Histórico de atualizações
  • Bom dia, passámos a seguir o conflito israelo-palestiniano neste outro artigo em direto.

    Israel não acredita que Trump vá pressionar Netanyahu a terminar a ofensiva em Gaza

    Obrigada por nos acompanhar, até já!

  • Dois deputados britânicos detidos em Israel. Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que é "inaceitável"

    Dois deputados britânicos do Partido Trabalhista foram detidos hoje ao entrar em Israel sob acusações de terem “divulgado mensagens de ódio contra Israel” e por ordem do ministro do Interior.

    David Lammy, ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, reagiu à detenção e classificou-a como “inaceitável, contraprodutiva e profundamente preocupante”. Lammy acrescentou ainda que o executivo britânico está em contacto com Telavive e com os dois deputados.

  • Emmanuel Macron vai reunir-se com líderes do Egito e da Jordânia

    O Presidente francês viaja amanhã para o Egito, para uma visita oficial de três dias. Emmanuel Macron anunciou hoje que esta visita vai incluir uma cimeira trilateral com o Presidente do Egito e a Rei da Jordânia sobre a situação em Gaza — “em resposta à urgência”, escreveu Macron nas redes sociais.

    O Egito apresentou um plano para o futuro do território palestiniano — alternativo à deslocação do povo palestiniano, sugerida por Donald Trump — que conta com o apoio dos países da Liga Árabe e também da União Europeia.

  • Tribunal de Jerusalém cancela audiência de Netanyahu para que possa viajar para os Estados Unidos

    O Tribunal Penal de Jerusalém cancelou a audiência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que estava marcada para segunda-feira, no âmbito do seu julgamento por corrupção, avança o Times of Israel. O pedido foi feito pelo advogado de Netanyahu para que o chefe do executivo israelita pudesse viajar para os Estados Unidos para se encontrar com Donald Trump.

    Contudo, o Tribunal recusou cancelar a audiência da próxima quarta-feira. Isto gerou críticas dos procuradores, que dizem ter sido informados pela equipa de defesa que a viagem a Washington se ia prolongar até esse dia e iam pedir o adiamento das duas sessões. O Ministério Público israelita classificou esta atitude como “inaceitável”.

  • O que aconteceu até aqui:

    • No contexto da ofensiva israelita em Gaza, ataques israelitas resultaram em pelo menos 60 mortos e 162 feridos nas últimas 24 horas, totalizando aproximadamente 50.669 mortes e 115.225 feridos desde outubro de 2023. A maioria das vítimas são mulheres e crianças, com um significativo número de crianças palestinianas mortas ou feridas diariamente, segundo indicado pela UNICEF.
    • As forças israelitas decidiram investigar a morte de 15 paramédicos em Gaza após terem surgido vídeos que contradizem a versão inicial, que alegava que as ambulâncias não tinham identificação e circulavam de forma suspeita. Imagens divulgadas pelo The New York Times desmentem a explicação israelita, mostrando ambulâncias claramente identificadas e com luzes de emergência ligadas.
    • Continuam as críticas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que é acusado pelas famílias dos reféns de os negligenciar em favor de interesses estrangeiros. Netanyahu prepara-se para se encontrar com Donald Trump na Casa Branca, na segunda-feira, enquadrando-se num contexto de renovação de laços diplomáticos.
    • No plano internacional, a administração de Donald Trump continua a promover conversações diretas com o Irão, visando o desmantelamento do programa nuclear iraniano. Este esforço de “pressão máxima” começou após a retirada dos EUA do acordo nuclear em 2018, resultando na depreciação da moeda iraniana a níveis historicamente baixos.

  • Forças israelitas afirmam que vão investigar morte de 15 paramédicos

    O Exército israelita anunciou que vai abrir uma investigação à morte de 15 paramédicos na madrugada do dia 23 de março. Esta manhã, surgiram vídeos que contrariam os relatos iniciais das forças israelitas — que afirmaram que as ambulâncias seguiam sem estarem identificadas, “de forma suspeita” — e que motivaram a abertura da investigação.

    No comunicado, citado pelo Times of Israel, o Exército reconhece que os relatos iniciais estão incorretos, justificando que foram baseados no que os soldados dizem ter presenciado. Contudo, as forças israelitas continuam a recusar a acusação de que executaram os paramédicos enquanto eles estavam algemados e argumentam que os corpos foram enterrados em campas rasas segundo uma “prática regular e aprovada para os combates em Gaza”.

  • Famílias dos reféns acusam Netanyahu "de estar de férias", enquanto reféns passam "pelo holocausto"

    Milhares de pessoas protestam a esta hora em Telavive, como acontece habitualmente aos fins de semana. Acusam o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de “colocar os interesses do Qatar antes dos reféns” e de “estar numas férias de luxo na Europa”, “enquanto os reféns estão a viver um holocausto”, numa referência à visita de Netanyahu à Hungria.

