Momentos-chave
- Operação da polícia israelita e dos IDF deixa 24 feridos em Jerusalém Oriental
- Autoridade Palestiniana contra novos colonatos israelitas na Cisjordânia
- EUA acusam Israel de "provocar" o mundo árabe após Katz ter pedido colonatos em Gaza
- Líbano nega que o seu soldado morto no ataque israelita tivesse ligações ao Hezbollah
- Greta Thunberg libertada sob fiança após detenção em Londres
- Líbano diz estar perto de concluir início do desarmamento de Hezbollah
- Bélgica vai apoiar processo contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça
- Ex-conselheiro de Netanyahu acusa-o de pedir-lhe plano para escapar à responsabilidade pelo ataque do Hamas
- Dois homens considerados culpados por planear "maior ataque terrorista de sempre" contra judeus no Reino Unido
- Israel Katz retira afirmações sobre ocupação do norte de Gaza. Declarações foram feitas "meramente num contexto de segurança"
- Herzog deverá visitar Austrália após ter sido convidado por Anthony Albanese
- "Israel nunca vai abandonar a Faixa de Gaza" e "grupos pioneiros vão estabelecer-se no norte", garante ministro da Defesa de Israel
- Israel diz ter matado três militantes do Hezbollah no sul do Líbano. Uma das vítimas será membro dos serviços secretos do Exército libanês
- Estado australiano aperta acesso a armas e proíbe "símbolos terroristas" uma semana após ataque em Bondi
- Israel e EUA excluem diplomata francês de encontro no Líbano
Histórico de atualizações
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O que se sabe até agora
- Greta Thunberg foi detida em Londres durante uma manifestação em apoio ao grupo Palestine Action, mas foi libertada sob fiança. A ativista sueca foi acusada ao abrigo da Lei Antiterrorista por exibir um cartaz de apoio ao grupo Palestine Action, considerado terrorista pelo governo britânico.
- Eli Feldstein, ex-conselheiro de Benjamin Netanyahu, acusou o primeiro-ministro israelita de pedir um plano para escapar à responsabilidade pelo massacre de 7 de outubro. Segundo Feldstein, Netanyahu estava preocupado com a comunicação mediática em relação à sua responsabilidade, instruindo-o a evitar a menção a responsabilidades em declarações públicas.
- O parlamento israelita aprovou uma emenda que permite prolongar até ao final de 2027 a proibição de transmissões de órgãos de comunicação social estrangeiros considerados uma ameaça à segurança nacional. Esta decisão visa principalmente o canal Al Jazeera, acusado de propaganda pelo governo israelita, e reflete uma política mais abrangente de censura dos meios de comunicação.
- O Líbano encontra-se perto de completar a primeira fase de um plano para desarmar o Hezbollah, com o apoio internacional. As Forças Armadas Libanesas pretendem controlar o armamento na faixa fronteiriça com Israel até ao final do ano, numa decisão que procura garantir a segurança nacional libanesa, apesar da preferência israelita por uma abordagem mais rápida.
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Operação da polícia israelita e dos IDF deixa 24 feridos em Jerusalém Oriental
A polícia israelita diz ter efetuado uma “operação conjunta” com as Forças de Defesa de Israel nos subúrbios de Kafr Aqab e Qalandiya para apreender milhares de “ovos não regulamentados e impróprios para consumo”. Além disso, diz também ter confiscado cigarros contrabandeados e apreendido veículos suspeitos de terem sido roubados.
No decorrer desta operação, o Crescente Vermelho Palestiniano, citado pelo Haaretz, diz que três pessoas ficaram feridas devido a ter sofrido tiros com munições reais e outras três por terem sido atingidas por balas de borracha.
Além disso, outras 17 tiveram de ser assistidas por terem inalado gás lacrimogéneo e uma terá sido espancada pelas autoridades israelitas.
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Autoridade Palestiniana contra novos colonatos israelitas na Cisjordânia
A Autoridade Palestiniana denunciou hoje o projeto de Israel de instalar 19 novos colonatos na Cisjordânia ocupada, considerando-o uma “medida perigosa” que visa consolidar o controlo israelita sobre todo o território palestiniano.
“Trata-se de uma extensão direta das políticas de ‘apartheid’, colonização e anexação, o que viola os direitos inalienáveis do povo palestiniano e destrói qualquer perspetiva real de estabilidade”, acusou o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano num comunicado divulgado a partir de Ramallah.
