifestações. Enquanto os protestos de ontem em Teerão e e na segunda maior cidade do país, Mashhad, não foram reprimidos, na cidade de Ilam, Kermanshah e Lorestan (no oeste), pelo menos 17 manifestantes foram mortos.
Na quarta-feira, ocorreram também confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança em diversas cidades e vilas do oeste do Irão. Esse terá sido o dia em que se registou o maior número de mortos: 13, incluindo três polícias.
Esta quinta-feira foi o 12º dia consecutivo de protestos desencadeados pela desvalorização da moeda iraniana, aumento do custo de vida e crise económica no país. As manifestações já se espalharam por mais de 100 cidades e vilas em todas as 31 províncias do Irão, de acordo com os grupos de direitos humanos.
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Herdeiro da monarquia do Xá agradece a Trump e pede à Europa para "agir" em defesa do Irão
O príncipe herdeiro do Irão, Reza Pahlavi, escreveu no X que “milhões de iranianos” protestaram pela “liberdade esta noite”: “Em resposta, o regime no Irão cortou todas as linhas de comunicação. Cortou a Internet. Cortou linhas telefónicas. Até pode tentar interferir com sinais de satélite”.
Millions of Iranians demanded their freedom tonight. In response, the regime in Iran has cut all lines of communication. It has shut down the Internet. It has cut landlines. It may even attempt to jam satellite signals.
I want to thank the leader of the free world, President…
— Reza Pahlavi (@PahlaviReza) January 8, 2026
Reza Pahlavi agradeceu ao Presidente norte-americano, Donald Trump, por reiterar a “sua promessa de responsabilizar o regime”.
“É tempo para outros, incluindo líderes europeus, seguirem a sua liderança, quebrarem o silêncio a agirem mais decisivamente no apoio à população do Irão”, destacou o filho do xá deposto na revolução de 1979.
Reza Pahlavi pediu aos líderes europeus para usarem todos os “recursos técnicos, financeiros e diplomáticos disponíveis para restaurar a comunicação ao povo iraniano para que a sua voz e vontade seja ouvida e vista”.
“Não deixem as vozes dos meus corajosos compatriotas sejam silenciadas”, rematou.
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EUA não vão aumentar presença militar no Médio Oriente, mas vão manter-se atentos aos protestos no Irão
A Fox News está a avançar que os Estados Unidos não vão aumentar a presença militar no Médio Oriente em resposta aos protestos iranianos.
No entanto, as autoridades norte-americanas vão estar atentas aos protestos no Irão, em particular os de amanhã, e vão perceber como o regime responde.
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"Se continuarem a matar a população, vão acordar mortos." Aliado de Trump ameaça líderes da república islâmica
É um dos senadores mais próximos do Presidente norte-americano. Lindsey Graham, amigo de Donald Trump, deixou uma ameaça ao regime iraniano, que descreveu como “patrocinador do terrorismo e um regime brutal e nazi religioso”: “Se continuarem a matar a própria população para manterem o controlo doentio sobre o Irão, vão acordar mortos”.
To the Iranian people: President Trump is not Obama. He will stand up for you as you demand the end to your horrible oppression.
To the leadership of this state sponsor of terrorism, brutal, religious Nazi regime: if you continue to kill your own people to maintain your sick…— Lindsey Graham (@LindseyGrahamSC) January 8, 2026
No X, Lindsey Graham aconselhou aos líderes do regime iraniano para não atacarem Donald Trump. “Bandidos, ditadores, bullies e assassinos que desafiam o Presidente Trump não duram muito neste mundo.”
Lindsey Graham avisou também que o Presidente Trump “não é Obama”: “Ele defender-vos-á enquanto continuam a exigir o fim da terrível opressão que sofrem”.
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"Apagão total" no Irão. País completamente desconectado da "internet global"
A empresa norte-americana Cloudfare informou que o Irão está num apagão informativo total, o que está a impedir qualquer acesso à internet no país.
“Há uma desconexão da internet global”, escreve a Cloudfare. Esse apagão dura desde as 19h45 (hora em Lisboa, mais três horas e meia em Teerão).
#Internet traffc in #Iran has dropped to effectively zero as of 18:45 UTC (22:15 PM local time), signaling a complete shutdown in the country, and disconnection from the global Internet.https://t.co/V77cj6rrQW pic.twitter.com/yZjOBqsGJm
— Cloudflare Radar (@CloudflareRadar) January 8, 2026
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Agência de notícias iraniana confirma morte de dois membros da Guarda Revolucionária Iraniana
A agência de notícias iraniana Tasmin confirmou que morreram pelo menos dois membros da Guarda Revolucionária iraniana na cidade de Kermanshah durante os protestos.