  • Hamas publica vídeo com provas de vida de dois reféns raptados no 7 de Outubro

    O braço armado do Hamas, as brigadas Qassam, partilharam hoje um vídeo com pouco mais de dois minutos em que dois reféns israelitas são ouvidos a descrever como sobreviveram a um ataque israelita, descreve a Al Jazeera.

    Os media israelitas avançam que as famílias dos reféns identificaram as vozes como Maxim Herkin, de 35 anos, e Bar Kuperstein, de 23 anos, mas pediram que o vídeo — em que é possível ver que um dos homens está ferido — não fosse partilhado. Esta é a primeira prova de vida que as famílias recebem dos dois reféns desde que foram raptados do festival Supernova a 7 de Outubro de 2023.

  • Forças de Defesa de Israel avançam em corredor entre Khan Younis e Rafah

    As Forças de Defesa de Israel estão a avançar pela primeira vez no corredor Morag, entre Khan Younis e Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

    De acordo com as IDF, os militares assumiram posições em Rafah para desmantelar infraestruturas suspeitas de albergarem militantes do Hamas, tendo já eliminado vários alvos e localizado armamento utilizado pelo grupo palestiniano.

  • Casa Branca confirma visita de Netanyahu na segunda-feira

    Benjamin Netanyahu vai encontrar-se com Donald Trump na Casa Branca na segunda-feira, confirmou este sábado um funcionário da administração norte-americana, citado pelo The New York Times.

    Netanyahu chegará a Washington após reiniciar a campanha militar de Israel contra o Hamas em Gaza no final do mês passado. Esta será a segunda visita do primeiro-ministro israelita a Washington após a tomada de posse de Trump.

  • Pelo menos 350 crianças palestinianas estarão detidas em Israel

    Mais de 350 crianças estão detidas em prisões e centros israelitas desde que se iniciou a guerra na Faixa de Gaza, em 07 de outubro de 2023, anunciou este sábado a Comissão dos Prisioneiros Palestinianos.

    “A ocupação israelita continua a deter mais de 350 crianças palestinianas nas suas prisões e campos, incluindo mais de 100 crianças mantidas em detenção administrativa”, adiantou a organização, por ocasião do Dia da Criança Palestiniana.

    Segundo a comissão, durante o conflito entre Israel e o movimento Hamas, 1.055 crianças foram detidas em Gaza e outras 1.200 em Jerusalém e na Cisjordânia. De acordo com a comissão, estas crianças “enfrentam tortura, fome, além de roubos sistemáticos e privação imediata”.

    A organização recordou ainda Walid Ahmed, um adolescente palestiniano de 17 anos, da cidade de Ramallah, na Cisjordânia ocupada, que morreu em março na prisão israelita de Megido, onde estava detido desde setembro de 2024, tornando-se o primeiro menor palestiniano a falecer numa prisão israelita desde o início da guerra.

    De acordo com a Unicef, desde 18 de março, altura em que Israel retomou os ataques a Gaza, quebrando o cessar-fogo em vigor desde meados de janeiro, 322 crianças palestinianas foram mortas e 609 ficaram feridas.

  • Moeda iraniana em mínimos face ao dólar com contexto de maior tensão entre Irão e EUA

    A moeda iraniana negociou a um nível historicamente baixo face ao dólar, com a divisa norte-americana a custar mais de um milhão de riais e o mercado a admitir novas desvalorizações face à tensão entre Irão e EUA.

    A taxa de câmbio caiu para mais de um milhão de riais durante o Novo Ano Persa, em que as casas de câmbio estiveram encerradas, mas não o comércio informal, criando uma pressão adicional sobre o mercado.

    A retoma da atividade das casas de câmbio não veio, porém, aliviar a tendência de desvalorização do rial, com a taxa de câmbio a recuar para 1.043.000 riais, sinalizando que o novo mínimo pode ter vindo para ficar.

    No centro financeiro da capital iraniana, alguns ‘traders’ chegaram mesmo a desligar os sinais eletrónicos que mostram as taxas de câmbio, perante a incerteza sobre quanto mais poderia desvalorizar o rial.

    A economia iraniana tem sido severamente afetada pelas sanções internacionais, em particular depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter retirado unilateralmente os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão, em 2018.

    Após o seu regresso à Casa Branca, Trump reiniciou já a sua campanha de “pressão máxima” sobre o Irão com sanções, colocando na mira as empresas que comercializam petróleo bruto iraniano, incluindo as que vendem a preços reduzidos na China.

  • Ataques israelitas em Gaza fizeram pelo menos 60 mortos nas últimas 24 horas

    Os ataques israelitas na Faixa de Gaza provocaram, pelo menos, 60 mortos e 162 feridos nas últimas 24 horas, segundo o balanço hospitalar publicado diariamente pelo Ministério da Saúde do enclave.