As autoridades israelitas anunciaram no domingo terem aprovado a instalação de 19 colonatos na Cisjordânia, uma medida que, argumentam, visa bloquear a criação de um Estado palestiniano. No total, 69 colonatos receberam ‘luz verde’ nos últimos três anos.
“A proposta do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e do ministro da Defesa, Israel Katz, de declarar e formalizar 19 novos colonatos na Judeia e Samaria foi aprovada pelo gabinete” de segurança do Governo, lê-se na nota citada pela agência notícias France-Presse (AFP), referindo-se aos territórios na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
“No terreno, estamos a impedir a criação de um Estado palestiniano terrorista; continuaremos a desenvolver, construir e a estabelecer-nos na terra do nosso património ancestral”, refere ainda o comunicado do Governo de Benjamin Netanyahu.
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EUA acusam Israel de "provocar" o mundo árabe após Katz ter pedido colonatos em Gaza
Os EUA reagiram aos comentários do ministro da Defesa, Israel Katz, a favor da construção de colonatos na Faixa da Gaza, acusando-o de prejudicar os esforços de paz que ajudou a promover.
“Quanto mais Israel provoca, menos os países árabes querem trabalhar com eles”, lê-se numa declaração enviada ao Times of Israel, atribuída a um oficial norte-americano.
Ainda que Katz tenha voltado atrás com as suas declarações, a administração Trump quis reagir à “provocação” com uma nota condenatória.
“Os Estados Unidos continuam totalmente comprometidos com o Plano de Paz de 20 Pontos do presidente Trump, que foi acordado por todas as partes e apoiado pela comunidade internacional. O plano prevê uma abordagem faseada para a segurança, a governação e a reconstrução em Gaza. Esperamos que todas as partes cumpram os compromissos que assumiram no âmbito do Plano de 20 Pontos”, lê-se na declaração.
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Líbano nega que o seu soldado morto no ataque israelita tivesse ligações ao Hezbollah
Em causa está o facto de Israel acusar um dos três homens que matou num ataque aéreo decorrido na manhã de segunda-feira no sul do Líbano de ser um membro dos serviços secretos do Exército libanês com ligações ao Hezbollah.
O exército libanês confirmou esta terça-feira que a vítima trata-se do suboficial Ali Abdullah, da Brigada de Apoio e Regimento Antitanque do exército, morto quando seguia no seu veículo quando decorreu o ataque aéreo israelita.
No entanto, ao contrário dos outros dois homens visados — descritos por Israel como sendo militantes do Hezbollah a tentar recuperar as suas operações militares —, o Ministério da Defesa libanês nega qualquer ligação do seu suboficial ao grupo radical. O ministro da Defesa, Michel Menassa, afirmou que tais relatos constituíam um “ataque malicioso” à instituição, escreve a Reuters.
Um representante do Hezbollah também negou à agência noticiosa qualquer ligação entre o grupo e membros do exército libanês.
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Greta Thunberg libertada sob fiança após detenção em Londres
A ativista sueca foi libertada esta tarde após ter sido detida no centro de Londres durante um protesto de apoio ao grupo Palestine Action (Ação Palestina).
Segundo afirmou o grupo ativista britânico Prisoners for Palestine à Reuters, Thunberg foi detida ao abrigo da Lei Antiterrorista por exibir um cartaz que afirmava “apoio os prisioneiros da Palestine Action. Oponho-me ao genocídio”. Em causa está o facto do governo britânico ter classificado a Palestine Action como um grupo terrorista.
BREAKING: Greta Thunberg released on bail after being arrested for a sign which said 'I support Palestine Action prisoners. I oppose genocide.'
The two supporters which shut down Aspen Insurance in solidarity with the hunger strikers, remain detained at Bishopsgate station. pic.twitter.com/rIIKrC42e6
— Prisoners For Palestine (@Prisoners4Pal) December 23, 2025
A polícia confirmou entretanto que Thunberg foi libertada sob fiança até uma data em março.
Além da ativista sueca, outras duas pessoas foram detidas por atirar tinta vermelha num edifício.
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Polícia britânica termina investigação aos Bob Vylan por gritarem "morte às IDF" sem apresentar acusações
A polícia britânica confirmou esta terça-feira que não vai proceder a qualquer acusação criminal ao duo Bob Vylan pelos comentários sobre o exército israelita feitos no festival de música de Glastonbury por não haver provas suficientes de crime.
