Acompanhe o nosso liveblog sobre o conflito no Médio Oriente.
A polícia britânica anunciou esta sexta-feira ter encerrado a investigação ao grupo norte-irlandês Kneecap por não haver provas suficientes de crime nos comentários anti-Israel, proferidos em junho no festival de Glastonbury, no Reino Unido.
Em comunicado, a polícia de Somerset e Avon revelou que decidiu não tomar qualquer medida contra o trio de rap pela falta de “provas suficientes para chegar a conclusão realista de condenação por qualquer delito”, mas mantém a investigação aos Bob Vylan, que também atuaram no festival.
Durante o concerto de Bob Vylan, um dos dois rappers gritou “Morte, morte ao IDF!”, sigla que significa Israel Defende Forces (Forças de Defesa de Israel), o exército israelita, e exortou a multidão a fazer o mesmo.
Os rappers do Kneecap, por sua vez, acusaram Israel de ser um Estado “criminoso de guerra” e exortaram a multidão a repetir insultos contra o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Esta edição do festival de Glastonbury tinha sido alvo de escrutínio devido à presença dos Kneecap porque um dos três membros, Liam O’Hanna, conhecido como Mo Chara, fora acusado de “infração terrorista” por ter exibido uma bandeira do movimento xiita libanês Hezbollah durante um concerto em Londres, em 2024.
Nas redes sociais, os Kneecap congratularam-se esta sexta com o encerramento da investigação policial, dizendo que foi parte “de uma tentativa de intimidação política”.
One element of the political policing intimidation attempt is over.
We played a historic set at Glastonbury. Whole area closed an hour before due to crowds. A celebration of love and solidarity. A sea of good people at the world's most famous festival.
Shortly afterwards we… pic.twitter.com/S0BsMeOM83
— KNEECAP (@KNEECAPCEOL) July 18, 2025
“Demos um concerto histórico em Glastonbury (…) e qualquer pessoa que tenha visto a nossa atuação sabe que não foram infringidas quaisquer leis”, afirmaram.
No caso dos Bob Vylan, os Estados Unidos anunciaram que iriam revogar os vistos dos músicos, “tendo em vista o seu discurso de ódio em Glastonbury”, e a dupla teve alguns concertos cancelados em países como a Alemanha e o Reino Unido.
No início desta semana, a dupla Bob Vylan comunicou que já não fará a digressão com os norte-americanos Gogol Bordello, que incluía dois concertos em Portugal, em outubro.
Num comunicado, partilhado nas redes sociais, dizem que, “devido a complicações logísticas”, decidiram não fazer a primeira parte dos Gogol Bordello, na digressão europeia da banda, que inclui um concerto em Lisboa, dia 11 de outubro, no LAV-Lisboa ao Vivo, e outro no Porto, dia 12 de outubro, no HardClub.
No entanto, os Bob Vylan afirmam na publicação que atuarão na Europa “nos próximos meses, em festivais e em nome próprio”, e que “haverá anúncios de concertos em breve”.