    Desde o início da ofensiva israelita contra o Hamas no território sitiado, em outubro de 2023, já morreram, pelo menos 50.669 pessoas e outras 115.225 ficaram feridas, isto apesar de as autoridades alertarem para o facto de muitos corpos continuarem soterrados pelos escombros.

    Desde 18 de março, altura em que Israel retomou os ataques a Gaza, quebrando o cessar-fogo em vigor desde meados de janeiro, pelo menos 1.309 palestinianos foram mortos e 3.184 ficaram feridos. Segundo as autoridades de saúde do Hamas, citadas pela agência EFE, a maioria das vítimas são mulheres e crianças.

    De acordo com a UNICEF, pelo menos 100 crianças são mortas ou feridas diariamente no enclave, desde que Israel retomou os ataque. Nas últimas semanas, já morreram mais de 300. Israel, por sua vez, afirma ter morto cerca de 250 “terroristas” na sua nova ofensiva contra o enclave.

  • Forças de Defesa de Israel invadem posto de armamento sírio e reiteram objetivo de desmilitarização

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) invadiram um posto militar que pertencia ao antigo regime sírio liderado por Bashar Al-Assad e destruíram ou apreenderam armas e equipamentos, conta este sábado o Times of Israel.

    Entre o material guardado naquela localização estavam tanques, veículos blindados de transporte, sistemas de artilharia, morteiros ou foguetes.

    As tropas israelitas têm operado na zona fronteiriça entre Síria e Israel, entrando até cerca de 15 quilómetros dentro de território sírio sob o objetivo de captura de armas que possam vir a constituir uma ameaça para o país. Na agenda das IDF está ainda a desmilitarização da zona sul da Síria, procurando evitar também que novos grupos armados leais ao novo Governo sírio assumam posições na região.

  • Vídeo de ataque a ambulâncias em Gaza desmente explicações de Israel

    Um vídeo do ataque de forças israelitas a um comboio médico em março, que resultou na morte de 15 profissionais de saúde e elementos da ajuda humanitária em Gaza, foi publicado pelo The New York Times e desmente a versão de Israel de que os veículos circulavam de luzes apagadas quando foi feito o ataque.

    As imagens mostram que as ambulâncias, onde viajavam os profissionais de saúde (vestidos com uniformes refletores), e o carro de bombeiros que as acompanhava estavam claramente identificados e com as luzes de emergência ligadas.

    O vídeo foi partilhado com o jornal por um diplomata da ONU que pediu para não ser identificado. O The New York Times verificou as imagens e concluiu que foram gravadas durante as primeiras horas da manhã de 23 de março em Rafah, no sul de Gaza, onde teve lugar o ataque.

    Israel insiste que nos carros seguiam “terroristas” e diz ter matado nove supostos milicianos, embora até agora apenas tenha fornecido o nome de um, que não coincide com os nomes das vítimas divulgados pela organização do Crescente Vermelho e pela defesa civil de Gaza.

    As forças israelitas admitiram que dispararam contra ambulâncias na Faixa de Gaza em 23 de março, após considerarem os veículos suspeitos.

  • Presidente do Líbano encontrou-se com enviado adjunto dos EUA para o Médio Oriente

    O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, encontrou-se este sábado com o enviado especial adjunto dos EUA para o Médio Oriente, Morgan Ortagus, com a reunião a ser descrita por fontes próximas da presidência libanesa como um êxito.

    De acordo com o jornal Haaretz, que cita o canal do Qatar Al-Araby Al-Jadeed, Joseph Aoun reiterou o compromisso do país no cumprimento bem sucedido do acordo de cessar-fogo, mas não deixou de lembrar também aos EUA a exigência de saída de forças israelitas do seu território.

  • Administração Trump insiste em conversações diretas com o Irão para discutir fim do programa nuclear

    A administração de Donald Trump tem insistido em levar a cabo conversações diretas com o Irão, avança o Wall Street Journal.

    O objetivo dos americanos é levar ao desmantelamento nuclear do Irão, pondo fim ao seu programa nuclear.

  • Netanyahu e Trump: encontro deverá acontecer segunda-feira

    Já era conhecido que o primeiro-ministro israelita e o Presidente dos EUA tinham na agenda um encontro em Washington, que deveria acontecer na próxima semana.

    A reunião entre ambos deverá ter lugar na segunda-feira, de acordo com o Haaretz, que cita uma fonte próxima.

  • Bom dia. Retomamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode recordar todos os acontecimentos da passada sexta-feira no liveblog que agora encerramos. Obrigada por estar connosco.

    Membro da comitiva de Netanyahu assume negociações com outros países para receberem palestinianos

1 de 1