Esta decisão surge depois de, em julho, a polícia britânica ter chegado a uma conclusão idêntica quanto ao grupo norte-irlandês Kneecap, que também fez declarações polémicas no mesmo festival.
Em causa estava o facto do vocalista/guitarrista dos Bob Vylan, Bobby Vylan — o duo de Ipswich é completado pelo baterista Bobbie Vylan — ter entoado cânticos pela “Palestina Livre” e de “Morte às IDF” — referindo-se assim ao Exército israelita — e incentivando o público a fazer o mesmo durante a sua atuação em Glastonbury a 28 de junho.
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Líbano diz estar perto de concluir início do desarmamento de Hezbollah
O exército libanês garantiu hoje estar “prestes a concluir a primeira fase” do plano que visa assegurar o controlo do armamento pelas Forças Armadas e avançar para o desarmamento do grupo xiita.
Em comunicado, o comandante-chefe do exército libanês, general Rodolphe Heikal, informou que a instituição está a “avaliar, estudar e planear meticulosamente” as próximas etapas, tendo em conta “todos os dados e circunstâncias relevantes”.
Heikal falava após uma reunião extraordinária realizada em Yarze, a leste de Beirute, com altos comandantes militares, dedicada aos “últimos acontecimentos” num contexto de “violações e ataques israelitas contínuos”.
O responsável sublinhou a ambição de “reforçar as capacidades do exército” para que este se afirme como “protetor e garante da segurança do povo libanês” em todo o território, defendendo a necessidade de um apoio “substancial e de alta qualidade” por parte de países “irmãos e amigos”.
O comandante-chefe considerou ainda “positivas” as reuniões mantidas na semana passada em Paris com enviados especiais para o Líbano de França, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, nas quais foram discutidos os esforços para desarmar o Hezbollah.
Heikal destacou o desempenho das Forças Armadas, afirmando que estas “conquistaram a confiança” apesar de “acusações ocasionais e tentativas de desinformação israelitas”, e reconheceu o papel da missão de paz das Nações Unidas (UNIFIL).
Este verão, o Governo libanês aprovou um plano militar para garantir a exclusividade do armamento estatal, que Washington e Israel procuram acelerar, no caso israelita através do aumento dos bombardeamentos no país.
Para já, Beirute concentra-se numa primeira fase destinada a concluir o desarmamento de atores não estatais na faixa fronteiriça com Israel até ao final do ano, prevendo que o restante território seja abrangido gradualmente, em contraste com a preferência israelita por um avanço mais rápido em todo o país.
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Bélgica vai apoiar processo contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça
De acordo com um comunicado divulgado pelo TIJ, a Bélgica, que já tinha manifestado publicamente no ano passado a sua intenção de intervir no processo iniciado pela África do Sul em dezembro de 2023, invocou o artigo 63.º do Estatuto do Tribunal.
Este artigo permite que outros países se tornem partes num processo “desde que este diga respeito à interpretação de uma convenção da qual outros Estados, além dos envolvidos, sejam parte”.
Vários países já aderiram ao caso perante o tribunal, sediado em Haia, incluindo Brasil, Irlanda, Bolívia, Colômbia, Líbia, Espanha e México, e outros manifestaram publicamente interesse em fazê-lo, mas ainda não formalizaram os seus pedidos.
O TIJ encontra-se numa fase intermédia do processo iniciado por Pretória, que acusa Israel de violar a Convenção.
Na fase preliminar, a África do Sul solicitou também, em diversas ocasiões, medidas provisórias urgentes, exigindo que o Governo israelita protegesse a população civil palestiniana do genocídio.
Em resposta, o TIJ aceitou parcialmente o pedido em janeiro de 2024, concluindo que existia “um risco real e iminente de danos irreparáveis” para os direitos dos palestinianos e reconhecendo que o direito dos habitantes da Faixa de Gaza a serem protegidos contra atos de genocídio era plausível, embora sem se pronunciar ainda sobre o mérito da causa.
O tribunal ordenou então que Israel tomasse medidas “imediatas e eficazes” para prevenir atos de genocídio e garantir a entrada de ajuda humanitária no enclave palestiniano.
Estas medidas são juridicamente vinculativas, mas o tribunal não dispõe de meios concretos para as aplicar.
Israel criticou este procedimento e refutou as acusações.
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Israel prolonga até 2027 proibição de transmissões de media estrangeiros
O parlamento israelita aprovou hoje uma emenda que permite às autoridades prolongar até ao final de 2027 a proibição de transmissões de órgãos de comunicação social estrangeiros considerados uma ameaça à segurança nacional.
A legislação — inicialmente adotada em abril de 2024 durante a guerra em Gaza entre Israel e o Hamas — tinha como principal alvo o canal do Qatar Al Jazeera, descrito pelas autoridades israelitas como um “órgão de propaganda” do movimento palestiniano e encerrado por decisão governamental.
Segundo o texto aprovado no Knesset, a medida deixa de estar limitada ao estado de emergência decretado no início do conflito, que terminou a 1 de dezembro de 2025, passando a vigorar ao abrigo de uma disposição temporária válida até 31 de dezembro de 2027.
De acordo com a nova emenda, se o primeiro-ministro considerar, com base em “pareceres profissionais”, que um meio de comunicação social estrangeiro constitui uma ameaça à segurança nacional, o ministro das Comunicações pode ordenar a suspensão das transmissões, o encerramento das instalações, a apreensão dos equipamentos e o bloqueio do respetivo sítio na Internet.
Um único parecer favorável de uma das agências de segurança é suficiente, não sendo necessária validação judicial.
O ministro das Comunicações, Shlomo Karhi, saudou a aprovação da medida, afirmando nas redes sociais que “os canais terroristas estão fora de questão tanto em tempos normais como em estado de emergência”.
Em reação, o dirigente palestiniano Mustafa Barghouti, da Iniciativa Nacional Palestiniana, condenou a decisão como “injusta” e inserida numa política mais ampla de “censura” dos meios de comunicação social.
Entre 2024 e 2025, Israel caiu 11 posições no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras, passando para o 112.º lugar entre 180 países.
Na segunda-feira, o Governo israelita aprovou igualmente o encerramento da rádio militar Galei Tsahal, apesar da oposição do consultor jurídico do executivo.
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Cinco colonos israelitas detidos após ataque a casa na Cisjordânia
Os colonos mataram três ovelhas e feriram outras quatro, partiram uma porta e uma janela da casa e dispararam gás lacrimogéneo para o interior, enviando três crianças palestinianas com menos de 4 anos para o hospital, relatou Amir Dawood, que dirige a Comissão de Resistência ao Muro e aos Colonatos, estrutura inserida na Autoridade Palestiniana.
A polícia indicou que cinco colonos foram detidos por suspeita de invasão de terras palestinianas, danos materiais e uso de gás pimenta, mas não de gás lacrimogéneo, acrescentando que está a investigar o caso.
Imagens de câmaras de segurança que captaram o ataque na localidade de Samu e que foram partilhadas pela comissão mostram cinco colonos mascarados e com roupas escuras, alguns com bastões, a aproximarem-se da casa e aparentemente a entrar, descreveu a agência Associated Press (AP).
Ouvem-se ruídos de objetivos a partirem-se, assim como sons de animais. Outro vídeo do interior mostra figuras mascaradas aparentemente a atacar ovelhas no estábulo.
Fotos também partilhadas pela comissão mostram vidros de carros e da casa partidos, uma porta da frente destruída e móveis revirados, de acordo com a AP, que assinala também ovelhas mortas enquanto outras permanecem com a pele manchadas de sangue.
Dawood disse que este foi o segundo ataque contra aquela família em menos de dois meses, classificando-o como “parte de um padrão sistemático e contínuo de violência dos colonos contra civis palestinianos, as suas propriedades e os seus meios de subsistência, levada a cabo com impunidade sob a proteção da ocupação israelita”.
Durante a colheita da azeitona em outubro, colonos em todo o território lançaram uma média de oito ataques diários, o número mais elevado desde que o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas (OCHA) começou a recolher dados em 2006.
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Ex-conselheiro de Netanyahu acusa-o de pedir-lhe plano para escapar à responsabilidade pelo ataque do Hamas
Eli Feldstein, que está a ser julgado por alegadamente ter divulgado informações classificadas à imprensa, fez a acusação explosiva numa extensa entrevista ao canal público israelita Kan, na noite de segunda-feira.
Os críticos têm acusado repetidamente Netanyahu de recusar assumir culpas pelo ataque mais mortífero da história de Israel. No entanto, pouco se sabe sobre o comportamento do primeiro-ministro nos dias imediatamente a seguir ao ataque, período durante o qual tem resistido de forma consistente à abertura de um inquérito estatal independente.
Em declarações à Kan, Feldstein disse que “a primeira tarefa” que recebeu de Netanyahu após o ‘7 de outubro’ foi travar os apelos à responsabilização.
“Ele perguntou-me: ‘Do que estão a falar nas notícias? Ainda estão a falar de responsabilidade?’ Queria que eu pensasse em algo que pudesse ser dito para contrariar a tempestade mediática em torno da questão de saber se o primeiro-ministro tinha assumido responsabilidades ou não”, relatou Feldstein.
O então conselheiro acrescentou que Netanyahu parecia “em pânico” quando fez o pedido. Feldstein afirmou ainda que, mais tarde, foi instruído por pessoas do círculo próximo do primeiro-ministro a omitir a palavra “responsabilidade” de todas as declarações públicas.
O gabinete de Netanyahu já reagiu, classificando a entrevista como “uma longa série de alegações mentirosas e recicladas feitas por um homem com claros interesses pessoais, que tenta desviar a responsabilidade de si próprio”, segundo a imprensa hebraica.
As declarações de Feldstein surgem após ter sido acusado num julgamento em que é suspeito de ter divulgado informação militar classificada a um tabloide alemão, com o objetivo de melhorar a perceção pública do primeiro-ministro após a morte de seis reféns em Gaza, em agosto do ano passado.
Feldstein é também suspeito no escândalo conhecido como “Qatargate”, sendo um de dois conselheiros próximos de Netanyahu acusados de terem recebido dinheiro do Qatar enquanto trabalhavam simultaneamente para o primeiro-ministro.
Na segunda-feira, a propósito do “Qatargate”, e após novas revelações, o ex-primeiro-ministro israelita Naftali Bennett pediu a demissão de Netanyahu, já alvo de um julgamento por corrupção, acusando-o de traição em pleno estado de guerra.
“O gabinete de Netanyahu traiu o Estado de Israel e os soldados das Forças de Defesa de Israel em tempo de guerra e agiu em nome do Qatar para obter ganhos pessoais, enquanto ele próprio tenta encobrir o facto”, declarou nas redes sociais Bennett, primeiro-ministro entre 2021 e 2022.
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Mais de 400 personalidades femininas pedem ao Irão que suspenda execução de ativista
Mais de 400 personalidades femininas de todo o mundo, incluindo quatro prémios Nobel e várias ex-presidentes e chefes de Governo, pediram hoje ao Irão que liberte imediatamente a ativista Zahra Tabari, temendo a sua iminente execução.
Zahra Tabari, uma mãe de 67 anos, foi condenada à morte em outubro passado, após um “julgamento simulado de dez minutos realizado por videoconferência sem a presença do seu advogado”, segundo uma carta assinada por estas personalidades.
O texto especificou que Tabari enfrenta a pena de morte “por segurar uma faixa com a inscrição ‘Mulher, Resistência, Liberdade’, provavelmente derivada da frase ‘Mulher, Vida, Liberdade’” que ganhou popularidade durante a onda de protestos de 2022 no Irão.
Elaborada pela associação de familiares das vítimas “Justiça para as Vítimas do Massacre do Irão de 1988”, com sede em Londres, a carta foi assinada por ex-presidentes da Suíça e do Equador e ex-primeiras-ministras da Finlândia, Peru, Polónia e Ucrânia.
“Exigimos a libertação imediata de Zahra e apelamos aos governos de todo o mundo para que se solidarizem com as mulheres iranianas na sua luta pela democracia, igualdade e liberdade”, referiu a carta.
O documento foi também assinado por juízas, diplomatas, membros do parlamento e outras figuras públicas, como a filósofa francesa Elisabeth Badinter.
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Dois homens considerados culpados por planear "maior ataque terrorista de sempre" contra judeus no Reino Unido
O objetivo era simples: “Matar o maior número de judeus possível”. A preparação começou no final de 2023 e alastrou-se quase até ao início do verão do ano seguinte. Mas quando se preparavam para comprar as AK-47 que iriam utilizar para cometer o massacre, o vendedor — que na verdade era um polícia descaracterizado — denunciou-os.
Quase dois anos depois de terem começado a planear as suas operações em Manchester, Walid Saadaoui e Amar Hussein, dois homens com “um ódio visceral” contra judeus, foram considerados culpados por planear aquele que seria o “maior ataque terrorista de sempre” no Reino Unido.
A pena ainda não é conhecida, mas um terceiro homem — irmão de Walid — também terá sido considerado culpado por não ter divulgado a informação que conhecia sobre os atos de terrorismo que estavam a ser planeados, escreve o The Guardian.
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Israel Katz retira afirmações sobre ocupação do norte de Gaza. Declarações foram feitas "meramente num contexto de segurança"
“Com a ajuda de Deus, quando a altura chegar, grupos pioneiros vão estabelecer-se no norte de Gaza, no local dos aldeamentos evacuados”. Estas foram as afirmações de Israel Katz, o ministro da Defesa israelita, esta manhã. Porém, horas mais tarde, o governante voltou atrás e disse que o “Governo israelita não tinha intenções de estabelecer aldeamentos na Faixa de Gaza”. As afirmações desta manhã, continua, citado pelo The Times of Israel, foram feitas “meramente num contexto de segurança”.
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Herzog deverá visitar Austrália após ter sido convidado por Anthony Albanese
O Presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá visitar a Austrália após ter sido convidado pelo Governo australiano e pela comunidade judaica local, na sequência do ataque na praia de Bondi, em Sydney, informou o gabinete de Herzog em comunicado citado pelo Haaretz.
De acordo com a mesma nota, o convite surgiu após uma chamada entre Herzog e o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
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Greta Thunberg detida em Londres durante manifestação de apoio ao grupo Palestine Action
A ativista climática Greta Thunberg foi detida esta terça-feira no centro de Londres durante um protesto de apoio ao grupo Palestine Action (Ação Palestina).
A Polícia da cidade de Londres informou, de acordo com a Sky News, que a jovem de 22 anos estava a exibir um cartaz de apoio à organização classificada como terrorista pelo Governo britânico, contrariando a Lei Antiterrorismo de 2000.
NOW: Greta Thunberg was arrested in London after holding a sign supporting the proscribed organisation Palestine Action. Can she just be deported and NEVER allowed back into this country. @ShabanaMahmood pic.twitter.com/6sq67Bzyaz
— Heidi Bachram ????️ (@HeidiBachram) December 23, 2025
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"Israel nunca vai abandonar a Faixa de Gaza" e "grupos pioneiros vão estabelecer-se no norte", garante ministro da Defesa de Israel
“Estamos bem no interior de Gaza e nunca vamos sair de lá — não vai acontecer. Estamos cá para defender e prevenir que aquilo que aconteceu [7 de outubro] volte a acontecer”, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, citado pelo The Times of Israel. Nestas declarações, o governante israelita contraria as garantias de Donald Trump, que tem vindo a repetir a garantia de que, numa fase mais avançada do cessar-fogo, Israel iria abandonar o território, recusando qualquer tentativa de “ocupação ou anexação”.
Katz também avançou informações contrárias às expressas por Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel tem vindo a reforçar a ideia de que não existe um plano para recolonizar o enclave palestiniano — algo que também é mencionado no plano para a paz assinado pelo Hamas e por Telavive. Contudo, o ministro da Defesa tem outros planos. “Com a ajuda de Deus, quando a altura chegar, grupos pioneiros vão estabelecer-se no norte de Gaza, no local dos aldeamentos evacuados”, afirmou, garantindo que o vão fazer “da forma certa, num momento apropriado”.
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Israel diz ter matado três militantes do Hezbollah no sul do Líbano. Uma das vítimas será membro dos serviços secretos do Exército libanês
Israel lançou um ataque aéreo com drones no sul do Líbano esta segunda-feira. Hoje, confirmam ter matado três militantes do Hezbollah. De acordo com o jornal Haaretz, que cita um porta-voz do Exército israelita, o objetivo da ofensiva era travar o reerguer das operações militares do grupo. Pouco tempo após o ataque, Israel afirmou que uma das vítimas mortais também pertencia aos serviços secretos do Exército libanês. A imprensa israelita adianta que “vários membros do Hezbollah” foram atingidos perto de Sidon, mas não divulgaram o número total de vítimas do ataque.